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Lobo temporal

O córtex de cada hemisfério cerebral é formado por cinco lobos: os lobos frontal, parietal, temporal, occipital e a ínsula. Alguns autores consideram ainda a presença de um lobo adicional, chamado de lobo límbico, incluindo estruturas relacionadas ao processamento da memória e das emoções, mas para fins deste artigo vamos considerar apenas os cinco lobos cerebrais mencionados anteriormente.

O lobo temporal é o segundo maior lobo do cérebro - ficando atrás apenas do lobo frontal - e possui cerca de 20% do volume do neocórtex. Esse lobo ocupa grande parte da fossa média do crânio, e seu nome deriva da sua proximidade com o osso temporal. O lobo temporal contém as áreas corticais que processam a audição, bem como os aspectos sensoriais da fala e da memória.

Neste artigo nós vamos explorar a anatomia do lobo temporal, com ênfase nos sulcos e giros e nas suas funções.

Informações importantes sobre o lobo temporal
Localização Fossa média do crânio, subjacente ao osso temporal
Giros Superfície lateral: giros temporais superior, médio e inferior

Superfície inferior: giro temporal inferior e giro occipitotemporal lateral (giro fusiforme)

Superfície medial: giro occipitotemporal medial (formado pelos giros lingual do lobo occipital e parahipocampal), hipocampo, corpo amigdaloide
Sulcos Superfície lateral: sulcos temporais superior e inferior

Superfícies inferior e medial:
sulco occipitotemporal, sulco colateral
Áreas corticais e funções Área auditiva primária (A1): área 41 de Brodmann
Área auditiva secundária (A2):
área 42 de Brodmann
Área de associação auditiva:
área 22 de Brodmann
Área de Wernicke:
porção posterior da área 22 no hemisfério dominante (compreensão da linguagem)
Estruturas da superfície medial
: processamento e integração do olfato, memória e emoções
Conteúdo
  1. Localização e limites
  2. Giros e sulcos
    1. Superfície lateral do lobo temporal
    2. Superfície inferior do lobo temporal
    3. Superfície medial do lobo temporal
  3. Função
    1. Áreas auditivas
    2. Área de Wernicke
    3. Processamento do olfato, da memória e das emoções
    4. Outras áreas do lobo temporal
  4. Vascularização
  5. Afasia de Wernicke
  6. Referências
+ Mostrar todo

Para se familiarizar com a anatomia do lobo temporal é interessante conhecer melhor as superfícies do cérebro. Nas videoaulas abaixo você vai aprender de forma rápida e eficiente sobre as superfícies lateral e medial do cérebro.

Localização e limites

O lobo temporal é visível nas superfícies lateral, medial e inferior do hemisfério cerebral. Na superfície lateral, ele é limitado superiormente pela fissura lateral (também conhecida como fissura de Sylvius) e se estende até a superfície inferior do cérebro. Posteriormente, o lobo temporal se estende até uma linha imaginária que cursa entre a extremidade superior do sulco parieto-occipital e a incisura pré-occipital. Nas superfícies inferior e medial, o limite posterior do lobo temporal é uma linha imaginária que se estende da incisura pré-occipital até o esplênio do corpo caloso. Medialmente, o lobo temporal se estende até a borda medial do tentório cerebelar.

Giros e sulcos

Superfície lateral do lobo temporal

A superfície lateral do lobo temporal é formada por três giros paralelos: os giros temporais superior (que contém a área 22 de Brodmann), o médio (área 21 de Brodmann) e o inferior (área 20 de Brodmann), separados pelos sulcos temporais superior e inferior. O polo temporal corresponde à extremidade anterior do lobo temporal.

O sulco temporal superior separa os giros temporais superior e médio. Ele se inicia próximo ao polo temporal e segue posteriormente e um pouco superiormente, paralelo à fissura lateral. Ele termina se curvando superiormente, no lobo parietal, onde é limitado pelo giro angular. O sulco temporal inferior separa os giros temporais médio e inferior. Ele é paralelo ao sulco superior, e sua extremidade posterior também se estende até o lobo parietal. Ao longo da sua margem superior, o giro temporal superior é contínuo com os giros temporais transversos, conhecidos em conjunto como giro de Heschl, (áreas 41 e 42 de Brodmann), que ocupa parte do assoalho da fissura lateral.

Se você quiser saber mais sobre as áreas de Brodmann e sobre as estruturas vistas de uma perspectiva lateral do encéfalo, confira as unidades de estudo abaixo.

Superfície inferior do lobo temporal

O giro temporal inferior se estende à superfície inferior do lobo temporal. Posteriormente e medialmente, ele é separado do giro occipitotemporal lateral (também chamado de giro fusiforme) pelo sulco occipitotemporal. O sulco colateral separa o giro fusiforme do giro occipitotemporal medial, e também é um ponto de referência para a divisão entre as superfícies inferior e medial do lobo temporal.

A anatomia da superfície inferior do lobo temporal pode ser bastante confusa para quem está começando. Aproveite esse momento para reforçar os conhecimentos que você acabou de adquirir e explore a base do encéfalo com nossa unidade de estudos a seguir:

Superfície medial do lobo temporal

O giro occipitotemporal medial forma a maior parte da superfície medial do lobo temporal. Assim como sua contraparte lateral, o aspecto posterior desse giro encontra-se no lobo occipital e sua parte mais anterior localiza-se no lobo temporal. Cada uma dessas partes recebe um nome específico: a parte occipital é chamada de giro lingual (que portanto não faz parte do lobo temporal), enquanto a parte temporal é chamada de giro parahipocampal. A extremidade mais anterior do giro parahipocampal também recebe um nome específico, sendo conhecida como uncus. Também é na superfície medial do lobo temporal que encontramos o hipocampo e o corpo amigdaloide.

O córtex das estruturas da superfície medial do lobo temporal é mais antigo (paleocórtex e arquicórtex), do ponto de vista evolutivo, em comparação com o restante desse lobo (neocórtex). Por isso, alguns autores consideram que essas estruturas fazem parte de um lobo à parte, denominado lobo límbico, que inclui também outras estruturas, como o giro do cíngulo e a área subcalosa.

Antes de continuar com as funções do lobo temporal, é importante testar seus conhecimentos para consolidar tudo que aprendeu.

Função

Áreas auditivas

O giro temporal transverso anterior (giro de Heschl - área 41 de Brodmann) contém a área auditiva primária (A1), e o giro temporal transverso posterior (área 42) é a área auditiva secundária (A2). Essas áreas são partes especializadas do córtex, responsáveis pela recepção da informação auditiva através das radiações auditivas do corpo geniculado medial.

No giro temporal superior também encontramos a área 22 de Brodmann, que contém o córtex de associação auditiva. Ela recebe estímulos da área auditiva primária e do tálamo, e é responsável pela interpretação de sons e pela associação dos estímulos auditivos com outras informações sensoriais.

Área de Wernicke

Na porção posterior da área 22 de Brodmann (parte posterior do giro temporal superior) do hemisfério dominante (normalmente o esquerdo) está a área de Wernicke. Essa área é importante para a compreensão da linguagem escrita e falada.

Processamento do olfato, da memória e das emoções

As estruturas da superfície medial do lobo temporal estão relacionadas ao sistema límbico, um conjunto anatômico que integra o processamento do olfato e da memória, e a percepção subjetiva das emoções e os comportamentos delas decorrentes.

Outras áreas do lobo temporal

O restante do lobo temporal, particularmente da sua superfície inferior, não contém o córtex associativo auditivo e está relacionado com o processamento de informações visuais.

Vascularização

A superfície lateral do lobo temporal é irrigada principalmente por ramos da artéria cerebral média, que por sua vez é o maior dos dois ramos terminais da artéria carótida interna. A superfície inferior do lobo temporal é nutrida por ramos da artéria cerebral posterior, que se origina do sistema vertebrobasilar.

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“Eu diria honestamente que o Kenhub diminuiu o meu tempo de estudo para metade.” – Leia mais. Kim Bengochea Kim Bengochea, Universidade de Regis, Denver

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