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Ovários

Os ovários são as gônadas femininas, localizadas bilateralmente na pelve, em situação intraperitoneal. As suas principais funções são:

  • Gametogênese, ou seja, produção de gametas femininos (ovócitos ou oócitos).
  • Produção de hormônios esteroides (estrogênio e progesterona), também chamada de esteroidogênese.

Os ovários ocupam um papel central na vida das mulheres em idade reprodutiva, já que têm uma grande influência na homeostasia hormonal e na função reprodutiva. Por isso, é importante que os estudantes e profissionais de saúde compreendam a anatomia, histologia e funções dos ovários.

Informações importantes sobre os ovários
Definição e função Órgãos reprodutores femininos e glândulas endócrinas, cuja função é produzir os ovócitos e regular o estado hormonal das mulheres em idade reprodutiva
Ovários e suas partes Extremidade superior (tubária)
Extremidade inferior (uterina)
Hilo
Superfícies anterior, posterior, medial e lateral
Ligamentos Ligamento suspensor do ovário
Ligamento próprio do ovário
Mesovário
Estrutura interna Córtex: contém os folículos ovarianos, o corpo lúteo, e o corpo albicante (corpo albicans)
Medula:
tecido conjuntivo que contém os nervos e vasos do ovário
Vascularização Artéria ovárica
Veia ovárica
Inervação Simpática: nervos esplâncnicos menores (através dos gânglios aórticos)
Parassimpática:
nervos esplâncnicos menores (através do plexo hipogástrico inferior)
Conteúdo
  1. Anatomia
    1. Ligamentos do ovário
  2. Estrutura interna
  3. Vascularização e inervação
  4. Estruturas linfáticas
  5. Embriologia
  6. Notas clínicas
  7. Referências
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Anatomia

Os ovários estão localizados nas fossas ováricas, situadas de cada lado do útero. A fossa ovárica é um espaço entre a artéria ilíaca interna e a bifurcação da artéria ilíaca externa. Cada ovário tem uma extremidade superior (tubária) e uma inferior (uterina). A extremidade tubária geralmente está coberta pelas fímbrias das tubas uterinas (também conhecidas como trompas de Falópio), enquanto a extremidade uterina aponta para o corpo do útero.

As superfícies dos ovários estão em íntima relação anatômica com as estruturas adjacentes da pelve. A superfície lateral localiza-se na fossa ovárica, e está em contato com o peritônio parietal. A superfície posterior está relacionada com o ureter e a artéria ilíaca interna, enquanto a superfície anterior se relaciona com o ligamento umbilical mediano.

Ligamentos do ovário

Os ovários estão fixos em sua posição devido a uma série de ligamentos. Além da função de fixação, alguns desses ligamentos transportam os nervos e vasos que nutrem os ovários. Esses ligamentos são:

  • Ligamento suspensor do ovário: é uma prega peritoneal que une a extremidade tubária à parede pélvica. Contém a artéria e veia ováricas, bem como os nervos autônomos que inervam os ovários. O local de entrada destas estruturas neurovasculares é chamado de hilo do ovário.
  • Ligamento próprio do ovário: une a extremidade uterina do ovário ao ângulo lateral do útero. É um remanescente do gubernáculo (um cordão fibroso embrionário que une a gônada em desenvolvimento ao assoalho pélvico) e não possui nenhuma estrutura neurovascular.
  • Mesovário: é uma prega peritoneal que une o ovário à porção posterior do ligamento largo do útero. Contém vasos sanguíneos e nervos que cursam através do hilo do ovário.

Estrutura interna

A estrutura interna dos ovários é composta por um córtex externo e uma medula interna. A medula é a porção central do tecido ovárico. É composta por tecido conjuntivo frouxo, dentro do qual se encontram os vasos sanguíneos, os vasos linfáticos e os nervos.

O córtex é a porção mais externa do ovário. A sua superfície externa está coberta por epitélio germinativo e pela túnica albugínea. O epitélio germinativo é um epitélio cúbico simples contínuo com o mesovário. A túnica albugínea localiza-se abaixo das células germinativas, e é composta por tecido conjuntivo denso.

O córtex ovariano contém os folículos ovarianos, que são as microunidades dentro das quais os ovócitos se desenvolvem até se tornarem óvulos maduros. Os folículos variam em tamanho, de acordo com o estágio de desenvolvimento em que se encontram. Sendo assim, há três tipos de folículos:

  1. Folículos primordiais: correspondem ao estágio de desenvolvimento mais precoce dos folículos. Começam a ser formados no terceiro mês de vida fetal.
  2. Folículos em crescimento: dividem-se em primários e secundários. Os folículos primários correspondem à primeira etapa do crescimento folicular. A sua característica principal é o desenvolvimento da zona pelúcida, uma capa que contém proteínas essenciais para a união dos espermatozoides ao óvulo.
  3. Folículos maduros ou de Graaf: são folículos que estão prontos para liberar o óvulo em um processo conhecido como ovulação.

Outra estrutura importante que podemos observar no córtex do ovário é o corpo lúteo, uma glândula endócrina temporária formada depois da ovulação pelos restos do folículo de Graaf. A sua função é liberar progesterona. Se não houver gravidez o corpo lúteo degenera, deixando um tecido cicatricial chamado de corpo albicante (corpo albicans). No entanto, se houver fertilização, o corpo lúteo continua a produzir progesterona até que a placenta esteja pronta para desempenhar essa função, o que ocorre por volta do 4º ao 5º mês de gestação.

Revise a unidade de estudo abaixo sobre os ovários para fortalecer os seus conhecimentos:

Vascularização e inervação

A irrigação dos ovários está a cargo das artérias ováricas, ramos diretos da aorta abdominal. A drenagem venosa começa no plexo pampiniforme no mesovário, a partir de onde continuam as veias ováricas, as quais viajam através dos ligamentos suspensores dos ovários até ao seu destino. O sangue que vem do ovário esquerdo drena para a veia renal, enquanto o que vem do ovário direito drena diretamente na veia cava inferior.

A inervação simpática dos ovários origina-se nos nervos esplâncnicos menores, cujas fibras chegam aos ovários depois de formarem sinapses com os gânglios aórticos. A inervação parassimpática provém do plexo hipogástrico inferior, cuja origem são os nervos esplâncnicos pélvicos.

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Estruturas linfáticas

Há três vias linfáticas para a drenagem da linfa dos ovários:

  • Superiormente, para os linfonodos para-aórticos, adjacentes à artéria ovárica.
  • Inferiormente, para o grupo medial dos linfonodos inguinais superficiais, através do canal inguinal, junto ao ligamento redondo.
  • Horizontalmente, em direção ao ovário contralateral, através do fundo do útero.

Embriologia

As gônadas femininas (ovários) derivam da crista gonadal, que também origina os ductos paramesonéfricos. Os ovários tornam-se distintos das estruturas adjacentes entre a sexta e a sétima semanas de gestação, quando as células germinativas primordiais epiblásticas começam a invadir as cristas gonadais. Enquanto as cristas gonadais são povoadas por células germinativas primordiais, o seu revestimento epitelial cresce na camada mesenquimal mais profunda. Continuam crescendo e formando os cordões sexuais primitivos, os quais vão formar grupos irregulares de células. Estes cordões degeneram posteriormente, originando o estroma vascularizado do ovário ou os cordões medulares.

Os cordões medulares também degeneram, e são substituídos pelos cordões corticais durante o terceiro mês de vida fetal. Eventualmente, os cordões corticais formam grupos de células que vão originar os folículos primordiais. É importante mencionar que a ausência do cromossomo Y é essencial para o desenvolvimento dos ovários. O cromossomo Y tem o gene SRY (uma sigla em inglês para região determinante do sexo no Y), que é responsável pela produção da proteína conhecida como fator determinante testicular, a qual promove a diferenciação gonadal masculina.

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