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Ossos da órbita

Este vídeo tem legendas em Português

Ossos e estruturas ósseas da órbita.

Fantástico!
A sua primeira videoaula. Continue para o teste abaixo para solidificar o seu conhecimento.

Destaques

Transcrição

A maioria de nós já assistiu algum filme sobre piratas em algum momento em nossas vidas. Você sabe o que eu quero dizer. Navios piratas grandes e velhos, com enormes velas e personagens interessantes com nomes interessantes e, é claro, a clássica bandeira pirata, exibindo um crânio branco com órbitas vazias, algumas vezes cobertas por um tampão.

Você provavelmente já percebeu que esta apresentação não é sobre piratas, mas sobre aquelas assustadoras órbitas do crânio, e apesar de elas serem apresentadas de maneira tão simplificada nos filmes, estas formações ósseas na verdade possuem uma arquitetura complexa.

Por exemplo, você sabia que a órbita na verdade é formada por sete diferentes ossos? Estes ossos formam uma caverna algo delicada que deve acomodar o globo ocular juntamente com os músculos, nervos e vasos sanguíneos que o acompanham. Você deve estar pensando, “Meu Deus! Isso parece complicado.”

Mas não se preocupe, esta videoaula vai se provar um tesouro anatômico se você ficar comigo enquanto nós exploramos os ossos da órbita. Então como você deve ter percebido, a videoaula de hoje é sobre as cavidades orbitárias - um par de cavidades incompletas cercada de tecidos moles que formam o olho.

Como muitas outras cavidades ósseas, a função da cavidade orbitária é fornecer um ambiente estável e protegido para o globo ocular e as suas estruturas adjacentes. Para te dar uma visão geral sobre o que nós vamos discutir hoje, nós vamos começar identificando rapidamente os ossos individuais que formam a cavidade orbitária, juntamente com alguns pontos de conexão entre eles.

Em seguida eu vou levá-los através de cada osso individual em detalhes, discutindo as suas partes específicas, características e superfícies que contribuem para as paredes da órbita. Nós vamos ver ainda as aberturas ou passagens na cavidade orbitária conhecidas como forames e fissuras, que permitem a passagem de nervos e vasos sanguíneos.

Por fim eu vou terminar levando o nosso conhecimento da cavidade orbitária para um olhar de sua anatomia sob uma perspectiva mais clínica. Então vamos começar a nossa videoaula de hoje primeiro identificando os ossos cranianos que contribuem com a cavidade orbitária.

Começando no topo, ou no aspecto superior, a órbita é formada pelo osso frontal, apropriadamente nomeado pela palavra em latim “frons”, que significa “fronte”.

Movendo no sentido horário nós encontramos a maxila, que contribui com boa parte do esqueleto facial anterior, bem como com a parte inferomedial da órbita. Em seguida nós vamos destacar o osso zigomático, que dá formato à região malar e forma muito da parte inferolateral da órbita.

Estes três ossos em conjunto contribuem com boa parte da cavidade orbitária anterior, formando o que é conhecido como a margem orbitária ou borda da cavidade orbitária. Se nós continuarmos mais para o interior da órbita, nós vamos encontrar vários outros ossos que também contribuem para formar as suas paredes.

O osso esfenoide, visto aqui ao longo da parede posterior da órbita. Nós temos também um número de ossos menores que contribuem para superfícies internas da órbita. Estes são o osso palatino, o osso lacrimal e o osso etmoide.

Como eu mencionei nós vamos ver cada um destes ossos em muito mais detalhes, especialmente as partes que contribuem para a cavidade orbitária. Então não vamos perder tempo, e vamos começar com o nosso primeiro osso - o osso frontal.

Nós já dissemos que o osso frontal é um grande osso da fronte com formato de cúpula, mas, é claro, isso não é tudo que há para saber sobre ele. Já que estamos focados na órbita, nós vamos concentrar a nossa atenção na parte mais inferior do osso frontal, que é apropriadamente conhecida como parte orbitária ou horizontal.

Se nós pegarmos um corte sagital do osso frontal nós podemos ter uma imagem melhor desta parte do osso. A maioria da parte orbitária do osso frontal contribui com o que é conhecido como placa orbitária.

Trata-se de uma prateleira óssea horizontal que separa o lobo frontal do cérebro da órbita. Sua superfície superior contribui com o assoalho da fossa craniana anterior. Ela é chamada de superfície orbitária, e forma a superfície superior ou teto da cavidade orbitária.

Então quando nós olhamos de uma perspectiva anterior, mais uma vez, nós agora sabemos que a parte específica do osso frontal que forma o teto da órbita é a sua superfície orbitária.

Continuando no osso frontal, deixe-me apontar algumas outras estruturas dele antes de nós continuarmos.

A primeira é o processo zigomático, que é esta extensão inferolateral do osso frontal, visto aqui em verde. E fazendo jus ao seu nome, esta parte do osso
frontal é a parte que se articula com o osso zigomático, que nós vamos ver mais de perto em alguns momentos.

Continuando medialmente nós temos o que é conhecido como margem supraorbital, que marca o limite superior da órbita. A margem supraorbital é perfurada por um pequeno orifício chamado forame supraorbital, que transmite os vasos e o nervo supraorbitais conforme eles passam superiormente para a fronte.

Eu devo mencionar que o forame supraorbital algumas vezes é incompleto, ou seja, se parece mais com uma incisura na margem supraorbital do que um orifício ou forame definido. Então isto é tudo o que nós precisamos saber sobre o osso frontal por enquanto.

Bem, nós vamos continuar no sentido horário ao redor da órbita para ver o nosso próximo osso, a maxila. A maxila é um osso bilateral ou pareado, que forma boa parte do esqueleto facial anterior e possui várias funções, como sustentar as raízes dos dentes maxilares, formar o palato duro e a abertura nasal, além de contribuir para o assoalho e a parte inferomedial da órbita, como você pode ver na ilustração.

A parte superior da maxila apresenta dois processos. O primeiro deles é o processo frontal, que é uma projeção óssea proeminente se estendendo superiormente e posteriormente a partir da maxila, pela lateral do nariz.

Ele forma a margem lateral da ponte do nariz, onde sua margem medial se articula com o osso nasal. Sua borda superior se articula com o osso frontal, daí o seu nome, e esta articulação é conhecida especificamente como sutura frontomaxilar.

Posteriormente, o processo frontal da maxila se articula com o osso lacrimal, que nós vamos ver mais tarde. Como você pode ver nesta ilustração, a margem lateral do processo frontal forma a borda inferomedial da margem da órbita.

O aspecto anterolateral do processo frontal é marcado por uma crista bem definida, que é conhecida como crista lacrimal anterior. Esta forma a borda lateral da fossa lacrimal, que abriga o saco lacrimal.

Se você olhar para o processo frontal de uma perspectiva leteral, você vai ver uma pequena indentação chamada de incisura lacrimal, onde o osso lacrimal se encaixa no processo frontal.

Se nós continuarmos no sentido horário ao redor da margem infraorbital você vai ver uma pequena abertura na superfície anterior da maxila, conhecida como forame infraorbital. Ele dá passagem para o nervo infraorbital - um ramo do nervo maxilar - além dos vasos sanguíneos infraorbitais.

Voltando a nossa atenção para o interior da cavidade orbitária nós podemos ver a superfície orbitária da maxila, que contribui de maneira significativa para o assoalho da órbita, além de agir como teto do seio maxilar, localizado no interior da maxila.

A parte posterior do assoalho da órbita é definida por uma pequena depressão que é conhecida como sulco infraorbital, que dá passagem para os vasos e nervo infraorbitais.

O sulco infraorbital continua no assoalho da órbita como canal infraorbital antes de terminar na superfície anterior ou facial da maxila como o forame infraorbital, que nós já discutimos.

Vamos continuar agora para o nosso próximo osso - o osso zigomático. Também conhecido como zigoma, o osso zigomático está localizado na parte superior e lateral da face, lateral à maxila, e forma a proeminência malar da parede lateral e assoalho da órbita, e partes das fossas temporal e infratemporal.

Como você pode ver, ele completa a margem da órbita entre os ossos frontal e maxilar. Ele se articula com a maxila através da sutura zigomaticomaxilar, e com o osso frontal através da sutura frontozigomática.

Se você seguir com o seu dedo ao longo da margem lateral da órbita você deve ser capaz de sentir uma pequena elevação que é conhecida como tubérculo orbital, que serve um como ponto de inserção para vários tecidos moles da órbita.

Dentro da cavidade orbitária nós podemos ver o osso zigomático também contribuindo com o assoalho e a parede lateral da órbita, e de forma semelhante aos dois ossos que nós vimos anteriormente a superfície do osso zigomático é conhecida como sua superfície orbitária.

E com isso você pode agora ver que nós acabamos de explorar os ossos que formam a parte anterior da órbita. Vamos voltar a nossa atenção agora para a parede posterior da órbita, e dar uma olhada nos muitos ossos que se juntam para formá-la. O primeiro deles é o osso esfenoide.

O osso esfenoide é um osso grande e irregular que contribui para as cavidades orbitária e craniana. Seu formato lembra vagamente uma borboleta, ou um morcego com as suas asas abertas, e, como você pode ver na ilustração, ele possui vários processos e características que dão a sua forma incomum.

É claro, nós só vamos nos preocupar com as partes do osso que contribuem especificamente com a parede orbitária, e se nós observarmos o osso esfenoide em sua localização, nós vamos ver exatamente quais partes se relacionam à cavidade orbitária.

Nossa primeira área de interesse é a asa maior do osso esfenoide, que você pode ver agora destacada em verde em ambas as nossas ilustrações, ou, mais especificamente, as superfícies orbitárias do osso esfenoide. Se nós prestarmos atenção novamente ao osso esfenoide em sua localização, nós podemos ver a asa maior formando uma grande parte da parede posterior
da órbita.

A outra parte do osso esfenoide que nós precisamos observar localiza-se ligeiramente superior às asas maiores. Nós estamos falando das asas menores do osso esfenoide. Estas também contribuem para a parede posterior da órbita, entretanto menos que as asas maiores.

Uma referência anatômica importante próxima à asa menor é o canal óptico, que você pode ver agora aqui, ântero-inferior à asa menor. O canal óptico oferece passagem ao nervo óptico, além da artéria oftálmica, conforme eles fazem seu trajeto em direção ao globo ocular.

Alguns dos músculos oculares extrínsecos também possuem suas origens próximas a este ponto. Ligeiramente lateral ao canal óptico você pode ver uma abertura ou fenda relativamente grande, entre a superfície orbitária das asas menor e maior do osso esfenoide. Esta abertura é conhecida como fissura orbitária superior.

Ela dá passagem a um número de estruturas anatômicas importantes, como as divisões superior e inferior do nervo oculomotor, o nervo troclear, alguns ramos do nervo oftálmico, o nervo abducente, bem como as veias oftálmicas superior e inferior.

Bem, se nós temos uma fissura orbitária superior isso provavelmente quer dizer que nós também temos uma fissura orbitária inferior, que é esta fenda ou abertura destacada agora em verde. Ela é formada em grande parte pela abertura encontrada entre a asa maior do osso esfenoide e a superfície orbitária da maxila. Ela também transmite várias estruturas, como o ramo zigomático do nervo maxilar, o nervo infraorbital e a artéria e a veia infraorbitais, esta última ramo da veia oftálmica inferior. Então nós falamos sobre os maiores contribuintes ósseos das paredes da cavidade orbitária, entretanto, vamos rapidamente conferir alguns dos ossos menores que preenchem os espaços na órbita.

O primeiro deles é este osso aqui, o osso etmoide, e nós estamos olhando especificamente para o que é conhecido como placa orbitária do osso etmoide. O osso etmoide fica localizado centralmente no crânio, e como o osso esfenoide ele contribui com a parede medial das órbitas direita e esquerda.

Ele é limitado superiormente pelo osso frontal, e é aqui que você vai encontrar outros dois pequenos forames que atravessam a parede da órbita. Estes são os forames etmoidais anterior e posterior, e, como os outros forames e fissuras que nós vimos até agora, estes também transmitem estruturas neurovasculares da cavidade craniana.

Neste caso nós estamos falando dos nervos etmoidais anterior e posterior. Logo inferior à placa orbitária do osso etmoide você irá ver outro pequeno pedaço de osso encontrado na órbita posterior. E você está olhando para o processo orbital do osso palatino.

Esta é a parte mais superior da parte vertical do osso palatino, e como nós já vimos, é limitada superiormente pelo osso etmoide, inferiormente pela superfície orbitária da maxila e posteriormente pela fissura orbitária inferior. E isso nos trás ao último osso desta videoaula, que é o osso lacrimal.

O osso lacrimal é um osso pareado ou bilateral, que contribui com a parede medial da órbita. E como você pode ver nesta ilustração, sua superfície orbitária é relativamente pequena e possui um formato algo retangular.

Ele apresenta um importante marco anatômico do nosso interesse, que é este aqui, a crista lacrimal posterior. A crista lacrimal posterior forma o limite posterior da fossa lacrimal, que nós mencionamos mais cedo quando discutimos a maxila.

E isso é tudo! Nós exploramos e discutimos cada um dos ossos cranianos que coletivamente formam a órbita. Eu espero que você ainda esteja comigo, por que nós vamos aplicar o nosso conhecimento da cavidade orbitária em um cenário clínico.

Já que nós estivemos conversando sobre os ossos da órbita, você provavelmente não vai ficar surpreso que a nossa correlação clínica de hoje esteja relacionada a uma fratura da cavidade orbitária, especificamente conhecida como fratura orbitária em explosão.

Este é o tipo mais comum de fratura da órbita, e é mais frequentemente causado como resultado de um trauma no esqueleto facial - que dá uma dica sobre o motivo de ser mais prevalente entre homens jovens.

A fratura orbitária em explosão é vista mais frequentemente nas paredes inferior ou medial da órbita. No caso de fratura da parede orbitária inferior, a gordura orbitária vai se insinuar para o interior do seio maxilar subjacente, e pode ser acompanhada de prolapso do músculo reto inferior.

As fraturas da parede medial demonstram uma patologia semelhante, com a gordura orbitária e o músculo reto medial se insinuando para as células aéreas etmoidais.

Clinicamente a condição se apresenta com redução da acuidade visual no olho afetado, equimose e edema periorbitários, disfunção pupilar, dor, desalinhamento ocular e um degrau percebido à palpação da margem orbitária inferior.

As fraturas orbitárias em explosão podem ser diagnosticadas utilizando radiografias simples, entretanto, uma tomografia computadorizada é a modalidade de escolha se for possível, já que ela permite não somente a avaliação da lesão relacionada, mas também hemorragia intra-orbitária, lesão ou rotura do globo ocular, a condição dos músculos oculares extrínsecos e da gordura orbitária herniada.

De maneira geral o tratamento das fraturas orbitárias tende a ser conservador, com cirurgia ou reconstrução reservada para os casos mais sérios, onde existe risco de lesão de estruturas oculares. Quando a cirurgia é necessária ela é frequentemente adiada para permitir uma melhor avaliação do dano, uma vez que o edema inicial tenha se resolvido.

E isso é tudo! Nós chegamos ao fim da nossa videoaula sobre os ossos da órbita. Vamos finalizar com um resumo do que nós falamos hoje.

Nós começamos com a parede superior ou teto da cavidade orbitária, onde nós discutimos o osso frontal - o grande osso da nossa fronte. Nós identificamos um número de partes relevantes e referências anatômicas do osso frontal que são relevantes à órbita, que incluem a superfície orbitária do osso frontal, a margem orbitária superior, o processo zigomático, que se articula com o osso zigomático na sutura frontozigomática, e finalmente o forame ou incisura supraorbital, que dá passagem aos vasos e nervos supraorbitais.

Nós continuamos então para a maxila, que contribui com as margens medial e inferior da órbita, além da parte medial do assoalho da órbita. Mais uma vez nós vimos algumas referências anatômicas importantes deste osso que contribuem com a órbita, como o processo frontal da maxila, que se articula com o osso frontal na sutura frontomaxilar; a crista lacrimal anterior, um marco do processo frontal; a margem orbitária inferomedial e a superfície orbitária da maxila, que é o mais proeminente marco aqui, conhecido como sulco infraorbital.

Este fornece passagem ao canal infraorbital, que cursa através da maxila antes de se abrir aqui no forame infraorbital. O nosso próximo osso foi o osso zigomático, outro osso bilateral do esqueleto facial.

Ele contribui de maneira importante para a parte inferolateral da órbita através da margem orbitária inferolateral e da superfície orbitária. Depois de ver estes três ossos anteriores da órbita, nós voltamos a nossa atenção em direção aos ossos que constituem as paredes posterior e medial da órbita, começando com o osso esfenoide.

Aqui nós identificamos a asa maior do osso esfenoide; especificamente sua superfície orbitária, que contribui com a parede posterior da órbita. Logo superior à asa maior fica a asa menor, que também pode ser vista parcialmente na parede orbitária posterior, e quando nós discutimos a asa maior do osso esfenoide nós identificamos duas fendas ou fissuras conhecidas como fissuras orbitárias superior e inferior, encontradas ao longo das margens superior e inferior da asa maior.

Em seguida vimos o osso etmoide, outro osso localizado centralmente que contribui com ambas as órbitas através de suas placas orbitárias, que são encontradas nas superfícies laterais do osso.

Nós finalizamos com dois ossos menores, que são o osso palatino, um osso pareado bilateral, cujos processos orbitários contribuem com uma pequena parte da parede orbitária, e finalmente o osso lacrimal, outro osso bilateral, que é definido em parte por uma grande crista na sua superfície anterior - a crista lacrimal posterior.

Finalmente nós vimos as fraturas orbitárias em explosão, na nossa seção de nota clínica. E é isto. Tudo pronto. Eu espero que você tenha aproveitado e divertido os seus olhos na sua cavidade orbitária. Por favor ajude a divulgar as maravilhosas videoaulas do Kenhub, e até a próxima, bons estudos!

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