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Líquor

Cerebrospinal fluid within the cavities of the brain
Líquor dentro das cavidades do cérebro

O líquor, também conhecido como líquido cefalorraquidiano ou líquido cerebroespinal, é um líquido límpido e incolor, semelhante ao plasma, que banha o sistema nervoso central (SNC). O líquor circula por um sistema de cavidades localizadas no cérebro e na medula espinal, ventrículos, espaço subaracnóideo do encéfalo e da medula espinal e no canal central da medula. A maior parte do líquor é secretada por um tecido especializado denominado plexo coroide, que está localizado no ventrículo lateral e no terceiro e no quarto ventrículos. A secreção do líquor é semelhante à sua drenagem, portanto, há sempre cerca de 150-270 mililitros de líquor circulando no SNC.

As principais funções do líquor são fornecer amortecimento para o encéfalo e para a medula espinal quando são atingidos por uma força mecânica, fornecer proteção imunológica básica ao SNC, remover resíduos metabólicos, bem como transportar neuromoduladores e neurotransmissores. O líquor também é muito útil para o diagnóstico clínico e suas amostras geralmente são obtidas do espaço subaracnóideo por punção lombar.

Este artigo irá discutir a anatomia e as funções do líquor.

Informações importantes sobre o líquor
Secreção Plexo coroide (lateral, terceiro e quarto ventrículos), espaço intersticial e dura-máter das raízes nervosas
Circulação Ventrículo lateral → terceiro ventrículo → quarto ventrículo → canal central da medula espinal → espaço subaracnóideo
Absorção Granulações aracnóideas, plexos coroides e linfáticos
Funções Remoção de resíduos, amortecimento do cérebro e estruturas neurovasculares intracranianas, flutuabilidade neutra, homeostase eletrolítica
Conteúdo
  1. Secreção
    1. Plexo coroide
    2. Barreira hematoencefálica
    3. Barreira hematoliquórica
  2. Circulação
  3. Absorção
    1. Granulações aracnóideas
    2. Canais na placa cribriforme
    3. Sistema glinfático
  4. Líquor espinal
  5. Funções
  6. Hidrocefalia
  7. Referências
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Secreção

Plexo coroide

O líquor é produzido por um tecido especializado denominado plexo coroide. Os plexos coroides estão localizados nas paredes dos ventrículos laterais e no teto do terceiro e quarto ventrículos. O plexo coroide contém numerosas vilosidades, por meio das quais o líquor é secretado. Estruturalmente, cada vilosidade consiste em três componentes;

  • Uma camada de células ependimárias modificadas (células da coroide), cuja face é voltada para o lúmen dos ventrículos e secreta o líquor. As células contém muitas projeções vilosas apicais e estão fortemente ligadas umas às outras por meio de junções estreitas.
  • Uma camada de pia-máter (tela coróidea).
  • Um capilar fenestrado diretamente abaixo da pia-máter.

As células da coroide absorvem vários produtos químicos do vaso sanguíneo subjacente, que usam para secretar ativamente o líquor, que não é simplesmente um ultrafiltrado de sangue, mas difere dele em termos de conteúdo de eletrólitos, glicose e proteína. A fonte vascular para os plexos coroides difere entre o ventrículo lateral, o terceiro ventrículo e o quarto ventrículo.

  • As porções anteriores dos plexos coroides no ventrículo lateral e no terceiro ventrículo são supridas pela artéria coroidea anterior (um ramo da artéria carótida interna), enquanto suas partes posteriores são vascularizadas pelas artérias coroideas lateral, posterior e medial (ramos da artéria cerebral posterior).
  • O plexo coroide no quarto ventrículo é suprido pelas artérias cerebelares inferiores.

Para fazer uma revisão sobre o sistema ventricular do cérebro, faça o seguinte teste e consolide seus conhecimentos!

Barreira hematoencefálica

Além de estarem envolvidas na produção do líquor, as camadas do plexo coroide formam uma barreira seletivamente permeável chamada barreira hematoencefálica. Para recapitular, a barreira hematoencefálica, da camada superficial para a mais profunda, consiste em:

  • Células ependimárias da coroide e suas junções celulares
  • Pia-máter
  • Células endoteliais dos capilares
  • Membrana basal das células capilares endoteliais

A função da barreira hematoencefálica é controlar o movimento da água e dos solutos para o líquor, bem como do líquor para o tecido neural.

Barreira hematoliquórica

A barreira hematoliquórica costuma ser confundida com a barreira hematoencefálica, embora na verdade seja apenas uma parte dela. A barreira hematoliquórica na verdade se refere às junções estreitas entre as células ependimárias da coroide, que controlam a passagem de moléculas entre os capilares subjacentes e o líquor.

Se não fosse pelas junções estreitas, ou barreira hematoliquórica, as partículas que podem passar pelas fenestrações dos capilares, como eletrólitos e células sanguíneas, entrariam no líquor e, portanto, perturbariam o equilíbrio eletrolítico e bioquímico no sangue. Essa barreira é funcionalmente importante também na direção oposta, do líquor aos capilares, uma vez que evita que grandes moléculas (como diferentes tipos de drogas) entrem livremente nos vasos sanguíneos do cérebro.

Circulação

O líquor é constantemente produzido a uma taxa de secreção de 0,2-0,7 ml/min, o que significa que há 600-700 ml de líquor recém-produzidos por dia. Como o volume liquórico total está em torno de 150-270 ml, isso significa que todo o volume de líquor é reposto cerca de 4 vezes por dia.

A via do líquido cefalorraquidiano é a seguinte:

  1. O líquor passa dos ventrículos laterais ao terceiro ventrículo através do forame interventricular (de Monro).
  2. Do terceiro ventrículo, o líquor flui pelo aqueduto cerebral (de Sylvius) para o quarto ventrículo.
  3. Do quarto ventrículo, parte do líquor flui por uma passagem estreita chamada óbex e entra no canal central da medula espinal. No entanto, a maior parte do líquor passa pelas aberturas do quarto ventrículo; a abertura mediana (de Magendie) e duas aberturas laterais (de Luschka). Por meio dessas aberturas, entra na cisterna magna e nas cisternas cerebelopontinas, respectivamente.
  4. A partir daí, o líquor flui através do espaço subaracnóideo do cérebro e da medula espinal.
  5. É finalmente reabsorvido nos seios venosos durais por meio de granulações aracnóideas.

Absorção

Existem três rotas reconhecidas pelas quais o líquor sai do espaço subaracnóideo para entrar no sistema venoso cerebral: granulações aracnóideas, canais diminutos que passam pela placa cribriforme do osso etmoide e o sistema glinfático.

Granulações aracnóideas

A maior parte do líquor é reabsorvida para o sistema venoso pelas granulações da aracnoide, que são protrusões da aracnoide que perfuram a dura-máter e se projetam para o lúmen dos seios venosos durais. O núcleo de cada granulação é contínuo com o espaço subaracnóideo, contendo, assim, o líquor. A superfície de cada granulação aracnóidea contém bolsas menores, chamadas vilosidades aracnóideas, que aumentam sua superfície de absorção.

O líquor sai do espaço subaracnóideo por difusão através das paredes das granulações aracnóideas. As granulações aracnóideas fornecem um mecanismo valvular para o fluxo liquórico, que permite seu influxo na corrente sanguínea sem permitir o refluxo do sangue para o líquor. Normalmente, a pressão liquórica é maior do que a do sistema venoso, então o líquor flui através das vilosidades e granulações para o sangue venoso.

O maior número de granulações aracnóideas é encontrado nos seios sagitais superiores e transversos. Portanto, esses são os locais onde a maior parte do líquor é absorvido.

Aprenda tudo sobre as granulações aracnóideas com nossos artigos, tutoriais em vídeo, testes e diagramas.

Canais na placa cribriforme

A segunda via consiste em pequenos canais que se estendem do espaço subaracnóideo através de aberturas na lâmina cribriforme do osso etmoide. Esses canais atravessam a placa cribriforme juntamente com o nervo olfatório (NC I) e drenam para os canais linfáticos da mucosa nasal.

Sistema glinfático

A terceira via é fornecida pelo sistema glinfático. É um sistema de canais recentemente descoberto, formado pelas células astrogliais ao redor das artérias piais. Sua função é fornecer uma via de entrada para o líquor em troca do fluido intersticial do cérebro e da medula espinal. Isso significa que pequenas quantidades de líquor entram no tecido nervoso, enquanto a mesma quantidade de líquido intersticial sai no espaço subaracnóideo para ser eliminado pelos seios venosos durais.

Agora que você aprendeu sobre as granulações aracnóideas, teste esse conhecimento respondendo ao questionário abaixo!

Líquor espinal

O espaço subaracnóideo da medula espinal é contínuo ao do cérebro, de modo que o líquor produzido nos ventrículos cerebrais também pode alcançar facilmente a medula espinal. Vamos relembrar como o líquor atinge as cavidades da medula espinal:

  1. Ele flui do quarto ventrículo para o canal central da medula espinal através do óbex.
  2. O líquor passa pela abertura mediana (de Magendie) e pelas aberturas laterais (de Luschka) para entrar nas cisternas subaracnóideas. A partir daqui, ele continua descendo pelo espaço subaracnóideo da medula espinal.

O espaço subaracnóideo espinal é relativamente grande, acomodando cerca de metade do volume total do líquor no SNC. Ele se estende do forame magno até o nível da vértebra S2. Abaixo do cone medular, aproximadamente no nível de L1-L2, o espaço subaracnóideo se amplia em um saco dural denominado cisterna lombar. A cisterna lombar se estende dos níveis vertebrais L1/L2-S2 e contém as radículas dorsais e ventrais dos nervos espinais L2-Co (cauda equina). É clinicamente significativo, pois é o local da punção lombar (extração de líquor para análises médicas). Uma vez que os espaços subaracnóideos espinais e cranianos são contínuos, o líquor espinal flui de volta para o espaço subaracnóideo craniano, por meio do qual é eliminado para os seios venosos durais.

Funções

O líquor tem muitas funções protetoras e metabólicas.

  • Atua como um amortecedor, fornecendo uma camada de fluido e protegendo o cérebro de lesões.
  • Fornece flutuabilidade neutra, que impede o cérebro de comprimir os vasos sanguíneos e os nervos cranianos contra a superfície interna dos ossos do crânio.
  • Remove subprodutos do metabolismo e desempenha um papel importante na homeostase e no metabolismo do sistema nervoso central.

A homeostase implica na regulação da distribuição de substâncias (por exemplo, eletrólitos) entre as células do cérebro e fatores neuroendócrinos. Ligeiras mudanças no pH ou na composição do líquor podem alterar a temperatura, o controle da pressão arterial e a troca hormonal nas estruturas subcorticais.

Agora que você já domina o fluxo do líquor, responda ao teste abaixo, especificamente adaptado para questioná-lo sobre as estruturas abordadas neste tópico!

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