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Mesentério

Esta videoaula de momento está apenas disponível em inglês.

Generalidades sobre o mesentério, observado numa vista anterior do abdome (abdómen), com o omento maior refletido e o intestino delgado removido.

Fantástico!
A sua primeira videoaula. Continue para o teste abaixo para solidificar o seu conhecimento.

Transcrição

Você sabia que o seu intestino delgado possui aproximadamente cinco metros de comprimento? Isto é quase a altura de um macho de girafa adulta, ou duas vezes e meia o tamanho de um jogador de basquete médio.

Então como é que este intestino delgado cabe na nossa cavidade abdominal? Bom, é isso que nós vamos descobrir hoje na nossa videoaula sobre o mesentério.

Antes de começarmos, eu gostaria de te dar uma breve visão geral sobre o assunto que nós vamos discutir nesta videoaula.

Nesta imagem aqui, que vai aparecer durante a videoaula, nós podemos ver o interior da cavidade abdominal. O omento maior foi rebatido superiormente, e o intestino delgado foi removido, de forma que nós podemos ver a estrela do show - o mesentério.

Nós vamos começar a nossa videoaula discutindo o que é o mesentério, e em seguida vamos continuar falando sobre algumas relações do mesentério, e finalizar a nossa videoaula com algumas notas clínicas.

Então o que é esta estrutura que nós estamos estudando, e qual é a sua utilidade? Antes de começarmos a falar sobre o mesentério eu gostaria de primeiro apresentá-lo ao peritônio.

Aqui nós podemos ver a cavidade abdominal no plano sagital. Eu escolhi esta imagem porque ela mostra bem como o peritônio reveste as paredes da cavidade abdominal e a maioria dos órgãos e vísceras contidas nela. O peritônio é uma dupla camada de membrana serosa ou mesotélio, e pode ser dividido em duas partes: o peritônio parietal e o peritônio visceral.

O peritônio parietal, que nós podemos ver agora destacado em verde, reveste as paredes da cavidade abdominal, enquanto o peritônio visceral cobre a maior parte das vísceras abdominais. O peritônio pode formar dobras, como os omentos e ligamentos mesentéricos.

Bem, como agora nós estamos familiarizados com o peritônio, vamos continuar falando sobre algumas de suas dobras (reflexões). O mesentério é constituído em reflexões peritoneais que contêm vísceras e as prendem à parede abdominal posterior. A maior destas reflexões é o mesentério próprio, ou mesentério do intestino delgado. Ele é uma dupla camada de peritônio em forma radial,
que conecta o jejuno e o íleo à parede abdominal posterior.

Superiormente, o mesentério do intestino delgado ancora-se à junção entre o duodeno e o jejuno. Ele então cursa obliquamente na direção inferior para terminar na junção ileocecal. As duas camadas peritoneais do mesentério próprio contêm os vasos sanguíneos, nervos e linfáticos que suprem o jejuno e o íleo.

O mesentério próprio não é o único mesentério do corpo humano. Na verdade nós temos alguns outros. Próxima parada, nós temos o mesocólon transverso, que você pode ver agora destacado em verde. O mesocólon transverso prende o cólon
transverso à parede abdominal posterior.

Ele deixa a parede abdominal posterior a partir da superfície anterior do pâncreas e cursa externamente para envolver o cólon transverso. O mesocólon transverso contém os vasos sanguíneos, nervos e linfáticos que suprem o cólon transverso.

Em seguida, nós temos o mesocólon sigmoide, que é uma prega em forma de “V” invertido, que prende o cólon sigmoide à parede abdominal posterior. O ápice do “V” fica próximo à divisão da artéria ilíaca comum esquerda em seus ramos interno e externo.

O mesocólon sigmoide contém os vasos sigmoides e retais superiores, juntamente com os nervos e linfáticos associados ao cólon sigmoide. Vale mencionar que o apêndice vermiforme também possui um mesentério associado a ele, que é chamado de mesoapêndice.

Este é o quarto e último mesentério da cavidade abdominal. Ele se prende próximo à extremidade inferior do mesentério próprio do intestino delgado, próximo à junção ileocecal. Ele geralmente se estende até próximo à ponta do apêndice vermiforme.

O mesoapêndice contém os vasos sanguíneos, nervos e linfáticos que suprem o apêndice vermiforme. Agora que cobrimos os mesentérios, vamos estudar algumas relações. Vamos começar com algumas outras reflexões do peritônio - os omentos e ligamentos.

Em seguida nós vamos continuar e falar das vísceras associadas aos mesentérios. Na nossa imagem atual, nós podemos ver o omento maior refletido superiormente, de forma que podemos ver o mesentério.

Vamos virá-lo para baixo novamente para podermos vê-lo em sua posição anatômica. O omento maior também é uma dupla reflexão do peritônio. Ele encontra-se suspenso a partir da curvatura maior do estômago, e se dobra sobre si mesmo para se prender ao cólon transverso. Nós podemos observar isto melhor se nós alterarmos para uma vista sagital da cavidade abdominal.

Aqui nós podemos ver o estômago, e aqui nós podemos ver o omento maior dobrando-se sobre si mesmo para se prender ao cólon transverso. Como o peritônio consiste em duas camadas e o omento maior se reflete sobre si mesmo, a estrutura é constituída de quatro camadas no total.

Se você quiser aprender mais sobre o omento maior, por favor assista a nossa videoaula ou leia sobre o assunto em nosso site. Se você possui um omento maior, você deve também ter um omento menor. O omento menor se estende da curvatura menor do estômago e do duodeno proximal ao fígado.

Se nós voltarmos para a nossa imagem original, você irá perceber que nós não podemos ver o omento menor, já que ele está escondido pela reflexão do omento
maior.

Muito bem, vamos dar uma olhada nos ligamentos peritoneais que nós podemos ver nesta imagem, começando com a prega umbilical mediana. Esta estrutura ímpar é uma crista elevada de peritônio parietal que recobre o ligamento umbilical mediano, que cursa do ápice da bexiga até o umbigo.

O ligamento umbilical medial é um remanescente do úraco - um canal que conecta a bexiga ao umbigo durante o desenvolvimento fetal. Localizadas em cada lado da prega umbilical mediana, nós encontramos as pregas umbilicais mediais. As pregas umbilicais mediais são um par de cristas elevadas de peritônio parietal que recobrem os ligamentos umbilicais mediais.

Os ligamentos umbilicais mediais são os remanescentes das artérias umbilicais fetais. Movendo lateralmente nós encontramos as pregas umbilicais laterais. As pregas umbilicais laterais são um par de cristas elevadas de peritônio parietal que recobre os vasos epigástricos inferiores.

Eu vou te mostrar estes vasos agora antes de nós continuarmos falando sobre as vísceras relacionadas ao mesentério. Aqui nós podemos ver a artéria epigástrica inferior, que é um ramo da artéria ilíaca externa. Este vaso supre a parede abdominal anterior.

Acompanhando a artéria epigástrica inferior existe uma veia epigástrica inferior. A veia epigástrica inferior se origina da veia epigástrica superior e drena para a veia ilíaca externa. Este vaso drena a parede abdominal anterior.

Agora que nós estamos familiarizados com os omentos e os ligamentos associados aos mesentérios, vamos continuar e falar sobre os órgãos ou
Vísceras. Nós vamos começar com o intestino delgado. O intestino delgado pode ser dividido em três partes. O duodeno, o jejuno e o íleo.

Na videoaula de hoje nós vamos focar nas partes associadas ao mesentério próprio, o jejuno e o íleo. Primeiro nós vamos olhar para o jejuno. O jejuno é o segmento médio do intestino delgado, entre o duodeno e o íleo. Aqui nós podemos ver somente o início do jejuno.

Vamos mudar a nossa imagem, de forma que possamos ver o jejuno suspenso de seu mesentério, na cavidade abdominal. O jejuno possui um papel importante na digestão, e suas funções incluem absorção de água e nutrientes.

Seu suprimento sanguíneo é dado pelas artérias jejunais, e sua drenagem venosa através das veias jejunais. A inervação simpática do jejuno é dada pelos nervos do plexo celíaco e do plexo mesentérico superior.

A inervação parassimpática é suprida pelo nervo vago. A linfa do jejuno drena para os linfonodos mesentéricos superiores. Lembre-se que estes vasos e nervos são transmitidos para e a partir do jejuno através do mesentério próprio.

Em seguida nós vamos falar sobre o íleo, que é a porção terminal do intestino delgado. O íleo é uma continuação do jejuno, e termina na válvula ileocecal, que o separa do ceco. Aqui nós podemos ver apenas o final do íleo. Vamos trocar a nossa imagem novamente para podermos ver o íleo suspenso por seu mesentério.

O íleo funciona para absorver os sais biliares, a vitamina B12 e quaisquer outros nutrientes que ainda não tenham sido absorvidos. Seu suprimento sanguíneo é dado pelas artérias ileais, e sua drenagem venosa se dá através das veias ileais.

Como o jejuno, sua inervação simpática é levada pelos nervos do plexo celíaco e o plexo mesentérico superior, enquanto sua inervação parassimpática é dada pelo nervo vago. A linfa do íleo drena para os linfonodos mesentéricos superiores.

Da mesma forma que o jejuno, estes vasos e nervos são transmitidos para e a partir do íleo através do mesentério próprio. Agora que nós olhamos para o intestino delgado desta perspectiva, vamos continuar para o intestino grosso.

O intestino grosso pode ser dividido em oito partes - o ceco, o cólon ascendente, a flexura cólica direita, o cólon transverso, a flexura cólica esquerda, o cólon descendente, o cólon sigmoide e o reto.

Vou te apresentar cada uma destas partes mas eu vou dar mais detalhes nas seções relacionadas aos mesentérios, o cólon transverso e o cólon sigmoide. Como eu mencionei anteriormente, o intestino grosso começa com a válvula ileocecal.

A primeira parte do intestino grosso é o ceco, que é um pedaço logo abaixo da válvula ileocecal. O apêndice é um tubo em fundo cego em forma de dedo conectado ao ceco.

A próxima parte é o cólon ascendente, que começa imediatamente após o ceco e cursa superiormente para a flexura cólica direita. A flexura cólica direita também é conhecida como flexura hepática, por causa de sua proximidade com o fígado.

A flexura cólica direita encontra-se entre o cólon ascendente e o cólon transverso. A próxima parte do intestino grosso é o cólon transverso, que é suspenso a partir da parede abdominal posterior pelo mesocólon transverso.

O cólon transverso recebe alimento digerido do intestino delgado, a partir do qual ele reabsorve água e eletrólitos para formar as fezes. Seu suprimento sanguíneo é dado pelas artérias cólicas direita, média e esquerda, e seu sangue venoso drena através da veia cólica média.

O cólon transverso é inervado pelos nervos do plexo mesentérico superior e do plexo mesentérico inferior. A linfa do cólon transverso drena para os linfonodos mesentéricos superiores. Estes vasos e nervos são transmitidos para e a partir do cólon transverso através do mesocólon transverso.

O cólon transverso cursa através do abdome para a outra flexura cólica - a flexura cólica esquerda. Ela também é conhecida como flexura esplênica, devido, como você deve ter imaginado, a sua proximidade com o baço.

A flexura cólica esquerda encontra-se entre o cólon transverso e o cólon descendente. A próxima parte do intestino grosso é o cólon descendente. Ele está localizado no lado esquerdo do abdome, e cursa diretamente inferiormente ao cólon sigmoide.

O cólon sigmoide, que nós podemos ver agora destacado em verde é suspenso a partir da parede abdominal posterior pelo mesocólon sigmoide. O cólon sigmoide transporta fezes do cólon descendente para o reto.

Ele também é responsável pela absorção de água e nutrientes. Seu suprimento sanguíneo é dado pelas artérias sigmoides, e seu sangue venoso drena através das veias sigmoides. O cólon sigmoide é inervado pelos nervos do plexo mesentérico inferior. A linfa do cólon sigmoide drena para os linfonodos mesentéricos inferiores. Estes vasos e nervos são transmitidos para e a partir do cólon sigmoide através do mesocólon sigmoide.

A última parte do intestino grosso é o reto. Quando o reto perfura o assoalho pélvico ele se torna o canal anal. Antes de continuarmos para as nossas notas clínicas, eu gostaria só de mostrar algumas características gerais do intestino grosso.

Aqui nós temos as tênias cólicas, destacadas em verde, que são bandas espessadas de músculo longitudinal. Nesta imagem, nós podemos ver também as haustrações, que são as saculações do cólon, bem como os apêndices epiploicos.

Estas três características podem ser utilizadas para ajudar na distinção entre o intestino delgado e o intestino grosso. Agora que nós estamos familiarizados com o mesentério e as estruturas relacionadas, vamos começar com a clínica.

Nas notas clínicas de hoje nós vamos falar sobre a isquemia mesentérica, que ocorre quando o fluxo sanguíneo para o intestino delgado é restrito. Ela ocorre como resultado de artérias estreitadas ou obstruídas, e pode levar a necrose do intestino delgado.

Existem dois tipos de isquemia mesentérica - isquemia mesentérica aguda e isquemia crônica. A isquemia mesentérica aguda é mais comumente causada por um êmbolo, e exige cirurgia de emergência.

A cirurgia envolve a excisão de qualquer alça necrótica e revascularização da alça por remoção do embolismo. Quando o suprimento sanguíneo para o intestino delgado se deteriora com o tempo, isso é chamado de isquemia mesentérica crônica.

Isquemia mesentérica crônica geralmente é um resultado de doença aterosclerótica, e a abordagem desta condição reflete este fato.

Os pacientes recebem antiagregantes plaquetários e uma estatina, juntamente com orientações e suporte relacionado a modificações no estilo de vida. Tais medidas são tomadas para ajudar a estabilizar quaisquer placas. Em casos severos, cirurgia, como a colocação de stents pode ser necessária.

Então, antes de finalizarmos a nossa videoaula, vamos rever brevemente o que nós aprendemos hoje. Primeiro nós estabelecemos o que é o mesentério ao estudar o peritônio, que pode ser subdividido em peritônio parietal e peritônio visceral.

O peritônio parietal reveste as paredes da cavidade abdominal, e o peritônio visceral cobre a maior parte das vísceras abdominais. Uma vez que nós estabelecemos que os mesentérios são derivados do peritônio, nós então falamos sobre cada um, incluindo o mesentério próprio, que está associado ao jejuno e o íleo, o mesocólon transverso, que está associado ao cólon transverso, o mesocólon sigmoide, que está associado ao cólon sigmoide e o mesoapêndice, que se relaciona ao apêndice vermiforme.

Nós então continuamos falando sobre algumas relações do mesentério, começando com o omento maior e o omento menor. Nós então estudamos os ligamentos peritoneais, incluindo a prega umbilical mediana, que se sobrepõe ao ligamento umbilical mediano, a prega umbilical medial, que se sobrepõe ao ligamento umbilical medial e a prega umbilical lateral, que se sobrepõe à artéria epigástrica inferior e à veia epigástrica inferior.

Em seguida nós discutimos os órgãos ou vísceras relacionadas aos mesentérios. Nós começamos com o intestino delgado, focando especificamente no jejuno e no íleo, em seguida olhamos para o intestino grosso, que pode ser dividido no ceco, cólon ascendente, flexura cólica direita, cólon transverso, flexura cólica esquerda, cólon descendente, cólon sigmoide e reto.

Quando o reto perfura o assoalho pélvico ele se torna o canal anal. Nós também olhamos para algumas características gerais do intestino grosso, como as tênias cólicas.

Por último, nós concluímos a nossa videoaula com algumas notas clínicas sobre a isquemia mesentérica. Então isso nos trás ao final de nossa videoaula sobre o mesentério.

Eu espero que você tenha gostado. Obrigado por assistir, e nos vemos na próxima!

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