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Histologia: visão geral

A anatomia humana é bem direta. Se você olhasse para alguns ossos de um esqueleto, você veria uma massa rígida acinzentada com algumas elevações e depressões. No entanto, se você olhar mais de perto, verá que a histologia dos ossos é toda uma outra história.

A histologia é a ciência da estrutura microscópica das células, tecidos e órgãos. Também nos ajuda a entender a relação entre estrutura e função. Examinando, sob um microscópio, uma fina fatia de tecido ósseo colorido com técnicas especiais de coloração, você verá que esses ossos aparentemente simples são, na verdade, um pequeno mundo complexo, contendo uma matriz de estruturas com várias funções diferentes. Neste artigo, apresentaremos o mundo microscópico da histologia.

Fatos importantes sobre a histologia
Histologia Microanatomia ou anatomia miscroscópica.
O estudo das células e tecidos, dos seus componentes intracelulares à sua organização em órgãos e sistemas de órgãos
Estrutura celular Membrana celular, citoplasma, organelas, núcleo
Tecidos Unidade de células com uma estrutura semelhante que, em conjunto, expressa uma função definida e única.
Epitelial, conjuntivo, muscular, nervoso
Órgãos Unidade de tecidos com um conjunto mais complexo de funções, definido pela combinação da estrutura e da função dos tecidos constituintes
Sistemas de órgãos Grupo de órgãos unidos por funções semelhantes.
Cardiovascular, nervoso, tegumentare, musculoesquelético, respiratório, digestivo, excretor, endócrino, linfático, reprodutivo
Técnicas histológicas Preparação do tecido, coloração do tecido, microscopia, hibridização

Células e tecidos

Uma célula é a menor unidade funcional de um organismo. Todas as células do corpo humano são eucarióticas, o que significa que elas estão organizadas em duas partes: núcleo e citoplasma.

O citoplasma contém subunidades especializadas chamadas organelos, que funcionam como "pequenos órgãos". As organelas podem ser membranares (mitocôndrias, aparelho de Golgi, retículo endoplasmático) ou não membranares (ribossomos [ribossomas], nucléolos, centríolos).

O núcleo é considerado o cérebro da célula. Ele contém informações sobre cada estrutura e processo da célula e do organismo, na forma de DNA (ácido desoxirribonucleico). O ADN encontra-se condensado e enrolado em cromossomos (cromossomas). Todas as células são envolvidas por uma membrana semipermeável de duas camadas, que serve como um meio dinâmico para a interação da célula com o ambiente externo. De forma mais ou menos semelhante à polícia de fronteira, esta membrana controla tudo o que entra ou sai da célula. As células são categorizadas em vários tipos, todos com funções diferentes. Estes tipos incluem células epiteliais, fibroblastos, neutrófilos, eritrócitos, queratinócitos e condrócitos, entre outros.

Principais tipos de tecidos

As células juntam à matriz extracelular (um fluido gelatinoso) para formar os quatro tipos de tecidos encontrados no corpo humano: epitelial, conjuntivo, muscular e nervoso. Os tecidos se unem em diferentes arranjos para formar os órgãos do nosso corpo. Os órgãos trabalham juntos em sistemas.

Tecido epitelial

O tecido epitelial pode cobrir as superfícies externas (pele), o interior dos órgãos ocos (intestinos) ou formar glândulas. É composto por células epiteliais densamente compactadas com uma quantidade reduzida de matriz extracelular (MEC). As células situam-se no topo de tecido conjuntivo denso irregular, a membrana basal (MB).

O epitélio é classificado de acordo com a morfologia celular e o número de camadas celulares. Com base na morfologia, as células epiteliais podem ser pavimentosas (escamosas), cúbicas (forma de cubo) ou cilíndricas (colunares). Dependendo do número de camadas, o tecido epitelial é classificado em simples (camada única) ou estratificado (múltiplas camadas). Em conjunto, isso nos dá os vários tipos de tecidos epiteliais, como epitélio pavimentoso (escamoso) simples, epitélio cúbico estratificado, epitélio cilíndrico (colunar) pseudoestratificado e muitos mais. São possíveis subclassificações adicionais, com base nas especializações celulares.

Tecido conjuntivo

O tecido conjuntivo liga, separa e suporta os órgãos do corpo. Consiste em algumas células e uma matriz extracelular abundante. A MEC contém diferentes fibras proteicas (colágeno [colagénio], reticulares, elásticas) embutidas na substância fundamental. Dependendo do tipo de células presentes (fibroblastos, osteócitos, eritrócitos) e da disposição da MEC, o tecido conjuntivo pode ser classificado como tecido conjuntivo propriamente dito ou tecido conjuntivo especializado.O tecido conjuntivo propriamente dito é ainda subdividido em tecido conjuntivo laxo, encontrado principalmente em órgãos internos como o estroma tecidual de suporte, e tecido conjuntivo denso, que pode ser regular (tendões, ligamentos) ou irregular (derme da pele, cápsulas de órgãos). O tecido conjuntivo especializado inclui o sangue, reticular, cartilagem, osso e tecido adiposo. Um terceiro tipo de tecido conjuntivo é o tecido embrionário (fetal); este é um tipo de tecido primitivo presente no embrião e no cordão umbilical.

Tecido nervoso

O tecido nervoso é constituído por células (neurônios e células gliais) e matriz extracelular. A MEC do tecido nervoso é rica em substância fundamental, com poucas ou nenhumas fibras proteicas. Os neurônios são células especializadas que contêm um corpo (soma) e um ou mais processos (dendritos, axônios). Com base no número de processos, os neurônios são classificados em multipolares, bipolares e unipolares. Os processos neuronais formam conexões (sinapses) entre si e com outros tipos de células, de modo a trocar sinais elétricos.

As células gliais, como os astrócitos, os oligodendrócitos, as células de Schwann e outras, fornecem suporte, nutrição, mielinização e proteção aos neurônios. As células de suporte não recebem tanto crédito quanto os neurônios na cultura popular, mas você sabia que as células da glia compõem pelo menos 80% do tecido nervoso?

Tecido muscular

O tecido muscular mantém funções de síntese e contráteis. É categorizado como esquelético, cardíaco ou liso. Com base nas suas propriedades funcionais, este é descrito como voluntário (esqueléticas) ou involuntário (músculo cardíaco e liso).

Apesar das suas diferenças, todos eles têm uma coisa em comum: células musculares alongadas especializadas, chamadas fibras musculares. Essas células contêm filamentos contráteis (miofibrilas) chamados actina (fina) e miosina (espessa). Em microscopia de luz, o músculo esquelético e o cardíaco parece estriado devido ao arranjo paralelo dos seus filamentos contráteis em unidades repetitivas chamadas sarcômeros. O tecido muscular liso parece não-estriado devido ao arranjo menos ordenado dos seus filamentos. As células musculares têm um tipo especializado de retículo endoplasmático liso chamado retículo sarcoplasmático, que armazena íons (iões) de cálcio. Todas essas características dão aos músculos a capacidade de contrair e executar várias funções, como o movimento das extremidades (músculo esquelético), peristaltismo do trato gastrointestinal (músculo liso) e os batimentos cardíacos (músculo cardíaco).

Sistema cardiovascular

O sistema cardiovascular consiste no coração e vasos sanguíneos (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias). Este sistema fornece sangue oxigenado do coração para os tecidos e traz de volta sangue desoxigenado dos tecidos para o coração e os pulmões. A nível histológico, o coração e os vasos sanguíneos consistem em três camadas:

  • Camada endotelial - tecido epitelial formado por células pavimentosas (escamosas) simples (endoteliais). No coração, essa camada é denominada endocárdio.
  • Camada muscular - músculo liso nos vasos sanguíneos; músculo cardíaco (miocárdio) no coração.
  • Camada externa - tecido conjuntivo frouxo (adventícia) nos vasos sanguíneos; camada epitelial pavimentosa (mesotelial) no coração (epicárdio). O epicárdio é revestido por uma camada adicional de células mesoteliais chamada pericárdio.

O miocárdio é formado por células musculares cardíacas estriadas (cardiomiócitos). Em um corte longitudinal, os cardiomiócitos parecem ramificados, unidos por junções especializadas chamadas de discos intercalados, que permitem trocar rapidamente impulsos elétricos e o funcionamento como um sincício. Os cardiomiócitos contêm filamentos de actina e miosina, tal como outras células musculares, mas possuem algumas propriedades estruturais e funcionais especiais. Você sabia que existem cardiomiócitos especiais em seu coração que geram impulsos espontaneamente para iniciar os batimentos cardíacos? E sabia que alguns cardiomiócitos têm a capacidade de secretar hormônios (hormonas) que regulam a pressão arterial?

Sistema nervoso

O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e sistema nervoso periférico (SNP). O SNC contém o encéfalo e a medula espinhal. É composto por substância cinzenta e substância branca. A substância cinzenta é composta principalmente por corpos neuronais, dendritos e células gliais, enquanto que a substância branca é constituída principalmente por axônios mielinizados. Os corpos neuronais na substância cinzenta estão organizados em camadas (lâminas). Tudo isso é envolvido por três membranas de tecido conjuntivo (meninges): dura-máter, aracnoide e pia-máter.As células epiteliais formam duas importantes estruturas histológicas no cérebro: a barreira hematoencefálica e o plexo coroide. O SNP é todo o tecido neural fora do SNC, isto é, os nervos periféricos e os gânglios periféricos. Os nervos periféricos são tratos (feixes) de fibras nervosas mielinizadas (axônios) envoltas por tecido conjuntivo (endo-, peri- e epineuro). Os nervos periféricos são análogos aos tratos (feixes) neuronais do SNC. Os gânglios periféricos são aglomerados de corpos celulares nervosos envolvidos por uma densa cápsula de tecido conjuntivo. Eles podem ser classificados como sensoriais ou autonômicos.

Sistema tegumentar

O sistema tegumentar consiste na pele e seus anexos. A pele é composta pela epiderme (epitélio) e pela derme (tecido conjuntivo). A epiderme é um epitélio pavimentoso (escamoso) estratificado queratinizado, constituído principalmente por queratinócitos. A derme é uma camada de tecido conjuntivo que contém fibras de colágeno (colagénio), vasos sanguíneos, linfáticos e terminações nervosas. Inferiormente à derme, encontra-se uma camada de tecido subcutâneo (hipoderme). Esta camada contém tecido conjuntivo, composto principalmente de adipócitos. Podem encontrar-se células especializadas (melanócitos, células de Merkel, células de Langerhans) e terminações nervosas livres dentro da epiderme, proporcionando pigmentação, proteção e sensação.Os anexos da pele são derivados da epiderme. Estes incluem os folículos pilosos, as glândulas da pele e as unhas. Os folículos pilosos são invaginações da epiderme que contêm células em proliferação rápida e queratinizadas, responsáveis pela produção e crescimento do pelo. As glândulas da pele incluem as glândulas sudoríparas (apócrinas e écrinas) e as glândulas holócrinas sebáceas, ambas importantes na regulação da temperatura corporal. As unhas são placas de proliferação de células queratinizadas que, de modo semelhante aos cabelos, contêm queratina dura. A pele é um meio de interação com o meio ambiente e uma barreira, protegendo-nos de micróbios e produtos químicos externos, mudanças de temperatura e desidratação. Você sabia que a única coisa que impede que toda a água em seu corpo vaze pela sua pele são as junções apertadas entre os queratinócitos? Esta é a razão pela qual pessoas com queimaduras extensas ficam em risco de vida.

Sistema musculoesquelético

O sistema musculoesquelético consiste em tecidos duros (ossos, articulações, cartilagem) e tecidos moles (músculos, tendões, ligamentos). O tecido ósseo é um tipo de tecido conjuntivo especializado que contém células (osteoblastos, osteócitos, osteoclastos), fibras (colágeno [colagénio] tipo I) e matriz extracelular mineralizada. Os ossos articulam com outros ossos por meio de articulações, que podem ser sinoviais, fibrosas ou cartilaginosas, as quais são estabilizados por ligamentos, bandas fibrosas flexíveis formadas por tecido conjuntivo denso regular. As únicas articulações livremente móveis são as articulações sinoviais, nas quais as superfícies articulares adjacentes são cobertas por cartilagem hialina, um tipo macio de cartilagem rica em glicoproteínas, proteoglicanos e colágeno (colagénio) tipo II.O músculo esquelético consiste em células musculares longas, de forma cilíndrica, com múltiplos núcleos localizados perifericamente e um citoplasma preenchido por miofibrilas. Múltiplas células musculares são ligadas por tecido conjuntivo, formando fascículos, e vários fascículos se juntam para formar um ventre muscular. O músculo liga-se ao osso através de tendões: feixes de tecido conjuntivo denso regular constituído por muitas fibras de colágeno (colagénio) tipo I. Todos esses componentes trabalham juntos para dar movimento ao corpo. Quando um músculo se contrai, o seu tendão transmite a força para o osso, puxando-o e causando movimento na articulação sinovial associada.

Sistema respiratório

O sistema respiratório é constituído pelos pulmões e por uma série de vias de passagem (cavidades nasais, seios paranasais, laringe, traqueia e brônquios) que ligam os alvéolos ao ambiente externo.

A maior parte do trato respiratório é revestida por mucosa respiratória (epitélio cilíndrico pseudoestratificado ciliado, com células caliciformes produtoras de muco). Isso aprisiona e remove qualquer poeira inalada, bactérias ou substâncias inorgânicas. A cavidade nasal contém epitélio olfativo especializado, proporcionando o sentido do olfato. As cordas vocais encontram-se alojadas na laringe, sendo formadas por duas pregas de mucosa, cada uma contendo um ligamento de suporte (ligamento vocal) e um músculo esquelético (músculo vocal). Estas vibram para produzir som à medida que o ar passa através delas.

Os alvéolos são o principal local das trocas gasosas. Os capilares pulmonares entram em contato próximo com os alvéolos, formando a barreira alvéolo-capilar. As camadas da barreira alvéolo-capilar são constituídas por pneumócitos tipo I, membrana basal e células endoteliais dos capilares. A barreira é permeável ao oxigênio, dióxido de carbono e outros gases, permitindo a ocorrência de trocas gasosas. Os pneumócitos tipo II também são importantes porque secretam surfactante, que impede o colapso dos pulmões. Os pulmões são totalmente revestidos externamente por pleura, uma fina camada epitelial feita de células pavimentosas (escamosas) com uma fina camada subjacente de tecido conjuntivo.

Sistema digestório (digestivo)

O sistema digestivo é composto pelo canal alimentar e seus órgãos associados (língua, dentes, glândulas salivares, pâncreas, fígado e vesícula biliar). O canal alimentar é um tubo que se estende do esôfago ao ânus, que serve de canal para a comida e a água serem digeridas, os seus nutrientes absorvidos e as porções indigestas excretadas. Ele consiste na boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus. 

Cada órgão do sistema digestivo tem propriedades que o tornam especializado para o seu papel na digestão, absorção e excreção de alimentos. Por exemplo, o epitélio cilíndrico (colunar) simples do fundo do estômago contém células parietais especiais que secretam HCl para decompor as proteínas da carne. Os ácinos serosos pancreáticos secretam enzimas digestivas que destroem gorduras, carboidratos e proteínas. Tudo o que é absorvido através do trato digestivo passa pelos capilares sinusoides especiais do fígado antes de ir para qualquer outro lugar. Isso ocorre porque o fígado, entre muitas outras coisas, é a principal máquina de desintoxicação do corpo. Você sabia que os alcoólatras crônicos têm muito maiores concentrações de retículo endoplasmático liso em seus hepatócitos? É por isso que os médicos devem ter cuidados extra ao prescrever medicamentos para essas pessoas.

Sistema urinário

O sistema urinário inclui os rins, ureteres, bexiga e uretra. Os rins eliminam os resíduos e controlam o pH do plasma, os eletrólitos e o volume do fluido extracelular. Assim, são essenciais para manter a homeostasia do corpo. A unidade funcional básica do rim é o néfron (nefrónio). Em um nível microscópico, um néfron (nefrónio) consiste em um corpúsculo renal e uma série de túbulos.

O corpúsculo renal contém o glomérulo, um tufo de capilares fenestrados que cria um ultrafiltrado de sangue. O glomérulo contém algumas células interessantes, tais como células mesangiais que possuem propriedades de suporte e fagocíticas; as células justaglomerulares que secretam renina, que atua, em um sentido amplo, para ajudar a regular nossa pressão sanguínea; podócitos que controlam a permeabilidade da membrana de filtração; e muitos mais. Uma vez formada a urina a partir do ultrafiltrado, ela viaja através da via excretora de tubos, os quais são revestidos por epitélio de transição, com exceção de algumas partes da uretra.

Sistema endócrino

O sistema endócrino é um conjunto de tecidos que secretam hormônios (hormonas) diretamente na corrente sanguínea. Esses hormônios (hormonas) regulam vários processos, como o metabolismo, o crescimento e a pressão arterial. Tem um papel semelhante ao do sistema nervoso, trabalhando em conjunto com ele para manter a homeostasia do corpo.O sistema endócrino é dividido em grandes glândulas endócrinas (por exemplo, tireoide, ovários, suprarrenais) e células secretoras de hormonas individuais encontradas em muitos órgãos do corpo (por exemplo, no tecido adiposo, no trato gastrointestinal ou no sistema cardiovascular). Este último constitui o sistema neuroendócrino difuso (SNED). Pode dizer-se que os mestres das glândulas endócrinas são a hipófise (glândula pituitária) e o hipotálamo, pois regulam todos os outros órgãos endócrinos por meio do mecanismo de feedback homeostático. Histologicamente, embora haja algumas exceções, as células endócrinas geralmente têm uma origem epitelial.

Sistema linfático

O sistema linfático consiste em uma rede de vasos e órgãos linfoides. Está relacionado com o sistema circulatório e ao sistema imunitário. Os vasos linfáticos drenam a linfa (líquido intersticial) de todos os espaços extracelulares do corpo. Eles devolvem esse fluido ao coração, passando-o pelos órgãos linfoides.

Os órgãos linfoides primários (a medula óssea e o timo) produzem linfócitos (células B e T), enquanto que os órgãos linfóides secundários (tecidos linfoides difusos, nódulos linfáticos, linfonodos [gânglios linfáticos] e baço) ajudam a livrar o corpo de toxinas, resíduos e outros materiais indesejáveis. A histologia do baço e dos linfonodos (gânglios linfáticos) mostra uma rede encapsulada de fibras, na qual as células do sistema imune se encontram.

Os linfonodos (gânglios linfáticos) encontram-se distribuídos ao longo dos vasos linfáticos, filtrando a linfa à medida que ela passa. O baço, por outro lado, filtra o sangue. Ambos respondem imunologicamente a material estranho no fluido que passa por eles. Os tecidos linfoides difusos e os nódulos linfáticos são acumulações não encapsuladas de tecido linfoide, encontradas em locais como os  tratos alimentar, respiratório e geniturinário. Alguns nódulos linfáticos conhecidos incluem as amígdalas, as placas de Peyer e o apêndice vermiforme. Do mesmo modo que o baço e os gânglios linfáticos, as células do sistema imunológico nesse tecido podem montar uma resposta imune contra material estranho invasor.

Sistema imunitário

As principais células efetoras do sistema linfático são as células do sistema imunológico.

  • Linfócitos - linfócitos T, linfócitos B, células NK.
  • Células de suporte - Macrófagos, monócitos, neutrófilos, basófilos, eosinófilos e outros.

Os linfócitos T e B são “nascidos e criados” no timo e na medula óssea, respetivamente. Após a maturação, eles são libertados no sangue, linfa e em órgãos linfoides secundários, onde trabalham ao lado de células de suporte do sistema imunológico para realizar uma vigilância detalhada de potenciais ameaças. Ao responder a uma ameaça externa, as células do sistema imunológico podem ativar a inflamação não específica ou progredir para uma resposta imune específica.

Sistema reprodutor masculino

Os órgãos reprodutores masculinos consistem nos genitais internos (testículos, ductos genitais e glândulas genitais acessórias) e nos genitais externos (pênis e escroto). As glândulas genitais acessórias incluem a próstata, as vesículas seminais e as glândulas bulbouretrais. Juntos, esses órgãos permitem a reprodução e as relações sexuais.Os testículos produzem gâmetas masculinos (espermatozoides) através do processo de espermatogênese. Eles são organizados em lóbulos, com cada lóbulo contendo um parênquima de túbulos seminíferos e um estroma de tecido conjuntivo. O epitélio germinativo (espermatogênico), com células espermatogênicas e células de suporte (de Sertoli), forma os túbulos contorcidos, enquanto que as pequenas células intersticiais (de Leydig) circulares se encontram no tecido conjuntivo entre os túbulos. As células intersticiais produzem testosterona, um hormônio (hormona) que regula a espermatogênese. As células de Sertoli impedem o sistema imunológico de atacar e destruir os espermatozoides. Os espermatozoides passam do testículo para o epidídimo e para o ducto (canal) deferente revestidos por epitélio através de ductos eferentes, e depois para o ducto ejaculatório, que se funde com a uretra. As células dos ductos e glândulas genitais produzem secreções para apoiar esse processo.
 

Sistema reprodutor feminino

De forma muito semelhante ao masculino, o sistema reprodutor feminino também é projetado para a reprodução e o prazer sexual. Consiste nos genitais internos (vagina, útero, tubas [trompas] uterinas, ovários) e nos genitais externos ou vulva (monte púbico, grandes e pequenos lábios, clitóris, vestíbulo, bulbo do vestíbulo e glândulas).O ovário é na verdade um órgão homólogo ao testículo masculino, originando os gâmetas (óvulos) e hormônios (hormonas) esteroides (estrogênio, progesterona). Ao visualizar a anatomia microscópica do ovário, podemos ver que ele consiste de um epitélio germinativo superficial (cápsula), folículos ováricos (córtex) e tecido conjuntivo (cápsula, córtex medular). O revestimento epitelial das tubas (trompas) uterinas e do útero desempenham papéis importantes no transporte e na implantação de um óvulo fertilizado (ovo ou zigoto). Há muito mais para saber sobre o sistema reprodutivo feminino. Continue aprendendo com esses recursos.

Tecidos fetais

Os tecidos fetais são classificados em dois tipos: mesênquima e tecido conjuntivo mucoide (mucoso). O mesênquima dá origem a todos os tipos de tecido conjuntivo. Consiste em pequenas células mesenquimatosas fusiformes e substância fundamental com fibras colágenas (colagenosas) e reticulares esparsas. As células mesenquimatosas são células indiferenciadas, o que significa que elas são capazes de se diferenciar em qualquer tipo de células do tecido conjuntivo (fibroblastos, osteoblastos, adipócitos, entre outros).

O tecido conjuntivo mucoide é um tecido fetal presente no cordão umbilical. Consiste em células mesenquimatosas e substância fundamental muito esparsas, com uma abundância de ácido hialurônico. Essa substância fundamental, também conhecida como geleia de Wharthon, dá isolamento e proteção aos vasos sanguíneos do cordão umbilical.

Ferramentas

As ferramentas para estudar histologia estão se tornando mais diversas todos os dias. A ferramenta mais usada atualmente para examinar células, tecidos e órgãos é a microscopia ótica (de luz). Para uma visão ainda mais detalhada, pode ser usada a microscopia eletrônica. Outros métodos incluem a histoquímica, a imunocitoquímica, as técnicas de hibridização, a cultura de tecidos e muitos outros.

Preparação dos tecidos

O primeiro passo na preparação de tecido para microscopia ótica é a fixação. Aqui, o tecido de interesse é imerso em uma solução fixadora. Isso a preserva no mesmo estado em que estava quando estava no corpo e, assim, impede que ele se degrade. Em seguida, o tecido é incorporado com cera de parafina, que torna o tecido duro o suficiente para permitir secções finas. O tecido é seccionado finamente o suficiente para que a luz passe através dele. Essas secções são então montadas em uma lâmina de vidro, usando um meio de montagem como um adesivo.

Coloração dos tecidos

Após a preparação, o tecido é corado. Como os tecidos são normalmente incolores, a aplicação de um corante na secção de tecido permite que as células e seus componentes sejam vistos sob um microscópio. A técnica mais comum é a coloração com hematoxilina e eosina (H&E). Outras técnicas de coloração, como o tricromo de Masson, o azul alciano, a coloração de reticulina e outras são algumas vezes usadas para mostrar componentes teciduais específicos não observados em uma coloração H&E. Por fim, a amostra é corada com corantes de hematoxilina e eosina. Você sabe por que algumas estruturas coram de azul (basofílicas) e outras cor-de-rosa (eosinofílicas)?

Microscopia

Microscópio ótico

A microscopia ótica, também conhecida como microscopia de luz, usa a luz do espetro visível e combina-a com várias lentes para criar uma imagem ampliada. O produto é o poder de ampliação da objetiva (4x, 10x, 20x, 40x ou 100x), multiplicado pelo poder das lentes oculares (10x). Como os tecidos são relativamente incolores, as propriedades de ampliação do microscópio óptico não são suficientes para a visualização adequada de uma amostra; portanto, as técnicas de coloração descritas acima são acopladas à microscopia ótica.

Microscópio eletrônico

A microscopia eletrônica (ME) é uma forma mais moderna de microscopia que fornece uma ampliação muito maior e imagens de alta resolução. A ME funciona emitindo feixes paralelos de elétrons (eletrões) na direção da amostra de tecido. Existem dois tipos de ME: microscopia eletrônica de transmissão, que requer secções muito finas de tecido, e microscopia eletrônica de varredura, que usa pedaços maiores de tecido e produz imagens tridimensionais.

Hibridização in situ

A hibridização in situ é um modo de localização e quantificação de sequências de DNA ou RNA. Isso é feito pelo uso de uma sonda de nucleotídeos complementar, que contém um marcador radioativo ou fluorescente. Este método baseia-se na capacidade do DNA ou RNA de cadeia simples fundir-se com uma cadeia complementar e construir um híbrido que é então detetado devido ao marcador. Essa técnica é usada para determinar a localização de sequências específicas de DNA ou RNA em células ou cromossomos (cromossomas), tornando-a útil para vários fins de pesquisa e diagnóstico.

Técnica de blotting

A técnica de blotting é um método de localização e quantificação de proteínas, DNA e RNA. Uma técnica comumente usada é o Western blot, no qual as proteínas são separadas umas das outras com base no peso molecular, usando eletroforese em gel. As proteínas são então expostas a anticorpos artificiais marcados, que se ligam à proteína de interesse e catalisam uma reação quimioluminescente, na qual é emitida luz como resultado de uma reação química que permite a visualização da proteína. Outras técnicas de blotting incluem: Southern blot, Western blot, Far-Western blot, Southwestern blot, Eastern blot, Far-Eastern blot, Northern blot, Reverse Northern blot e Dot blot.

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Tecidos fetais


 

Destaques

  • Histologia é o estudo microscópico de tecidos e células utilizados na compreensão da patogênese e diagnóstico de várias doenças.
  • As células são as pequenas unidades vivas que formam os tecidos, órgãos e estruturas dentro do corpo. Todas as células contêm citoplasma, são cercadas por uma membrana e contêm uma variedade de estruturas e organelos.
  • Os tecidos do corpo são coleções de células, agrupadas no corpo de acordo com a estrutura e função. Eles são separados em quatro categorias: muscular, nervoso, epitelial e conjuntivo.
  • Os tecidos são visualizados rotineiramente usando microscopia. Microscópios de luz (ou microscópios ópticos), usam uma combinação de luz visível e lentes para criar uma imagem ampliada. Por outro lado, os microscópios eletrônicos funcionam emitindo feixes paralelos de elétrons na amostra observada, resultando em resoluções mais altas.
  • Como as células geralmente são incolores, elas precisam ser manchadas para que possam ser facilmente visualizadas ao microscópio. Os quatro principais tipos de manchas utilizados na histologia são empíricos, histoquímicos, histoquímicos enzimáticos e imuno-histoquímicos.

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Referências

  • Ross, H. M, Pawlina, W. (2011). Histology (6th ed.). Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins.
  • Mescher, A. L. (2013). Junqueira’s Basic Histology (13th ed.). New York, NY: McGraw-Hill Education.
  • Young, B., Woodford, P., ODowd, G., & Wheater, P. R. (2014). Wheater’s functional histology: A text and colour atlas. Edinburgh: Churchill Livingstone.
  • Eroschenko, V. P. (2017). DiFiores atlas of histology with functional correlations. Philadelphia, Pa: Wolters Kluwer.

Artigo, revisão e layout:

  • Gordana Sendic
  • Nicola McLaren
  • Jana Vaskovic

Tradução para Português:

  • Rafael Vieira 
  • Catarina Chaves

Ilustrações:

  • Membrana plasmática - vista axial - Paul Kim
  • Mitocôndria - vista axial - Paul Kim
© Exceto expresso o contrário, todo o conteúdo, incluindo ilustrações, são propriedade exclusiva da Kenhub GmbH, e são protegidas por leis alemãs e internacionais de direitos autorais. Todos os direitos reservados.

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