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Estrutura da medula espinhal

Este vídeo tem legendas em Português

Estrutura completa da medula espinhal observada numa vista dorsal.

Fantástico!
A sua primeira videoaula. Continue para o teste abaixo para solidificar o seu conhecimento.

Destaques

Transcrição

Olá a todos! Eu sou a Megan do Kenhub, e sejam bem-vindos a mais uma videoaula de anatomia. Na videoaula de hoje, nós vamos olhar algumas características externas da medula espinhal.

Como você pode já saber, a medula espinhal é um importante meio de ligação entre o encéfalo e o resto do corpo, por isso, é importante conhecer a sua localização e relação com as estruturas vizinhas.

Para descrever estas características, nós vamos explorar esta imagem que você vê agora na sua tela. Nesta imagem, nós vemos a medula espinhal dentro da coluna vertebral de uma vista posterior, e nós removemos a porção posterior de cada vértebra fazendo um corte nas porções laterais do arco vertebral, e nós também removemos todos os discos intervertebrais.

Assim, nós expusemos este canal longitudinal que é formado pela união de cada forame (buraco) vertebral. Desta forma, nós podemos ver todo o comprimento da
coluna vertebral, desde o forame (buraco) magno aqui no topo até à porção mais inferior - o sacro e o cóccix.

Para ajudar você a se orientar melhor, eu gostaria de lhe mostrar alguns marcos úteis e importantes. Na imagem seguinte, nós podemos ver a primeira vértebra cervical imediatamente inferior ao osso occipital. Um outro marco que você pode ver é a primeira costela.

O que esta costela tem de importante é que ela articula-se com a primeira vértebra torácica. E aqui você pode ver a décima segunda costela, que também é chamada de costela flutuante devido ao fato de articular apenas com a coluna vertebral e não com o esterno ou sua cartilagem.

Esta vértebra articula com a décima segunda vértebra torácica e marca o final da coluna torácica. Finalmente, aqui, na parte mais inferior da coluna vertebral, nós vemos este pequeno osso - o cóccix - que é a porção final
da coluna vertebral. Então, agora que nós vimos estes marcos ósseos e é mais fácil para você se orientar, nós podemos continuar e ver algumas das características externas da medula espinhal.

A medula espinhal é a continuação do bulbo raquidiano e estende-se desde o forame (buraco) magno, aqui no topo da imagem, até aproximadamente o nível dos discos entre as vértebras L1 e L2.

Como você pode ver nesta imagem, a medula espinhal não preenche todo o comprimento da coluna vertebral. Isto é causado pelo fato de que, durante o desenvolvimento embriológico, a coluna vertebral cresce mais do que a medula espinhal, o que leva a que as raízes nervosas caudais desçam abaixo do ponto terminal da medula espinhal, formando uma estrutura conhecida como cauda equina.

Nós iremos discutir mais sobre isso mais tarde nesta videoaula. Mas, por agora, eu gostaria apenas de lembrar você que a medula espinhal é uma estrutura cilíndrica de tecido nervoso e, como você pode ver nesta secção transversa da medula espinhal, ela é composta por substância branca externamente e substância cinzenta internamente.

A substância cinzenta contém principalmente os corpos celulares e células gliais de vários núcleos, enquanto que a substância branca corresponde às fibras das vias ascendentes ou descendentes. Existe um pequeno canal central, no ponto central da substância cinzenta, que não é visível nesta ampliação mas que contém líquido cefalorraquidiano.

Eu não vou discutir os núcleos e as vias da medula espinhal nesta videoaula, mas gostava de mencionar que as raízes nervosas dos cornos ventrais e dorsais da substância cinzenta se juntam no exterior da medula espinhal - como você pode ver aqui - formando trinta e um pares de nervos espinhais que inervam todo o corpo.

Nós vamos ver os nervos espinhais em maior detalhe à frente nesta videoaula. Como eu mencionei anteriormente, a extremidade inferior da medula espinhal encontra-se aproximadamente ao nível dos discos intervertebrais entre a primeira e a segunda vértebras lombares, ponto em que começa a afunilar.

Esta extremidade distal da medula espinhal em forma de cone é conhecida como cone medular. A pia máter que envolve a medula espinhal continua-se inferiormente até ao cóccix na forma de um filamento fino, conhecido como fio terminal.

Isto permite uma ligação apertada entre o cone medular e a região posterior do cóccix e, assim, estabiliza toda a medula espinhal. Como eu mencionei mais cedo, a medula espinhal dá origem a trinta e um pares de nervos espinhais, nomeados de acordo com a sua posição em relação às vértebras associadas.

Os nervos espinhais mais superiores que você pode ver aqui realçados a verde são os nervos cervicais. Há oito pares de nervos espinhais cervicais,
C1 a C8. O primeiro par destes nervos vistos aqui emerge entre o osso occipital do crânio e a primeira vértebra cervical.

Assim, percebe-se que os nervos cervicais C2 a C7 também emergem do canal vertebral superiormente à vértebra respetiva; contudo, o oitavo nervo espinhal cervical, C8, emerge entre a sétima vértebra cervical e a primeira vértebra torácica.

Como consequência, todos os nervos espinhais restantes, começando pelo primeiro nervo espinhal torácico, T1, emergem do canal vertebral inferiormente à respetiva vértebra.

Este é um ponto importante a lembrar de modo a perceber a posição exata de cada nervo espinhal. Outro ponto importante a lembrar é que, assim que o nervo espinhal emerge do forame (buraco) intervertebral, ele dá origem a dois ramos principais - um ramo anterior ou ventral e um ramo posterior ou dorsal.

O ramo anterior dos nervos espinhais cervicais formam os plexos cervical e braquial. Para ser mais específica, os ramos ventrais dos primeiros quatro nervos espinhais formam o plexo cervical, enquanto que os ramos ventrais dos
nervos espinhais C5 a C8 formam o plexo braquial.

Os ramos posteriores ou dorsais dos nervos espinhais cervicais inervam os músculos da nuca e a pele da região lateral da nuca. Próxima paragem, vamos olhar os nervos torácicos. Há doze pares de nervos espinhais torácicos que
emergem imediatamente inferiormente às vértebras torácicas correspondentes.

Do mesmo modo que os nervos espinhais cervicais, os nervos espinhais torácicos têm ramos ou divisões anterior e posterior. Os ramos ou divisões anteriores dos nervos espinhais T1 a T12 correm como nervos intercostais entre as costelas.

O ramo anterior do nervo espinhal T12 - também conhecido como nervo subcostal - corre inferiormente à décima segunda costela. Por outro lado, cada um dos ramos ou divisões dos nervos espinhais torácicos dividem-se em um ramo medial
e um lateral, os quais dão fibras motoras para músculos autóctones profundos
do dorso.

A partir do segmento lombar da medula espinhal surgem os nervos lombares. Os nervos lombares - como todos os nervos que discutimos até agora - são divididos em divisões posterior e anterior.

Há cinco pares de nervos espinhais lombares que emergem imediatamente inferiormente às respetivas vértebras lombares - como você pode ver aqui. Os ramos ou divisão posterior dos nervos espinhais lombares inervam os músculos autóctones do dorso, dando também ramos cutâneos, enquanto que os ramos ou divisão anterior destes nervos espinhais formam o plexo lombar, mais especificamente, os ramos de L1 a L3 e parte de L4.

O resto dos ramos de L4 e L5 fazem parte do tronco lombossacral (lombossagrado). Nós vamos discutir isto mais tarde nesta videoaula. À medida que nos movemos mais inferiormente ao longo da coluna vertebral, nós vemos mais cinco pares de nervos. Estes são os nervos sacrais (sagrados), que também têm um ramo ou divisão anterior e posterior.

Os nervos sacrais (sagrados) emergem da medula espinhal ao nível das vértebras L1 ou L2 - como você pode ver na nossa ilustração - e descem
para o sacro. Os ramos anteriores e posteriores saem da coluna vertebral através dos forames (buracos) sacrais (sagrados) anteriores e posteriores,
respetivamente.

Os ramos anteriores dos nervos espinhais S1 a S4 juntam-se com o tronco lombossacral (lombossagrado) que se origina dos nervos espinhais L4 e L5 e, juntos, formam o plexo sacral (sagrado).

Este plexo inerva a pele e os músculos da pelve e membro inferior. A divisão anterior do quinto nervo sacral (sagrado) sai através do hiato entre o sacro e o cóccix. Os ramos posteriores dos nervos espinhais sacrais (sagrados) são pequenos e diminuem em tamanho de cima a baixo, à medida que emergem.

Os ramos posteriores, com a exceção de S5, emergem através dos buracos (forames) sacrais (sagrados) posteriores e dão inervação motora para o músculo multifidus. Eles também dão inervação sensorial para a pele sobre a parte posterior das nádegas.

O nervo coccígeo é o trigésimo primeiro par de nervos sacrais (sagrados), e é o último dos nervos espinhais. Os nervos que originam deste plexo são conhecidos como nervos anococcígeos e eles fornecem fibras sensitivas para a pele sobre e entre o cóccix e o ânus.

Tendo falado sobre os nervos espinhais, vamos continuar para olhar as estruturas vistas aqui realçadas a verde, que é conhecida como cauda equina. O termo cauda equina vem do latim, significando “cauda de cavalo”.

Como eu mencionei no início deste tutorial, durante o desenvolvimento embriológico, a coluna vertebral cresce mais do que a medula espinhal, o que leva a que o final da medula espinhal se situe superiormente em relação às vértebras adjacentes.

Nos adultos, a extremidade inferior da medula espinhal, como vimos anteriormente, encontra-se aproximadamente ao nível das vértebras L1 ou L2. Por isso, os nervos caudais da medula espinhal precisam viajar uma distância maior para alcançarem os respetivos forames (buracos) vertebrais e são estes nervos que descem abaixo da medula espinhal que nós chamamos de cauda equina.

Então, basicamente, a cauda equina é constituída por três ou quatro nervos lombares inferiores, os nervos sacrais (sagrados), e os nervos coccígeos. Aqui, nós podemos ver uma ilustração ampliada da cauda equina. Se nós olharmos com atenção a face posterior da medula espinhal, nós podemos ver com dificuldade esta estrutura aqui, que é um sulco raso situado na linha média ao longo da face posterior da medula espinhal e é conhecido como sulco mediano posterior.

Este sulco longitudinal mediano localiza-se entre os funículos posteriores direito e esquerdo. As próximas estruturas que nós podemos ver desta vista posterior são as fibras finas e curtas que emergem da face posterior da medula espinhal. Estas são as raízes posteriores dos nervos espinhais.

Se você se lembrar do início desta videoaula, eu mencionei que estas raízes emergem dos cornos posteriores ou dorsais da substância cinzenta da medula espinhal e, para ajudar você a compreender isso, eu vou mostrar-lhe uma outra imagem. Então, esta imagem representa uma secção transversa da medula espinhal.

Como você pode ver claramente aqui, as raízes posteriores do nervo espinhal saem da face posterior da medula espinhal e, muito frequentemente, estas raízes emergem da medula espinhal como seis ou oito fibras finas, conhecidas como radículas, que se juntam e formam a raíz posterior.

Distalmente às raízes posteriores que nós acabamos de ver, vemos estas protuberâncias fusiformes que se localizam dentro dos forames (buracos) intervertebrais. Estes são os gânglios sensitivos dos nervos espinhais.

Mais uma vez, vou mostrar a você uma secção transversa onde você pode ver o gânglio imediatamente lateralmente à raíz posterior e dentro do forame (buraco) intervertebral. Estas duas estruturas, nomeadamente, a raíz
posterior e os gânglios sensitivos são a parte sensitiva do nervo espinhal, o que significa que eles transportam informação em direção à medula espinhal.

Se você olhar esta imagem com atenção, a parte posterior que nós acabamos de ver no final do forame (buraco) intervertebral junta-se com a parte anterior que é a parte motora do nervo espinhal e, juntas, formam o nervo espinhal.

Então, resumindo, a raíz motora anterior e a raíz sensitiva posterior juntam-se para formar o nervo espinhal misto. Pouco depois de o nervo espinhal sair do forame (buraco) intervertebral, ele divide-se em dois ramos principais - os ramos ventral e dorsal.

Se nós ampliarmos esta imagem, nós podemos ver parcialmente os ramos posteriores ou dorsais. Mais uma vez, nesta imagem, nós podemos ver
o ramo posterior à medida que ele se divide do seu ramo anterior.

Ele depois divide-se ainda mais para dar origem a ramos medial e lateral, que você vê aqui, os quais inervam a pele do dorso, bem como os músculos autóctones do dorso. E, finalmente, vamos olhar esta membrana que recobre muitas das estruturas que nós vimos nesta videoaula, que é chamada de dura-máter.

A dura-máter espinhal é a membrana meníngea mais externa, e está separada dos ossos que formam o canal vertebral por um espaço extradural. Superiormente, é contínua com a camada interna da dura-máter craniana. Inferiormente, o saco dural estreita-se dramaticamente e a dura máter forma parte do fio terminal.

À medida que os nervos e raízes espinhais passam lateralmente, eles são envolvidos por mangas tubulares de dura-máter, como você vê aqui, que se funde e se torna parte do epineuro dos nervos.

Agora que nós falamos da estrutura geral da medula espinhal bem como dos nervos espinhais, vamos continuar e discutir algumas artérias que são visíveis na face posterior da medula espinhal, começando pela artéria cervical ascendente.

A artéria cervical ascendente é um pequeno ramo da artéria tireoidea inferior, que se encontra medialmente do nervo frénico e ao escaleno anterior. Esta pequena artéria corre superiormente no pescoço, próxima
às extremidades dos processos (apófises) transversos das vértebras cervicais.

Ela fornece vascularização para os músculos adjacentes, os corpos das vértebras cervicais e, parcialmente, a medula espinhal cervical.

Uma outra artéria importante que nós vemos aqui próxima da parte superior da medula espinhal é a artéria vertebral. Esta é uma estrutura par, o que significa que há duas artérias vertebrais - uma à direita e uma à esquerda.

Estas duas artérias são ramos das artérias subclávias ao nível do músculo escaleno anterior. Depois de emergirem, elas passam através dos forames (buracos) dos processos (apófises) transversos das vértebras cervicais de C6 a C1 - como você pode ver nesta ilustração - e depois passam cranialmente, cursando sobre o atlas.

Finalmente, as duas artérias juntam-se na linha média e unem-se. Esta união dá origem à artéria basilar, que nós podemos ver olhando esta vista inferior do cérebro. Então, desta forma, as duas artérias vertebrais são críticas porque elas são responsáveis pela circulação posterior do cérebro.

As próximas artérias que nós podemos ver quando ampliamos esta imagem são as artérias radiculares posteriores. Estas artérias correm ao longo das raízes posteriores dos nervos espinhais, fornecendo-lhes sangue oxigenado.

As artérias finais de que vamos falar neste tutorial são as artérias espinhais posteriores. Há duas artérias espinhais posteriores que vascularizam a medula espinhal. Estas duas artérias, que correm ao longo do comprimento da medula espinhal de cada lado da linha média, vascularizam os cornos posteriores da substância cinzenta e os funículos posteriores.

Agora que você acabou de completar esta videoaula, está na hora de continuar seu aprendizado colocando-se à prova e aplicando o seu conhecimento. Há três formas de o fazer aqui no Kenhub.

A primeira é clicando no botão “Começar treino”, a segunda é navegando através da nossa biblioteca de artigos relacionados, e a terceira é verificando o nosso atlas.

Agora, boa sorte para todos, e vejo você na próxima.

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