EN | DE | PT Contato Como estudar Entrar Cadastrar

Canal anal - quer aprender mais sobre isso?

As nossas videoaulas divertidas, testes interativos, artigos em detalhe e atlas de alta qualidade estão disponíveis para melhorar rapidamente os seus resultados.

Cadastre-se para ter uma conta gratuita no Kenhub hoje e se junte a mais de 1.103.016 alunos de anatomia de sucesso.

“Eu diria honestamente que o Kenhub diminuiu o meu tempo de estudo para metade.” – Leia mais. Kim Bengochea Kim Bengochea, Universidade de Regis, Denver

Canal anal

O canal anal é a última parte do trato gastrointestinal, parte do sistema digestório. Ele possui cerca de 3 a 4 cm de extensão e encontra-se completamente retroperitoneal. Ele se inicia na junção anorretal distalmente à flexura perineal e termina no ânus. Ele encontra-se no triângulo anal do períneo, entre as fossas isquioanais direita e esquerda.

Neste artigo, iremos estudar a anatomia macroscópica e microscópica do canal anal.

Fatos importantes
Precursor embriológico Endoderme; Proctodeu
Artérias

Acima da linha pectínea (denteada): Artéria retal superior

Abaixo da linha pectínea (denteada): Artéria retal média, Artéria retal inferior

Veias

Acima da linha pectínea (denteada): Veia retal superior

Abaixo da linha pectínea (denteada): Veia retal média, Veia retal inferior

Nervos

Acima da linha pectínea (denteada): Plexo mesentérico inferior, Nervos esplâncnicos pélvicos, Plexo hipogástrico inferior

Abaixo da linha pectínea (denteada): Nervo pudendo

Linfáticos

Acima da linha pectínea (denteada): Linfonodos (gânglios linfáticos) lombates (para-aórticos)

Abaixo da linha pectínea (denteada): Linfonodos (gânglios linfáticos) inguinais

Anatomia macroscópica

O canal anal pode ser subdividido nas zonas colunar, intermediária e cutânea.

Videoaula recomendada: Reto e canal anal
Estruturas do reto e do canal anal observadas num corte coronal, vista anterior da pelve feminina.
  • Zona colunar: O lúmen possui dobras de membrana mucosa (colunas anais) produzidas por corpos cavernosos arteriais (almofadas [coxins] anais) na submucosa. Tais colunas estão conectadas umas às outras em suas porções distais por dobras transversais (válvulas anais). Atrás das válvulas anais encontra-se criptas (criptas de Morgagni), no interior das quais os ductos excretores das glândulas anais se abrem. Todas as válvulas anais em conjunto formam a linha denteada (ou pectínea), uma linha serrilhada onde a mucosa intestinal se funde com o epitélio escamoso (pavimentoso) do canal anal.
  • Zona intermédia: Distalmente à linha denteada há uma zona de 1 cm de extensão com mucosa anal (anoderma).
  • Zona cutânea: Essa zona abaixo da borda anal (linha anocutânea) é uma depressão entre os esfíncteres anais interno e externo e possui pele perianal regular. A tensão do músculo corrugador da pele anal produz sua aparência em forma de ventilador.

Canal anal - corte coronal

Suprimento sanguíneo e inervação

A zona colunar deriva da endoderme enquanto tanto a zona intermédia quanto a zona cutânea se desenvolvem do proctodeu (cloaca). Como um resultado de diferentes origens embriológicas, as zonas possuem estruturas de suprimento separadas. Assim, a linha denteada serve como um importante marcador.

Acima da linha denteada

O sangue arterial é suprido pela artéria retal superior (ramo da artéria mesentérica inferior). O sangue venoso flui através do plexo hemorroidário interno para a veia retal superior (sistema porta-hepático). A linfa drena para os linfonodos/gânglios linfáticos lombares (para-aórticos). A inervação simpática é levada pelo plexo mesentérico inferior, enquanto a parassimpática pelos nervos esplâncnicos pélvicos e o plexo hipogástrico inferior.

Abaixo da linha denteada

O suprimento sanguíneo chega pelas artérias retais média (ramo da artéria ilíaca interna) e inferior (ramo da artéria pudenda interna da artéria ilíaca interna). O sangue venoso drena através do plexo hemorroidário externo para as veias retais média e inferior (circulação corporal). A linfa drena para os linfonodos/gânglios linfáticos inguinais. O nervo pudendo é responsável pela inervação sensorial.

Anatomia microscópica

No canal anal a mucosa intestinal (zona colorretal) muda para mucosa anal (anoderma) através de uma zona transicional e finalmente se funde com a pele perianal (zona cutânea).

  • Zona colorretal: É equivalente à estrutura histológica do reto com epitélio colunar (cilíndrico) simples. Pregas de membrana mucosa preenchidas com pequenas artérias formam coxins na parede.
  • Zona de transição: Ela lembra a estrutura histológica do reto, mas apresenta tanto epitélio colunar (cilíndrico) quanto epitélio escamoso (pavimentoso) estratificado. São características as pregas mucosas transversais com criptas e glândulas anais (ductos epiteliais tubulares).
  • Anoderma (“zona branca”): Ela possui epitélio estratificado escamoso (pavimentoso) não queratinizado, que é associado com o esfíncter anal interno. Essa zona apresenta neurônios sensitivos densamente agrupados, registrando o status do conteúdo intestinal (ex.: sólido, líquido ou gasoso).
  • Zona cutânea: Ela é igual à estrutura histológica da pele, com epitélio escamoso (pavimentoso) estratificado queratinizado. É fortemente pigmentada e possui todas as estruturas associadas com a pele, como suor e glândulas sebáceas, corpúsculos de Pacini e folículos pilosos.

Função

O canal anal é uma importante parte dos órgãos de continência. Ele é cercado por um sistema esfinctérico que envolve proximamente o lúmen. O esfíncter anal interno é permanentemente contraído através do tônus simpático e relaxa sobre influência parassimpática. O esfíncter anal externo envolve o canal anal como uma pinça. Relaciona-se proximamente com o músculo puborretal (parte do músculo elevador do ânus), que envolve o reto por trás (sling puborretal) e assim forma um fechamento em dobra. Tanto o esfíncter anal externo quanto o músculo puborretal são voluntariamente controlados.

As almofadas (coxins) anais possuem um importante papel no controle fino. Fisiologicamente eles são preenchidos com sangue arterial. Durante a defecação o esfíncter interno relaxa de forma que o sangue nos coxins é drenado, permitindo a passagem das fezes através do canal anal. Um alargamento patológico das almofadas (coxins) leva a hemorróidas.

As glândulas anais humanas são rudimentares. Seu odor secretado não possui mais um papel para os humanos. Para muitos animais esse odor ainda realiza importantes funções (ex.: marcação de territórios ou estímulo sexual).

Sumário

O canal anal é a última parte do trato gastrointestinal. Ele possui cerca de 3 a 4 cm de extensão e encontra-se completamente retroperitoneal. Ele se inicia na junção anorretal, distalmente à flexura perineal, e termina no ânus. De forma geral, é uma importante parte dos órgãos de continência. Anatomicamente é subdividido em três zonas:

  • Colunar: As válvulas anais em conjunto formam a linha denteada (ou pectínea), influenciando o suprimento sanguíneo, inervação e drenagem linfática de/para o canal anal.
  • Intermediária
  • Cutânea

O suprimento sanguíneo, inervação e drenagem linfática é influenciada pela linha denteada.

Histologicamente, o canal anal consiste nas seguintes zonas:

  • Colorretal: epitélio colunar (cilíndrico) simples
  • Transicional: epitélio colunar (cilíndrico) simples e escamoso (pavimentoso) estratificado
  • Anoderma: epitélio escamoso (pavimentoso) estratificado não queratinizado
  • Cutânea: epitélio escamoso (pavimentoso) estratificado queratinizado

Canal anal - quer aprender mais sobre isso?

As nossas videoaulas divertidas, testes interativos, artigos em detalhe e atlas de alta qualidade estão disponíveis para melhorar rapidamente os seus resultados.

Cadastre-se para ter uma conta gratuita no Kenhub hoje e se junte a mais de 1.103.016 alunos de anatomia de sucesso.

“Eu diria honestamente que o Kenhub diminuiu o meu tempo de estudo para metade.” – Leia mais. Kim Bengochea Kim Bengochea, Universidade de Regis, Denver

Mostrar referências

Referências:

  • D. Drenckhahn/J. Waschke: Taschenbuch Anatomie, 1.Auflage, Urban & Fischer Verlag/Elsevier (2008), S.271-275
  • U. Welsch: Lehrbuch Histologie, 2.Auflage, Urban & Fischer Verlag/Elsevier (2006), S.384-386
  • M. Schünke/E. Schulte/U. Schumacher: Prometheus – LernAtlas der Anatomie – Innere Organe, Thieme Verlag (2009), S.231-234
  • K. Zilles/B.Tillmann: Anatomie, 1.Auflage, Springer Medizin Verlag (2010), S.483-485
  • H. Rohde: Lehratlas der Proktologie, 1.Auflage, Thieme Verlag (2006), S.4-5

Autor & Layout:

  • Achudhan Karunaharamoorthy
  • Christopher A. Becker

Ilustrações:

  • 1.ª galeria: Canal anal - Begoña Rodriguez
  • 1.ª galeria: Ânus - Samantha Zimmerman
  • Canal anal - corte coronal - Samantha Zimmerman
  • 2.ª galeria: Artéria retal superior - Begoña Rodriguez
  • 2.ª galeria: Veia retal superior - Begoña Rodriguez
  • 2.ª galeria: Linfonodos lombares direitos - Esther Gollan
  • 2.ª galeria: Nervos esplâncnicos pélvicos - Irina Münstermann
  • 2.ª galeria: Plexo hipogástrico inferior - Irina Münstermann
  • 3.ª galeria: Artéria retal média - Begoña Rodriguez
  • 3.ª galeria: Artéria retal inferior - Begoña Rodriguez
  • 3.ª galeria: Veia retal média - Begoña Rodriguez
  • 3.ª galeria: Veia retal inferior - Begoña Rodriguez
  • 3.ª galeria: Linfonodos inguinais profundos - Irina Münstermann
  • 3.ª galeria: Nervo pudendo - Rebecca Betts
  • 4.ª galeria: Esfíncter anal interno - Samantha Zimmerman
  • 4.ª galeria: Esfíncter anal externo - Samantha Zimmerman
  • 4.ª galeria: Esfíncter anal externo - Liene Znotina

Tradução para português e layout:

  • Rafael Lourenço do Carmo
  • Catarina Chaves
  • Rafael Vieira
     
© Exceto expresso o contrário, todo o conteúdo, incluindo ilustrações, são propriedade exclusiva da Kenhub GmbH, e são protegidas por leis alemãs e internacionais de direitos autorais. Todos os direitos reservados.

Desenhos e imagens relacionados

Continue a sua aprendizagem

Leia mais artigos

Mostre mais 4 artigos

Assista videoaulas

Faça teste

Navegue pelo atlas

Muito bem!

Cadastre-se agora e obtenha sua cópia do guia definitivo de estudos de anatomia!

Crie sua conta gratuitamente.
Comece a aprender anatomia em menos de 60 segundos.