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Coluna torácica e lombar

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Ossos, ligamentos e articulações das regiões lombar e torácica da coluna vertebral.

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Destaques

Transcrição

Bem, imagino que todos nós nos lembramos do charmoso Quasimodo da nossa feliz infância assistindo filmes da Disney. Afinal de contas, ele era o corcunda
de Notre Dame. Mas provavelmente, só recentemente, desde que você começou a estudar anatomia humana é que você se perguntou quais são de fato as causas que levam uma pessoa a ficar corcunda.

Hipercifose é uma condição na qual a coluna torácica é mais curva do que o normal, fazendo o dorso ter uma aparência curva e corcunda, assim como o observado no Quasimodo. Ela também pode causar dor nas costas, rigidez e
fadiga.

No tutorial de hoje nós vamos falar sobre os “tijolos” que compõem as colunas torácica e lombar - as vértebras torácicas e lombares. Antes de começarmos a falar sobre as vértebras torácicas e lombares, deixe-me te apresentar primeiro a coluna vertebral. A coluna vertebral, que pode ser vista aqui
de uma perspectiva posterior e está destacada em verde, é conhecida como coluna vertebral ou espinha dorsal.

Ela é separada em cinco regiões - a região cervical, a região torácica, a região lombar, a região sacral e a região coccígea - e como eu disse, hoje nós vamos focar nas regiões torácica e lombar. A coluna torácica é formada por doze vértebras torácicas e sua principal função é fornecer estabilidade.

Diferentemente das outras seções da coluna vertebral, as vértebras torácicas se articulam com as costelas para formar uma estrutura óssea forte, denominada caixa torácica, que abriga e protege órgãos vitais, como o coração e os pulmões. Em termos de mobilidade, a coluna torácica ajuda na rotação da coluna vertebral. Descendo um pouco na coluna vertebral, podemos ver a coluna lombar.

A coluna lombar consiste de cinco vértebras lombares que são as maiores vértebras da coluna, já que elas têm que suportar o peso da parte superior do corpo. A coluna lombar é mais móvel do que a coluna torácica e é responsável por movimentos como flexão, extensão, flexão lateral e alguma rotação. Beleza, agora que nos familiarizamos com a coluna vertebral e com as regiões sobre as quais nós vamos falar, deixe-me fazer um breve resumo sobre o que vamos conversar no nosso tutorial de hoje.

Então, primeiro, nós vamos ver as principais estruturas ósseas das vértebras torácicas e lombares, comparando-as entre si. A seguir, vamos falar sobre os discos intervertebrais que são encontrados entre as vértebras e depois vamos falar sobre algumas articulações e ligamentos encontrados nas regiões torácica e lombar da coluna. E finalmente, vamos discutir algumas notas clínicas relevantes às colunas torácica e lombar.

Então vamos começar com nosso primeiro tópico - a estrutura óssea das vértebras torácicas e lombares. Antes de começarmos com nossa primeira característica óssea, quero mencionar que quando descrevo essas vértebras estou focando especificamente na estrutura de seus tubérculos. Porém, quando há uma transição entre regiões da coluna, isso é refletido na morfologia da vértebra. Por exemplo, T1 tem características semelhantes àquelas vistas na coluna cervical, assim como a última vértebra torácica, e a última vértebra
torácica começa a adotar características encontradas na coluna lombar.

Então vamos começar com a maior porção da vértebra, que é o corpo da vértebra e aqui temos uma vista superior de ambas: a vértebra torácica e a vértebra lombar. E os corpos das duas estão destacados em verde. Bem, o corpo vertebral é a porção da vértebra que suporta o peso e, a medida que descemos na coluna, o peso suportado por esses corpos aumenta e, por isso, o tamanho deles também aumenta e podemos ver isso muito bem nessa imagem aqui, que mostra uma vista lateral da coluna.

Se olharmos para a nossa vértebra torácica mais de perto, poderemos ver que o seu corpo tem um formato aproximado de coração e, quando comparamos com a vértebra cervical menor acima e com a vértebra lombar maior abaixo, podemos dizer definitivamente que os corpos das vértebras torácicas têm tamanho médio.

OK, agora vamos dar uma olhada na vértebra lombar e podemos ver que nossa vértebra lombar tem formato de rim e é grande. Essas características
nos permite distinguir entre as vértebras torácicas e lombares. Então enquanto estamos falando sobre os corpos vertebrais, vamos mencionar algumas facetas que são encontrados nos corpos das vértebras torácicas.

Primeiro, temos a faceta costal superior ou fóvea, que vemos aqui de uma perspectiva lateral destacada em verde e abaixo dela nós temos a faceta costal inferior. E note que essas são estruturas bilaterais encontradas nos dois lados da vértebra e que elas são exclusivas das vértebras torácicas.

Individualmente, essas estruturas são chamadas demifacetas , o que significa que elas formam a metade da superfície articular, mas quando uma faceta costal superior se une a uma faceta costal inferior, elas formam uma superfície articular inteira, que se articula com a cabeça da costela. E podemos ver isso melhor quando olhamos para várias vértebras.

Aqui, podemos ver uma faceta costal superior que se junta com a faceta costal inferior da vértebra acima para se articular com a cabeça de uma costela. Vale a pena notar aqui que T1 tem uma faceta costal superior completa, que se articula com a cabeça da primeira costela e que as vértebras de T10 a T12 possuem facetas articulares completas de cada lado de seus corpos. Elas não têm demifacetas.

A próxima estrutura óssea sobre a qual vamos falar é o arco vertebral e nós podemos vê-lo destacado em verde aqui na nossa vértebra torácica e aqui na nossa vértebra lombar. O arco vertebral é formado por duas estruturas - os pedículos e as lâminas - e eu vou te mostrar eles agora.

Bem, aqui podemos ver os pedículos e cada vértebra tem dois pedículos que formam as paredes do arco vertebral. A seguir, temos as lâminas e cada vértebra tem duas lâminas que se fundem na linha média para formar o teto do arco vertebral. O corpo vertebral e o arco vertebral formam um espaço chamado forame vertebral, que abriga e protege a medula espinhal e pode ser usado para distinguir entre as vértebras torácicas e as lombares.

Se nós olharmos para a nossa vértebra torácica um pouco mais de perto podemos ver que seu forame vertebral é pequeno e circular enquanto o forame vertebral da nossa vértebra lombar é maior e triangular. Então aproveitando que estamos no tópico “forames”, vamos dar uma olhada no forame intervertebral.

Bem, aqui podemos ver o forame intervertebral de duas vértebras lombares destacados em verde sob uma perspectiva lateral e iremos apenas ver essa estrutura nas vértebras lombares, uma vez que esta não é uma característica que é usada para distinguir entre as vértebras torácica e lombar. E, como o seu nome indica, o forame intervertebral é um forame formado entre duas vértebras e as vértebras cervicais e torácicas também apresentam esta estrutura.

Ele é formado pela incisura vertebral inferior da vértebra superior e pela incisura vertebral superior da vértebra inferior. Portanto note que o forame intervertebral é uma estrutura bilateral encontrada em ambos os lados da coluna vertebral, que transmite os nervos espinhais. Agora vamos conversar um pouco sobre os processos vertebrais das vértebras torácicas e lombares.

De maneira geral, todas as vértebras têm um processo espinhoso, dois processos transversos e quatro processos articulares e você provavelmente já
percebeu que só podemos ver dois processos articulares nesta imagem.

Isso é porque existem dois processos articulares superiores e dois inferiores. E nesta ilustração estamos vendo de cima uma vértebra torácica isolada, de forma que podemos ver os dois processos articulares superiores. OK, então vamos dar uma olhada nesses processos de maneira mais detalhada.

Bem, o primeiro processo sobre o qual vamos falar é o processo espinhoso. O processo espinhoso serve como um ponto de ancoragem para os ligamentos interespinhoso e supraespinhoso, que vamos mostrar mais adiante no nosso tutorial. E essa é outra característica que pode ser usada para distinguir entre uma vértebra torácica e uma lombar.

Na nossa vértebra torácica podemos ver que seu processo espinhoso é longo e fino e podemos ver também que ele é bem angulado para baixo, o que serve como uma proteção para a medula espinhal. Já a vértebra lombar tem um processo espinhoso grande, plano e quadrangular.

OK, hora de mudarmos para o nosso próximo processo, o processo transverso. E nesta imagem, eu destaquei essa estrutura em verde na nossa vértebra torácica e você vai entender o porque quando chegarmos no nosso próximo termo chave. Como você pode ver, essa é uma estrutura bilateral localizada nos dois lados da vértebra e é usada como pontos de ancoragem para os ligamentos
intertranversos.

Um ponto importante a ser mencionado é que os processos transversos das 10 primeiras vértebras torácicas (T1 a T10) possuem facetas costais ou fóveas, uma das quais está destacada em verde na nossa imagem. E como você pode ver na próxima ilustração, as facetas costais dos processos transversos se articulam com os tubérculos das costelas um a dez.

E as vértebras lombares também têm processos transversos, mas eles são denominados processos costais e também são estruturas bilaterais que servem como pontos de ancoragem para os ligamentos intertranversos. Entretanto, ao contrário das vértebras torácicas, esses processos não têm nenhuma superfície articular.

O próximo processo sobre o qual vamos falar é o processo articular superior, que podemos ver aqui destacado em verde tanto na vértebra torácica como na lombar. Os processos articulares superiores se articulam com os processos articulares inferiores da vértebra diretamente acima e eles fazem isso através de suas facetas articulares superiores, as quais podemos ver aqui destacadas em verde.

Se olharmos mais de perto para a nossa vértebra torácica podemos ver que sua faceta articular superior é plana e voltada posteriormente, enquanto a vértebra lombar tem facetas articulares superiores côncavas e voltadas posteromedialmente. É importante entender que a orientação das facetas articulares é diferente entre os tipos de vértebras, uma vez que isso reflete sua amplitude de movimento.

Enquanto estamos aqui, deixe-me mencionar uma estrutura única das vértebras lombares, que é o processo mamilar. O processo mamilar é uma pequena elevação redonda encontrada na face posterior do processo articular superior e é um local de inserção muscular. OK, agora vamos para o processo articular inferior.

Então, cada vértebra possui dois processos articulares inferiores que se articulam com os processos articulares superiores da vértebra abaixo através de suas facetas articulares inferiores. E vamos dar uma olhada nas facetas articulares inferiores com um pouco mais de detalhes.

Bem, se dermos um zoom na nossa vértebra torácica poderemos ver que suas facetas articulares inferiores são planas e voltadas anteriormente, enquanto a vértebra lombar possui suas facetas articulares inferiores convexas e voltadas anterolateralmente. OK, agora que já cobrimos as estruturas ósseas das vértebras torácicas e lombares, você deve ser capaz de diferenciá-las sem problemas.

Vamos seguir agora para os discos intervertebrais. Então, o disco intervertebral é essa estrutura que você pode ver aqui destacada em verde, entre as duas vértebras adjacentes e esses discos formam de um terço a um quarto do comprimento da coluna vertebral, já que eles estão interpostos entre as vértebras adjacentes desde o axis ou C2 até o sacro.

Vamos falar um pouco mais sobre a função destes discos. Os discos intervertebrais contribuem com as articulações fibrocartilaginosas que permitem pequenos movimentos da coluna vertebral e agem como ligamentos
que mantêm as vértebras juntas. Os discos também agem como coxins fibrocartilagionosos que funcionam como um sistema de absorção de choque. Eles amortecem o efeito de choque e estresse produzidos quando um indivíduo anda, corre, inclina ou roda.

E finalmente, os discos intervertebrais reduzem o atrito entre as vértebras em movimento, prevenindo que os corpos vertebrais se friccionem uns sobre os
outros. Então enquanto estamos aqui, vamos mencionar as placas vertebrais terminais, que são essas finas interfaces cartilaginosas encontradas entre os discos intervertebrais e as vértebras acima e abaixo.

Se olharmos para um disco intervertebral por uma perspectiva superior, podemos ver que ele cobre toda a superfície intervertebral do corpo vertebral. E cada disco é formado por duas partes - o ânulo fibroso e o núcleo pulposo. Vamos falar sobre estas estruturas com um pouco mais de detalhes. O ânulo fibroso é o anel fibroso externo do disco intervertebral que podemos ver agora destacado em verde.

Ele é formado por uma série de quinze a vinte e cinco camadas concêntricas ou lamelas com fibras colágenas paralelas em cada lamela. Fibras elásticas ficam entre as lamelas possivelmente ajudando os discos a retornar à sua conformação original após a flexão ou a extensão e o ânulo fibroso é relativamente rígido, proporcionando força e resistência às forças
compressivas.

E eu não sei quanto a você, mas para mim, sua aparência em camadas me lembra uma cebola ou talvez os anéis de crescimento anual de uma árvore. De qualquer modo, vamos voltar à anatomia. Então, o núcleo interno dos discos intervertebrais é conhecido como núcleo pulposo.

O núcleo pulposo contém fibras colágenas organizadas aleatoriamente e fibras elásticas arranjadas radialmente e estas fibras estão embebidas em um gel muito hidratado que é rico em um proteoglicano único conhecido como agrecano, que é o que lhe dá uma consistência semelhante à gelatina. O que levanta a questão, por que a anatomia humana sempre me lembra de comida?

Vale a pena notar que os discos intervertebrais são mais finos na região torácica superior e que geralmente os discos torácicos têm a mesma largura, enquanto que nas regiões cervical e lombar, os discos intervertebrais são mais grossos anteriormente, o que contribui para a lordose ou curvaturas cervical e lombar normais. E podemos notar isso particularmente bem na
região lombar.

OK, depois desse breve resumo sobre os discos intervertebrais, vamos falar sobre algumas articulações e ligamentos que são encontrados nas regiões torácica e lombar da coluna. E vamos começar falando sobre algumas articulações, iniciando com a articulação zigoapofisária. E a articulação zigoapofisária também é conhecida como articulação facetária e ela é uma articulação sinovial plana.

Estas articulações são encontradas entre os processos articulares das vértebras adjacentes. Mais especificamente, elas são encontradas entre
os processos articulares superiores de uma vértebra e os processos articulares inferiores da vértebra acima.

E essas articulações são definidas por sua cápsula articular, que é convencionalmente conhecida como cápsula articular ou articulação zigoapofisária. As últimas articulações que eu gostaria de discutir
são as articulações costovertebrais, que são articulações sinoviais planas que conectam as costelas às vértebras e, sendo assim, só são encontradas na região torácica da coluna e, como eu já mencionei, as vértebras se articulam com as costelas em dois locais - na cabeça da costela e no tubérculo da costela.

É importante notar aqui que os discos intervertebrais também são articulações das colunas torácica e lombar e eles são conhecidos como articulações intervertebrais do tipo sínfise. Beleza, vamos agora falar sobre os ligamentos e nós vamos focar nos ligamentos que são encontrados ao longo da coluna vertebral, começando com o ligamento longitudinal anterior.

Como você pode ver, este ligamento percorre a superfície anterior dos corpos vertebrais e se estende pelo comprimento da coluna vertebral e é claro que se você tem um ligamento longitudinal anterior, você deve ter também um ligamento longitudinal posterior.

E assim como o seu companheiro, este ligamento percorre o comprimento da coluna vertebral, mas ao invés de estar na sua superfície anterior, ele se localiza na superfície posterior dos corpos vertebrais. A seguir, temos o ligamento flavo e este ligamento conecta as lâminas das vértebras adjacentes, como você pode ver aqui na nossa imagem.

Localizado mais lateralmente, nós encontramos os ligamentos intertransversos e estes pequenos ligamentos existem entre os processos transversos das vértebras adjacentes. E agora alguns ligamentos associados com os processos espinhosos das vértebras. Aqui podemos ver os ligamentos interespinhosos,
e esses ligamentos são encontrados ao longo da coluna vertebral e se estendem entre os processos espinhais das vértebras adjacentes.

Os últimos ligamentos que abordaremos neste tutorial são os ligamentos supraespinhosos e o ligamento supraespinhoso começa no topo do processos espinhoso da sétima vértebra cervical e se estende até o sacro. Bem, agora que estamos familiarizados com as colunas torácica e lombar, vamos para a clínica. No início do nosso tutorial, mencionàmos rapidamente a hipercifose, que é uma condição na qual a coluna torácica é mais curva do que o normal, fazendo com que o dorso tenha uma aparência arredondada e corcunda. E na nossa nota clínica, vamos focar em outra curvatura anormal da coluna chamada de escoliose.

Escoliose é uma condição da coluna que causa deformação da coluna vertebral. Normalmente, quando nós olhamos para a coluna de uma perspectiva anterior,
podemos ver que ela tem uma aparência reta. Indivíduos com escoliose desenvolvem curvaturas laterais em suas colunas, resultando em uma forma de C ou de S. E no nosso raio-X aqui, podemos ver que a curvatura lateral da coluna do paciente o levou a ter um formato de S.

Escoliose severa pode ser debilitante por reduzir a mobilidade, causar dor nas costas e problemas respiratórios. OK, então antes de finalizarmos o nosso
tutorial, vamos fazer um breve resumo do que aprendemos hoje. Bem, nós começamos olhando as estruturas ósseas das vértebras torácicas e lombares e
aqui vimos que é possível distinguir entre esses dois tipos de vértebras usando o corpo vertebral, o forame vertebral, o processo espinhoso e as facetas articulares.

Depois nós olhamos os discos intervertebrais, que são encontrados entre as vértebras e a seguir, vimos algumas articulações e ligamentos das colunas torácica e lombar, incluindo a articulação zigoapofisária, que é encontrada entre os processos articulares de vértebras adjacentes, e o ligamento longitudinal anterior, que percorre a superfície anterior dos corpos vertebrais.

Finalmente, concluímos nosso tutorial com algumas notas clínicas relevantes sobre as colunas torácica e lombar. E isso nos trás ao final do nosso tutorial sobre as colunas torácica e lombar. Espero que você tenha gostado.

Obrigado por assistir.

Bons estudos!

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