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Suprimento sanguíneo e inervação do fígado

O fígado é a maior massa de tecido visceral no corpo humano e está localizado no quadrante superior direito do abdômen. Desempenha um papel acessório multifuncional para o trato gastrointestinal além de outras funções, como desintoxicação, síntese de proteínas, produção bioquímica e armazenamento de nutrientes.

Este artigo aborda o suprimento de sangue e a inervação desse órgão vital, começando com uma visão geral da anatomia macroscópica e concluindo com um resumo dos fatos mais importantes.

Fatos importantes sobre o fígado
Lobos Direito, esquerdo, quadrado e caudado
Função Filtração de sangue, armazenamento de glicogênio, síntese de ácidos graxos, produção de fatores de coagulação, metabolismo de toxinas e drogas, modificação de hormônios, síntese de ácido biliar, secreção de bilirrubina, armazenamento de ferro e vitaminas lipossolúveis, fagocitose
Vascularização Funcional: veia porta (processamento metabólico de substâncias absorvidas no intestino) 
Nutritiva: artéria hepática (suprimento do tecido hepático com oxigêncio e nutrientes) 
Drenagem: veia hepática -> veia cava inferior -> átrio direito 
Drenagem linfática Linfonodos hepáticos -> linfonodos celíacos -> cisterna do quilo ou ducto torácico
Inervação Plexo hepático, plexo celíaco

Visão geral

O fígado é a maior massa de tecido visceral do corpo humano, e consiste em quatro lobos, conforme listados abaixo:

  • direito
  • esquerdo
  • quadrado
  • caudado

Ele pode pesar até dois quilogramas e é responsável por 2% do peso corporal total de um adulto. O lobo direito é o maior e ocupa a maior parte do quadrante superior direito (QSD), enquanto o lobo esquerdo é bem menor e ocupa somente a porção medial do quadrante superior esquerdo (QSE), da linha média em direção ao lado esquerdo. O lobo quadrado situa-se na região inferior do fígado, entre a vesícula biliar e o ligamento redondo. O lobo caudado também é encontrado na face caudal e é cercado pela veia cava inferior, o ligamento venoso e a região porta-hepatis.

Sua função é receber sangue do trato gastrointestinal, dos órgãos acessórios do trato digestivo e do baço e filtrá-lo. O processo de filtração permite que ele realize várias tarefas importantes, como:

  • armazenamento de glicogênio
  • síntese de ácidos graxos
  • produção de fatores de coagulação
  • metabolismo de toxinas e drogas
  • modificação de hormônios
  • síntese de ácido biliar
  • secreção de bilirrubina
  • armazenamento de ferro e vitaminas lipossolúveis
  • fagocitose de materiais estranhos que entrem na circulação portal através dos intestinos

Suprimento sanguíneo

O suprimento sanguíneo do fígado é realizado através da veia porta e da artéria hepática. A artéria hepática leva sangue oxigenado para os tecidos hepáticos, enquanto a veia porta coleta sangue desoxigenado dos órgãos abdominais e o filtra, eliminando toxinas e processando os nutrientes que foram coletados durante a absorção no trato gastrointestinal. O sistema venoso portal será discutido abaixo, então, por enquanto, somente o trajeto da artéria hepática, que contribui com cerca de 30% do fluxo sanguíneo hepático, será mencionado.

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Artéria hepática

O tronco celíaco emerge da aorta abdominal ao nível da décima segunda vértebra torácica e dá origem à artéria gástrica esquerda, à artéria esplênica e à artéria hepática comum. A artéria hepática comum se inclina retroperitonealmente para a direita e entra no ligamento hepatoduodenal do fígado. Ela então se divide em artérias gastroduodenal e hepática própria, que fornecem sangue ao estômago e duodeno, e ao fígado, respectivamente.

Os ramos da artéria hepática própria consistem nas artérias hepáticas direita e esquerda, que suprem os lobos direito e esquerdo do fígado. A artéria gástrica direita cursa na curvatura menor do estômago e se anastomosa com a artéria gástrica esquerda. Finalmente, a artéria cística se ramifica da artéria hepática direita para fornecer sangue à vesícula biliar e ao ducto cístico.

Artéria cística - vista anterior (verde)

Drenagem venosa

Os dois maiores plexos venosos que são responsáveis pela drenagem do conteúdo abdominal são da veia porta, que filtra o sangue diretamente para o fígado e fornece 70% de seu suprimento sanguíneo, e da veia cava inferior.

A veia porta hepática é formada pela fusão da veia esplênica e da veia mesentérica superior. As veias que contribuem para a veia esplênica incluem a veia mesentérica inferior e seus ramos, as veias pancreáticas, a veia gastroepiplóica esquerda e as veias gástricas curtas.

A veia mesentérica superior drena o sangue:

  • da veia pancreaticoduodenal inferior
  • da veia gastroepiploica direita
  • da veia cólica direita
  • da veia ileocólica
  • das veias jejunais
  • das veias ileais

As veias que drenam como ramos direitos para a veia porta incluem a veia cística, a veia pancreaticoduodenal superior e as veias gástricas direita e esquerda.

A drenagem venosa do próprio fígado ocorre pelas três veias hepáticas, que consistem em uma acumulação das veias centrais e levam o sangue hepático desoxigenado diretamente para a veia cava inferior, logo antes de ela passar através do diafragma.

Veias hepáticas drenando para a veia cava inferior - vista anterior (verde)

Drenagem linfática

A linfa que é produzida pelo fígado é coletada principalmente pelos linfonodos hepáticos, que estão situados na região porta-hepatis. Dali o fluido é levado aos linfonodos celíacos, que são parte dos troncos linfáticos intestinais e se fundem diretamente com a cisterna do quilo ou com o ducto torácico, quando a cisterna do quilo não é anatomicamente presente.

Vasos linfáticos e linfonodos do estômago e do fígado

O ducto torácico ascende para a região torácica através do hiato aórtico do diafragma. Se a cisterna do quilo estiver presente, esse saco de paredes finas pode ser encontrado no local em que os ductos linfáticos principais do abdome se acumulam, que está ao nível da segunda vértebra lombar. Ela permite que a linfa seja drenada indiretamente dos intestinos para o ducto torácico. Esse ducto então cursa cranialmente no mediastino posterior e esvazia toda a linfa coletada em todo o corpo na junção entre a veia subclávia esquerda e a veia jugular esquerda, que pode ser encontrada logo abaixo da clavícula, junto ao ombro esquerdo.

Ducto torácico - vista anterior (verde)

Inervação

A inervação do fígado é controlada pelo plexo nervoso hepático, que cursa ao longo da artéria hepática e da veia porta. Ele recebe fibras simpáticas do plexo celíaco e fibras parassimpáticas dos troncos vagais anterior e posterior. O papel exato do suprimento nervoso hepático é ainda desconhecido, apesar de ele controlar a vasoconstrição.

Plexo nervoso hepático - vista anterior (amarelo)

A dor referida é dor visceral percebida como dor somática através dos dermátomos da pele, que são inervados por nervos cutâneos dos ramos espinhais T5 a L3. É essencialmente informação que é levada por fibras viscerais aferentes através dos nervos espinhais torácicos e lombares. O fígado e a vesícula biliar são inervados pelos sexto ao nono nervos espinhais torácicos, e causam dor referida na região epigástrica do abdome, bem como no hipocôndrio direito.
 

Resumo

O fígado é a maior massa tecidual visceral do corpo humano, e consiste de quatro lobos: direito, esquerdo, quadrado e caudado. Ele funciona ao receber e filtrar o sangue do canal alimentar, dos órgãos acessórios do trato digestivo e do baço.

O suprimento sanguíneo do fígado é levado através da veia porta e da artéria hepática. A artéria hepática trás sangue oxigenado para os tecidos hepáticos, enquanto a veia porta leva sangue desoxigenado do conteúdo abdominal para ser filtrado. A artéria hepática se origina da artéria hepática comum e se divide em artérias hepáticas direita e esquerda.

Os dois maiores plexos venosos que são responsáveis pela drenagem do fígado são a veia porta e as veias hepáticas. A veia porta fornece 70% do sangue hepático e leva-o diretamente para o fígado. As veias hepáticas, ao contrário, drenam o próprio parênquima hepático.

A linfa que é produzida pelo fígado é coletada principalmente pelos linfonodos hepáticos, sendo então levada para os linfonodos celíacos e em seguida para o ducto torácico.

A inervação do fígado é controlada pelo plexo nervoso hepático, que recebe fibras simpáticas do plexo celíaco e fibras parassimpáticas dos troncos vagais anterior e posterior. Dor no fígado é referida nas regiões epigástrica e do hipocôndrio direito.

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Mostrar referências

Referências:

  • Frank H. Netter, MD: Atlas of Human Anatomy, Fifth Edition, Saunders - Elsevier, Chapter Abdomen, Subchapter 28 Viscera (Accessory Organs), Guide: Liver, Pages 148 and 149 and Subchapter 29 Visceral Vasculature, Guide Abdomen: Visceral Vasculature, Pages 153 to 157 and Subchapter 30, Innervation, Page 159.
  • John T. Hansen: Netter’s Clinical Anatomy, Second Edition, Saunders - Elsevier, Chapter 4 Abdomen, Liver, Pages 147 to 148.
  • Dr. Tim Kenny: Liver function tests. Patient.co.uk. October 16, 2012.

Autor:

  • Dr. Alexandra Sieroslawska

Ilustrações:

  • Fígado - vista anterior: Begoña Rodriguez
  • Fígado - vista lateral esquerda: Paul Kim
  • Fígado - corte transversal: National Library of Medicine
  • Lobos direito, esquerdo, quadrado e caudado: Irina Münstermann
  • Tronco celíaco: Esther Gollan
  • Artéria hepática comum e artéria hepática própria: Irina Münstermann
  • Artéria cística: Esther Gollan
  • Veia mesentérica superior, veia esplênica e veia porta hepática: Begoña Rodriguez
  • Veias hepáticas: Irina Münstermann
  • Vasos linfáticos e linfonodos do fígado e estômago: Esther Gollan
  • Ducto torácico: Begoña Rodriguez
  • Plexo hepático: Irina Münstermann

Tradução para o português, revisão e layout:

  • Rafael Lourenço do Carmo
  • Catarina Chaves
  • Rafaela Ervilha Linhares
© Exceto expresso o contrário, todo o conteúdo, incluindo ilustrações, são propriedade exclusiva da Kenhub GmbH, e são protegidas por leis alemãs e internacionais de direitos autorais. Todos os direitos reservados.

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