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Medula espinal - quer aprender mais sobre isso?

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“Eu diria honestamente que o Kenhub diminuiu o meu tempo de estudo para metade.” – Leia mais. Kim Bengochea Kim Bengochea, Universidade de Regis, Denver

Medula espinal

Medula espinhal - região torácica.

Sabe aquela situação quando você esquece que colocou seu telefone no bolso de trás e ouve um estalo quando se senta? Você provavelmente congela por um momento e pensa: "Oh, eu espero que seja minha espinha".

Bem, mesmo que uma tela quebrada possa custar tanto quanto um rim no mercado negro, nós garantimos que nada vale mais do que uma medula espinal completa e saudável. A função da medula espinal reflete sua anatomia. É essencial para a condução de impulsos do cérebro para o corpo e para a geração de reflexos que facilitam nossas atividades diárias. Por esta razão, esta página dará enfoque na neuroanatomia da medula espinal e tentará explicar a razão dessa fina estrutura amarela semelhante a um cabo ser um canal essencial para o funcionamento normal do corpo.

Fatos importantes sobre a medula espinal
Definição e função Parte do sistema nervoso central localizado no canal medular que transmite as informações entre o cérebro e a periferia.
Estrutura e segmentos - Composto por uma camada externa de substância branca e uma camada central de substância cinzenta.
- Ao longo de seu comprimento, consiste nos segmentos cervical, torácico, lombar, sacral (sagrado) e coccígeo.
Nervos espinhais 31 pares de nervos que emergem dos segmentos da medula espinal para inervar as estruturas do corpo: 8 pares de nervos espinhais cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais (sagrados) e 1 coccígeo.

Anatomia da medula espinal

A medula espinal faz parte do sistema nervoso central (SNC) e situa-se dentro do canal vertebral (ou canal medular) da coluna vertebral. Durante o desenvolvimento, há uma desproporção entre o crescimento da medula espinal e o crescimento da coluna vertebral. A medula espinal termina de crescer aos 4 anos, enquanto a coluna vertebral termina o seu crescimento aos 14-18 anos. Esta é a razão pela qual, em adultos, a medula espinal ocupa apenas os dois terços superiores do canal vertebral.

Diagrama da medula espinal.

A medula espinal é uma continuação do tronco cerebral. Ela se estende do forame magno na base do crânio até à vértebra L1 / L2, onde termina como cone medular. Um fino fio denominado filum terminale se estende da ponta do cone medular até a primeira vértebra coccígea (Co1) e ancora a medula espinal em seu lugar. Ao longo de seu comprimento, a medula espinal apresenta dois alargamentos bem definidos para acomodar a inervação dos membros superiores e inferiores: um no nível cervical (membros superiores) e outro no nível lombossacral (membros inferiores).

Está achando difícil estudar neuroanatomia? Não se preocupe, nós temos a solução! Confira nossa apostila sobre a anatomia do sistema nervoso e veja como seus estudos vão alcançar um novo nível.

Assim como a coluna vertebral, a medula espinal é dividida em segmentos: cervical, torácico, lombar, sacral e coccígeo. Cada segmento da medula espinal emite vários pares de nervos espinhais, que saem do canal vertebral através do forame intervertebral. Existem 8 pares de nervos espinhais cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo (um total de 31 pares).

Secções transversais

Secção transversal da medula espinal.

Tal como outras partes do sistema nervoso central, a medula espinal possui substância cinzenta e branca e pode ser dividida em quatro superfícies: uma anterior, uma posterior e duas laterais. Essas superfícies apresentam fissuras (anteriores) e sulcos (anterolateral, póstero-lateral e posterior). Solidifique seu conhecimento sobre as estruturas da medula espinal com nossos materiais de estudo interativos.

A substância cinzenta é a parte central em forma de borboleta da medula espinal e é composta por corpos celulares neuronais. Compreende os cornos anteriores, laterais e posteriores. A substância branca envolve a substância cinzenta e é composta por axônios. Ela contém vias neurais que conectam o cérebro com o resto do corpo. Agora teste seus conhecimentos sobre a estrutura da medula espinal.

Meninges espinhais

A medula espinal e as raízes nervosas espinhais são envolvidas por três camadas chamadas de meninges. A camada mais externa é a dura-máter, embaixo é a aracnoide, e a mais profunda é a pia-máter.

Diagrama das meninges espinhais.

A dura-máter possui duas camadas (perióstea e meníngea), entre as quais está o espaço epidural. O espaço entre a aracnoide e a pia-máter é o espaço epidural, que é preenchido com líquido cefalorraquidiano ou líquor. Interessado em saber tudo sobre as membranas da coluna espinal? Claro, confira os nossos recursos sobre as meninges da medula espinal.

Irrigação sanguínea

A medula espinal é vascularizada por ramos das artérias vertebrais e segmentares.

A artéria vertebral dá origem às artérias espinhais anterior e posterior. Artérias segmentares, tais como as artérias cervical profunda, cervical ascendente e intercostal posterior, dão origem a 31 pares de ramos arteriais radiculares que suprem as raízes dos nervos espinhais.

Diagrama da irrigação sanguínea da medula espinal.

Veias com nomes semelhantes acompanham as artérias. As veias espinhais anterior e posterior drenam para as veias radiculares, que então desembocam na rede venosa epidural. Esta rede acaba drenando para os seios venosos durais.

O suprimento de sangue é sempre uma parte inevitável de qualquer unidade de estudo de anatomia. Aqui você pode descobrir tudo sobre a irrigação sanguínea da medula espinal. E depois de estudar tudo você pode se desafiar no teste a seguir.

Tratos da medula espinal

Os tratos da medula espinal são encontrados na sua substância branca. A substância branca, tanto da metade esquerda quanto da metade direita da medula, é dividida em três funículos: anterior, lateral e posterior.

Diagrama dos tratos da medula espinal.
Fatos importantes sobre os tratos da medula espinal
Funículo anterior Trato ascendente:
- Trato espinotalâmico anterior
Tratos descendentes:
- Trato corticoespinal anterior
- Trato vestibuloespinal
- Trato tectoespinal
- Trato reticuloespinal
Funículo lateral Tratos ascendentes:
- Trato espinocerebelar posterior
- Trato espinocerebelar anterior
- Trato espinotalâmico lateral
- Trato espinotectal
- Trato dorsolateral (de Lissauer)
- Trato espinoreticular
- Trato espino-olivar
Tratos descendentes:
- Trato corticoespinal lateral
- Trato rubroespinal
- Trato reticuloespinal lateral
- Tratos autonômicos descendentes
- Trato olivoespinal
Funículo posterior Tratos ascendentes:
- Fascículo grácil
- Fascículo cuneiforme

Domine a anatomia da medula espinal e melhore sua compreensão dos tratos ascendentes e descendentes existentes na substância branca com os conteúdos abaixo.

Nervos espinhais

Dependendo de qual segmento da medula espinal eles se desprendem, os nervos espinhais são agrupados em cervicais (C1-C8), torácicos (T1-T12), lombares (L1-L5), sacrais (S1-S5) e coccígeo.

Diagrama dos nervos espinhais.

A segmentação da medula espinal corresponde ao período intra-uterino em que a medula espinal ocupa todo o canal vertebral. Por esta razão, na idade adulta, nos locais onde a coluna vertebral é mais longa que a medula, cada segmento da medula espinal está localizado mais alto do que sua vértebra correspondente. Essas diferenças tornam-se mais evidentes quanto mais nos aproximamos dos segmentos lombares e sacrais da medula espinal - por exemplo, o segmento L5 da medula espinal está no nível da vértebra L1.

Os nervos espinhais, no entanto, saem da coluna vertebral em seus respetivos números vertebrais. Os nervos espinhais cervicais saem pelos forames intervertebrais imediatamente acima de suas vértebras correspondentes, enquanto os nervos espinhais torácicos, lombares e sacrais saem diretamente abaixo. Para que os nervos espinais mais distais saiam, eles devem primeiro descer pelo canal vertebral. Como os nervos espinhais lombares e sacrais estão mais distantes de seus forames intervertebrais, são os mais longos. Enquanto descem pelo canal medular em direção aos forames intervertebrais correspondentes, os nervos espinhais lombossacrais formam um feixe denominado cauda equina (que significa cauda de cavalo).

Cada nervo espinal tem uma raiz anterior e uma posterior. As raízes anteriores transmitem informações motoras, originam-se dos cornos anteriores da substância cinzenta e saem da medula espinal através do sulco ântero-lateral. As raízes posteriores transmitem informações sensitivas e possuem um gânglio sensitivo ligado a elas. Elas se originam dos cornos posteriores da substância cinzenta e saem pelo sulco póstero-lateral da medula espinal. As raízes anteriores e posteriores se fundem imediatamente antes do forame intervertebral e formam o tronco do nervo espinal. O tronco é muito curto e, logo após a sua saída da coluna vertebral, divide-se em quatro ramos: ramo anterior, ramo posterior, ramo comunicante e ramo meníngeo.

Confira esses materiais de estudo sobre os nervos espinhais para saber mais.

Arco reflexo

Uma grande parte da função da medula espinal está sob a influência do cérebro, uma vez que age transmitindo informações do cérebro para a periferia e vice-versa. Mas existem muitos reflexos que são originados na medula espinal de forma independente do cérebro. Os reflexos espinhais podem ser monossinápticos ou polissinápticos. 

Os reflexos monossinápticos ocorrem com apenas dois neurônios participando do arco reflexo, um sensorial e outro motor. O neurônio de primeira ordem (sensitivo) está localizado no gânglio espinal, enquanto o neurônio de segunda ordem (motor) se localiza no corno anterior da medula espinal. O neurônio sensitivo reúne os impulsos provenientes do músculo e envia essa informação para o neurônio motor, que inerva o mesmo músculo. O neurônio motor então causa a contração do músculo inervado. Um exemplo de reflexo monossináptico é o reflexo de estiramento (ou reflexo miotático).

Os reflexos polissinápticos, por outro lado, têm múltiplos neurônios participando. Além de um neurônio sensitivo e um neurônio motor, há também um ou mais interneurônios entre eles, tornando essa comunicação indireta. Eles são mais complexos do que os reflexos monossinápticos, uma vez que envolvem grupos musculares ao invés de um único músculo. Um exemplo é o reflexo de retirada.

Agora você está pronto para fazer o teste compilando tudo o que você acabou de aprender. Esta é uma ótima forma de solidificar seus conhecimentos.

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