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Linfonodos axilares

Os linfonodos axilares são um grupo de linfonodos encontrados na região axilar do membro superior. A região axilar é comumente referida como “axila” e é um espaço tridimensional cercado inferiormente por pele e anteriormente pela clavícula. É um espaço quadrilátero que muda sua forma dependendo se o braço está aduzido ou abduzido. 

Os linfonodos da região axilar são responsáveis pela drenagem linfática de uma região ampla. Devido sua localização e função, eles têm muita relevância clínica. Isso é particularmente evidente no câncer de mama, no qual o acometimento tumoral dos linfonodos axilares define o algoritmo de tratamento e a abordagem a ser tomada. 

Fatos Importantes sobre os Linfonodos Axilares
Localização

Região axilar do membro superior

Grupos:

  • anterior
  • posterior
  • lateral
  • central
  • apical
  • infraclavicular
Função

Drenar:

  • vasos do membro superior 
  • paredes torácicas
  • abdome, acima do umbigo 
  • quadrante lateral da mama 
Clínica Câncer de mama, Nódulo de Virchow, Linfoma

Neste artigo nós vamos discutir a anatomia e função dos linfonodos axilares, bem como sua relevância clínica. 

Localização

Os linfonodos axilares estão localizados na região axilar do membro superior. Eles são aproximadamente 20 a 30 nódulos separados (até 40 já foram relatados) com a função de drenar:

  • vasos do membro superior 
  • paredes torácicas
  • abdome, acima do umbigo 
  • quadrante lateral da mama 

O fluxo linfático é semelhante ao fluxo venoso. A linfa é drenada em direção ao coração.

Gânglios linfáticos axilares

Grupo anterior 

Eles também são conhecidos como grupo peitoral. Podem se localizar na borda inferior do músculo peitoral menor e na borda superior do músculo peitoral maior. Geralmente são 4-5 linfonodos grandes e drenam a linfa da região anterolateral da parede abdominal superior até o nível do umbigo, bem como os quadrante laterais das mamas.  Eles recolhem a linfa para linfonodos mais centrais. 

Linfonodos axilares peitorais

Grupo posterior

Este grupo de 6-7 linfonodos também é conhecido como grupo subescapular e pode ser encontrado anterior ao músculo subescapular. Eles recebem vasos linfáticos superficiais localizados mais comumente dentro da porção superior das costas e posterior do pescoço. Entretanto, eles também recebem linfa de longe, como das bordas inferior e superior da crista ilíaca. 

Linfonodos axilares subescapulares

Grupo lateral 

Esse grupo de 4-6 linfonodos pode ser encontrado contra a veia axilar e recebe a drenagem da maior parte dos vasos linfáticos dos membros superiores. Entretanto, o grupo superficial de linfonodos, que drena a região lateral dos membros superiores, encaminha a linfa para os linfonodos infraclaviculares. 

Grupo central 

Esse grupo de 3-4 linfonodos é encontrado na base e região central da axila. Eles estão espalhados entre o tecido adiposo (gordura) dessa região. Esse é o grupo mais importante de linfonodos em termos de drenagem, pois eles recebem a linfa dos três grupos mencionados acima (anterior, posterior e lateral).

Linfonodos axilares centrais

Grupo apical

Esse grupo de 4-5 linfonodos está no ápice da axila, na borda lateral da primeira costela. Ele também é chamado de grupo subclavicular e recebe vasos linfáticos eferentes de outros grupos de linfonodos axilares. O grupo apical de linfonodos drena para o tronco linfático subclávio. A drenagem é diferente nos lados direito e esquerdo. A linfa do lado esquerdo é drenada para o ducto torácico, enquanto a do lado direito é drenada para o tronco linfático direito. 

Linfonodos axilares

Grupo infraclavicular 

Esse grupo também é conhecido como grupo deltopeitoral. Eles não podem ser chamados de linfonodos axilares, pois eles estão localizados fora da região axilar. Entretanto, estão intimamente associados com o grupo axilar e se localizam no sulco deltopeitoral (espaço muscular superficial entre o deltoide e o peitoral maior). Esse espaço também é onde a veia cefálica passa. Além disso, esse grupo de 2-3 linfonodos drena a maioria dos músculos do braço, antebraço e mão, bem como os vasos linfáticos superficiais das regiões vizinhas. 

Ducto torácico

O ducto torácico é o principal ducto linfático do corpo, ele recebe a linfa dos membros inferiores, abdome, lado esquerdo do tronco, membro superior, pescoço e face. Ele possui uma dilatação sacular conhecida como cisterna do quilo. Isso porque ele contém a linfa dos intestinos. O quilo é formado por moléculas de gordura (gordura emulsificada) e linfa dos vasos linfáticos intestinais. Ela é diferente da linfa drenada dos membros, que é puramente linfática, portanto mais clara. 

O ducto torácico tem tipicamente cerca de 40 cm de comprimento e um diâmetro de 3-5 milímetros. A drenagem do ducto torácico é feita na junção das veias jugular esquerda e subclávia esquerda. É aqui que a drenagem linfática do corpo e do intestino entra no sistema circulatório. A drenagem do membro superior direito, tórax, cabeça e pescoço segue para o ducto linfático direito

Nota clínica

Câncer de mama 

O câncer de mama é uma doença com vários fatores de risco, como:

  • idade avançada
  • genética
  • exposição ao estrogênio

Fatores de risco para aumento da exposição ao estrogênio incluem menarca precoce, menopausa tardia, uso de contraceptivos orais combinados ,terapia de reposição hormonal contendo estrogênio, ausência de gestação e de amamentação. 

Todo nódulo mamário pode ser triplamente avaliado. Esse é um processo com três fases que tem uma taxa muito alta de detecção de câncer de mama. A anamnese e o exame físico da paciente é a primeira parte. O próximo passo é a imagem, sendo a modalidade preferida  o ultrassom (se a mulher é jovem e o tecido mamário é denso e fibroso) ou a mamografia (se a mulher é mais velha e o tecido mamário é mais gorduroso e menos denso e fibroso). O passo final é obter uma amostra histológica através de uma biópsia. Normalmente isso é feito com uma aspiração por agulha fina seguida por uma biópsia central caso a aspiração por agulha fina demonstre alguma célula potencialmente cancerígena. A biópsia é revisada pelo patologista.  

Todo tumor cancerígeno é removido cirurgicamente. Isso é feito com mastectomia (remoção de toda a mama) ou lumpectomia (remoção do tecido afetado e não de toda a mama), com ou sem uma ressecção ampla dos linfonodos axilares. A mastectomia é usada para grandes tumores centrais e a lumpectomia é usada para tumores menores e mais periféricos. A opção do paciente e um certo grau de decisão clínica são importantes para determinar a escolha da operação. 

Uma mastectomia radical é a remoção da mama, dos músculos peitoral maior e peitoral menor, bem como dos linfonodos axilares. Essa é a opção cirúrgica mais radical, usada para cânceres muito invasivos e perigosos. A quantidade de linfonodos axilares removidos dependem do grau de metástase do câncer. Mastectomias parciais são realizadas em pacientes que querem preservar o máximo de tecido mamário possível e têm tumores menores e mais focais. A taxa de recorrência de câncer nesses pacientes é maior.  

A lumpectomia é uma excisão mais focal de um câncer. O nódulo sentinela (o primeiro nódulo que drena a mama) é identificado e uma lâmina histológica é feita para checar a presença de câncer. Se o câncer estiver presente, todos os linfonodos ao redor do sentinela são removidos, já que teoricamente todos eles podem conter células tumorais. Se na investigação ficar constatado que esses linfonodos não contém câncer o processo para, mas se eles forem positivos para células cancerígenas o processo continua até os linfonodos estarem livres de câncer. Esse processo pode causar danos a nervos, vasos e tecidos da região. Também existe o risco de linfedema pós-operatório, já que a drenagem da mama e do membro superior estará comprometida, resultando em inchaço nessas regiões. 

Todos os pacientes que fazem a lumpectomia e excisão local ampla fazem radioterapia pós-operatória, assim como os pacientes que fazem mastectomia e possuem mais do que um certo número de linfonodos positivos na axila. O tratamento médico do câncer de mama depende do status hormonal do câncer. Ele depende especificamente dos receptores que as células do câncer possuem em sua superfície. Se o câncer for positivo para o receptor de estrogênio, o tratamento é o tamoxifeno em mulheres pré-menopausa. Inibidores de aromatase são utilizados em mulheres pós-menopausa. Pacientes com cânceres positivos para o receptor HER2 são tratadas com transtuzumabe, um anticorpo monoclonal.

Nódulo de Virchow

No caso de malignidade gástrica, pode haver um linfonodo aumentado e visível na fossa supraclavicular esquerda. Este é um clássico sinal clínico, mas não necessariamente presente em todos os pacientes que têm câncer abdominal ou pélvico que sofreram metástase.

Linfoma

Esse é um câncer que envolve os linfonodos e é dividido em tipo Hodgkin e não-Hodgkin. O linfoma de Hodgkin é definido pela presença de células de Reed-Sternberg. Sinais e sintomas incluem:

  • sudorese noturna
  • perda de peso
  • aumento dos linfonodos cervicais 
  • febre

O tratamento em ambos os casos é quimioterapia e radioterapia em alguns casos. 

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Referências

  • Frank H.Netter MD: Atlas of Human Anatomy, 5th Edition, Elsevier Saunders.
  • Chummy S.Sinnatamby: Last’s Anatomy Regional and Applied, 12th Edition, Churchill Livingstone Elsevier.
  • Richard L. Drake, A. Wayne Vogl, Adam. W.M. Mitchell: Gray’s Anatomy for Students, 2nd Edition, Churchill Livingstone Elsevier.
  • Huter, J., [Bilateral radical mastectomy for carcinoma of the breast of the stages T0 and T1 (N0, M0) and mammoplasty of both breasts, areola and nipples in a single operation (author's transl)]. Geburtshilfe Frauenheilkd, 1976. 36(1): p. 10-9.
  • Modified Radical Mastectomy, (accessed 30/7/2016).
  • Simple mastectomy and modified radical mastectomy (accessed 30/7/2016).
  • Mastectomy (accessed 30/7/2016) http://bestpractice.bmj.com/best-practice/monograph/312/treatment.html (accessed 30/7/2016)

Autoria, revisão e layout:

  • Shahab Shahid
  • Franchesca Druggan
  • Adrian Rad

Ilustrações:

  • Gânglios linfáticos axilares - vista anterior - Begoña Rodriguez
  • Linfonodos axilares braquiais - vista anterior - Samantha Zimmerman
  • Linfonodos axilares peitorais - vista anterior - Samantha Zimmerman
  • Linfonodos axilares subescapulares - vista anterior - Samantha Zimmerman
  • Linfonodos axilares centrais - vista anterior - Samantha Zimmerman
  • Ducto torácico - vista lateral-esquerda - Irina Münstermann
  • Ducto torácico - vista anterior - Begoña Rodriguez
  • Cisterna do quilo - vista anterior - Begoña Rodriguez

Tradução para o português e layout:

  • Lívia Lourenço do Carmo
  • Catarina Chaves
© Exceto expresso o contrário, todo o conteúdo, incluindo ilustrações, são propriedade exclusiva da Kenhub GmbH, e são protegidas por leis alemãs e internacionais de direitos autorais. Todos os direitos reservados.

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