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Musculatura estriada

A musculatura estriada é composta por dois tipos de tecidos:

O músculo esquelético é o tecido que a maioria dos músculos ligados aos ossos são feitos. Daí a palavra "esquelético".

O músculo cardíaco, por outro lado, é o músculo encontrado nas paredes do coração.

Fatos importantes
Músculo esquelético Localização: ligado a ossos (esqueleto)
Função: movimentação / prevenção da movimentação do corpo
Descrição anatómica: células muito grandes, cilíndricas e multinucleadas
Início da contração: só pode ser feita por uma célula nervosa
Contração voluntária: sim
Junções comunicantes: não
Contração: rápida mas não sustentável
Probabilidade de Fadiga: varia dependendo do tipo de músculo esquelético
Músculo cardíaco Localização: encontrado unicamente no coração
Função: bombeamento do sangue
Descrição anatómica: células curtas com extremidades arredondadas e ramificadas
Início da contração: espontânea (células pacemaker), modificável por nervos
Contração voluntária: não
Junções comunicantes: sim
Contração: moderada e não sustentável
Probabilidade de fadiga: baixa, devido ao descanso entre as contrações

Microscopicamente tanto a musculatura esquelética quanto a cardíaca possuem uma aparência “estriada”, devido às suas miofibrilas densamente compactadas. Dessa forma elas são referidas como tecido muscular estriado. Entretanto elas diferem parcialmente em sua histologia e fisiologia.

Conteúdo
  1. Musculatura esquelética
    1. Estrutura da musculatura esquelética
    2. Estrutura da fibra muscular esquelética
    3. Função e inervação
  2. Musculatura cardíaca
    1. Estrutura do músculo e das fibras cardíacas
    2. Função e inervação
  3. Nota clínica
    1. Miopatias e Neuropatias
  4. Referências
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Musculatura esquelética

Estrutura da musculatura esquelética

Fibras musculares e camadas de tecido conectivo (conjuntivo) formam a musculatura esquelética. Uma fibra muscular esquelética possui cerca de 20 a 100 µm de espessura e até 20 cm de comprimento. Embriologicamente ela se desenvolve pela fusão em cadeia de mioblastos. Cerca de 200 a 250 fibras musculares são cercadas pelo endomísio, formando a unidade funcional do músculo, a banda primária (sarcômero). Grupos de sarcômeros são envolvidos por perimísio construindo as bandas secundárias (“fibras musculares”). Todo o músculo é finalmente envolvido por epimísio e encontra-se dentro de sua fáscia, um tecido conectivo compacto que separa o músculo das estruturas que o cercam.

Estrutura da fibra muscular esquelética

São histologicamente notáveis os núcleos fusiformes localizados perifericamente. O sarcoplasma (= citoplasma) eosinofílico é compreendido basicamente de miofibrilas. Junto às miofibrilas corre o sistema longitudinal (L-) (= retículo sarcoplasmático). O sarcolema (= membrana celular) é envolvido por uma lâmina basal e invagina-se profundamente para o interior do sarcoplasma, formando os túbulos transversos (T-). As bandas claras são chamadas de bandas isotrópicas (I-), e as bandas escuras de bandas anisotrópicas (A-). No centro das bandas-A corre a linha-M, onde os filamentos de miosina são ancorados. Os filamentos de actina são ligados à linha-Z, que é encontrada no meio das bandas-I. A área entre duas linhas-Z forma uma unidade funcional, o sarcômero. Os filamentos de miosina se ligam aos filamentos de actina através de pontes cruzadas. A contração do músculo resulta de uma movimentação dependente de ATP das cabeças da miosina, causando um deslocamento nos filamentos de actina.

Músculo esquelético - lâmina histológica

Função e inervação

A musculatura esquelética é parte do sistema locomotor e possui a tarefa de mover e estabilizar o esqueleto. Assim ela é ligada aos ossos por tendões ricos em colágeno (colagénio). Mas também outros órgãos, como a língua, musculatura mímica e o diafragma consistem de musculatura esquelética. 

A inervação é levada pelo sistema nervoso somático, de forma que (quase) todos os músculos esqueléticos são controlados voluntariamente. Um neurônio motor e suas fibras musculares associadas formam uma unidade motora. Músculos finos (ex.: musculatura extrínseca dos olhos) possuem unidades motoras pequenas e portanto podem ser controlados mais precisamente em comparação com grandes músculos (ex.: músculos dorsais).

Musculatura cardíaca

Estrutura do músculo e das fibras cardíacas

Uma célula muscular cardíaca (cardiomiócito) possui cerca de 10 a 20 µm de espessura e 50 a 100 µm de extensão. O citoplasma contém miofibrilas e mitocôndrias densamente agrupadas. As fibrilas não correm estritamente paralelas umas às outras, mas ramificam-se em um padrão complexo. As células musculares cardíacas possuem um núcleo centralmente localizado. A estrutura do sarcômero lembra a das células musculares esqueléticas. Os túbulos-T são maiores e ramificados enquanto o sistema-L é menor. São características os discos intercalados (intercalares) que conectam as células cardíacas mecânica e eletricamente.

Função e inervação

As células musculares cardíacas são células musculares estriadas especializadas encontradas somente no coração. Sua principal função é a contração do coração. Adicionalmente elas produzem o peptídeo natriurético atrial (auricular) (ANP, do inglês “atrial natriuretic peptide”), nos átrios (aurículas). O ANP estimula a diurese, e, portanto, reduz a pressão sanguínea.

A inervação é levada autonomamente por células musculares cardíacas especiais encontradas principalmente no subendocárdio. O sistema de condução cardíaco é formado pelo nó sinoatrial (sinoauricular,) – conhecido como “marca-passo” – o nó atrioventricular (aurículo-ventricular) , o feixe de His, os ramos direito e esquerdo (ramos de Tawara) e as fibras de Purkinje.

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Kim Bengochea Kim Bengochea, Universidade de Regis, Denver
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