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Bolsas, membranas e fendas faríngeas

Um sólido conhecimento anatômico só pode ser completo em conjunto com o conhecimento de nossas origens somáticas. Observar o nosso desenvolvimento em outros campos, como genética, evolução humana e dieta nos forneceu pistas vitais que trouxeram ciência e conhecimento médico para o século vinte e um. Ao considerar a nossa história recente e raciocinar sobre o nosso desenvolvimento embriológico nós podemos compreender melhor os motivos pelos quais o corpo humano é como é. A embriologia é uma ciência em si mesma e, sem essa informação vital, a localização de estruturas, sua vascularização e sua inervação não apresentam lógica e consistência.

Este artigo tem como objetivo aumentar o conhecimento dos anatomistas nos complexos caminhos e estruturas da cabeça e do pescoço, o que irá ajudar a guiar futuros dentistas e especialistas.

Fatos importantes sobre as bolsas, membranas e fendas faríngeas
Origens

Bolsas: endoderma

Membranas: ectoderma externo, mesoderma, células da crista neural no centro e endoderma interno

Fendas: ectoderma

Bolsas faríngeas

Bolsa 1: epitélio do tubo auditivo e cavidade timpânica.

Bolsa 2: fossa tonsilar e epitélio das tonsilas palatinas.

Bolsa 3: glândula paratireoide inferior e timo.

Bolsa 4: glândula paratireoide superior e corpo ultimobranquial

Mambranas faríngeas Unem fendas e bolsas opostas entre si. Somente a membrana 1 forma uma estrutura bem definida no adulto (membrana timpânica).
Fendas faríngeas São os sulcos formados entre cada bolsa. Somente a fenda 1 forma uma estrutura bem definida no adulto (meato acústico externo).
Patologias associadas Timo persistente ou ectópico e fístula branquial

Desenvolvimento embriológico

A diferença entre as bolsas e as fendas da faringe é simples. As bolsas lembram sacos, enquanto as fendas são sulcos entre os sacos. Cada uma das quatro bolsas se desenvolve do endoderma, enquanto as fendas derivam do ectoderma. As membranas faríngeas existem entre as fendas e bolsas, e são compostas de ectoderma externo, mesoderma, células da crista neural no centro e endoderma interno como revestimento.

Videoaula recomendada: Mucosa faríngea
Mucosa faríngea e estruturas relacionadas.

Anatomia

Bolsas Faríngeas

Abaixo segue uma lista das bolsas faríngeas em uma ordem que corresponde aos arcos faríngeos (direcionada craniocaudalmente), incluindo detalhes sobre a localização individual de cada bolsa, estrutura embriológica e estrutura do adulto:

  1. Bolsa 1: A primeira bolsa está localizada oposta à primeira fenda faríngea, e é separada pela primeira membrana faríngea. Sua estrutura embriológica é o recesso tubotimpânico. O epitélio do tubo auditivo e da cavidade timpânica compõem as estruturas do adulto.

  1. Bolsa 2: a segunda membrana faríngea separa a segunda bolsa faríngea, que se opõe à segunda fenda. As tonsilas palatinas primitivas são as formas embriológicas que se desenvolvem na fossa tonsilar e no epitélio das tonsilas palatinas do adulto.

  2. Bolsa 3: a terceira bolsa faríngea e sua fenda oposta são separadas pela terceira membrana faríngea, e fornecem uma estrutura embriológica que divide-se em parte dorsal e ventral. A parte dorsal migra inferiormente na direção do tórax e torna-se a glândula paratireoide inferior, enquanto a parte ventral dá origem ao timo.

  1. Bolsa 4: a bolsa final é ligada pela quarta membrana faríngea à quarta fenda faríngea. Da mesma forma que a terceira estrutura embriológica, esta bolsa se divide em uma parte dorsal e outra ventral. A bolsa dividida se torna, na vida adulta, a glândula paratireoide superior, surgida da parte dorsal, e o corpo ultimobranquial, surgido da parte ventral. A crista neural forma as células parafoliculares na parte ventral da bolsa.

Membranas faríngeas

Existem ainda quatro membranas faríngeas e, conforme mencionado acima, estas estruturas unem fendas e bolsas opostas entre si. Abaixo segue uma lista descrevendo a localização de cada membrana e a estrutura adulta, quando aplicável:

  1. Membrana 1: A membrana timpânica é a estrutura adulta que resulta da primeira membrana faríngea, que separa a primeira bolsa faríngea e a primeira fenda faríngea. Essa é a única membrana das quatro que amadurece e forma uma estrutura bem definida no adulto.

Membrana timpânica - vista anterior (verde)

  1. Membrana 2: esta membrana emerge entre a segunda fenda e a segunda bolsa faríngeas.

  2. Membrana 3: a terceira bolsa faríngea é unida à sua fenda adjacente através da terceira membrana faríngea.

  3. Membrana 4: a última das quatro membranas faríngeas segue as outras três, ao juntar a fenda à bolsa faríngea, sem se desenvolver no adulto.

Fendas faríngeas

A última lista deste artigo irá explicar as localizações das quatro fendas faríngeas correspondentes, e a sua existência no corpo humano adulto.

  1. Fenda 1: esta fenda separa o primeiro e o segundo arcos faríngeos, e amadurece para se tornar o meato acústico externo. Esta é a única das quatro fendas que se torna uma estrutura individual no adulto. As outras três fendas têm o mesmo destino e se fundem em uma única estrutura no ser humano pós-natal.

Meato acústico externo - vista anterior (verde)

  1. Fenda 2: o sulco criado entre o segundo e o terceiro arcos faríngeos se torna o seio cervical, que é obliterado pelo segundo arco faríngeo na medida em que este cresce sobre a fenda. Como mencionado anteriormente, a terceira e quarta fendas têm o mesmo destino.

  2. Fenda 3: o terceiro e quarto arcos faríngeos são separados pela terceira fenda faríngea.

  3. Fenda 4: a fenda faríngea final cria um sulco entre o quarto e o sexto arcos faríngeos. É sabido que o quinto arco faríngeo regride quase imediatamente, e portanto não há fenda, membrana ou bolsa correspondentes para marcá-lo.

Notas Clínicas

Alguns dos achados patológicos mais comuns decorrentes do desenvolvimento das bolsas, fendas e membranas faríngeas são um timo persistente ou ectópico e uma fístula branquial.

O timo ectópico se deve à migração incompleta dos tecidos em direção ao tórax, não sendo incomum que os remanescentes teciduais permaneçam ao longo do trajeto.

Em uma fístula branquial, a falha do segundo arco faríngeo cresce mais do que o terceiro e quarto arcos em uma direção caudal, permitindo que a segunda, terceira e quarta fenda faríngeas entrem em contato com a superfície da pele em um canal estreito logo anterior ao músculo esternocleidomastóideo. Dali, cistos laterais frequentes são drenados.

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Referências:

  • Neil S. Norton, Ph.D. and Frank H. Netter, MD. (2011). Netter’s Head and Neck Anatomy for Dentistry, 2nd Edition. Philadelphia, Pennsylvania: Elsevier Saunders.
  • T.W. Sadler. (2012). Langman’s Medical Embryology, 12th Edition. Philadelphia, Pennsylvania: Wolters Kluwer Health/Lippincott Williams & Wilkins.

Autor:

  • Dr. Alexandra Sieroslawska

Ilustrações:

  • Nasofaringe e laringofaringe: Begoña Rodriguez
  • Tuba auditiva e cavidade timpânica: Paul Kim 
  • Tonsila palatina: Paul Kim
  • Glândula paratireoide e timo: Begoña Rodriguez
  • Membrana timpânica e meato acústico externo: Paul Kim

Tradução para o português, revisão e layout:

  • Rafael Lourenço do Carmo
  • Catarina Chaves
  • Rafaela Ervilha Linhares
© Exceto expresso o contrário, todo o conteúdo, incluindo ilustrações, são propriedade exclusiva da Kenhub GmbH, e são protegidas por leis alemãs e internacionais de direitos autorais. Todos os direitos reservados.

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