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“Eu diria honestamente que o Kenhub diminuiu o meu tempo de estudo para metade.” – Leia mais. Kim Bengochea Kim Bengochea, Universidade de Regis, Denver

Epiglote

A epiglote é um retalho cartilaginoso no pescoço que recobre a abertura laríngea durante a deglutição.

Basicamente, a epiglote cobre a abertura laríngea no processo de deglutição, de modo a evitar que a comida entre na laringe.

A disfunção da epiglote resulta em disfagia perigosa e pode causar pneumonia por aspiração.

Neste artigo, vamos discutir o desenvolvimento, vascularização, inervação, drenagem linfática e funções da epiglote.

Fatos Importantes
Anatomia Desenvolve-se a partir do quarto arco faríngeo
Retalho de fibrocartilagem em forma de folha
Protege a abertura laríngea na deglutição
Fixa-se, a partir de: ligamento tireoepiglótico, pregas epiglóticas medianas, pregas epiglóticas laterais, pregas ariepiglóticas
Suprimento sensitivo: ramo laríngeo interno do nervo laríngeo superior 
Vascularização: artéria laríngea superior
Drenagem venosa: veias laríngeas superiores e inferiores
Drenagem linfática: linfonodos cervicais profundos
Histologia Face lingual é recoberta por epitélio escamoso (pavimentoso) estratificado não queratinizado
Face laríngea é recoberta por epitélio respiratório
Clínica Epiglotite, Cisto laríngeo, Invasão do espaço pré-epiglótico por carcinomas

Anatomia

A epiglote desenvolve-se a partir do quarto arco faríngeo. Torna-se visível durante o desenvolvimento às 5 semanas de gestação.

A epiglote é um retalho de fibrocartilagem em forma de folha, coberto por mucosa na sua face lingual, e tem como função proteger a abertura laríngea na deglutição. Isto evita que os alimentos passem para a laringe.

Para relembrar a anatomia da laringe, dê uma olhada nos materiais de estudo abaixo:

A cartilagem tem origem numa base semelhante a um tronco. A epiglote fixa-se, a partir da face dorsal da cartilagem tireoide (via ligamento tireoepiglótico), à língua (através das pregas epiglóticas medianas), à faringe (através das pregas epiglóticas laterais), e os seus lados estão fixos às cartilagens aritenoides por pregas ariepiglóticas. A parte inferior da face anterior tem um ligamento hioepiglótico, que a liga ao osso hioide. A epiglote projeta-se em sentido superior e dorsal, com uma direção oblíqua.

A epiglote permanece vertical durante a respiração e, portanto, permite que o ar seja exalado e inalado pelos pulmões. O espaço entre a raiz da língua, anteriormente, e a face lingual da epiglote, posteriormente, é chamado de valécula epiglótica e está presente em cada lado das pregas medianas. A epiglote tem algumas papilas gustativas que são inervadas pelas fibras do nervo vago a partir do gânglio inferior.

A epiglote é uma estrutura fundamental para a proteção do trato respiratório. Faça uma revisão deste sistema e aprofunde os seus conhecimentos com a nossa apostila de exercícios sobre o sistema respiratório!

Histologia

A epiglote tem uma face lingual e uma face laríngea. A primeira é consistente com a orofaringe posteriormente, e é recoberta por epitélio escamoso (pavimentoso) estratificado não queratinizado. Este epitélio também recobre a extremidade da face laríngea que, ocasionalmente, entra em contacto com o bolo alimentar. A face laríngea é recoberta por epitélio respiratório, que consiste de epitélio pseudoestratificado ciliado com células caliciformes (que secretam muco) e, portanto, é consistente com o restante epitélio laríngeo. Esta face forma a parede anterior do vestíbulo laríngeo. Existe um espaço pré-epiglótico entre a face lingual da epiglote e a membrana tireo-hioidea, que contém tecido adiposo.

Durante a deglutição, o osso hioide eleva-se, o que faz com que a epiglote se mova dorsalmente para cobrir a abertura laríngea. Isto é conseguido graças a três músculos: os músculos ariepiglóticos, tireoaritenoides e tireoepiglóticos.

A epiglote é uma das três grandes cartilagens laríngeas não pares, sendo as outras duas a cartilagem tireoide, em forma de livro, e as cartilagens cricoides, em forma de anel de sinete. A incisura tireoidea forma a proeminência laríngea, também conhecida como maçã de Adão.

Existem também três cartilagens pares, isto é, as aritenoides, as corniculadas e as cuneiformes. As três cartilagens pares são intrínsecas à própria laringe e responsáveis ​​pela fonação. As cartilagens aritenoides estão ligadas aos ligamentos vocais e têm forma piramidal. As suas faces anteriores dão origem a uma projeção cartilaginosa chamada de processo (apófise) vocal. Isto dá origem aos músculos cricoaritenoides, que correm dentro dos bordos superiores dos limites laterais da membrana quadrangular (cobre a abertura laríngea lateralmente na deglutição). As pequenas cartilagens corniculadas repousam sobre os ápices das cartilagens aritenoides, e encontram-se na parte posterior das pregas ariepiglóticas. As cartilagens cuneiformes situam-se anteriormente às cartilagens corniculadas, na substância das próprias pregas ariepiglóticas, e podem ser vistas como elevações esbranquiçadas. O osso hioide não faz parte da laringe, mas dá origem a vários músculos que auxiliam no movimento da laringe.

Vascularização e inervação

Os nervos laríngeos recorrentes entram na laringe através do sulco entre a traqueia e o esôfago. Estes nervos inervam os músculos da laringe (exceto o cricotireoide). O suprimento sensitivo da epiglote provém do ramo laríngeo interno do nervo laríngeo superior (ramo do nervo vago)

A epiglote obtém a sua vascularização a partir da artéria laríngea superior, que é um ramo da artéria tireoidea superior (um ramo da artéria carótida externa). Esta entra na laringe passando por uma abertura da membrana tireo-hioidea. A drenagem linfática da epiglote ocorre ao longo da artéria laríngea superior, que drena para os linfonodos (gânglios) cervicais profundos. A drenagem venosa ocorre através das veias laríngeas superiores e inferiores, que seguem o mesmo percurso das artérias e drenam para a veia jugular interna e veia braquiocefálica esquerda, respetivamente.

Sumário

  • A epiglote é uma cartilagem em forma de folha que recobre a abertura laríngea durante a deglutição.
  • A inervação sensorial provém do ramo laríngeo interno do nervo laríngeo superior, e a inervação motora provém do nervo vago.
  • A vascularização ocorre pelas artérias laríngeas superiores.
  • A drenagem linfática segue a artéria laríngea superior até os linfonodos (gânglios) cervicais profundos.

Agora que você já estudou sobre a anatomia da epiglote, que tal aprofundar os seus conhecimentos? Aprenda ainda mais e memorize o conteúdo com a ajuda dos nossos testes sobre as estruturas da laringe.

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