EN | DE | PT Contato Como estudar Entrar Cadastrar

Cadastre-se agora e obtenha sua cópia do guia definitivo de estudos de anatomia!

Músculos superficiais das costas

Esta videoaula de momento está apenas disponível em inglês.

Origens, inserções, inervação e funções dos músculos superficiais das costas.

Fantástico!
A sua primeira videoaula. Continue para o teste abaixo para solidificar o seu conhecimento.

Transcrição

Levante a mão se você vai à academia ou gosta de escalar, ou então, bem, se pelo menos já ouviu alguém falar sobre fortalecer seu trapézio ou latíssimo do dorso, mas o que isso significa? Aonde ficam estes músculos, e o que eles fazem? Bom, se você está se perguntando isto, você veio ao lugar certo. Nós vamos descobrir estes músculos e mais nesta videoaula sobre os músculos superficiais do dorso.

Antes de começarmos, vamos dar uma rápida visão geral no que vamos estudar hoje. Nós vamos começar analisando os ossos nos quais estes músculos se inserem, incluindo algumas de suas morfologias específicas, depois nós vamos olhar para os músculos do dorso, começando superficialmente e trabalhando até as camadas intermediárias dos músculos dorsais. Nós vamos então finalizar com algumas correlações clínicas antes de te deixar ir embora. Está pronto? Vamos lá!

Bom, os músculos do dorso podem ser grosseiramente divididos em dois grandes grupos. Os músculos superficiais ou extrínsecos do dorso, que funcionalmente pertencem aos membros superiores, mas estão situados no aspecto posterior do tronco, e estes às vezes são curiosamente chamados de músculos imigrantes, devido ao fato de eles migrarem do membro superior durante o desenvolvimento embriológico. Os músculos do outro grupo dorsal são conhecidos como músculos profundos ou intrínsecos, e atuam especificamente na coluna vertebral. Estes são conhecidos como músculos dorsais verdadeiros.

Nós vamos nos concentrar somente nos músculos superficiais hoje, mas claro, se você está interessado em aprender sobre os músculos profundos do dorso, você encontrará ótimos artigos, videoaulas e questionários sobre todos eles no kenhub.com. Muito bem, vamos começar olhando para os ossos e algumas de suas características que permitem que os músculos dorsais superficiais se insiram neles.

Nós vamos começar com o grupo de ossos mais central - a coluna vertebral. A coluna vertebral cursa por toda a extensão do pescoço e do dorso, então eu tenho certeza que você é capaz de imaginar que alguns músculos se inserem nestes ossos. Existem três regiões principais da coluna vertebral que nós vamos estudar hoje - a região cervical, consistindo em sete vértebras, a região torácica, onde existem doze vértebras, e finalmente a região lombar, que consistem em cinco vértebras.

As vértebras possuem várias características, mas existem duas específicas que eu gostaria de lembrá-lo hoje. A primeira é o processo espinhoso, destacado em verde nesta imagem de uma vértebra em uma vista superior. Há um processo espinhoso por vértebra, que se projeta posteriormente. Se você apalpar a parte de trás de seu pescoço na linha média, a estrutura óssea que você sentirá é um processo espinhoso. A segunda estrutura óssea que nós vamos observar hoje é o par de processos transversos. Existe um em cada lado do canal vertebral, se projetando um pouco posteriormente, mas principalmente lateralmente.

Superiormente, há um osso do crânio onde nós observamos uma inserção muscular, e ele está destacado agora - o osso occipital. Especificamente, um dos músculos se origina desta estrutura óssea bem aqui - a protuberância occipital externa.

Na margem inferior da coluna vertebral é onde nós encontramos a nossa pelve.
Nós veremos que um dos músculos superficiais dorsais se insere na crista ilíaca, que é esta estrutura aqui.

Ligadas às vértebras torácicas existem doze costelas. Estas, claro, se estendem anteriormente e formam grande parte da caixa torácica.

A maioria dos músculos que nós vamos ver hoje possui um ponto de inserção em algum lugar deste osso - a escápula. Nós veremos inserções principalmente ao longo da borda medial da escápula e na espinha da escápula.

O último osso que nós vamos estudar hoje é o osso do braço, que é chamado de úmero. Na superfície anterior da extremidade proximal do úmero existe um sulco ou fossa chamado de sulco intertubercular. Ele também é chamado de sulco bicipital, já que a cabeça longa do bíceps braquial cursa através dele. Um dos nossos músculos dorsais superficiais se insere neste sulco, como veremos em breve.

Bem, chega de preliminares, certo? Está pronto? Vamos lá - os músculos superficiais do dorso. Primeiro o músculo mais superficial do dorso - o trapézio. O trapézio é um músculo triangular e achatado, que pode ser dividido em três partes - a parte superior, a parte média, e a parte inferior. Cada parte possui um segundo nome, baseado na direção em que suas fibras cursam. A parte superior também é chamada de parte descendente. Suas fibras cursam de superior para inferior, descendo ao longo do pescoço. A parte média também é chamada de parte transversa, já que as suas fibras cursam horizontalmente ao longo da parte superior do dorso, e, finalmente, a parte inferior também é chamada de parte ascendente, já que suas fibras cursam superiormente no dorso em direção à escápula.

Cada parte do trapézio possui seus próprios pontos de origem e inserção, que nós vamos estudar agora. A parte descendente se origina do terço médio da linha nucal superior, da protuberância occipital externa e do ligamento nucal, que cursa ao longo dos processos espinhosos das vértebras cervicais. Estas fibras musculares cursam inferiormente e lateralmente,e se inserem no terço lateral da clavícula. A parte transversa se origina dos processos espinhosos de T1 a T4. Ela cursa transversalmente para se inserir no aspecto medial do acrômio da escápula, bem como na crista superior da espinha da escápula. A parte ascendente se origina dos processos espinhosos de T5 a T12, e cursa superiormente para se inserir na extremidade medial da espinha da escápula.

Como este grande músculo possui tantos pontos de origem e inserção, ele pode realizar várias ações. As três partes podem trabalhar juntas ou separadamente, e isto irá modificar a ação resultante. Nós vamos inicialmente observar a articulação escapulotorácica, onde a escápula encontra a caixa torácica, e quais ações o músculo trapézio pode realizar ali. Quando a parte descendente do trapézio se contrai, ela puxa a escápula superomedialmente, elevando-a. Estes músculos são usados para “dar de ombros”. Entretanto, se a parte ascendente se contrai as fibras musculares puxam inferiormente a escápula por baixo, movendo-a inferomedialmente e sustentando-a. A parte média então, ao puxá-la medialmente em direção à coluna vertebral, provoca sua retração. A contração de múltiplas partes do trapézio também pode resultar em rotação da escápula. Já que o músculo trapézio se insere no osso occipital, ele também pode mover a cabeça. Isto é realizado principalmente pela parte descendente ou superior do trapézio.

Se apenas um lado do trapézio se contrai isto é chamado de contração unilateral, e irá causar flexão lateral da cabeça para o mesmo lado - ou lado ipsilateral. Se ambos os lados do músculo trapézio funcionam em conjunto - isto é, contração bilateral - isto levará a uma extensão da cabeça e da parte superior da coluna cervical.

A última informação que nós precisamos em relação ao músculo trapézio é a sua inervação. Apesar de este músculo se estender ao longo da maior parte do pescoço e do dorso, sua inervação na verdade vem de um nervo muito superior chamado de nervo espinhal acessório. O nervo espinhal acessório é o décimo primeiro nervo craniano, e se origina a partir do tronco encefálico, e não da medula espinhal. Fibras sensitivas para o trapézio se originam dos ramos anteriores dos nervos espinhais C3 e C4 a partir de ramos do plexo cervical.

O segundo músculo que compõe a camada superficial dos músculos do dorso é outro que nós ouvimos ser chamado de latíssimo. O nome correto deste grande músculo é latíssimo do dorso, e você pode observar este enorme músculo destacado em verde agora. Ele é o músculo mais largo do corpo, e cobre muitos dos músculos dorsais posteriores nesta área, exceto o trapézio. A largura deste músculo significa que ele possui vários locais de origem, com quatro partes definidas.

Primeiro, uma parte vertebral do músculo se origina dos processos espinhosos de T7 a S1. Inferiormente, o principal ponto de origem é encontrado na fáscia toracolombar. Lateralmente, na sua margem inferior, nós encontramos a parte ilíaca da origem. O latíssimo do dorso também se origina a partir do terço posterior da crista ilíaca. A parte costal se origina das costelas nove a doze, e, finalmente, a parte escapular possui uma pequena origem no ângulo inferior da escápula.

Todas estas fibras se unem para se inserir em um ponto de inserção único, que é encontrado no assoalho do sulco intertubercular. Lembre-se, este sulco fica no aspecto anterior do úmero. Então o latíssimo do dorso vem do dorso, cursa entre a caixa torácica e o úmero, e se insere na parte anterior do úmero, no assoalho do sulco intertubercular.

Conforme o músculo cursa através da região axilar ele constitui a prega axilar posterior juntamente com o músculo redondo maior. Neste ponto, ele também começa a rodar, e suas fibras terminam por girar cento e oitenta graus. Isto significa que a parte superior do latíssimo do dorso se insere mais distalmente que a parte inferior, que se insere proximalmente.

Como o latíssimo do dorso é um músculo tão grande, ele pode puxar o úmero de algumas formas diferentes para causar vários movimentos. Primeiro, a contração muscular leva a rotação medial ou interna do úmero na articulação do ombro. Além disso, o músculo aproxima o úmero do tronco, portanto causando adução do úmero, que também ocorre na articulação do ombro, e, finalmente, o latíssimo do dorso puxa o úmero posteriormente, causando extensão do braço. O tamanho e a força do latíssimo do dorso, combinados à sua habilidade de aduzir e estender o braço na articulação do ombro o tornam um músculo muito útil se você gosta de escalar ou de malhar.

Em termos de inervação, este grande músculo é suprido pelo nervo toracodorsal, que emerge do plexo braquial. O nervo toracodorsal também é chamado de nervo subescapular médio. Ele se origina do cordão posterior do plexo braquial, e contém fibras dos ramos anteriores dos nervos espinhais C6 a C8.

Nós agora vamos começar a mergulhar um pouco mais profundamente nos músculos subjacentes ao trapézio e ao latíssimo do dorso. Eles ainda são muito superficiais, e são considerados músculos extrínsecos do dorso. Começamos com o músculo que nós podemos ver destacado agora, chamado de levantador da escápula. Para poder visualizá-lo, o único músculo que precisa ser removido é o trapézio.

O músculo levantador da escápula se origina a partir dos processos transversos de C1 a C4. Você pode ver parte do músculo surgindo de cada uma destas quatro vértebras cervicais e se unindo para formar o ventre muscular principal. Inferiormente este músculo se insere na parte superior da borda medial da escápula, do ângulo superior até a raiz da espinha da escápula. O levantador da escápula é inervado pelo ramo anterior dos nervos espinhais C3 e C4, além do nervo escapular dorsal. O nervo escapular dorsal se origina diretamente do ramo anterior do nervo espinhal C5, antes de o plexo braquial se formar. Em termos de função, o músculo faz exatamente o que seu nome sugere - ele eleva a escápula. Ele faz isso ao trazê-la superomedialmente.

Como o músculo age puxando a parte superior da borda medial, conforme ele eleva a escápula ele também a roda, levando a depressão da cavidade glenoide. Se somente um dos músculos levantadores da escápula se contrair, ele pode agir no pescoço causando sua flexão lateral para o mesmo lado.

Existem dois outros músculos que se inserem na borda medial da escápula, e estes são os nossos músculos romboides. O superior é chamado romboide menor, e o inferior, de maiores dimensões, é chamado de romboide maior. Ambos são músculos com formato em diamante. Assim como o levantador da escápula, os músculos romboides são inervados pelo nervo escapular dorsal, que se origina do nervo espinhal C5.

Nós vamos olhar para o músculo mais superior deste par antes - o romboide menor. Este músculo se origina dos processos espinhosos das vértebras C7 e T1. Ele cursa inferior e lateralmente para se inserir na borda medial da escápula ao nível da espinha escapular.

E agora nós temos o maior dos dois músculos - o romboide maior. Este músculo se origina dos processos espinhosos das vértebras T2 a T5, logo inferiormente ao romboide menor. Ele também cursa lateral e inferiormente para se inserir na borda medial da escápula, entre a raiz da espinha e o ângulo inferior da escápula. Os músculos romboides trabalham em conjunto para atuar na escápula. Quando eles se contraem, eles movem a escápula superomedialmente. Também de maneira semelhante ao levantador da escápula, os músculos romboides podem rodar a escápula, levando a uma depressão da cavidade glenoide.

O último par de músculos que nós vamos estudar hoje são os mais profundos dos músculos extrínsecos do dorso. Eles algumas vezes são considerados como uma camada intermediária, logo superficial aos músculos intrínsecos profundos do dorso. Estes são os músculos serráteis posteriores.

Superiormente nós podemos ver o serrátil posterior superior, e em direção à parte inferior da caixa torácica está o serrátil posterior inferior. Então primeiro o músculo serrátil posterior superior. Este músculo se origina do ligamento nucal e dos processos espinhosos das vértebras C7 a T3. Ele cursa lateralmente e um pouco inferiormente para se inserir nas costelas dois a cinco. O serrátil posterior superior é inervado pelos nervos intercostais, que cursam ao longo das costelas e nela se inserem. Estes são o segundo a quinto nervos intercostais. Este músculo é um músculo acessório da inspiração. Ele realiza esta tarefa ao elevar as costelas.

O último músculo desta videoaula é o serrátil posterior inferior. Este músculo se origina dos processos espinhosos de T11 a L2, bem como da fáscia toracolombar. Ele cursa superior e lateralmente para se inserir na nona a décima segunda costelas. Assim como o serrátil posterior superior, este músculo também é inervado pelos nervos intercostais, e os mesmos que cursam ao longo das costelas nela se inserem. Então a inervação do serrátil posterior inferior é dada pelos nono ao décimo primeiro nervos intercostais e pelo nervo subcostal, que é o nervo que cursa ao longo da décima segunda costela.

O serrátil posterior inferior também é um músculo respiratório acessório, mas desta vez relacionado à expiração. Ele cumpre esta tarefa ao deprimir as costelas. E isto é tudo! Todos os músculos superficiais do dorso estudados e você está pronto para arrasar na sua próxima prova.

Vamos finalizar com uma breve nota clínica. Então, quem já foi ao médico e o observou auscultar os seus pulmões nas costas? Você observou o local específico no qual os médicos tentam colocar o seu estetoscópio? Os médicos utilizam um espaço chamado de triângulo auscultatório para ouvir os sons da respiração ao longo do dorso.

Este triângulo é um espaço nas costas onde os sons respiratórios podem ser ouvidos mais facilmente, porque ali há um afilamento da musculatura. O triângulo é encontrado medialmente à escápula, e é limitado acima pelo trapézio e abaixo pelo latíssimo do dorso. E agora você está pro na musculatura superficial do dorso!

Antes de eu te liberar, vamos rever brevemente o que nós aprendemos hoje. Nós começamos com o músculo dorsal mais superficial - o trapézio. Este músculo consistem em três partes, cada uma produzindo uma ação diferente na escápula. Nós continuamos inferiormente para observar o maior músculo do dorso, que é o músculo mais largo do corpo - o latíssimo do dorso. Este largo músculo possui um amplo local de origem, enquanto todos os músculos convergem para se inserir no úmero e nos ajudar em nossas escaladas.

Depois nós olhamos para os três músculos que se inserem ao longo da borda medial da escápula. Primeiro, mais superiormente, fica o elevador da escápula, se inserindo próximo ao ângulo superior da escápula.

Em seguida encontramos os romboides. O romboide menor se insere próximo ao nível da espinha da escápula, e o romboide maior se insere inferiormente.

Por fim nós olhamos para o último par de músculos, que são os músculos extrínsecos mais profundos do dorso - os músculos serráteis posteriores. O serrátil posterior superior é um músculo acessório da inspiração, enquanto o serrátil posterior inferior é um músculo acessório da expiração.

Finalmente nós olhamos para o triângulo auscultatório, que é limitado pelo trapézio, o latíssimo do dorso e a borda medial da escápula. E isso nos trás ao fim da nossa videoaula. Muito obrigado pela companhia. Espero que você tenha gostado. Bons estudos!

Continue a sua aprendizagem

Assista mais videoaulas

Faça teste

Leia artigos

Mostre mais 5 artigos

Navegue pelo atlas

Muito bem!

Cadastre-se agora e obtenha sua cópia do guia definitivo de estudos de anatomia!