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Nervos cranianos

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Generalidades sobre os 12 nervos cranianos.

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Transcrição

Dá uma olhada nesse hambúrguer suculento. Não parece delicioso? Comer algo tão gostoso assim envolve vários processos.

Primeiro, você fixa seu olhar nele, depois você começa a sentir o cheiro do bacon crocante, do queijo cremoso e pronto! Minha boca está salivando. Depois, você aperta seus dentes nesta delícia e prova seu primeiro pedaço de paraíso. Antes de você se dar conta, ele já foi mastigado, engolido e começa a ser digerido pelo seu estômago. Crucial para cada passo dessa deliciosa experiência é um grupo de interessantes e complexos nervos conhecidos como nervos cranianos.

Fique por aí para aprender sobre suas funções aqui no nosso vídeo introdutório dos nervos cranianos. Antes de começarmos, gostaria de te mostrar um breve resumo sobre o que vamos conversar neste tutorial.

Pois bem, nós temos doze nervos cranianos que são estruturas pareadas e fazem parte do sistema nervoso periférico ou SNP. Todos, exceto o décimo primeiro nervo craniano, se originam do cérebro e passam através de vários forames e fissuras na cavidade craniana. E é por isso que eles são conhecidos como nervos cranianos.

Na nossa imagem, você pode ver uma vista inferior ou ventral do cérebro com os nervos cranianos, sobre os quais vamos falar, em amarelo. Os nervos cranianos são constituídos de fibras motoras, fibras sensoriais ou ambas.

Então hoje, vamos colorir nossas fibras motoras de azul e nossas fibras sensoriais em vermelho. Os nervos cranianos podem ser identificados pelos seus nomes e também por números romanos - de um a doze, vamos dar uma olhada neles rapidamente agora.

Então, temos o nervo olfatório, o nervo óptico, o nervo oculomotor, o nervo troclear, o nervo trigeminal, o nervo abducente, o nervo facial, o nervo vestibulococlear, o nervo glossofaríngeo, o nervo vago, o nervo acessório e, finalmente, o nervo hipoglosso.

No tutorial de hoje vamos virar mestres de todos os doze nervos, aprendendo sobre a sua anatomia básica e suas funções. Entretanto, se você quiser aprender cada detalhe sobre cada nervo craniano, não se esqueça que temos uma série incrível de vídeos dedicados a cada um dos nervos cranianos que você pode afundar seus dentes.

Então, sem perder tempo, vamos direto para o nosso tour. O primeiro nervo craniano que vamos ver é o nervo olfatório e ele pode ser abreviado em NC I. O nervo olfatório carrega fibras sensoriais especiais para o sentido do olfato e, é claro, ele é o nervo que permite que você sinta o odor daquele hambúrguer delicioso. Não deixe de notar que nervos sensoriais transmitem informações da periferia para o cérebro e que eles são conhecidos como nervos aferentes.

Antes de continuarmos, vou dar algumas informações básicas sobre o curso anatômico deste nervo que começa com fibras nervosas especializadas localizadas na mucosa olfatória. E estas fibras entram na cavidade craniana através da lâmina cribriforme do osso etmoide e chega até o bulbo olfatório, que é o local de origem do trato olfatório.

Os impulsos nervosos passam então através da estria olfatória até as áreas olfatórias do cérebro. O próximo nervo craniano que podemos ver aqui destacado em verde é o nervo óptico ou NC II.

O nervo óptico carrega fibras sensoriais especiais para a visão e transmite especificamente impulsos visuais da retina do olho até o córtex visual do cérebro. Quanto ao trajeto deste nervo, ele se origina dos neurônios bipolares da retina e deixa a órbita para entrar na cavidade craniana através do canal óptico. Os dois nervos ópticos correm posteromedialmente no Crânio, chegando ao quiasma óptico onde o nervo óptico cruza parcialmente e, você deve notar que quando falamos sobre o nervo óptico, estamos nos referindo à parte do trajeto óptico entre o olho e o quiasma óptico.

E se você se lembrar da nossa lista, o terceiro nervo craniano é o nervo oculomotor ou NC III. E fidedigno ao seu nome, este nervo fornece inervação motora para vários músculos extraoculares, o músculo levantador da pálpebra superior, o músculo oblíquo inferior, o músculo reto superior, o músculo reto inferior e o músculo reto medial.

O levantador da pálpebra superior tem como função elevar a pálpebra superior, enquanto o resto destes músculos estão envolvidos na movimentação do olho. O nervo oculomotor também fornece inervação parassimpática para o músculo esfíncter da íris e para o músculo ciliar e o músculo esfíncter da íris
é responsável pela constrição da pupila e o músculo ciliar muda o formato do cristalino do olho.

Neste caso, lembre-se que as fibras do nervo oculomotor também transmitem informação do cérebro para a periferia e é por isso que ele é classificado como um nervo eferente. Ao contrário dos dois primeiros nervos cranianos, o nervo oculomotor se origina do mesencéfalo, que é a parte superior do tronco encefálico e ele deixa a superfície anterior do mesencéfalo e sai da cavidade craniana pela fissura orbital superior para entrar na órbita. E as fibras do nervo oculomotor terminam nos músculos extraoculares do olho.

Depois, temos o nervo troclear ou NC IV e este nervo craniano fornece inervação motora somente para o músculo oblíquo superior, que é um músculo extraocular do olho e, como você pode ver na nossa imagem, o músculo oblíquo superior passa por uma polia e, a palavra para polia em latim é “tróclea” e é daí que este nervo craniano ganhou seu nome. Quanto ao seu trajeto anatômico, o nervo troclear se origina do mesencéfalo e sai da superfície posterior do tronco encefálico. Depois ele passa anteriormente para entrar na órbita via fissura orbital superior, terminando no músculo oblíquo superior e note que este é o único nervo craniano que se origina da face posterior do tronco encefálico.

Bom, agora vamos “roubar” um pouquinho e pular o quinto par craniano, mas não se preocupe, nós vamos voltar nele. No momento, vamos focar no nosso sexto par craninao, que é o nervo abducente ou NC VI. O nervo abducente também está envolvido com os músculos extraoculares do olho. Especificamente, ele fornece inervação motora para o músculo reto lateral e o seu nome vem do fato que o músculo que ele inerva abduz o olho, o que significa que ele afasta o olho da sua linha média em direção lateral. O nervo abducente se origina da ponte, que é a porção central do tronco encefálico e ele sai da cavidade craniana para entrar na órbita através da fissura orbital superior, como você pode ver aqui. E as fibras do nervo abducente terminam no músculo reto lateral.

Então lembre-se que o nervo oculomotor, o nervo troclear e o nervo abducente, que são os terceiro, quarto e sexto pares de nervos cranianos, são todos responsáveis pela movimentação dos olhos. OK, agora vamos voltar ao nervo que pulamos, que é o nervo trigeminal ou quinto par craniano.

Bem, o nervo trigeminal é um nervo misto, o que quer dizer que ele carrega informações tanto sensoriais quanto motoras e, para ser mais específico, o nervo trigeminal é o nervo sensorial primário da face e do couro cabeludo anterior e o nervo motor para os músculos da mastigação e outros pequenos músculos. O termo trigeminal vem da palavra latina “trigeminus”, que quer dizer triplo, o que é mais do que adequado, considerando que as fibras sensoriais do nervo trigêmio se dividem em três nervos terminais - o nervo oftálmico, o nervo maxilar e o nervo mandibular.

O nervo oftálmico fornece inervação sensorial para a metade anterior do couro cabeludo, conteúdo orbitário, pálpebra superior, cavidade nasal, dorso do nariz e seio frontal, para listar algumas estruturas. O nervo maxilar transmite informação sensorial da pálpebra inferior, lateral do nariz, cavidade nasal, nasofarínge, bochecha, lábio superior e dentes superiores ou maxilares. E, finalmente, nós temos o nervo mandibular que inerva estruturas encontradas na região inferior da face como o lábio inferior, os dois terços anteriores da língua, os dentes inferiores ou mandibulares e a mandíbula. Ele também supre a parte anterior do ouvido externo, região temporal e parte do meato acústico externo.

Beleza, agora está na hora de falarmos sobre a parte motora, que você pode ver aqui destacada em verde. Essas fibras fornecem inervação motora para os músculos da mastigação, que são o temporal, o masseter e os músculos pterigóideos medial e lateral. Então, as fibras motoras do nervo trigêmeo permitem que você mastigue comidas deliciosas e elas também inervam os músculos milo-hióideo, ventre anterior do digástrico, tensor do tímpano e tensor do véu palatino.

Vamos agora dar uma olhada no trajeto anatômico do nervo trigêmeo. Bem, ele sai da face anterolateral da ponte como um grande ramo sensorial e um pequeno ramo motor e o ramo sensorial se espande nesta estrutura que você pode visualizar aqui, que é o gânglio trigeminal. Surgindo da borda anterior do gânglio trigeminal, estão as três divisões terminais do nervo trigeminal - o nervo oftálmico, o nervo maxilar e o nervo mandibular.

E o nervo oftálmico deixa a cavidade craniana via fissura orbital superior, enquanto o nervo maxilar deixa o crânio via forame redondo e o nervo mandibular o faz via forame oval. O pequeno ramo motor trigeminal se junta ao nervo mandibular distalmente ao gânglio trigeminal e, por isso, o nervo mandibular é a única divisão do nervo trigêmeo que tem um componente motor.

Então, depois, nós temos o nervo facial, que pode ser abreviado em sétimo par craniano e este é um nervo misto, o qual podemos ver aqui, destacado em verde. Como você pode ver, ele fornece inervação motora para os músculos da expressão facial, como o orbicular e os zigomáticos maior e menor. Estes músculos se contraem para fazer você sorrir ou franzir as sobrancelhas e permitem que você expresse todos os tipos de emoções, de surpresa a medo.

E o nervo facial também fornece inervação motora para o ventre posterior do músculo digástrico, bem como para os músculos estapédio e estilo-hióideo. Ele também fornece inervação parassimpática para as glândulas salivares submandibular e sublingual, glândulas lacrimal e glândulas mucosas das cavidades nasal e oral. E as fibras parassimpáticas estimulam a atividade secretório-motora destas glândulas e elas surgem no nervo intermediário, que é parte do nervo facial.

O sétimo par craniano também carrega fibras sensoriais especiais dos dois terços anteriores da língua para o cérebro e, finalmente, ele transmite informação sensorial de parte do meato acústico externo e partes profundas do ouvido. O curso anatômico deste nervo craniano é bem complexo e nós vamos explorá-lo com mais detalhes no seu próprio tutorial, porém, se nós olharmos nossa imagem, podemos ver que o nervo facial deixa o tronco encefálico pela face anterior da ponte. Depois ele sai so crânio através do forame estilomastoideo para inervar os músculos da expressão facial.

OK, então está na hora de falarmos sobre o nervo vestibulococlear ou NC VIII. Bem, este nervo transporta fibras sensoriais especiais para a audição e equilíbrio e ele pode ser dividido em dois componentes - a parte coclear e a parte vestibular. A parte coclear inerva a coclea e transmite informação sensorial auditiva para o cérebro, enquanto a parte vestibular inerva o sistema vestibular e transmite informação sobre o equilíbrio para o cérebro. Então vamos dar uma olhada mais de perto na anatomia deste nervo craniano.

O nervo vestibulococlear é formado pela união do nervo vestibular e do nervo coclear e ele entra na cavidade craniana via meato acústuco interno e termina na superfície lateral da ponte. Vamos continuar para estudar o nervo glossofaríngeo ou nono par craniano, que é um nervo misto. Este nervo transmite informação sensorial do corpo e seio carotídeo, terço posterior da língua, tonsilas palatinas, orofaringe, pele do meato acústico externo e membrana timpânica.

O nervo glossofaríngeo também transporta fibras sensoriais gustativas do terço posterior da língua para o cérebro e lembre-se que os dois terços anteriores da língua são supridos pelo nervo facial. Além disso, ele fornece inervação parassimpática para a glândula salivar parótida. Finalmente, o nono par craniano fornece inervação motora para o músculo estilofaringeo, que forma parte da musculatura faríngea.

Quanto ao trajeto do nervo glossofaríngeo, ele emerge da superfície anterolateral do bulbo, que é a porção inferior do tronco encefálico e deixa a cavidade craniana via forame jugular e suas fibras terminam na estrutura que você pode ver nesta imagem. O próximo par craniano sobre o qual vamos conversar é um bem famoso, o nervo vago.

Pois bem, o nervo vago é o mais amplamente distribuído entre todos os nervos cranianos e, curiosamente, “vagus” significa errante em latim. O nervo vago é um nervo misto, o que significa que ele consiste tanto de fibras nervosas motoras quanto sensoriais. Ele fornece informação sensorial para várias estruturas incluindo o coração, os pulmões, o palato, a faringe, a laringe, a traqueia, os brônquios e o ouvido externo. E o nervo vago também carrega fibras sensoriais especiais gustativas da região da epiglote e da faringe até o cérebro. Além disso, este nervo fornece inervação parassimpática para os músculos lisos e glândulas encontradas na faringe, laringe, órgãos do tórax, canal alimentar e intestino e lembre-se que a inervação parassimpática geralmente resulta no que é comumente conhecido como resposta de repouso e digestão, o que significa que ele reduz um pouco nossos batimentos cardíacos e mantém nosso estômago e intestino delgado ocupados digerindo nosso recém apreciado hambúrguer.

Finalmente, o décimo par craniano fornece inervação motora para o palatoglosso, que é um músculo da língua, assim como para os músculos
do palato mole, da faringe e da laringe e, sendo assim, ele nos ajuda na fala e na deglutição. Como o nervo glossofaríngeo, o nervo vago se origina do bulbo e deixa a cavidade craniana via forame jugular. Ele tem o maior trajeto anatômico de todos os nervos cranianos e se estende da cabeça até o abdome.

Beleza, está na hora do nosso penúltimo nervo craniano, que é o nervo acessório, também chamado de nervo acessório espinhal. Este nervo fornece inervação para os músculos esternocleidomastoideo e trapézio. Quanto ao trajeto do nervo acessório, suas fibras se originam da medula espinhal e sobem para entrar na cavidade craniana através do forame magno. O nervo acessório continua então ao longo do crânio e se exterioriza da cavidade craniana pelo forame jugular. E quanto ele sai pelo forame jugular, ele desce até o pescoço e inerva esses dois músculos que já mencionamos - o esternocleidomastoideo e o trapézio.

E finalmente, vamos falar sobre o décimo segundo par craniano, que é o nervo hipoglosso. Como seu nome sugere, hipo - significa abaixo e glossus - significa língua, o nervo hipoglosso fornece inervação motora para os músculos intrínsecos e extrínsecos da língua, com exceção do músculo palatoglosso, que é inervado pelo nervo vago. O nervo hipoglosso deixa a superfície anterior do bulbo e sai da cavidade craniana através do canal do hipoglosso e, como podemos ver aqui, depois ele vai inervar a maior parte dos músculos da língua.

OK, então agora chegou a aquela hora do tutorial em que eu normalmente falo sobre algumas notas clínicas relacionadas com as estruturas que aprendermos, porém hoje, vamos fazer um pouquinho diferente. Nós vamos falar sobre o décimo terceiro nervo craniano. Sim, você ouviu certo - o décimo terceiro.

Existe um membro desta família que é comumente esquecido. O nervo terminal, também conhecido como nervo zero ou nervo craniano N está localizado medial ao nervo olfatório e deixa o crânio via lâmina cribriforme. E este nervo parece existir em todos os vertebrados e isso inclui os humanos. Entretanto, devido a sua natureza extremamente fina e delicada, o nervo terminal é frequentemente destruído durante o processo de dissecação e, por isso, tem sido muito negligenciado como um nervo craniano. Mas, o que este misterioso nervo faz? Bem, acredite ou não, o nervo terminal parece ter um papel nos comportamentos reprodutivos especificamente relacionados à recepção e reconhecimento de ferormônios.

Sabe, ferormônios são sinais químicos envolvidos na atração sexual e seleção de parceiros, além de melhorar o humor e aumentar o foco do receptor. Eles promovem a síntese de hormônios na nossa glândula pituitária, conhecidos como gonadotrofinas, que regulam a produção e secreção dos hormônios sexuais - a testosterona e o estrógeno. E estes hormônios é que comandam os comportamentos sexuais, controlando a biologia da nossa reprodução.

Então nosso décimo terceiro nervo craniano pode ser a chave de como selecionamos nosso parceiro romântico. OK, então antes de deixarmos você ir, vamos resumir o que nós aprendemos hoje usando um mnemônico. Existem vários mnemônicos para os nervos cranianos, então tente achar um que funcione para você, mas o que vamos te mostrar hoje é o seguinte: “O Objeto de Ouro Tinha Teias de Aranha Fazendo a Vassoura Girar Varrendo o Armário Horripilante”.

Agora, vamos analisá-lo. O primeiro O é para o nervo olfatório, o O de objeto é para o nervo óptico e o O de ouro é para o nervo oculomotor. O T de tinha é para o nervo troclear e o T de teias é para o nervo trigêmeo. O A de aranha é para o abducente, o F de fazendo, para o facial, o V de vassoura para o vestibulococlear, o G de girar, para o glossofaríngeo, o V de varrendo é para o nervo vago e o A de armário para o acessório. Finalmente, o H de horripilante é para o nervo hipoglosso. OK, isso nos leva ao final do nosso tutorial introdutório aos nervos cranianos.

Espero que tenha gostado. Obrigada por assistir. Bons estudos.

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