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Músculos do ombro

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Origens, inserções, inervação e funções dos músculos da articulação do ombro.

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Transcrição

Você já foi ao circo? Se sim, você deve ser como eu e lembrar-se de se esconder dos palhaços assustadores? Ou você pode lembrar-se dos lançadores de fogo, acrobatas e malabaristas. Você também pode lembrar-se do misto de curiosidade e horror que sentiu quando viu o primeiro contorcionista atuar.

Você já pensou como eles conseguem contorcer-se tão bem? Bem, a articulação do ombro é uma das articulações mais flexíveis no corpo humano, e ajuda os contorcionistas a assumir posições nada usuais.

Contudo, o aumento da flexibilidade implica uma menor estabilidade da articulação, e um aumento no risco de luxação. Há várias formas de reduzir o risco de luxação da articulação do ombro, sendo uma delas através dos músculos da coifa dos rotadores (manguito rotador). Nunca ouviu falar deles? Se não, não se preocupe, porque vamos falar deles no tutorial de hoje sobre os músculos da articulação do ombro.

Antes de começarmos, deixe-me dar-lhe uma vista geral sobre o que vamos ver no tutorial de hoje. Em primeiro lugar, vamos ver os ossos que constituem a articulação do ombro e formam a estrutura óssea à qual os nossos músculos se fixam.

De seguida, iremos ver os músculos da articulação do ombro e discutir a sua origem, a sua inserção, a sua função e a sua inervação.

Por fim, vamos terminar o nosso tutorial com algumas notas clínicas. Por isso, vamos começar e falar dos ossos da articulação do ombro.

A articulação do ombro é uma articulação sinovial do tipo bola e soquete (esferoide) e nós podemos vê-la aqui de uma vista anterior, realçada a verde. A bola da articulação é formada pela a cabeça do úmero, que é uma estrutura do grande osso do nosso braço, o úmero, enquanto que o soquete é formado pela cavidade glenoide, que faz parte da escápula, também conhecida como omoplata. Como tal, a articulação do ombro também é conhecida como articulação glenoumeral.

Depois desta pequena, mas boa, introdução aos ossos da articulação do ombro, vamos ver os músculos desta articulação.

Uma atuação de circo popular que alguns de vocês podem ter visto é o homem mais forte do mundo a levantar pesos, pesos extremamente pesados ou mesmo pessoas.

Um dos músculos que seria particularmente perceptível seria este que você pode ver aqui - o músculo deltoide. O deltoide é o músculo mais superficial da articulação do ombro, por isso, é o músculo que define o contorno arredondado dos nossos ombros.

Vamos passar para algumas ilustrações do Kenhub. Se nós dissecarmos a pele e o tecido conectivo (conjuntivo) do ombro e braço, podemos ver o deltoide e os músculos associados mais claramente. Aqui, estamos a olhar o deltoide de uma perspetiva anterior.

Antes de continuarmos para discutir os pontos de fixação deste músculo, é importante saber que o deltoide tem três partes que são nomeadas de acordo com a sua origem.

Anteriormente, temos a parte clavicular, que se origina do terço lateral da clavícula, e se nós mudarmos de vista para vermos o deltoide de uma perspetiva posterior, podemos ver a parte acromial, que se origina do acrómio da escápula (omoplata).

Por fim, temos finalmente a parte espinhal, que, mais uma vez, fiel ao seu nome, se origina da espinha da escápula (omoplata). Estas três partes convergem na direção do seu ponto de inserção, que é a tuberosidade deltoide, encontrada na face lateral da diáfise do úmero.

Então, o que é que o músculo deltoide faz? Bem, é, na verdade, responsável por vários movimentos da articulação do ombro. Cada parte do deltoide tem uma função diferente.

A parte clavicular faz flexão do braço na articulação do ombro; a parte acromial é a principal responsável pela abdução do braço, e a parte espinhal faz a extensão do braço na articulação do ombro.

Para o deltoide realizar as suas funções, requer inervação. O deltoide é inervado pelo nervo que você pode ver aqui realçado a verde, que é o nervo axilar.

Vamos continuar e ver os músculos que mencionei no início do nosso tutorial, os músculos da coifa dos rotadores (manguito rotador).

Antes de vermos cada um dos músculos individualmente, vou dar-lhe algumas informações sobre estes músculos como um todo. Então, aqui temos uma vista posterior da articulação do ombro e uma vista anterior da articulação do ombro, que, em conjunto, nos mostram os quatro músculos da coifa dos rotadores (manguito rotador).

Posteriormente, temos o supraespinhal (supraespinhoso), o infraespinhal (infraespinhoso), e o redondo menor, e anteriormente, temos o músculo subscapular.

Na generalidade, os músculos da coifa dos rotadores (manguito rotador) originam-se da escápula e inserem-se no úmero aqui. Quanto às suas funções, estes músculos trabalham em conjunto para reduzir o risco de luxação ao estabilizarem a articulação do ombro.

Essencialmente, eles ajudam a manter a cabeça do úmero na sua posição correta dentro da cavidade glenoide. Além disso, como o nome sugere, a coifa dos rotadores (manguito rotador) também tem um papel principal na rotação medial e lateral do braço na articulação do ombro.

Então, o primeiro músculo da coifa dos rotadores (manguito rotador) de que vamos falar é o supraespinhal (supraespinhoso). Como o nome sugere, este músculo origina-se da fossa supraespinhal (supraespinhosa) da escápula (omoplata), que é uma depressão rasa no corpo da escápula (omoplata), superiormente à sua espinha. Ele depois insere-se aqui, no tubérculo maior do úmero.

Em termos de função, este músculo inicia a abdução do braço na articulação do ombro, mas depois é o deltoide que continua a abdução. Como músculo da coifa dos rotadores (manguito rotador), ele também estabiliza a articulação do ombro.

O músculo supraespinhal (supraespinhoso) é inervado pelo nervo supraescapular, que tem origem no tronco superior do plexo braquial. Inferiormente à espinha da escápula (omoplata), encontramos o músculo infraespinhal (infraespinhoso). Este músculo origina-se da fossa infraespinhosa da escápula (omoplata) e, tal como o supraespinhal (supraespinhoso), insere-se aqui, no tubérculo maior do úmero.

A contração deste músculo causa rotação lateral do braço na articulação do ombro e também estabiliza a articulação do ombro. Este músculo é inervado pelo nervo supraescapular, que podemos ver aqui realçado a verde.

O próximo músculo da coifa dos rotadores (manguito rotador) de que vamos falar é o músculo redondo menor. Este músculo origina-se da fossa infraespinhal (infraespinhosa) e do bordo lateral da escápula (omoplata) e insere-se no tubérculo maior do úmero. Este músculo é responsável pela rotação lateral do braço na articulação do ombro e também estabiliza a articulação do ombro.

Quanto à inervação, o redondo menor é inervado pelo nervo axilar. Para vermos o último músculo da coifa dos rotadores (manguito rotador), temos de mudar para uma vista anterior da articulação do ombro. Aqui vemos o músculo subscapular, que se origina na fossa subscapular. Ao contrário dos seus amigos, este músculo insere-se no tubérculo menor do úmero, como você pode ver aqui.

A contração do subscapular resulta em rotação medial do braço na articulação do ombro, e também estabiliza a articulação do ombro. No que concerne à inervação do músculo subscapular, este músculo é inervado pelos nervos subscapulares superior e inferior, que são ramos do cordão posterior do plexo braquial.

E aí estão, os músculos da coifa dos rotadores (manguito rotador). Nesta imagem, podemos ver a escápula (omoplata) de uma perspetiva lateral, que nos permite ver todos estes quatro músculos. Posteriormente, temos o supraespinhal (supraespinhoso), o infraespinhal (infraespinhoso) e o redondo menor (teres menor), e, anteriormente, temos o músculo subscapular.

Uma ferramenta útil para você se lembrar dos quatro músculos deste grupo é a frase, em inglês, “The head of the humerus SITS in the glenoid cavity”, sendo SITS uma pequena mnemônica em inglês que você pode usar aqui.

Anteriormente, nós falamos sobre o músculo redondo menor e, se você tem um redondo menor, então também deve ter um redondo maior. Aqui nós vemos este músculo de uma perspetiva posterior e podemos ver que ele se origina do ângulo inferior da escápula (omoplata). Ele depois dirige-se para se inserir na crista do tubérculo menor do úmero. Este músculo é responsável pela rotação medial do braço na articulação do ombro e pela extensão do braço na articulação do ombro.

Agora, vamos falar da inervação do músculo redondo maior. Ele é inervado pelo nervo subscapular, que você pode ver aqui realçado a verde. Antes de seguirmos em frente, gostaria de mencionar três espaços anatômicos que são definidos por alguns dos músculos de que já falamos.

Em primeiro lugar, temos o espaço triangular, que eu delimitei aqui. O limite superior do espaço é formado pelo bordo inferior do redondo menor, o limite inferior é definido pelo bordo superior do redondo maior, e o limite lateral é formado pelo bordo medial da cabeça longa do músculo tríceps (tricípite) braquial. O espaço triangular transmite os vasos escapulares circunflexos (circunflexos da omoplata).

De seguida, temos o espaço quadrangular. Mais uma vez, eu delimitei o espaço para que o consiga ver bem e claramente. O limite superior do espaço é formado pelo bordo inferior do redondo menor, e o limite inferior é definido pelo bordo superior do redondo maior. O bordo lateral é formado pelo colo cirúrgico do úmero, e o limite medial é definido pelo bordo lateral da cabeça longa do músculo tríceps (tricípite) braquial. O espaço quadrangular transmite o nervo axilar e a artéria umeral circunflexa posterior.

Por fim, temos o intervalo triangular. Como podemos ver nesta ilustração, o limite superior do espaço é formado pelo bordo inferior do redondo maior, o limite lateral é formado pelo colo cirúrgico do úmero e o limite medial é definido pelo bordo lateral da cabeça longa do músculo tríceps (tricípite) braquial. O intervalo triangular transmite a artéria profunda do braço e o nervo radial.

Ok, agora, vamos falar de alguns músculos que não se encontram na região do ombro, mas que atuam sobre a articulação do ombro. O primeiro de que vamos falar é o peitoral maior, que é um músculo da região peitoral.

À semelhança do músculo deltoide, é constituído por três porções que são nomeadas com base na sua origem. Primeiro, temos a parte clavicular, que se origina da metade medial da clavícula; de seguida, temos a parte esternocostal, que se origina do esterno e da segunda a sexta cartilagens costais, e finalmente temos a parte abdominal, que se origina da camada anterior da bainha do reto. Estas três partes juntam-se para se inserirem na crista do tubérculo maior do úmero.

Então, o que é que o músculo peitoral maior faz? Bem, na realidade, ele é responsável por vários movimentos. A contração deste músculo causa flexão, adução e rotação medial do braço na articulação do ombro.

A inervação do músculo peitoral maior provém de dois nervos - o nervo peitoral medial e o nervo peitoral lateral - que são ramos diretos do plexo braquial. Seguidamente, vamos ver alguns músculos do braço, começando pelo músculo coracobraquial.

O coracobraquial é um músculo do compartimento anterior do braço, e origina-se do processo (apófise) coracoide da escápula (omoplata). Daqui, ele estende-se distalmente ao longo da diáfise umeral para se inserir ao longo da face ântero-medial do úmero. Este músculo é responsável pela flexão do braço na articulação do ombro, e, quanto à inervação, o coracobraquial é inervado pelo nervo musculocutâneo, que nós podemos ver aqui realçado a verde.

Outro músculo do compartimento anterior do braço de que vamos falar é o bíceps (bicípite) braquial. Como o nome sugere, este músculo tem duas cabeças, ambas com diferentes pontos de origem. A cabeça longa origina-se do tubérculo supraglenoide da escápula (omoplata), e a cabeça curta tem origem no processo (apófise) coracoide da escápula (omoplata). Ambas as cabeças se unem para formar um grande ventre muscular, que se insere na tuberosidade radial.

Então, que movimento é que o bíceps braquial faz? Este músculo auxilia com a flexão do braço na articulação do ombro e, tal como o coracobraquial, o bíceps (bicípite) braquial é inervado pelo nervo musculocutâneo.

O último músculo de que vamos falar hoje é o músculo grande dorsal (latíssimo do dorso), que podemos ver aqui de uma perspetiva posterior.

O grande dorsal (latíssimo do dorso) é um músculo do dorso e origina-se nos processos (apófises) espinhosos de T7 a T12, na crista ilíaca, na fáscia toracolombar, e na nona à décima segunda costelas. As fibras deste músculo convergem para se inserirem no sulco intertubercular do úmero. Quanto às funções deste músculo, o grande dorsal (latíssimo do dorso) é responsável pela rotação medial, adução e extensão do braço na articulação do ombro. Ao efetuar estes três movimentos, o grande dorsal (latíssimo do dorso) ganha o seu lugar como um dos músculos do corpo humano que permite nadar. Este músculo é inervado pelo nervo toracodorsal, que é um ramo do plexo braquial.

Agora que estamos familiarizados com os músculos da articulação do ombro, vamos à clínica. As notas clínicas de hoje vão falar dos músculos da coifa dos rotadores (manguito rotador), que estabilizam a articulação do ombro, mantendo a cabeça do úmero na cavidade glenoide.

As lesões mais comuns da coifa dos rotadores (manguito rotador) incluem estiramentos, tendinites e bursites. As distensões da coifa dos rotadores (manguito rotador) são causadas pela sobreutilização ou trauma agudos, como uma lesão desportiva ou um acidente de carro. Este tipo de lesão resulta numa dor imediata e intensa, e pode necessitar de intervenção cirúrgica.

A tendinite refere-se à inflamação dos tendões dos músculos da coifa dos rotadores (manguito rotador) e é mais comumente causada pela sobreutilização. Este tipo de lesão é comum em indivíduos que alcançam níveis superiores com frequência, como pintores ou jogadores de tênis.

Por fim, temos a bursite, que causa inflamação da bursa (bolsa). Mais especificamente, causa inflamação das bursas (bolsas) subacromial e subdeltoide, que podemos ver aqui realçadas a verde.

O tratamento de indivíduos com lesões da coifa dos rotadores (manguito rotador) é geralmente conservador. Isto inclui a aplicação de calor ou compressas de gelo para reduzir o edema, fisioterapia para melhorar a força e amplitude de movimento, e administração de cortisona e outros medicamentos anti-inflamatórios como o ibuprofeno, além de repouso. Se os sintomas não melhorarem, então pode ser necessária cirurgia.

Antes de terminarmos o nosso tutorial, vamos sumarizar rapidamente o que aprendemos hoje. Nós começamos o nosso tutorial com os ossos da articulação do ombro, que são o úmero e a escápula (omoplata). Nós depois falamos sobre os músculos da articulação do ombro, discutindo a sua origem, inserção, função e inervação. Também vimos alguns músculos que não são encontrados na região do ombro, mas que atuam sobre a articulação do ombro. Por fim, nós terminamos o nosso tutorial com algumas notas clínicas sobre lesões dos músculos da coifa dos rotadores (manguito rotador).

Assim chegamos ao fim do nosso tutorial sobre os músculos da articulação do ombro. Espero que você tenha gostado. Obrigado por assistir e vejo você na próxima.

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