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Ossos do crânio

Este vídeo tem legendas em Português

Principais ossos da cabeça.

Fantástico!
A sua primeira videoaula. Continue para o teste abaixo para solidificar o seu conhecimento.

Destaques

Transcrição

Olá a todos! Aqui é a Nicole, do Kenhub, e nesta videoaula nós vamos ver os ossos do crânio. Nesta videoaula nós vamos ver principalmente estas duas imagens do crânio - uma visão frontal à esquerda e uma visão lateral esquerda à direita. O crânio é constituído por muitos ossos. Genericamente eles podem ser divididos em duas categorias - os ossos do neurocrânio e os ossos do viscerocrânio.

O neurocrânio - algumas vezes chamado de calota craniana - forma o revestimento ósseo ao redor do cérebro. Nós podemos ver o neurocrânio destacado nas nossas imagens com vistas frontal e lateral do crânio. O neurocrânio por sua vez é constituído por duas partes - a calvária, que consiste nos ossos frontal, parietal e occipital e é considerada seu teto, e o basicrânio, ou base do crânio, que é constituído pelo frontal, etmoide, o par de esfenoides, o par de ossos temporais e o osso occipital, e pode ser dividido em três partes - as partes anterior, média e posterior. A base do crânio é considerada o assoalho do neurocrânio.

O viscerocrânio, que nós também podemos ver nas nossas visões frontal e lateral do crânio, é o esqueleto facial. Esta é a parte do crânio que forma a estrutura da face. Os ossos que a constituem são aqueles do aspecto anterior do crânio, que formam a boca, nariz e parte das órbitas. Nesta videoaula nós vamos primeiro ver os ossos do neurocrânio, e depois continuar para o viscerocrânio. Mas antes de começarmos, vamos dar uma olhada em como os ossos do crânio se articulam.

Quase todos os ossos do crânio são conectados por suturas, que podem ser definidas como articulações imóveis entre dois ossos cranianos. As suturas fazem parte das sinartroses, um grupo de articulações também conhecidas como imóveis, compostas de matrizes de tecido conectivo chamado fibras de Sharpey. Durante a infância as suturas cranianas são mais móveis, permitindo que o cérebro e a cabeça cresçam. Conforme nós envelhecemos, entretanto, as suturas se tornam cada vez mais ossificadas. Há várias suturas no crânio, mas para o neurocrânio existem quatro que são importantes de se lembrar - a sutura sagital ao longo da linha média da calvária, a sutura coronal anteriormente, a sutura lambdoide posteriormente e a sutura escamosa, que é pareada e bilateral. Para as outras articulações do crânio, observe que cada sutura é nomeada de acordo com as estruturas envolvidas.

Agora que nós acabamos de discutir as suturas, vamos dar uma olhada nos ossos do neurocrânio.

O neurocrânio é formado por oito ossos - quatro ossos únicos (ímpares) ao longo da linha média: o osso frontal, o osso etmoide, o osso esfenoide e o osso occipital; bem como dois pares de ossos bilaterais: os ossos temporais e os ossos parietais. Vamos começar falando sobre os ossos ímpares.

O osso frontal é encontrado no aspecto ântero-superior do crânio, e é considerado o centro da fronte. Ele é constituído por três partes - a parte escamosa, que é a parte mais larga do osso e envolve a área da fronte; a parte orbital, que constitui uma grande parte da parede superior da cavidade orbitária, e finalmente a parte nasal, que nós não podemos ver nesta imagem, mas que se encontra atrás da maxila para formar a parte mais superior do septo nasal.

O osso frontal possui três funções principais - proteger o cérebro, dar forma ao crânio e fornecer um local de origem para vários músculos cranianos. Anteriormente ao osso esfenoide encontra-se o osso etmoide. Ele contribui para a parte anterior da base do crânio e separa o cérebro da cavidade nasal. Observe que o osso etmoide também é considerado parte do viscerocrânio. Isso porque ele contribui para a órbita, a cavidade nasal e o septo nasal. Note que nós estamos somente fazendo anotações sobre o osso etmoide por enquanto, já que vamos dar uma olhada no etmoide daqui a pouco.

O osso esfenoide forma uma pequena parte da fossa temporal. Entretanto, como você pode ver de um ponto de vista superior do crânio, em uma secção transversa, você pode ver que ele também consiste no terço médio da base do crânio. O osso esfenoide pode ser dividido em quatro partes - o corpo, que é a o aspecto mais central do osso, as asas menores, que formam o canal óptico, as asas maiores, que se articulam com os ossos temporais no aspecto lateral do crânio, e proximalmente às asas maiores estão os processos pterigoides, de onde os músculos pterigoides se originam, e que nós podemos ver destacado nesta vista inferior do crânio.

O último osso ímpar do neurocrânio é o osso occipital. O osso occipital é um osso não pareado que recobre a parte de trás da cabeça e constitui uma grande porção da parte basilar do neurocrânio.

O osso occipital é o único osso do crânio que se articula com a coluna vertebral cervical. Você deve também se lembrar que o osso occipital se articula com os ossos parietais na sutura lambdoide. O osso parietal pode ser dividido em quatro partes - a parte basilar, que você pode ver nesta secção sagital da parte inferior do crânio e a parte superior da coluna, como esta secção verde de formato quadrilateral, localizada logo anterior ao forame magno, que é a maior abertura, através da qual cursa a medula espinhal; duas partes condilares, que nesta vista da base do crânio nós podemos observar em cada lado do forame magno, e que são as protuberâncias que se articulam com a primeira vértebra, na parte superior da coluna; e a parte escamosa, que é o resto do osso, destacado em verde. Todas as quatro partes do osso occipital são distribuídas ao redor de uma grande abertura na base, conhecida como forame magno, que nós mencionamos antes e que você pode ver destacado em verde bem aqui. Várias estruturas passam através desta abertura, incluindo o tronco encefálico, o ramo espinhal do nervo acessório, as artérias espinhais anterior e posterior, a artéria vertebral e a veia espinhal.

Agora que nós vimos os ossos únicos do neurocrânio, vamos ver os ossos pareados.

Os ossos temporais são um par de ossos do neurocrânio. Detalhando os ossos temporais um pouco mais nós podemos ver que eles possuem duas partes - uma parte escamosa, contribuindo para a fossa temporal, na qual o músculo temporal se insere e uma parte petrosa, que contribui para a base do crânio.

Continuando com a nossa imagem do osso temporal nós podemos ver que cada osso temporal possui quatro componentes notáveis - o processo mastoide e o processo estiloide, que são ambos origem para numerosos músculos, e o processo zigomático, contribuindo para o osso zigomático, que nós vamos discutir no viscerocrânio. Observe ainda que o osso temporal fica na região da orelha. A abertura aqui é chamada de parte timpânica do osso temporal, e contribui para o meato acústico externo. Entretanto nós não vamos conversar sobre a orelha nesta videoaula.

De cada lado do neurocrânio há um osso conhecido como osso parietal, que se articula com o mesmo osso do lado oposto ao longo da sutura sagital, na linha média da calvária. Os ossos parietais também formam articulações com - o osso frontal anteriormente através da sutura coronal, os ossos temporais lateralmente através da sutura escamosa, o osso esfenoide através da sutura esfenoparietal e com o osso occipital posteriormente através da sutura lambdoide.

Agora que nós acabamos de falar sobre o neurocrânio, vamos continuar para o viscerocrânio.

O viscerocrânio é o esqueleto da face. Ele consiste em quinze ossos - três ossos únicos ao longo da linha média do osso etmoide, que como nós mencionamos anteriormente contribuem para o neurocrânio e para o viscerocrânio, o vômer e a mandíbula, além de seis ossos pareados bilaterais: os ossos nasais, a maxila, a concha nasal inferior, os ossos zigomáticos, os ossos lacrimais e os ossos palatinos.

Vamos começar com os ossos ímpares.

A placa perpendicular do osso etmoide forma a parte superior do septo nasal ósseo, que divide a cavidade nasal em direita e esquerda. É importante observar que em um esqueleto, a cavidade nasal começa na abertura nasal anterior. O vômer, que é o fino osso trapezoidal nesta imagem, forma as partes inferior e posterior do septo nasal; e nesta imagem nós podemos ver o septo nasal aparecendo como uma linha a partir do centro da abertura nasal anterior. A mandíbula é a base da arcada dentária inferior. Ela possui um formato de ferradura, e é simétrica. Suas partes são o corpo, os ramos, os processos condilares, o processo coronoide e os processos alveolares, que abrigam os dentes inferiores. A mandíbula é única por ser o único osso do crânio que não se articula com os ossos adjacentes através de sutura, porque ela é a parte móvel da boca. Ela entretanto se articula com os ossos temporais através da articulação temporomandibular ou ATM, que é uma articulação sinovial em dobradiça modificada.

Agora que nós acabamos de falar sobre os ossos ímpares do viscerocrânio, vamos falar sobre os ossos pareados do viscerocrânio.

Os ossos nasais são um par de ossos que formam a ponte nasal. Os ossos nasais se articulam com o osso frontal superiormente e com a maxila lateralmente. Eles também se articulam posteriormente com a placa perpendicular do etmoide, que está destacada nesta imagem em verde, e você pode ver a placa perpendicular se articulando com o osso nasal, que fica anteriormente, bem aqui. O par de ossos maxilares formam a maxila, que é imóvel, ou arcada dentária superior, já que ela abriga a dentição superior. O corpo de cada maxila possui quatro partes principais, nomeadas de acordo com o osso que se articula - o processo frontal, o processo zigomático, a superfície orbitária e o processo palatino, mostrado de uma vista inferior, observando-se o teto da boca. As muitas articulações da maxila significam que ela contribui não só para a formação da arcada dentária, mas também para a formação da órbita medial e inferior, da cavidade nasal e do palato.

No interior da cavidade nasal existem três pares de conchas nasais. Elas são projeções de ossos finamente enrolados que humidificam, aquecem, filtram e direcionam o ar que nós respiramos. A concha nasal superior, que não é visível da abertura nasal anterior, e a concha nasal média, que pode ser visualizada logo inferiormente aos ossos nasais são projeções do osso etmoide, e são consideradas parte do neurocrânio. Entretanto, as concha nasais inferiores não se projetam do osso etmoide, mas são consideradas ossos faciais separados. Elas são tipicamente as conchas mais visíveis através da abertura nasal anterior.

Continuando para as outras paredes da órbita, como você pode ver nesta imagem, os limites inferior e lateral da órbita são formados pelo par de ossos zigomáticos. Lembre-se que as bordas superiores das órbitas são formadas por osso frontal, que é parte do neurocrânio. Os ossos zigomáticos se protruem lateralmente, formando eminências popularmente conhecidas como "maçãs do rosto". Cada osso zigomático possui três partes, que são nomeadas de acordo com o osso com o qual eles se articulam - o processo frontal, o processo temporal e a parte maxilar, que não é um processo verdadeiro, mas se refere mais à parte do osso que se comunica com o osso maxilar aqui. Os ossos lacrimais são os menores e mais frágeis ossos da face. Como você pode ver, eles estão localizados na parede medial da órbita.

Os ossos lacrimais contêm o forame dos ductos nasolacrimais, também conhecidos como ductos lacrimais. Os ossos palatinos ficam posteriormente ao processo palatino dos ossos maxilares e possuem o formato da letra "L" que é um pouco difícil de apreciar nesta imagem. Com sorte você será capaz de identificá-lo nas seguintes imagens. O osso palatino é formado por três partes - uma placa horizontal, que você pode ver bem aqui na secção sagital e também nesta vista inferior da base do crânio. Observe que juntamente com o processo palatino da maxila eles formam os ossos do palato duro; uma placa perpendicular, e é importante notar que a placa perpendicular exclui a placa horizontal bem aqui; e um processo piramidal, que não está visível nestas imagens. Localizado entre o osso esfenoide e a maxila, o osso palatino ajuda a formar parte da cavidade nasal e do palato duro.

Isso é tudo que temos tempo para ver hoje. Obrigada por assistir.

Agora que você completou esta videoaula é hora de continuar a sua experiência de aprendizagem testando-se e também aplicando o seu conhecimento. Há três formas de fazer isto no Kenhub. A primeira é clicar no nosso botão "Faça o teste", a segunda é navegar através da nossa biblioteca de artigos relacionados, e a terceira é conferir o nosso atlas. Agora, boa sorte e eu vejo você na próxima.

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