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Parede lateral da cavidade nasal

Este vídeo tem legendas em Português

Ossos, cartilagens e mucosa da parede lateral da cavidade nasal.

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Destaques

Transcrição

Oi pessoal! Aqui é a Megan do Kenhub, seja bem-vindo a mais um tutorial de anatomia! No tutorial de hoje, vamos ver as estruturas da parede lateral da cavidade nasal. Mas antes disso, eu gostaria de descrever o que é a cavidade nasal.

Então aqui, podemos ver a parede lateral da cavidade nasal e algumas das estruturas que estudaremos hoje, como as conchas nasais e os meatos entre elas. Podemos ver também o seio esfenoidal e o seio frontal.

A cavidade nasal é parte do trato respiratório superior, localizado acima e atrás do nariz. As cavidades nasais são alongadas e em forma de cunha, com uma base larga inferior e um ápice superior mais estreito.

Elas são mantidas abertas pela estrutura esquelética, que é formada principalmente por osso e cartilagem. As duas cavidades são separadas pelo septo nasal. As bordas ósseas da cavidade nasal e suas cartilagens alares adjacentes formam o centro da face.

Neste tutorial, vamos ver a parede lateral da cavidade nasal em mais detalhes, que é bem complexa e formada por osso, cartilagem e tecidos moles.

Primeiramente, vou começar este tutorial descrevendo os ossos e as estruturas ósseas que formam a cavidade nasal lateral. Então vamos começar olhando a abertura nasal anterior. Essa é uma abertura óssea, em formato de pêra, no
crânio e ela também é chamada de abertura piriforme.

Aqui, temos a vista lateral da abertura nasal anterior e, na próxima imagem, temos a vista frontal. As extremidades ósseas anteriores da maxila e dos ossos nasais terminal na abertura nasal anterior e formam uma abertura no vestíbulo nasal cartilaginoso.

A superfície da parede lateral da cavidade nasal tem um contorno irregular e é interrompida por três conchas nasais - a concha nasal superior, a concha nasal média e a concha nasal inferior.

Essas estruturas são como prateleiras ósseas levemente curvadas e longas, que se protundem para dentro da cavidade nasal. Elas são cobertas por uma membrana mucosa e o epitélio que as revestem é colunar, pseudoestratificado e ciliar - o epitélio respiratório.

A concha é responsável pela maioria do direcionamento do fluxo de ar, umidificação, aquecimento e filtração do ar inalado pelo nariz. Agora, vamos ver cada uma das conchas nasais em mais detalhes.

Aqui, vemos a primeira das três conchas nasais encontradas na parede lateral da cavidade nasal - a concha nasal superior. Lembre-se, todas as conchas são revestidas por uma membrana mucosa. Podemos ver a concha nasal superior, coberta por sua membrana mucosa, aqui.

A concha nasal superior se origina da lâmina perpendicular do osso etmoide. Essa estrutura óssea se situa acima da concha nasal média e do meato nasal superior e abaixo do recesso esfenoetmoidal.

A segunda das três conchas nasais encontradas na parede lateral da cavidade nasal é a concha nasal média. Assim como a concha nasal superior, a concha
nasal média também se origina da lâmina perpendicular do osso etmoide.

Ela está situada abaixo do meato nasal superior e acima do meato nasal médio. Ela tem um papel importante na umidificação e na filtração de micropartículas do ar inspirado. Aqui, podemos ver a concha nasal média, com sua membrana mucosa, destacada em verde.

A terceira e última das três conchas nasais é a concha nasal inferior. Ao contrário das conchas nasais superior e média, esta estrutura é um osso independente que emerge lateralmente do septo ósseo.

Podemos ver a concha nasal inferior, com sua membrana mucosa, destacada em verde. O meato nasal inferior está abaixo dela. As conchas superior, média e inferior que acabamos de ver, dividem a cavidade nasal em três passagens de ar semelhantes a sulcos - os meatos nasais superior, médio e inferior.

Então, vamos ver estes três meatos em mais detalhes. O meato nasal superior é uma passagem nasal situada abaixo da concha nasal superior. Ele é o menor e o mais superiormente localizado dos três meatos.

O recesso esfenoetmoidal se abre nele e drena as células etmoidais posteriores. O meato nasal médio se situa entre a concha nasal média e a concha nasal inferior.

Essa passagem nasal drena os seios maxilar, frontal e etmoidal anterior.
Por último, mas não menos importante, temos o meato nasal inferior, que fica abaixo da concha nasal inferior.

Ele é o maior dentre os três meatos e ocupa a maior parte da parede lateral da cavidade nasal. O terço anterior do meato nasal inferior contém a terminação do ducto nasolacrimal.

Aqui, podemos ver o meato nasal inferior coberto pela sua membrana mucosa. Existe uma quarta passagem de ar que podemos ver na cavidade nasal, que é o recesso esfenoetmoidal. Este recesso se abre no seio esfenoidal e se situa superiormente e posteriormente à concha nasal superior.

Mais uma vez, a próxima imagem mostra a parede lateral da cavidade nasal, coberta pela membrana mucosa. Podemos ver aqui o recesso esfenoetmoidal destacado em verde. A próxima estrutura sobre a qual vamos falar é o agger nasi.

Esta estrutura é visível na extremidade superior e anterior do meato nasal médio. O agger nasi, que também é conhecido como concha nasoturbinal é uma pequena crista arredondada encontrada na parede lateral da cavidade nasal.

Vista aqui na nossa ilustração destacada em verde, ela está situada no meio do caminho da face anterior da concha nasal média. A seguir, vamos dar uma olhada nos ossos nasais, que são os dois ossos situados entre as metades direita e esquerda da maxila. Eles formam a ponte do nariz.

Os ossos nasais formam várias articulações. Eles se articulam com o osso frontal superiormente, com o osso etmoidal e, claro, com o processo frontal da maxila, lateralmente.

Distalmente, os ossos nasais se articulam com as cartilagens nasais lateralmente e com o septo nasal inferiormente. Na superfície interna dos ossos nasais, existem sulcos formados pela passagem do nervo nasociliar.

Outro osso que participa da formação do esqueleto nasal e pode ser identificado em uma vista lateral é a maxila. A superfície nasal da maxila é uma porção da maxila que ajuda a formar a parte anterolateral da cavidade óssea nasal. Ela se localiza inferior ao osso nasal e dá origem, em parte, à concha nasal inferior.

Essa parte é a superfície medial da maxila e uma abertura que leva ao seio maxilar pode ser encontrada nesta parte da maxila. Imediatamente posterior à superfície nasal da maxila, vemos um pequeno e fino osso chamado de osso lacrimal.

O osso lacrimal é um osso pareado, situado na frente da lâmina orbital do osso etmoide. Este é o menor osso do crânio e ele se articula com o processo frontal da maxila anteriormente, com a lâmina orbital das células etmoidais
anteriores posteriormente e com a parte anterior da concha nasal inferior inferiormente.

Um sulco que forma a fossa para o saco lacrimal é encontrado na superfície lateral do osso lacrimal. Ele é conhecido como sulco lacrimal. Posterior ao osso lacrimal, encontramos o osso etmoide. O osso etmoide é um osso esponjoso e leve, situado no teto do nariz, entre as duas órbitas.

Ele é formado pela lâmina cribiforme, que é perfurada pelas fibras do nervo olfatório. Na imagem a seguir, podemos ver o nervo olfatório perfurando a lâmina cribiforme. Ele está destacado em verde aqui. Outros componentes do osso etmoide incluem o labirinto etmoidal e a lâmina perpendicular, que formam parte do septo nasal posterior e dão origem às conchas nasais superior e média.

O osso frontal é um dos maiores ossos do crânio e também contribui para a formação da parede lateral da cavidade nasal. Ele é formado por uma parte escamosa, uma parte orbital e uma parte nasal. A parte escamosa do osso frontal é a maior parte do osso e engloba a área da testa.

Na próxima ilustração, podemos ver as cavidades do osso frontal, conhecidas como seios frontais. Nesta ilustração, podemos ver que o seio frontal se localiza superior à órbita. Os seios frontais são assimétricos e são
separados por um fino septo intra-sinusal.

A parte nasal do osso frontal se articula com o processo frontal da maxila e com os ossos nasais. A seguir, aqui, podemos ver o osso esfenoide, que tem um formato irregular e forma a porção central do crânio.

O osso esfenoide pode ser dividido em um corpo, com a sela túrcica - que abriga a glândula pituitária - duas asas: maior e menor, que se estendem
da lateral do corpo e no processo pterigóide, que se projeta inferiormente.

Ele forma o assoalho da fossa média do crânio e contém vários forames, através dos quais vários nervos cranianos e vasos sanguíneos passam. Para mais informações sobre o esfenoide, veja nosso tutorial sobre a vista superior da base do crânio no nosso site.

Dentro do corpo do osso esfenoide, podemos ver os seios paranasais pareados, conhecidos como seios esfenoidais. Os seios são revestidos por membranas mucosas, que recebem inervação sensorial do nervo facial, 7° nervo craniano.

Como eu mencionei antes, o recesso esfenoetmoidal da cavidade nasal se abre nos seios esfenoidais. E como vimos antes, o osso esfenoide se divide em: corpo, asas maior e menor e processo pterigóide. O processo pterigóide é formado por uma lâmina lateral e uma medial.

Aqui, você pode ver a lâmina medial do processo pterigóide, que cursa lateralmente na extremidade inferior, formando essas estruturas que lembram ganchos, conhecidas como hâmulos pterigóideos. Aqui, podemos ver o hâmulo pterigóideo destacado em verde.

Suas paredes laterais formam parte da fossa pterigóide e, medialmente, elas contribuem com os limites laterais das coanas. O último osso que contribui com a formação da parede lateral da cavidade nasal é o osso palatino.

O osso palatino é um osso pareado que se localiza entre a maxila e o osso esfenoide. Ele é composto por uma lâmina horizontal, que forma a porção posterior do palato duro, uma lâmina perpendicular, que contribui com a
formação da parede lateral da cavidade nasal e um processo piramidal, onde os
forames palatinos menores são encontrados, através dos quais os nervos e vasos palatinos menores passam.

Aqui, podemos ver a lâmina horizontal contribuindo com o palato duro e a lâmina perpendicular contribuindo com a parede lateral da cavidade nasal.
A lâmina perpendicular e o processo piramidal do osso palatino formam uma incisura profunda, que se torna o forame esfenopalatino quando ela é cruzada pela superfície inferior do osso esfenoide.

Esse forame conecta a cavidade nasal com a fossa pterigopalatina. Os vasos que passam através desse forame incluem a artéria e a veia esfenopalatinas e o nervo nasopalatino. Até aqui, vimos as estruturas ósseas que formam a parede lateral da cavidade nasal.

Agora, vamos estudar as cartilagens e os outros tecidos moles que podemos ver nesta perspectiva, começando pelas cartilagens alares maiores. As cartilagens alares maiores formam a ponta do nariz.

Essas duas cartilagens em forma de foice também formam as paredes medial e lateral das narinas. Elas têm a crus medial que forma as partes anterior e inferior do septo nasal e a crus lateral que curva lateralmente em torno
da narina. As cartilagens alares menores são lâminas individuais pequenas e
planas de cartilagem, vistas aqui. Elas suplementam as cartilagens alares maiores e se situam na sua margem posterior. Elas estão suspensas por um tecido fibrogorduroso que forma o aspecto lateral das narinas e estão livres de outras cartilagens que fornecem estabilidade e dão forma às narinas.

A cartilagem nasal lateral é uma cartilagem plana e de formato triangular, que se funde parcialmente ao septo nasal. Nesta imagem, podemos ver onde ela se conecta à margem inferior do osso nasal e ao processo frontal da maxila.

Também podemos ver onde ela se conecta às cartilagens alares maiores por um tecido conjuntivo fibroso. As cartilagens nasais laterais formam a parte cartilaginosa da ponte do nariz e, juntas com as cartilagens alares maiores, formam a estrutura principal que define a aparência do nosso nariz.

O linem nasi é uma crista mucosa formada pela margem da cartilagem alar. Ele está situado na extremidade do vestíbulo e é o limite entre a cavidade nasal
própria e o vestíbulo. O limen nasi tem aproximadamente dez milímetros de comprimento.

Finalmente, aqui, podemos ver o vestíbulo nasal. O vestíbulo nasal é a parte mais anterior da cavidade nasal e se estende até o limen nasi. Ele é recoberto por epitélio escamoso estratificado queratinizado, diferentemente da cavidade nasal própria, que é recoberta por epitélio respiratório.

Para finalizar este tutorial, eu gostaria de dizer algumas palavras sobre a ocorrência de fraturas nasais. Devido à proeminência do esqueleto nasal
externo, fraturas nasais são muito comuns. Elas são na verdade a fratura mais comum da região da face.

Fraturas normalmente ocorrem como resultado de trauma contuso do nariz e eles são frequentemente observados em acidentes automobilísticos ou esportivos. Uma complicação comum dessas fraturas nasais é uma deformidade permanente do esqueleto nasal.

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