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“Eu diria honestamente que o Kenhub diminuiu o meu tempo de estudo para metade.” – Leia mais. Kim Bengochea Kim Bengochea, Universidade de Regis, Denver

Estômago

O estômago é um órgão do aparelho digestivo especializado em acumular e digerir a comida que ingerimos.

Sua anatomia é bem complexa e ele é dividido em quatro partes, possui duas curvaturas e recebe seu suprimento sanguíneo principalmente pelo tronco celíaco. A inervação é feita pelo nervo vago e pelo plexo celíaco.

Graças aos nossos estômagos, cada ser humano é tecnicamente capaz de corroer metal e escolher novos hobbies, como competições de comida. Tudo isso é possível devido ao extremamente potente ácido clorídrico e à natureza expansível deste órgão. 

Fatos importantes sobre o estômago
Relações  Anteriormente: diafragma, fígado (lobo esquerdo) e parede abdominal anterior 
Posteriormente: bolsa omental (saco menor), pâncreas, rim esquerdo e glândula adrenal, baço e artéria esplênica 
Superiormente: esôfago e diafragma
Inferiormente e lateralmente: mesocólon transverso
Partes  Cárdia, fundo, corpo e piloro
Funções Digestão química e mecânica, absorção, secreção de hormônios
Camadas  Mucosa, submucosa, muscular externa e serosa
Suprimento sanguíneo Artérias gástricas, artérias gastro-omentais, artérias gástricas curtas, artérias gástricas posteriores, artéria gastroduodenal
Inervação Parassimpática: nervo vago (NC X)
Simpática: plexo celíaco (T5-T12)
Drenagem linfática Linfonodos gástricos, gastro-omentais e pilóricos
Nota clínica Hérnia hiatal 

Neste artigo vamos explorar cada aspecto mencionado anteriormente do estômago, incluindo a posição precisa do estômago dentro da cavidade abdominal. 

Anatomia 

Localização 

O estômago é a parte mais dilatada do aparelho digestivo e se localiza entre o esôfago e o duodeno. Mais precisamente, o estômago é a região dilatada entre os orifícios cárdico e pilórico do trato gastroduodenal. Ele é recoberto e ligado a outros órgãos pelo peritônio. O omento menor conecta o estômago ao fígado e depois se estende ao redor do estômago. O omento maior continua então inferiormente ao estômago, pendendo como uma cortina. O peritônio tem um trajeto confuso que requer visualização para um entendimento completo, então estude os links abaixo, para evitar que você fique confuso. Eles mostram a trajetória do peritônio e fazem um resumo de todo o sistema digestivo, incluindo um teste! 

O estômago está localizado dentro da cavidade abdominal em uma pequena área chamada de leito do estômago, na qual o estômago se encontra quando o corpo está numa posição de supina ou deitado de barriga para cima. Ele abrange várias regiões do abdome, incluindo a epigástrica, umbilical, hipocôndrio esquerdo e flanco esquerdo. O estômago também tem algumas relações anatômicas precisas e faz contato com várias estruturas vizinhas.  

Relações anatômicas do estômago
Anteriormente diafragma , fígado (lobo esquerdo) e parede abdominal anterior
Posteriormente Bolsa omental (saco menor), pâncreas, rim esquerdo e glândula adrenal, baço e artéria esplâncnica
Superiormente Esôfago e diafragma
Inferiormente e lateralmente Mesocólon transverso

Mais detalhes sobre a localização e as relações do estômago são fornecidos abaixo:

Partes 

O estômago é formado por várias partes anatômicas importantes. As quatro principais divisões do estômago são: cárdia, fundo, corpo e piloro. Como o nome indica, a cárdia circunda o orifício cárdico, que é a abertura entre o esôfago e o estômago. É a primeira parte do estômago que comida que ingerimos alcança, representando a região de entrada. O fundo é a dilatação superior do estômago, que está localizada superiormente a um plano horizontal a nível do orifício cárdico.

Mucosa e camadas musculares do estômago - vista anterior

A seguir temos o corpo, ou corpo gástrico, que é a maior parte do órgão. E finalmente, a parte pilórica, que representa a saída do estômago, passando o conteúdo alimentar dali para o duodeno. O piloro ainda é dividido em duas áreas distintas - o antro pilórico conectado ao estômago e o canal pilórico, conectado ao duodeno. O conteúdo do canal pilórico entra no duodeno via orifício pilórico, que tem sua abertura e fechamento controlados pelo esfíncter pilórico (piloro), uma camada circular de musculatura lisa. 

O estômago é apenas um dos vários órgãos do sistema digestório. Comece a aprender a anatomia do sistema digestório com os nossos testes interativos e apostilas de exercícios.

Como você deve ter notado na ilustração do estômago mostrada acima, o órgão tem uma forma de J característica, criada por duas curvaturas desiguais. A curvatura mais longa e convexa está localizada do lado esquerdo do estômago e é chamada de curvatura maior, ela começa na incisura cardíaca, que é formada entre a borda do esôfago e o fundo. Já a curvatura mais curta encontrada do lado direito é a curvatura menor. A última contém uma pequena incisura chamada de incisura angular, que marca a linha de interseção entre o corpo e a parte pilórica do estômago.

Dê uma olhada na videoaula a seguir e faça o teste para sedimentar seus conhecimentos sobre as partes do estômago. 

Função 

A principal função do estômago envolve a digestão mecânica e química da comida ingerida. O alimento entra no estômago pelo esôfago, através do orifício cárdico, caindo no suco gástrico produzido pelo estômago. Contrações musculares repetitivas amassam as partículas de comida, quebrando-as em fragmentos menores que são misturados com o suco gástrico. Várias enzimas e o ácido clorídrico (pH 1.2) presentes no suco gástrico quebram a comida ainda mais, formando uma substância semilíquida chamada de quimo. O quimo passa para o duodeno através do orifício pilórico por um processo chamado peristalse gástrica. Por ser um órgão muscular, o estômago pode se distender bastante, acumulando algo entre 2 e 3 litros de comida. 

Além da digestão, este órgão também está envolvido em uma pequena parte da absorção. Especificamente, ele pode absorver água, cafeína e uma pequena proporção de etanol ingerido. O estômago também tem papel no controle da secreção e na mobilidade do trato digestivo através da secreção de vários hormônios, como a gastrina, colecistoquinina, secretina e peptídeo inibitório gástrico. A digestão mecânica e química envolve muito mais do que a simples exposição da comida ao ácido clorídrico e sua agitação mecânica. Aprenda mais sobre seus passos, sua regulação e algumas consequências de sua desregulação, lendo o artigo a seguir:

Anatomia microscópica 

Até agora, vimos a estrutura externa e macroscópica do estômago. Vamos aprofundar um pouco mais para ver sua estrutura interna e microscópica. O estômago apresenta quatro camadas histológicas, de interna para externamente denominadas: mucosa, submucosa, muscular externa e serosa

Quando o estômago está vazio ou com muita pouca quantidade de comida dentro dele, ele fica em um estado contraído e encolhido. A mucosa assume um aspecto enrugado, formando cristas chamadas de dobras ou pregas gástricas. Durante a distensão do órgão, as pregas gástricas desaparecem. Ao longo da curvatura menor do estômago, um sulco contínuo e temporário chamado de canal gástrico é formado entre as pregas gástricas. Ele facilita a passagem da saliva e de fluidos durante a deglutição.  

A mucosa é formada por um epitélio colunar simples, que é coberto por uma camada mucosa alcalina protetora. A camada epitelial contém numerosas invaginações, conhecidas como criptas gástricas, que se estendem mais profundamente em estruturas denominadas glândulas gástricas. Dependendo da parte do estômago, essas glândulas são formadas por vários tipos celulares. Células caliciformes produzem a camada mucosa, enquanto as células parietais secretam o ácido clorídrico. As células principais secretam pepsinogênio, um precursor inativo que se transformará na enzima ativa pepsina em um ambiente de baixo pH. Por sua vez, as células neuroendócrinas liberam vários hormônios mencionados previamente. 

A próxima camada é a submucosa. Ela é formado por tecido conjuntivo frouxo e contém vasos sanguíneos e nervos. 

Videoaula recomendada: Mucosa gástrica e camadas musculares do estômago
Generalidades sobre as camadas musculares e mucosa do estômago.

A terceira camada é denominada muscular externa e é formada por três subcamadas de musculatura lisa. De interno para externo, elas são chamadas de oblíqua interna, circular média e longitudinal externa. A camada oblíqua interna está em todo o órgão e trabalha junto com as outras camadas para produzir movimentos físicos e contrações, que auxiliam na digestão feita pelo estômago. A camada circular média está localizada concentricamente no eixo longo de todo o estômago e tem importante papel na formação do esfíncter pilórico. A camada longitudinal externa está situada entre as duas curvaturas do estômago em uma disposição longitudinal. E por último, mas não menos importante, temos a camada serosa, que nada mais é que o peritônio visceral, que recobre o estômago.  

Se você estiver curioso para descobrir mais informações sobre o tecido e as células gástricas, além das fornecidas acima, dê uma olhada na fonte abaixo:

Vasos sanguíneos 

O suporte sanguíneo do estômago se origina da aorta abdominal e é provido por dois sistemas que se anastomosam ao longo das curvaturas e dão origem a vários ramos diretos. A anastomose ao longo da pequena curvatura se origina da união das artérias gástricas direita e esquerda, que se originam da artéria hepática comum e do tronco celíaco, respectivamente. A anastomose da curvatura maior é formada pela união das artérias gastro-omentais (gastroepiplóicas) direita e esquerda, que se originam das artérias gastroduodenal e esplênica, respectivamente.  

Artérias do estômago - vista anterior

A artéria esplênica também dá origem às artérias gástricas curtas e à artéria gástrica posterior, que suprem diretamente o fundo e a parte superior do corpo do estômago. A parte pilórica recebe sangue arterial da artéria gastroduodenal, que é um ramo da artéria hepática comum. 

A drenagem venosa do estômago segue o curso e a nomenclatura das artérias. Elas drenam em três grandes veias: porta, esplênica e veias mesentéricas superiores. Quer saber cada curva de cada vaso sanguíneo em cada porção do estômago? Siga o trajeto deles e suas explicações no seguinte vídeo:

Inervação 

O estômago recebe inervação involuntária pelo sistema nervoso autônomo (SNA). Inervação parassimpática se origina dos troncos vagais anterior e posterior, ramos dos nervos vagos (NC X) esquerdo e direito, respectivamente. O tronco vagal anterior supre principalmente uma porção da superfície anterior do estômago, bem como o piloro. O tronco vagal posterior, maior, inerva o restante da superfície anterior, bem como toda a superfície posterior. A inervação parassimpática é responsável por induzir a secreção gástrica e a mobilidade, bem como por relaxar o esfíncter pilórico durante o esvaziamento gástrico. O nervo vago também carrega sensação de dor, plenitude e náusea do estômago. 

Já a inervação simpática é feita pelo plexo celíaco. Os impulsos nervosos originam-se do quinto ao décimo segundo nervos espinhais (T5-T12) e caminham até o plexo celíaco via nervos esplâcnicos maiores. A inervação simpática é responsável por inibir a motilidade gástrica e contrair o esfíncter pilórico, prevenindo assim o esvaziamento gástrico. Mais informações sobre a inervação do estômago, bem como sobre a formação dos nervos esplâncnicos e espinhais, são fornecidas abaixo:

Drenagem linfática 

A drenagem linfática do estômago é feita por vasos linfáticos que se esvaziam nos linfonodos gástricos e gastro-omentais. Eles estão localizados ao longo das artérias das curvaturas maior e menor do estômago. A parte pilórica é drenada pelos linfonodos pilóricos superior e inferior. Subsequentemente, os vasos linfáticos drenam essa cadeia de linfonodos nos linfonodos celíacos, que estão localizados ao redor do tronco celíaco. 

Linfonodos do estômago - vista anterior

Para mais detalhes sobre a drenagem linfática do estômago, dê uma olhada nos seguintes links abaixo: 

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Nota clínica

Hérnia hiatal 

A hérnia hiatal é uma protrusão de parte do estômago no mediastino através do hiato esofágico do diafragma. Qualquer parte do estômago pode estar envolvida, mas a situação mais comum é a protrusão da junção esofagogástrica (hérnia de hiato por deslizamento), encontrada em 95% dos casos. O fundo gástrico (hérnia hiatal paraesofagiana), múltiplas partes ou até todo o órgão podem se herniar para o mediastino, fazendo com que a patologia seja muito variada. 

Existem várias causas de hérnias de hiato, como trauma, malformações congênitas e cirurgias prévias. Talvez a mais comum, entretanto, seja idade avançada, que resulta em enfraquecimento do diafragma e alargamento do hiato esofágico, facilitando protrusões. 

Pacientes que sofrem de hérnias de hiato são normalmente assintomáticos, mas podem queixar-se de sintomas inespecíficos como queimação retroesternal (pirose), regurgitação, disfagia, desconforto epigástrico, plenitude pós-prandial e náuseas. Devido a sua natureza assintomática, a maioria das hérnias hiatais são incidentalmente diagnosticadas durante endoscopias ou exames de imagem feitos por outros motivos. 

Hérnias de hiato assintomáticas são tratadas de maneira conservadora, através do controle dos sintomas da doença do refluxo gastroesofágico. Hérnias sintomáticas, pelo contrário, requerem intervenção cirúrgica. 

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Mostrar referências

Referências:

  • Moore, K. L., Dalley, A. F., & Agur, A. M. R. (2014). Clinically Oriented Anatomy (7th ed.). Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins.
  • Peter J Kahrilas (2019): Hiatus hernia, S. Grover (Ed.) UpToDate. Waltham, MA: UpToDate Inc. Retrieved from https://www.uptodate.com
  • Standring, S. (2016). Gray's Anatomy (41tst ed.). Edinburgh: Elsevier Churchill Livingstone.

Autor e Layout:

  • Christopher A. Becker
  • Achudhan Karunaharamoorthy

Tradução para Português:

  • Lívia Lourenço do Carmo

Ilustrações:

  • Estômago - vista anterior - Begoña Rodriguez
  • Estômago - vista anterior - Yousun Koh
  • Estômago - vista sagital - Paul Kim
  • Estômago - vista axial - National Library of Medicine
  • Estômago - vista axial - Raio-x
  • Mucosa e camadas musculares do estômago - vista anterior - Rebecca Betts
  • Camada muscular longitudinal do estômago - lâmina histológica - Smart In Media
  • Camada circular do revestimento muscular do estômago - lâmina histológica - Smart In Media
  • Pregas gástricas - vista anterior - Rebecca Betts
  • Canal gástrico - vista coronal - Rebecca Betts
  • Células mucosas superficiais - lâmina histológica - Smart In Media

  • Glândula gástrica - lâmina histológica - Smart In Media

  • Fibras oblíquas - lâmina histológica - Smart In Media

  • Artérias do estômago - vista anterior - Paul Kim

  • Tronco vagal anterior - vista anterior - Yousun Koh

  • Ramos gástricos anteriores do tronco vagal anterior - vista lateral-esquerda - Paul Kim

  • Gânglios celíacos - vista anterior - Irina Münstermann

  • Linfonodos do estômago - vista anterior - Paul Kim

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