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Suprimento sanguíneo e inervação do pâncreas

O pâncreas é um órgão acessório do trato gastrointestinal, e também faz parte do sistema endócrino. Tem localização retroperitoneal, a função do pâncreas é a liberação de várias substâncias que auxiliam na regulação dos níveis de substâncias sanguíneas, bem como na digestão. Ele situa-se transversalmente na região epigástrica do abdome, posterior ao estômago.

O órgão consiste de dois tipos diferentes de glândulas. O primeiro tipo é conhecido como glândula exócrina, que produz enzimas digestivas, e o segundo tipo é a glândula endócrina, que produz hormônios.

Fatos importantes sobre o pâncreas
Partes do pâncreas Cauda, corpo, colo e cabeça
Histologia

Pâncreas exócrino: células acinares e células ductais

Pâncreas endócrino: Ilhotas de Langerhans

Vascularização

Arterial: artéria esplênica e outras (artéria gastroduodenal, a artéria mesentérica superior e as artérias pancreaticoduodenais superior e inferior)

Venosa: veia eplênica, veia porta, veia mesentérica superior

Drenagem linfática Linfonodos pancreaticoesplênicos -> gânglios celíacos -> cisterna do quilo
Inervação Nervo vago (NC X), nervos torácicos esplâncnicos e plexos mesentérico superior e celíaco

Nesse artigo vamos descrever a histologia do pâncreas, assim como explicar sobre o seu suprimento sanguíneo e sua inervação. 

Anatomia

O pâncreas é um órgão abdominal único, possuindo tanto funções endócrinas quanto exócrinas. Ele está situado posteriormente ao estômago e é mantido em posição pelo assoalho da bolsa omental. É uma massa tecidual retroperitoneal, exceto por sua cauda, que está em contato com a região direita do baço.

Macroscopicamente, ele é dividido didaticamente em quatro partes principais, da linha média até o lado esquerdo do corpo, incluindo:

  • cabeça
  • colo
  • corpo
  • cauda, nessa ordem

A cabeça é parcialmente envolvida pela curvatura da parte proximal do duodeno, que possui a forma da letra “C”. Ela é estabilizada pelo processo uncinado pancreático, já que está localizado entre o duodeno e os vasos mesentéricos superiores, que se encontram levemente anteriores ao seu tecido. O colo é limitado posteriormente pelos vasos mesentéricos superiores, uma vez que o pâncreas inclina-se anteriormente em direção à sua cauda e está situado logo inferior ao piloro. O corpo do pâncreas aponta cranialmente e se estende ao longo da flexura duodenojejunal, bem como pela região superior do rim esquerdo. Finalmente, a cauda do pâncreas forma seu ápice no hilo esplênico, no interior do ligamento esplenorrenal.

Videoaula recomendada: Pâncreas in situ
Pâncreas in situ observado a partir de uma vista anterior.

Histologia

Histologicamente o pâncreas contém muitas diferentes células que são responsáveis pelas múltiplas funções metabólicas que o órgão possui. O mecanismo digestivo é essencial para a quebra e absorção de nutrientes adquiridos da ingestão dos alimentos, e sem ele a manutenção da saúde se tornaria quase impossível.

O pâncreas exócrino é constituído de células acinares e ductais. As células acinares secretam várias substâncias que processam proteínas, carboidratos e gorduras. As células ductais pancreáticas secretam um íon de bicarbonato em um fluido que auxilia na neutralização do quimo ácido que é despejado do estômago no duodeno.

Células acinares pancreáticas

O pâncreas endócrino é constituído das ilhotas de Langerhans, que secretam vários hormônios como insulina, glucagon e somatostatina. A secreção pancreática é controlada pelo nervo vago (NC X) e pelos hormônios secretina e colecistoquinina.

Ilhotas de Langerhans

Suprimento arterial

O principal suprimento vascular do pâncreas é dado pela artéria esplênica e seus ramos subsequentes, que emergem do tronco celíaco da aorta, ao nível da décima segunda vértebra torácica. Ele ainda recebe sangue da artéria mesentérica superior, da artéria gastroduodenal e também das artérias pancreaticoduodenais superior e inferior.

Artéria esplênica - vista anterior (verde)

Drenagem venosa

A drenagem venosa do pâncreas ocorre principalmente para a veia esplênica, que se funde com a veia mesentérica superior e entra no fígado como veia porta. Alguns ramos entretanto se comunicam diretamente com a veia mesentérica superior e portanto ocorre uma alça de drenagem venosa utilizando ambos os conjuntos de plexos venosos.

Veia esplênica - vista anterior (verde)

Drenagem linfática

A drenagem linfática do pâncreas permite que o fluido linfático que ele produz corra nas pequenas redes que se encontram sobre os vasos sanguíneos da região e sejam coletados nos linfonodos pancreaticoesplênicos, que se encontram ao longo da artéria esplênica. Estes drenam para o plexo linfático celíaco e dali direta ou indiretamente (através do ducto torácico) para a cisterna do quilo

Inervação

O suprimento nervoso do pâncreas é constituído de três diferentes feixes nervosos, incluindo o nervo vago (NC X), os nervos esplâncnicos torácicos e fibras dos plexos mesentérico superior e celíaco.

Nervo vago - vista lateral esquerda (verde)

Resumo

O pâncreas é um órgão abdominal único, exercendo funções tanto endócrinas quanto exócrinas. Ele está situado posteriormente ao estômago, mantido em sua posição pelo assoalho da bolsa omental. É uma massa tecidual retroperitoneal, exceto por sua cauda, que encontra-se em contato com o aspecto direito do baço.

O principal suprimento vascular do pâncreas é fornecido pela artéria esplênica e seus ramos subsequentes, que emergem do tronco celíaco. Ele recebe ainda sangue da artéria mesentérica superior, da artéria gastroduodenal e também das artérias pancreaticoduodenais superior e inferior.

A drenagem venosa do pâncreas ocorre principalmente através da veia esplênica.

A drenagem linfática do pâncreas se dá para os linfonodos pancreaticoesplênicos, que se encontram ao longo da artéria esplênica. Estes drenam para os plexos linfáticos celíacos.

O suprimento nervoso do pâncreas é constituído de três diferentes feixes nervosos, incluindo o nervo vago (NC X), os nervos esplâncnicos torácicos e fibras nervosas dos plexos mesentérico superior e celíaco.

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Mostrar referências

Referências:

  • Frank H. Netter, MD: Atlas of Human Anatomy, Fifth Edition, Saunders - Elsevier, Chapter Abdomen, Subchapter 28 Viscera (Accessory Organs), Guide: Liver, Page 150 and Subchapter 29 Visceral Vasculature, Guide Abdomen: Visceral Vasculature, Pages 153 to 157 and Subchapter 30, Innervation, Page 159.
  • John T. Hansen: Netter’s Clinical Anatomy, Second Edition, Saunders - Elsevier, Chapter 4 Abdomen, Pancreas, Pages 150.
  • Vinay Kumar Kapoor, MBBS, MS, FRCSEd, FACS, FACG, FICS, FAMS: Pancreas Anatomy.Medscape. March 22, 2013.

Autor:

  • Dr. Alexandra Sieroslawska

Ilustrações:

  • Pâncreas – vista anterior: Begoña Rodriguez
  • Pâncreas - vista anterior: Irina Münstermann
  • Pâncreas - corte transversal: National Library of Medicine
  • Cabeça, colo, corpo e cauda do pâncreas: Irina Münstermann
  • Células acinares pancreáticas – lâmina histológica: Smart In Media
  • Ilhotas de Langerhans – lâmina histológica: Smart In Media
  • Artéria esplênica – vista ventral: Esther Gollan
  • Veia esplênica – vista ventral: Begoña Rodriguez
  • Linfonodos pancreáticos, gânglios celíacos e cisterna do quilo: Irina Münstermann
  • Nervo vago – vista lateral esquerda: Paul Kim

Tradução para o português. revisão e layout:

  • Rafael Lourenço do Carmo
  • Catarina Chaves
  • Rafaela Ervilha Linhares
© Exceto expresso o contrário, todo o conteúdo, incluindo ilustrações, são propriedade exclusiva da Kenhub GmbH, e são protegidas por leis alemãs e internacionais de direitos autorais. Todos os direitos reservados.

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