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Glândulas salivares

As glândulas salivares são glândulas exócrinas que estão posicionadas na cavidade oral e nas suas adjacências, e secretam seu conteúdo salivar na boca. Dessa forma, ajudam a manter a mucosa oral protegida e lubrificada, bem como ajudam nos estágios iniciais da digestão durante a mastigação dos alimentos, de forma que um bolo alimentar seja criado e esteja pronto para ser deglutido e continuar a ser processado.

Elas também contribuem para a digestão através das enzimas que excretam na saliva, principalmente a amilase, e que são responsáveis pelo início da digestão dos carboidratos. As glândulas variam muito em tamanho, e também podem ser classificadas com base na natureza da saliva que excretam.

Fatos importantes sobre as glândulas salivares
Função Secreção de saliva para as fases iniciais da digestão e para proteção e lubrificação da cavidade oral. 
Tipos de saliva

Serosa: glândula parótida

Mucosa: glândula sublingual, glândulas salivares menores
Mistas: glândula submandibular

Glândula parótida Localização: entre o ramo da mandíbula e o músculo esternocleidomastoideo 
Ducto de excreção: Ducto de Stensen (abre na parede bucal, ao nível do segundo dente molar superior)
Glândula submandibular Localização: sob a língua
Ducto de excreção: Ducto de Wharton (abre na papila sublingual embaixo da língua)
Glândulas sublinguais Localização: sob as pregas sublinguais
Ducto de excreção: múltiplos ductos ao longo das pregas sublinguais
Glândulas salivares menores Localização: cavidade oral, lábios, mucosa lingual, palato mole, partes laterais do palato duro, assoalho da boca e entre as fibras musculares da língua
Notas clínicas Cistos, inflamação, tumores 

Este artigo discutirá a anatomia e importância clínica das glândulas salivares.

Classificação

As glândulas salivares são divididas em glândulas salivares maiores e menores. A diferença entre elas é, primeiramente, que as maiores possuem dimensões muito maiores e constituem verdadeiramente uma coleção de tecido exócrino que secreta como um todo em um único ducto salivar, ao invés de glândulas agindo individualmente. Assim, os ductos maiores terminam produzindo uma quantidade muito maior de saliva por dia do que os ductos menores. Por sua vez, o principal papel das glândulas menores é o de lubrificar a cavidade oral, enquanto a saliva digestiva e protetora é produzida pelas glândulas maiores.

Videoaula recomendada: Glândulas salivares
Glândulas salivares e estruturas em seu redor.

Saliva

A saliva é um líquido seromucinoso que possui várias funções importantes na cavidade oral, que incluem lubrificação, digestão, ação antimicrobiana, neutralização, regulação hormonal e sensação do paladar. Ela contém 99.5% de água, e o restante é composto de eletrólitos, muco, glicoproteínas, enzimas e componentes antibacterianos.

Existem dois tipos principais de saliva que são secretados pelas glândulas salivares: serosa e mucinosa. A glândula submandibular é a única glândula salivar mista, que secreta ambos os tipos em uma proporção de 3:2 serosa para mucinosa, respectivamente. A glândula parótida é a única glândula que secreta saliva puramente serosa, enquanto a glândula sublingual é a única que secreta saliva puramente mucinosa.

O débito salivar total de saliva em um adulto fica entre um e um litro e meio por dia.

As glândulas maiores

Glândula Parótida

A glândula parótida é a maior das glândulas salivares, e localiza-se entre o ramo da mandíbula e o músculo esternocleidomastóideo. Ela produz entre vinte e cinco e trinta por cento do débito salivar total. A saliva produzida pela glândula parótida é liberada pelo ducto de Stensen, cujo orifício pode ser visto na parede bucal, ao nível do segundo dente molar superior.

Glândula Submandibular

A glândula submandibular é a segunda maior das glândulas salivares, e como todas as três, é uma glândula pareada. Ela produz de longe a maior quantidade de saliva de todas as glândulas, sendo responsável por setenta por cento do débito total diário. O ducto de Wharton, que drena a saliva produzida pelas glândulas submandibulares, se abre na papila sublingual, sob a língua.

Glândula Sublingual

Por último, a glândula sublingual é a menor das glândulas salivares maiores, sendo única devido ao fato de possuir várias aberturas ductais que cursam ao longo das pregas sublinguais. Ela também secreta a menor porção de saliva por dia dentre as glândulas maiores: somente cinco por cento.

Glândula sublingual - vista lateral direita (verde)

As glândulas menores

As glândulas salivares menores são responsáveis por aproximadamente um por cento ou menos do total do débito salivar. Elas podem ser encontradas em grupamentos nos arredores da cavidade oral, como na bochecha, nos lábios, na mucosa lingual, no palato mole, nas partes laterais do palato duro, no assoalho da boca e entre as fibras musculares da língua. Elas somam aproximadamente mil glândulas individuais no total.

Notas Clínicas

Cistos das glândulas salivares podem se desenvolver devido a traumatismos, tumores, infecções ou cálculos salivares que podem bloquear o fluxo de saliva. Já que a saliva não pode escapar para o ducto ela permanece nos tecidos, que começam a se edemaciar conforme a saliva se acumula. Geralmente os cistos são indolores, mas eles podem causar problemas durante a alimentação ou a fala. A remoção da causa subjacente irá corrigir o problema, e a recorrência é incomum.

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Referências:

Autor:

  • Dr. Alexandra Sieroslawska

Ilustrações:

  • Glândula parótida: Paul Kim
  • Glândula parótida, corte transversal: National Library of Medicine
  • Glândula submandibular: Paul Kim
  • Glândula submandibular, corte transversal: National Library of Medicine
  • Glândula sublingual: Paul Kim
  • Ducto parotídeo e ducto submandibular: Paul Kim

Tradução para o português, revisão e layout:

  • Rafael Lourenço do Carmo
  • Catarina Chaves
  • Rafaela Ervilha Linhares
© Exceto expresso o contrário, todo o conteúdo, incluindo ilustrações, são propriedade exclusiva da Kenhub GmbH, e são protegidas por leis alemãs e internacionais de direitos autorais. Todos os direitos reservados.

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