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Vértebras lombares - quer aprender mais sobre isso?

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“Eu diria honestamente que o Kenhub diminuiu o meu tempo de estudo para metade.” – Leia mais. Kim Bengochea Kim Bengochea, Universidade de Regis, Denver

Vértebras lombares

As vértebras lombares estão localizadas na parte inferior da coluna vertebral, inferiormente ao tórax, e superiormente à pelve e ao sacro. Como essas vértebras são as principais responsáveis por sustentar o peso da metade superior do corpo (e permitir movimento), elas são logicamente os maiores segmentos da coluna vertebral.

Essas vértebras são caracterizadas pela ausência de forame transverso no interior de seus processos transversos, e também pela ausência de facetas ao lado de seus corpos.

Fatos Importantes
Características principais 5 vértebras lombares (chamadas de L1 a L5) em seres humanos adultos
São as maiores vértebras em termos de dimensões 
Características anatômicas Corpo vertebral: grande, mais largo lateralmente do que longitudinalmente, mais espesso na frente que atrás, é achatado ou levemente côncavo superiormente e inferiormente, côncavo posteriormente, e limitado profundamente anterior e lateralmente
Arco vertebral: um par de pedículos e um par de lâminas, que envolvem o forame vertebral que suporta sete processos
Processo espinhoso: pontiagudo e quadrilateral
Pedículos: direcionados posteriormente desde sua origem na parte superior do corpo vertebral, modificam sua morfologia de L1 a L5, aumentando em largura de 9 mm até 18 mm em L5
Lâminas: as superiores são mais altas que largas, enquanto as inferiores são mais largas que altas
Forame vertebral: dimensões maiores que nas vértebras torácicas, mas menores do que as vértebras cervicais
Processos/facetas articulares superiores e inferiores: os superiores são côncavos e voltados medialmente, os inferiores são convexos e voltados lateralmente
Processos transversos: são longos e mais finos, com mudanças de morfologia de L1 a L5
Nervos
 
A medula espinhal se estende até a vértebra L2
Abaixo do nível de L2 é cauda equina
Músculos associados  Músculo longuíssimo
Músculo espinhal
Músculo multífido
Músculo intertransversal
Psoas maior
Clínica Espondilólise e espondilolistese, Herniação discal, Curvaturas espinhais anormais

Anatomia

Este artigo irá discutir as características anatômicas das vértebras lombares. Para aprender as características das demais vértebras do corpo veja os artigos abaixo.

Finalmente, múltiplas patologias como espondilólise, espondilolistese, herniação discal e curvaturas espinhais anormais serão abordadas.

Características gerais

Existem 5 vértebras lombares (chamadas de L1 a L5) em seres humanos adultos, e elas se situam sob as vértebras torácicas. Elas são as maiores, em termos de dimensões, de todas as vértebras, já que as vértebras lombares devem ser capazes de suportar o peso do corpo quando a pessoa está de pé, devido aos efeitos da gravidade.

Para resumir, os principais componentes anatômicos das vértebras lombares são:

  • Corpo vertebral
  • Arco vertebral
  • Processo espinhoso
  • Pedículos e lâmina
  • Forame vertebral
  • Processos/facetas articulares superiores e inferiores
  • Processos transversos

Para aprender ainda mais sobre os ossos do corpo acesse nossa apostila de exercícios sobre o sistema esquelético.  

Características distintas das vértebras lombares incluem um espesso e robusto corpo vertebral, um processo espinhoso pontiagudo e quadrilateral, para o ligamento de fortes músculos lombares, e processos articulares que são orientados diferentemente dos encontrados em outras vértebras. O corpo vertebral é grande, mais largo lateralmente do que longitudinalmente, e mais espesso na frente que atrás. Ele também é achatado ou levemente côncavo superiormente e inferiormente, côncavo posteriormente, e limitado profundamente anterior e lateralmente.

Cada vértebra lombar possui um corpo vertebral e um arco vertebral. O arco vertebral consiste de um par de pedículos e um par de lâminas, que envolvem o forame vertebral que por sua vez suporta sete processos. Os pedículos são muito fortes e direcionados posteriormente desde sua origem na parte superior do corpo vertebral. Como resultado, as incisuras vertebrais inferiores possuem profundidade considerável. Os pedículos também modificam sua morfologia de L1 a L5, aumentando em largura de 9 mm até 18 mm em L5. O ângulo no plano axial também aumenta de 10 para 20 graus de L1 a L5.

As lâminas são fortes, largas e curtas em sua morfologia, e formam a parte posterior do arco vertebral. As lâminas lombares superiores são mais altas que largas, enquanto as das vértebras lombares inferiores são mais largas que altas. As lâminas conectam os processos espinhosos aos pedículos.

Lâmina do arco vertebral - vista superior

O forame vertebral é uma forma triangular no interior do arco, de dimensões maiores que nas vértebras torácicas, mas menores do que as vértebras cervicais. Os processos articulares superior e inferior são bem definidos, e se projetam superior e inferiormente das junções dos pedículos e das lâminas, respectivamente. Os processos superiores são côncavos e voltados medialmente (como quando as palmas das mãos são voltadas uma para a outra quando prestes a bater palmas), enquanto os processos inferiores são convexos e voltados lateralmente, em direção ao processo superior da próxima vértebra. Essa conformação anatômica permite resistência contra a rotação da parte inferior da coluna.

Os processos transversos são longos e mais finos, com mudanças de sua morfologia de L1 a L5. Esses processos são horizontais em L1 a L3, e se inclinam um pouco superiormente em L4 e L5. Em L1 a L3 os processos transversos emergem das junções dos pedículos e das lâminas, mas em L4 e L5 eles emergem dos pedículos e das porções posteriores dos corpos vertebrais, já que eles se encontram mais anteriormente. Os processos transversos são posicionados anteriormente aos processos articulares, ao contrário do que ocorre nas vértebras torácicas, onde se encontram posteriormente aos processos articulares. Assim, os processos transversos lombares são homólogos das costelas.

Vértebras lombares específicas

  • Primeira vértebra lombar (L1) – L1 está grosseiramente alinhada com a extremidade anterior da nona costela, no nível chamado de plano transpilórico (já que o piloro do estômago é encontrado neste nível).
  • Quinta vértebra lombar (L5) – L5 é significativamente diferente em morfologia, com seu corpo sendo muito mais profundo anteriormente do que posteriormente, o que permite a articulação com as proeminências sacrovertebrais. O processo espinhoso é menor, existe um intervalo mais largo entre os processos articulares inferiores e os processos transversos são mais espessos e emergem do corpo, bem como dos pedículos.

Nervos

A medula espinhal se estende até a vértebra L2. Abaixo do nível de L2, o canal espinhal envolve um feixe de nervos conhecido como cauda equina, que chega inferiormente até os membros inferiores e os órgãos pélvicos.

Músculos que afetam o funcionamento das vértebras lombares

  • Músculo longuíssimo – Este é um longo músculo com uma origem vertebral nos processos espinhosos, e inserções nos processos costais das vértebras lombares. O músculo longuíssimo pode estender a coluna sob contração bilateral, e a contração unilateral pode dobrar a coluna lateralmente para o mesmo lado.
  • Músculo espinhal – Esse é um longo músculo que é parte do grupo de músculos e tendões eretores da espinha, que auxiliam a coluna na movimentação e também ajudam a manter a postura e permanecer ereto quando se está de pé.
  • Músculo multífido – Esse é um longo músculo que cursa ao longo do dorso e funciona estabilizando e rotacionando a coluna lombar.
  • Músculo intertransversal – Esse músculo é encontrado especificamente de L1 a L5. Ele estabiliza bilateralmente e estende a coluna lombar, e unilateralmente dobra a coluna lombar lateralmente para o mesmo lado.
  • Psoas maior – Esse músculo ajuda a dobrar o tronco lateralmente, e eleva o tronco na posição supina, se contraído bilateralmente.

Agora teste seus conhecimentos sobre as vértebras lombares e, de quebra, revise as características das vértebras torácicas.

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