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Coluna vertebral

Este vídeo tem legendas em Português

Estrutura e função da coluna vertebral.

Fantástico!
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Destaques

Transcrição

Olá pessoal! Aqui é a Megan, do Kenhub, e no tutorial de hoje vamos analisar a coluna vertebral. Antes de começarmos, deixe-me te falar rapidamente o que vamos abordar neste tutorial.

Então primeiramente vamos dar uma olhada na coluna vertebral como um todo, focando nas suas funções gerais e na sua estrutura, e você pode ver toda a sua estrutura de uma perspectiva posterior destacada em verde na imagem
da direita.

Quando estivermos confortáveis com a coluna vertebral como uma entidade única, vamos fragmentá-la para dar uma olhada mais de perto nas vértebras, que são os ossos que a formam. Então a coluna vertebral é comumente chamada de coluna ou espinha.

Ela se estende da região inferior do osso occipital do crânio até a ponta do cóccix. A coluna vertebral tem várias funções importantes. Uma delas é abrigar e proteger a medula espinhal, e ela também ajuda a sustentar o peso da parte superior do corpo.

Ela também desempenha um papel na manutenção da postura e facilita o movimento. Bem, a coluna vertebral pode ser dividida em cinco regiões - cada uma delas é caracterizada por um tipo diferente de vértebra.

Então primeiro temos a região cervical, que é composta por sete vértebras cervicais e é encontrada no pescoço. A seguir temos a região torácica, que é
composta por doze vértebras torácicas. Isso deve ser fácil de lembrar, porque elas correspondem às doze costelas.

Temos então a região lombar, que é composta por cinco vértebras lombares robustas, e inferior à região lombar temos a região sacral, composta por cinco vértebras sacrais que são fundidas para formar o sacro.

Por último, temos a pequena região coccígea, composta por quatro vértebras coccígeas que são fundidas para formar o cóccix. Se adicionarmos esses números, podemos ver que a coluna vertebral é composta por 33 vértebras ao todo.

Vale a pena observar que cada vértebra geralmente é abreviada, usando a letra inicial de sua região seguido por um número que significa sua ordem naquela região.

Por exemplo, a vértebra C7 se refere à sétima vértebra da região cervical. Então entre as vértebras podemos encontrar essas estruturas fibrocartilaginosas que você pode ver destacada em verde dentro do círculo cinza escuro na sua tela, que são chamadas de discos intervertebrais.

Os discos compõem aproximadamente um-quarto do comprimento da coluna, formando um coxim entre duas vértebras adjacentes, exceto entre as duas primeiras vértebras cervicais e entre o sacro e o cóccix.

Esses discos agem literalmente como coxins, funcionando como um sistema espinhal de absorção de choque e amortecendo o efeito do choque e do estresse gerado quando um indivíduo anda, corre, se dobra ou se torce.

Os discos intervertebrais também evitam a fricção entre duas vértebras em movimento ao prevenir que os corpos vertebrais se desgastem um contra o
Outro. Então, independente de como as coisas se parecem quando estamos
visualizando a coluna vertebral de uma perspectiva anterior ou de uma perspectiva posterior, como é o caso da nossa imagem à sua direita, a coluna não é inteiramente reta de cima à baixo.

Se nos a visualizarmos de uma perspectiva mais lateral, podemos ver que ela é na verdade composta por quatro curvaturas distintas. Primeiramente, podemos ver as duas curvas voltadas para a frente nas regiões cervical e lombar da
coluna.

Essas curvaturas cervical e lombar são referidas como lordoses, ou lordose no singular. Então temos uma lordose cervical e uma lordose lombar. Também podemos ver duas curvas voltadas para trás nas regiões torácica e sacral. Essas curvaturas torácica e sacral são referidas como cifoses, ou cifose no singular. Então temos uma cifose torácica e uma cifose sacral.

Essas quatro curvaturas atuam em conjunto para aumentar a flexibilidade da coluna vertebral e para distribuir o peso corporal mais uniformemente entre as vértebras. Então, esperançosamente, você vai se lembrar de mais cedo que a coluna vertebral é dividida em cinco regiões - cada um contendo um número
específico de vértebras - e agora nós vamos ver essas vértebras, que são os blocos de construção da coluna.

Cada vértebra geralmente consiste em um corpo vertebral anteriormente e um arco vertebral posteriormente. Esses então delimitam um espaço chamado de forame vertebral, que abriga a medula espinhal. O arco vertebral é formado por dois pedículos que podemos ver de cada lado, e duas lâminas achatadas que completa o arco posteriormente.
Cada vértebra também possui um processo espinhoso, dois processos transversos e quatro processos articulares. Você provavelmente percebeu que só conseguimos ver dois processos articulares nesta imagem. Isso é porque existem dois processos articulares superiores e dois inferiores.

Nesta imagem, estamos vendo uma única vértebra torácica de cima, estão podemos ver os dois processos articulares superiores, e se virarmos essa vértebra, veríamos os inferiores. Quando olhamos para as vértebras nas diferentes regiões da coluna vertebral, podemos ver que elas diferem não só em tamanho mas também que elas têm suas próprias características especiais.

Então vamos começar olhando as vértebras encontradas na região cervical da coluna. Como eu mencionei anteriormente, sete vértebras cervicais compõem a porção cervical da coluna vertebral. Naturalmente, esses ossos são chamados de C1 a C7.

De todas as vértebras que compõem a coluna espinhal, as vértebras cervicais são as menores, e como você pode ver nesta imagem, elas estão localizadas imediatamente inferior à base do crânio e superior às vértebras torácicas.

A primeira, a segunda e a sétima vértebras cervicais têm características únicas, enquanto as outras são semelhantes em termos de estruturas. Então primeiro vamos focar nas características de uma vértebra cervical típica e vamos fazer isso usando esta imagem, que mostra uma única vértebra cervical vista de cima.

Uma vértebra cervical típica tem um corpo relativamente pequeno e um grande forame vertebral triangular. Cada um de seus processos transversos possui um orifício chamado de forame transverso, que permite a passagem da artéria vertebral.

Observe que a artéria vertebral passa através dos processos transversos de C1 a C6, mas não de C7. Outra característica diferencial das vértebras cervicais
é o seu pequeno processo espinhoso bífido. Agora vamos seguir em frente para falar sobre as vértebras cervicais atípicas, começando com a primeira vértebra cervical.

A primeira vértebra cervical também é conhecida como atlas, ou C1. Ela sustenta o crânio, por isso o seu nome atlas, que vem do Titã Atlas que foi condenado a segurar o céu na mitologia grega. O atlas é único porque, como você pode ver nesta imagem aqui do atlas visto de cima, ele tem um arco anterior e um arco posterior mas não tem um corpo vertebral nem um processo espinhoso.
Superiormente, o atlas se articula com os côndilos occipitais do osso occipital do crânio, e com a segunda vértebra cervical inferiormente. A segunda vértebra cervical também é conhecida como axis, ou C2, e está localizada imediatamente inferior ao atlas.

Essa vértebra também é única porque ela possui um processo odontoide na sua superfície superior que também é conhecido como “dente”. Finalmente, a sétima vértebra cervical, ou C7, é atípica porque seu processo espinhoso não é bífido. Também é conhecida como “vértebra proeminente” devido ao seu grande processo espinhoso que se sobressai debaixo da pele e é na verdade visível
a olho nu.

Nesta imagem, também podemos ver como as vértebras cervicais se articulam umas com as outras, com as facetas articulares superiores voltadas para cima
e as facetas articulares inferiores voltadas para baixo. Agora vamos seguir em frente para as vértebras torácicas. Há doze vértebras torácicas que se articulam com as doze costelas para formar o arcabouço ósseo do tórax.

Novamente, as vértebras torácicas têm características que nos permitem diferenciá-las de outros tipos de vértebras. Vamos dar uma olhada nestas características agora. Estou usando uma imagem de uma vértebra torácica
vista de lado e uma mostrando uma vértebra torácica vista de cima.

Seus corpos vertebrais são medianos em tamanho e possuem um formato de coração, e elas aumentam em tamanho à medida em que descemos a coluna. Seus forames vertebrais são pequenos e circulares e seus processos espinhosos são longos e angulados agudamente para baixo. Além disso, as vértebras torácicas apresentam facetas costais que se articulam com as costelas.

Antes de falarmos sobre as facetas costais das vértebras torácicas, vamos primeiro falar sobre os processos articulares. Bem, você se lembra que eu te mostrei rapidamente como as vértebras cervicais se articulam uma com a outra através da faceta articular superior voltada para cima e a faceta articular inferior voltada para baixo?

Bem, as vértebras torácicas fazem isso de uma forma um pouco diferente. Seus processos articulares superiores têm facetas voltadas posteriormente e lateralmente, como você pode ver representado pelas duas setas na sua tela, enquanto os processos articulares inferiores têm facetas voltadas anteriormente e medialmente.

As facetas articulares inferiores se articulam com as facetas articulares superiores da vértebra de baixo como num quebra-cabeça, formando as articulações zigoapofisárias.

Agora podemos seguir em frente para as facetas costais, e há três que precisamos distinguir. As primeiras duas podem ser vistas aqui de uma perspectiva lateral. Na nossa esquerda, temos a fóvea ou faceta costal superior, e na nossa direita temos a faceta costal inferior.

Tenha em mente que como agora você está vendo-as separadamente elas na verdade são chamadas de hemifacetas, significando que elas são metade, porque elas só vão se tornar uma superfície articular inteira quando essas duas vértebras se unirem e as facetas costais superior e inferior se juntarem para formar uma superfície articular completa que vai se articular com a cabeça de uma determinada costela.

A primeira vértebra torácica e as vértebras 10 a 12 apresentam variações em termos de tamanho, localização e número dessas facetas. Por exemplo, algumas possuem facetas inteiras ao invés de hemi-facetas. Agora seguindo para um outro tipo de superfície articular costal que é conhecida como fóvea costal ou faceta costal do processo transverso.

A primeira à décima vértebras torácicas exibem essas facetas costais em seus processos transversos que se articulam com os tubérculos das costelas. Podemos ver isso claramente em nossa imagem à direita onde podemos ver uma vértebra torácica e duas costelas vistas de cima.

Até agora já falamos sobre as estruturas das vértebras cervicais e torácicas, prestando atenção especial em suas características únicas. Agora vamos seguir em frente com as vértebras lombares. Existem cinco vértebras lombares que são
encontradas inferiormente à caixa torácica e superiormente à pelve e ao sacro.

Bem, em termo de suas características, os corpos vertebrais das vértebras lombares são grandes e em formato de “rim”, como podemos ver na nossa vista
superior de uma vértebra lombar. De fato, seus corpos vertebrais são os maiores de todas as vértebras da coluna devido ao fato de que elas sustentam o peso da extremidade superior do corpo.

Cada vértebra lombar possui um forame vertebral triangular e um processo espinhoso quadrangular pequeno e achatado, que podemos ver aqui na nossa vista lateral à esquerda. Vamos dar uma olhada em como as vértebras lombares
se articulam umas com as outras. Como sabemos, as vértebras geralmente têm quatro processos articulares. As vértebras lombares têm dois processos articulares superiores e dois processos articulares inferiores.

Seus processos articulares superiores têm facetas voltadas medialmente, como você pode ver aqui representado por nossas setas, e seus processos articulares inferiores têm facetas voltadas lateralmente. Na imagem à direita, podemos ver um bom exemplo de como as vértebras lombares se encaixam.

Seguindo mais abaixo na coluna, vamos agora discutir as cinco vértebras fundidas que compõem o sacro. Esse osso em forma de cunha se situa na
base da coluna e forma o elo entre os ossos ilíacos e a coluna vertebral.
Então agora vamos falar sobre algumas das principais características do sacro.

Se olharmos em direção ao lado superior do sacro, podemos ver a área destacada em verde que é conhecida como a base do sacro. É neste local onde o sacro se articula com a quinta vértebra lombar, através dos processos articulares superiores do sacro, vistos aqui nos nossos círculos cinzas, e, logicamente, as facetas articulares inferiores de L5. Essa articulação forma a articulação lombossacral.

A superfície interna do sacro, que é conhecida como superfície pélvica, é côncava em formato e possui quatro pares de forames sacrais encontrados de cada lado da linha média. Esses forames sacrais conduzem os ramos ventrais dos quatro primeiros nervos espinhais sacrais, de S1 a S4.

Do lado posterior do sacro, cursando ao longo da linha média, está esse cume ósseo irregular visto aqui destacado em verde, que é conhecido como crista sacral média. Essa crista é palpável e é formado pela fusão da coluna sacral S1 a S4.

O hiato sacral, um ponto de referência que se forma porque a lâmina de S5 não chega no plano mediano, resultando numa superfície dorsal exposta, está localizado imediatamente abaixo do tubérculo de S4. O canal sacral triangular é formado pelos forames vertebrais sacrais, e desce da abertura da superfície basal, representada pelo triângulo desenhado na sua tela, até o hiato sacral.

De cada lado da crista sacral, podemo ver o corno sacral. Uma vez que a medula espinhal termina ao nível de L2 aproximadamente, o canal sacral na verdade não acomoda a medula espinhal. Ao invés disso, ela conduz o filum terminale, as raízes anterior e posterior dos nervos espinhais sacral e coccígeo e uma substância fibrosa e gordurosa.

Lateralmente ao forame sacral do lado posterior do sacro estão um par de cristas longitudinais conhecidas como cristas laterais do sacro. Essas cristas são formadas pelos processos transversos fundidos das vértebras sacrais. Seguindo em frente, existe uma superfície articular no aspecto lateral do sacro que se articula com o ílio para formar a articulação sacroilíaca.

Podemos ver essas articulações destacadas em verde na nossa imagem à direita. Finalmente, o ápice do sacro é o segmento mais inferior. Ele é formado pela quinta vértebra sacral e tem uma faceta em formato ovalado para articulação
com o cóccix, formando a articulação sacrococcígea.

Finalmente, o cóccix, que acabamos de ver, se articula com a quinta vértebra sacral para formar a articulação sacrococcígea, que é composta por três a quatro ossos. Aqui temos uma vista posterior do cóccix à esquerda, e uma vista anterior à direita.

A primeira vértebra coccígea é a única vértebra coccígea que apresenta algumas das estruturas típicas de uma vértebra totalmente formada. Voltando rapidamente para a articulação sacrococcígea, deve-se observar que a presença dessa articulação permite um movimento passivo do cóccix para trás. Isso é importante durante o parto, uma vez que ele aumenta o diâmetro anteroposterior da via de saída da pelve.

Lá no início do nosso tutorial, vimos que a coluna tem quatro curvaturas distintas que aumentam a flexibilidade da coluna vertebral e distribuem o peso corporal mais uniformemente entre as vértebras. Entretanto, a coluna vertebral também pode apresentar algumas curvaturas anormais, e vamos focar em uma delas nas nossas notas clínicas.

Então, escoliose é uma deformidade da coluna vertebral na qual uma curvatura lateral está presente, ou de um lado só formando um “C”, ou dos dois lados formando um “S”. Nesse nosso raio-X aqui, podemos ver uma curvatura lateral presente de ambos os lados da coluna, resultando em uma ligeira forma de “S”.

Escoliose grave pode ser debilitante, levando a redução da mobilidade, dores nas costas e problemas respiratórios. Antes de encerrarmos nosso tutorial, vamos rapidamente revisar o que aprendemos hoje. Primeiro nós falamos sobre as funções gerais e a estrutura da coluna vertebral. Vimos que ela protege a medula espinhal e sustenta o peso da extremidade superior do corpo.

Também vimos que ela é dividida em cinco regiões chamadas de região cervical, região torácica, região lombar, região sacral e a pequena região coccígea. Vimos que essas regiões constituem um total de trinta e três vértebras, e entre essas vértebras estão os discos intervertebrais.

Também vale a pena lembrar que a coluna não é uma estrutura reta de cima a baixo, mas que ela possui curvaturas anteriores e posteriores. Quando ficamos felizes com a coluna como um todo falamos sobre as vértebras individuais que a compõem.

Primeiro vimos as vértebras cervicais. Existem sete vértebras cervicais e geralmente elas exibem algumas características que as definem, incluindo um corpo pequeno, um forame vertebral triangular, um forame transverso em cada processo transverso e um processo espinhoso bífido. Nós então vimos as vértebras torácicas.

Existem doze vértebras torácicas e elas também exibem algumas características únicas, incluindo um corpo de tamanho mediano em formato de coração, um pequeno forame vertebral circular e seus processos espinhosos são longos e angulados agudamente para baixo.

Adicionalmente, as vértebras torácicas exibem facetas costais que se articulam com as costelas. A seguir falamos sobre as vértebras lombares. Há cinco vértebras lombares e novamente elas têm algumas características especiais, incluindo um corpo grande em formato de rim, um forame vertebral triangular e um processo espinhoso pequeno, quadrangular e achatado.

Inferiormente às vértebras lombares, encontramos o sacro, que podemos ver destacado em verde. O sacro é composto por cinco vértebras sacrais fundidas. E finalmente, falamos sobre o cóccix que é composto por três a quatro ossos.

Podemos ver o cóccix destacado em verde formando a ponta da coluna vertebral. Então isso nos leva ao final do nosso tutorial sobre a coluna vertebral. Espero que você o ache útil e obrigada por assistir! Esse vídeo é mais divertido do que ler um livro, certo?

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