EN | DE | PT Contato Como estudar Entrar Cadastrar

Cadastre-se agora e obtenha sua cópia do guia definitivo de estudos de anatomia!

Plexo lombar

Esta videoaula de momento está apenas disponível em inglês.

O plexo lombar inerva a parede abdominal, a pelve e os membros inferiores.

Fantástico!
A sua primeira videoaula. Continue para o teste abaixo para solidificar o seu conhecimento.

Transcrição

O músculo cremaster, um músculo que cobre e suspende os testículos só existe no corpo humano masculino. A sua função é deprimir e elevar os testículos em reação a certos fatores fisiológicos. Por exemplo, quando um homem entra num ambiente com uma temperatura bastante baixa, o músculo cremaster contrai elevando os testículos para que recebam mais calor corporal.

Este músculo também contrai em resposta a situações de ‘luta ou fuga’. Por exemplo, quando um homem tem de lutar ou correr de uma ameaça, o músculo cremaster contrai, puxando os testículos para perto do corpo para os proteger. Curiosamente, o músculo cremaster também reage quando o aspeto medial da coxa é acariciado ou tocado causando o testículo do lado a ser retraído. Isto é conhecido como reflexo cremastérico.

A minha questão para você hoje é o que é que você acha que pode fazer com que isto ocorra e por que é que este reflexo pode ser importante para a prática
Clínica? Se você está curioso para descobrir a resposta a esta questão, por que não ficar comigo agora, porque a resposta está nos conteúdos que serão abordados nesta videoaula sobre o plexo lombar.

Mas, o que é que você vai realmente aprender com esta videoaula? Deixe-me dar-lhe uma visão geral rápida. Nós vamos começar por definir o que é exatamente o plexo lombar e o que é que ele faz. De seguida, iremos olhar para a sua origem na medula espinhal e quais os nervos que origina. Depois, vamos olhar para as estruturas inervadas por estes nervos e para o trajeto que percorrem até chegarem lá. Há muitas variações, por isso também as vamos discutir quando apropriado e, claro, iremos terminar com algumas notas clínicas relacionadas bem no final da videoaula.

O plexo lombar é um dos quatro plexus de nervos espinhais encontrados no corpo. Enquanto a parte lombar indica claramente a sua localização na região lombar, você pode estar a questionar-se o que é realmente um plexo nervoso. Imagine o plexo como um pequeno quadro ou rede de distribuição elétrica que recebe cabos ou fios os quais representam os nervos espinhais.

Ele reorganiza e combina as suas fibras em cabos que depois saem da rede para viajar para as suas áreas do corpo correspondentes. Mas, regressando ao plexo lombar. Ele é formado pelos - você adivinhou - nervos espinhais lombares. Para ser mais específico, ele é formado pelos ramos anteriores dos nervos espinhais L1 a L4. Caso você se tenha esquecido o que significa o termo ramos, deixe-me refrescar a sua memória rapidamente.

À medida que cada nervo espinhal deixa o canal Vertebral, divide-se em ramos anterior e posterior. O ramo posterior dos nervos espinhais geralmente inerva a pele e os músculos das costas enquanto o ramo anterior contribui para os plexos espinhais. A principal função do plexo lombar é inervar a parede abdominal inferior, alguns músculos da anca e da coxa e determinadas áreas da pele do membro inferior.

É importante referir que o nervo espinhal L5 geralmente não é considerado parte do plexo lombar e isto acontece, porque o nervo espinhal L5, juntamente com partes do nervo espinhal L4, forma uma estrutura denominada de tronco lombossagrado, que contribui para o plexo sagrado inferiormente.

Hoje, nós vamo-nos focar unicamente no plexo lombar, mas antes de o estudarmos detalhadamente, vamos ver de que é que estes nervos são constituídos. Então, você pode estar a questionar-se o que é que forma todos os nervos do plexo lombar.

Aqui nós temos uma secção transversal da coluna vertebral lombar e medula espinhal, e nós sabemos que as fibras sensitivas da raiz posterior dos nervos espinhais e as fibras motoras da raiz anterior em conjunto formam um nervo espinhal. Estas fibras são depois distribuídas em ramos posteriores que inervam a parede posterior do tronco e das nádegas e ramos anteriores que se distribuem para estruturas mais distais.

Como tal, os ramos anteriores são muito maiores que os ramos posteriores, já que eles inervam mais estruturas e regiões no corpo. Esta é uma imagem anterior do plexo lombar e se você olhar com atenção poderá reparar nas pequenas conexões entre os nervos espinhais e os gânglios da cadeia simpática.

Nesta ilustração há duas conexões ao nível de L1 e L2. Elas representam ramos comunicantes brancos transportando fibras simpáticas pré-ganglionares para os gânglios e só são encontrados ao nível de L1 e L2, e ramos comunicantes cinzentos transportando fibras pós-ganglionares dos gânglios para o corpo, que são encontrados em todos os níveis lombares. É por isso que nós vemos duas conexões entre os gânglios simpáticos e o nervo em L1 e L2, mas apenas uma em L3 e L4.

Em alguns indivíduos, os sorrateiros ramos comunicantes brancos também podem surgir ao nível de L3. Agora que nós sabemos de que é constituído o plexo e o que é que ele faz, vamos ver qual a sua localização. À medida que os ramos anteriores dos nervos espinhais de L1 a L4 se dirigem para longe da coluna vertebral, eles entram no músculo psoas maior e interligam-se para formar o plexo lombar.

Sim, você ouviu bem - o plexo lombar está grandemente contido num músculo. O plexo lombar dá vários nervos que abandonam o músculo psoas maior nos seus limites medial e lateral bem como na sua superfície anterior. Mas, quais são esses ramos? Eu vou usar esta imagem simplificada do plexo lombar, para que seja mais fácil de perceber como todos os nervos são formados.

Deixe-me, primeiro, dar-lhe uma rápida visão geral destes nervos e depois iremos olhar para cada um deles individualmente para ter uma melhor ideia da sua anatomia específica. Vamos começar aqui com a visão anterior do ramo do nervo espinhal L1 que dá origem a dois nervos - o nervo ílio-hipogástrico e o nervo ílio-inguinal.

O nervo ílio-hipogástrico também recebe contribuições do nervo subcostal, também conhecido como o ramo anterior do nervo espinhal T12, através de uma pequena ramificação chamada de nervo dorsolombar, ou simplesmente, ramo comunicante para o nervo ílio-hipogástrico. Depois, segue o nervo genitofemoral que é formado pelos nervos espinhais L1 e L2 enquanto as fibras de L2 e L3 dão origem ao nervo cutâneo lateral da coxa, também conhecido como nervo cutâneo femoral lateral.

Os ramos anteriores de L2, L3 e a maioria dos nervos espinhais L4 fazem algo um pouco incomum pois cada um deles se divide em divisões anterior e posterior. As divisões anteriores depois juntam-se para formar o nervo obturador e as divisões posteriores unem-se formando o nervo femoral.

Isto pode parecer um pouco complicado à primeira vista, mas tudo tem uma razão de ser se olharmos com mais atenção. Só há seis nervos principais originários neste plexo e eles formam um padrão simples que você pode já ter percebido.

Os dois nervos mais superiores originam-se a partir de apenas um nível vertebral lombar, os dois nervos abaixo deles originam-se a partir de dois níveis lombares, e claro, os dois nervos mais inferiores têm origem em três níveis vertebrais lombares.

Outra coisa que você também poderá reparar é que o nome dos nervos dão informações sobre os seus percursos ou sobre as estruturas que estes inervam. Vamos agora gastar algum tempo para analisar cada um destes nervos com maior pormenor. Iremos começar novamente com o nervo ílio-hipogástrico, que nós conhecemos brevemente há pouco tempo atrás.

É um dos dois ramos terminais do ramo anterior do nervo espinhal L1; contudo, acrescente nos seus apontamentos que ele também recebe fibras do ramo anterior do nervo espinhal T12, também conhecido como nervo subcostal, através do seu ramo comunicante visto aqui.

Mudando para uma ilustração diferente, vamos observar o percurso do nervo ílio-hipogástrico desde a sua origem no plexo lombar. Ele origina-se aqui com o nervo ílio-inguinal como um único tronco que dirige-se ântero-lateralmente paralelamente à crista ilíaca atravessando a superfície anterior do músculo quadrado lombar.

Ele depois separa-se do nervo ílio-inguinal perto do bordo lateral do músculo psoas maior e perfura o músculo transverso abdominal antes de continuar pela parede abdominal lateral entre os músculos transverso abdominal e oblíquo interno.

Dá origem a um ramo lateral cutâneo que inerva a pele postero-lateral da região glútea antes de perfurar o músculo oblíquo interno e se tornar mais superficial. À medida que ele se dirige para o aspeto anterior do abdómen, dá ramos motores para a musculatura abdominal bem como um ramo cutâneo anterior que perfura o músculo oblíquo externo inervando a pele da região suprapúbica.

Seguimos para o nervo ílio-inguinal, o pequeno parceiro do nervo ílio-hipogástrico que nós mencionamos anteriormente. Tal como o nervo ílio-hipogástrico, origina-se a partir do ramo anterior do nervo espinhal L1 e tem contribuições do nervo subcostal e deixa o plexo lombar através de um tronco comum com o nervo ílio-hipogástrico.

Depois de se ramificar, o nervo ílio-inguinal assume um percurso mais inferior ainda que aproximadamente paralelo ao nervo ílio-hipogástrico antes de passar mais obliquamente para a crista do osso ilíaco. Na extremidade anterior da crista ilíaca, o nervo ílio-inguinal perfura profundamente os músculos oblíquo interno e transverso abdominal dando ramos motores para entrar no canal inguinal.

A partir daqui, ele emerge para sair do canal inguinal através do anel inguinal superficial para inervar a pele do terço anterior do escroto e a raiz do pénis nos homens ou o terço anterior dos grandes lábios e a raiz do clitoris nas mulheres.

Uma curiosa pequena variação anatômica ocorre quando os dois nervos viajam como um tronco único tronco até à espinha ilíaca antero-superior. Lembra-se de eu ter dito que os nomes dos nervos do plexo lombar davam bastantes informações. Vamos então testar essas informações.

Se nós dividirmos a palavra ílio-hipogástrico, ficamos com os termos ‘ílio’ referente ao íleo, logicamente; ‘hipo’ que significa por baixo ou inferior; e ‘gástrico’ que, como seria de esperar, se refere ao estômago. Logo, não é surpreendente que ele inerva estruturas desde parede abdominal inferior até à crista ilíaca.

O nervo ílio-inguinal também viaja perto do íleo, daí, ‘íleo’, e passa através do canal ‘inguinal’. Se pensar bem, de facto a Anatomia não é nada complicada. Vamos agora continuar com o nosso próximo nervo. O nervo genitofemoral é formado por contribuições superiores e inferiores que se originam dos ramos anteriores dos nervos espinhais L1 e L2 respetivamente.

Uma vez formado, ele sai através da superfície anterior do músculo psoas maior perto do seu bordo medial e depois desce na superfície deste músculo por baixo do peritônio. Vamos seguir o percurso do nervo genitofemoral nesta nova ilustração e aqui você pode ver como é que o nervo termina descendo no psoas maior e mergulha por baixo do ureter.

O nervo divide-se depois em ramos genital e femoral lateralmente às artérias ilíacas comuns e externas mesmo aqui. Uma pequena variação - ele às vezes divide-se mais cedo e já emerge do psoas maior dividido em dois nervos separados. O ramo genital do nervo genitofemoral que você pode ver destacado nesta imagem está associado ao ramo anterior dos nervos espinhais L1 e L2 e viaja dentro do canal inguinal emergindo no anel inguinal superficial, acompanhando o cordão espermático nos homens ou o ligamento redondo do útero
nas mulheres.

Nos homens, ele fornece inervação motora ao músculo cremaster e inervação sensitiva à fáscia espermática, à túnica vaginal dos testículos, e à pele que reveste as regiões anterior do escroto e da virilha. Nas mulheres, ele fornece inervação sensitiva ao monte púbico e aos grandes lábios. O ramo femoral do nervo genitofemoral que está agora destacado na imagem é formado por fibras dos ramos anteriores dos nervos espinhais L1 e L2.

Ele desce por trás do ligamento inguinal, entra na bainha femoral e depois perfura a bainha femoral e a fáscia lata. O ramo femoral do nervo genitofemoral fornece inervação sensitiva à pele sobre a parte superior do triângulo femoral. Dica rápida: O nervo genitofemoral é provavelmente o nervo mais fácil de decorar porque o seu nome fornece-lhe literalmente as suas divisões e as áreas gerais para as quais os nervos femoral e genital se dirigem, portanto tudo o que você terá de aprender serão alguns pontos importantes ao longo do seu percurso e estará tudo sabido.

Certo, olhando mais uma vez para os nossos esquemas do plexo lombar, o nosso próximo nervo a analisar é o nervo cutâneo lateral da coxa, também conhecido como nervo cutâneo femoral lateral. Este ramo do plexo lombar é formado por fibras dos ramos anteriores dos segundos e terceiros nervos lombares.

Para ver melhor o percurso do nervo, nós vamos mudar para esta imagem aqui e você irá ver que o nervo deixa o músculo psoas maior no seu bordo lateral. Ele desce infero-lateralmente, cruzando obliquamente sobre o músculo ilíaco. Ele entra na coxa posteriormente ao ligamento inguinal, medialmente à espinha ilíaca antero-superior.

Aqui ele inerva maioritariamente a pele sobre a superfície antero-lateral da coxa inferiormente até ao joelho e pode também inervar a pele da região glútea. Certo, então, talvez eu estivesse enganada e este seja o nervo mais fácil de decorar. O nome diz-lhe literalmente que o nervo vai para a pele da parte lateral da coxa. E ainda há um pequeno bónus, a palavra lateral no nervo cutâneo lateral da coxa pode ajudá-lo a memorizar que ele emerge do bordo lateral do músculo psoas maior. Dois coelhos de uma cajadada só, ah?

Então nós estamos a trabalhar bem cada um dos nervos do plexo lombar. É tempo agora de abordar o penúltimo membro desta família, o nervo obturador. O nervo obturador é formado pelas divisões anteriores dos ramos anteriores dos nervos espinhais L2 a L4. Ele emerge do aspeto medial do músculo psoas maior e viaja inferiormente, cruzando o bordo pélvico na articulação sacroilíaca atrás dos vasos ilíacos comuns e entra na coxa através do forame obturador. Aqui ele inerva o peritônio parietal pélvico.

Depois de passar através do forame, o nervo divide-se em dois ramos, conhecidos como as suas divisões anterior e posterior. A divisão anterior providencia inervação motora aos músculos adutor curto, adutor longo, e grácil. Por vezes, ele dá alguns ramos para inervar o músculo pectíneo, a articulação da coxa e inervar sensitivamente a pele da coxa medialmente.

A divisão posterior fornece inervação motora ao obturador externo que pode ser visto aqui a partir do aspeto posterior e à parte adutora do músculo adutor magno. Ele também dá alguns ramos articulares pequenos para inervar a articulação do joelho. Eu deveria mencionar que, por vezes, o nervo obturador tem um pequeno amigo chamado de nervo obturador acessório e que recebe inervação a partir do ramo anterior dos nervos espinhais L3 e L4.

Ele viaja ântero-inferiormente para mergulhar por baixo do ligamento inguinal e dá três ramos - um inerva o músculo pectíneo, um a articulação da anca, e outro junta-se ou comunica com a divisão anterior do nervo obturador.
Então nós temos mais um nervo ‘relativamente’ fácil aqui e este viaja através do forame obturador e inerva os dois músculos obturadores. Lembre-se apenas de que ele tem divisões anterior e posterior e dos outros músculos que ele inerva e você estará preparado. Então nós vamos passar para a última divisão do plexo lombar.

O nervo femoral forma-se a partir das divisões posteriores dos ramos anteriores dos nervos espinhais de L2 a L4. E como você pode ver, é um nervo bastante grande. De facto, é o maior ramo do plexo lombar. Eu sei que pode ficar um pouco confuso com todas as divisões anteriores e posteriores. Mas se você levar o seu tempo e vir esta videoaula as vezes que precisar, irá perceber tudo perfeitamente.

Se você for uma pessoa mais visual, pode ser útil fazer uns pequenos desenhos à medida que avança na videoaula. Então o nervo femoral viaja dentro do músculo psoas maior e emerge no seu bordo inferolateral. À medida que desce, ele dá pequenos ramos para o músculo ilíaco. Ele depois viaja posteriormente ao ligamento inguinal. Nesta imagem aqui, você pode vê-lo viajando dentro do canal femoral lateralmente aos vasos femorais e aqui ele faz muitas coisas.

Bastante convenientemente, os ramos são basicamente nomeados de acordo com os músculos que inervam. Então, primeiramente, nós temos o nervo para o pectíneo
que é este músculo mesmo aqui, mal ele entra no canal femoral. Depois, tal como o nervo obturador, ele divide-se em divisões anterior e posterior.

A divisão anterior origina dois nervos para o músculo sartório que é o músculo em fita que cruza o aspeto anterior da coxa. Um destes nervos torna-se o nervo cutâneo femoral intermédio, também conhecido como nervo cutâneo femoral anterior. Ele fornece inervação sensitiva à fáscia lata e à pele que cobre a coxa anterior até ao joelho.

A divisão anterior também dá outro ramo cutâneo chamado nervo cutâneo femoral medial que inerva o aspeto medial da coxa. A divisão posterior forma bastantes ramos motores. E inerva todos os músculos que formam o quadricípite femoral. O quadricípite femoral é constituído pelo reto femoral bem no meio, pelo vasto lateral aqui mesmo, se removermos o reto femoral, podemos ver o vasto intermédio e o vasto medial.

Finalmente, ele origina um ramo muscular bem pequenino para o músculo articular do joelho e dois ramos articulares - um para a articulação
da anca e outro para a articulação do joelho. O único ramo cutâneo da divisão
posterior é chamado de nervo safeno e fornece inervação cutânea aos aspetos
anterior e medial do joelho e da perna.
É uma distância e tanto para inervar como tal não é surpreendente que o nervo safeno seja o nervo mais longo do corpo humano. Então, o nervo femoral não é tão fácil como os anteriores. Enquanto o seu nome sugere claramente que ele inerva as estruturas da coxa, é um nervo tão grande, com tantos ramos que pode ser útil gastar um pouco mais de tempo neste nervo, talvez até mesmo voltar a visualizar esta secção da videoaula.

E assim terminamos a nossa análise do plexo lombar. Mas antes de recapitularmos, vamos voltar ao reflexo cremastérico que vimos no início. Eu sei que você pensou que eu me tinha esquecido, não foi? Então, no início da nossa videoaula, nós vimos esta animação do músculo cremaster a contrair devido ao toque no aspeto medial da parte superior da coxa. Agora você vai poder descobrir o que acontece.

O reflexo cremastérico faz parte de um tipo de eventos conhecidos como reflexos superficiais devido ao facto de envolverem respostas motoras originadas pelo toque da pele e estes não são o mesmo que reflexos de estiramento muscular como o reflexo patelar em que o sinal sensitivo deve chegar não só à medula espinhal, mas também ascender até ao cérebro antes de descer novamente pela medula espinhal num neurónio motor até ao músculo alvo.

No caso do músculo cremaster, o toque na parte interna da coxa, estimula uma resposta sensitiva do nervo ílio-inguinal. Exato, o mesmo que nós mencionamos anteriormente. O reflexo motor viaja via fibras motoras do ramo genital do nervo genitofemoral, o qual inerva o músculo cremaster levando à elevação dos testículos devido à contração.

O reflexo cremastérico é frequentemente usado na prática clínica, já que pode ser um sinal de torção testicular e isso é efetivamente torção excessiva do cordão espermático levando à restrição do fluxo sanguíneo dos testículos. O reflexo cremastérico também pode ser usado como um indicador de problemas nos neurónios motores superiores e inferiores, de lesão na medula espinhal ao nível de L1 ou L2, ou de lesão do nervo ílio-inguinal durante o reparo de uma hérnia.

Então, antes de terminarmos, vamos só rever o que aprendemos hoje. Vamos usar esta ilustração que já vimos muitas vezes ao longo desta videoaula e começar por recapitular o que é um plexo. Nós depois aprendemos que o plexo lombar era formado pelos ramos anteriores dos nervos espinhais de L1 a L4 no músculo psoas maior. De seguida, abordamos os seus ramos, o seu percurso e a sua inervação.

Começamos com os nervos ílio-hipogástrico e ílio-inguinal formados pela raiz espinhal L1 com uma pequena contribuição do nervo subcostal T12 inervando os músculos transverso abdominal e oblíquo interno. O nervo genitofemoral era formado por L1 e L2 e inervava o músculo cremaster. O nervo obturador surge das divisões anteriores de L2 a L4 e inerva os músculos obturador externo, adutor longo, adutor curto, grácil, pectíneo e adutor magno.

As divisões posteriores das mesmas raízes L2 a L4 formam o nervo femoral que é o maior nervo do plexo lombar e inerva os músculos iliopsoas, pectíneo, sartório, quadricípite femoral e vastos. Um ramo do plexo lombar - o nervo
cutâneo femoral lateral - origina-se das raízes L2 e L3 e só fornece inervação sensitiva à pele da parte lateral da coxa, apesar de ser importante relembrar que os outros nervos do plexo também fornecem inervação à pele das regiões anteromedial da coxa e da maior parte da virilha.

E finalmente, nas notas clínicas, nós exploramos o reflexo cremastérico. Muito bem, pessoal, chegamos ao fim desta videoaula.

Obrigada por assistir, até à próxima e bons estudos!

Continue a sua aprendizagem

Faça teste

Leia artigos

Navegue pelo atlas

Muito bem!

Cadastre-se agora e obtenha sua cópia do guia definitivo de estudos de anatomia!