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Pênis

Corpo do pênis (Corpus penis)

Exaltada em todos os lugares, das estátuas antigas e pinturas renascentistas até o grafite moderno, a genitália humana pode ser o órgão mais notável do planeta. No entanto, nenhuma obra de arte fálica consegue descrever o pênis de forma tão precisa cientificamente quanto a anatomia.

O pênis é o órgão copulador da genitália externa dos homens. Consiste em três partes: raiz, corpo e glande. O interior do pênis contém três tecidos eréteis: os dois corpos cavernosos e o corpo esponjoso. Além disso, o pênis conduz o feixe neurovascular peniano, assim como a parte terminal da uretra, que se abre em sua extremidade. Portanto, o pênis é uma estrutura tanto do sistema urinário quanto do sistema reprodutor, e suas funções podem ser incluídas dentro do espectro de funções desses dois sistemas:

  • O pênis é responsável pela reprodução, já que conduz o fluido seminal e o esperma, assim como pelas sensações de excitação e prazer sexual. Fora do estado de excitação sexual, o pênis é descrito como flácido. Durante o estado de excitação sexual, no qual ocorre congestão arterial nos tecidos eréteis, é descrito como ereto. O processo de descarga do fluido seminal é chamado de ejaculação.
  • O pênis possibilita a micção, pois conduz a urina da bexiga urinária até o orifício externo da uretra para que ela seja excretada do corpo.

Este artigo irá discutir a anatomia e as funções do pênis.

Informações importantes sobre o pênis
Definição Órgão copulador da genitália externa masculina cuja função é possibilitar a reprodução, o prazer sexual e a micção.
Partes Raiz, corpo e glande
Conteúdo Corpos cavernosos, corpo esponjoso, uretra
Vascularização Artéria bulbouretral, artéria dorsal do pênis, artéria do corpo cavernoso (profunda do pênis);
Veia dorsal superficial, veia dorsal profunda, veia circunflexa, veias subtúnicas
Inervação Sensitiva: Nervo pudendo (através do nervo dorsal do pênis)
Autonômica:
Nervos cavernosos do pênis
Conteúdo
  1. Raiz
  2. Corpo e glande
    1. Corpos cavernosos
    2. Corpo esponjoso
  3. Vascularização
    1. Artérias
    2. Veias
  4. Inervação
  5. Ereção e ejaculação
  6. Notas clínicas
    1. Fimose
  7. Parafimose
  8. Referências
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Raiz

A raiz é a parte mais proximal do pênis. Está localizada no trígono urogenital do períneo, onde se fixa à sínfise púbica através dos dois ligamentos suspensores do pênis. A raiz é constituída por dois músculos (músculos isquiocavernoso e bulboesponjoso) e pelas expansões proximais dos tecidos eréteis: os dois ramos e o bulbo do pênis.

Os ramos do pênis são projeções proximais dos corpos cavernosos. Eles se divergem lateralmente, cada um se inserindo no ramo isquiopúbico ipsilateral.

O bulbo do pênis é a expansão proximal do corpo esponjoso. Está localizado entre os dois ramos do pênis e proximalmente é contínuo com o músculo bulboesponjoso. O bulbo é perfurado pela parte peniana da uretra que, após passar por ele, continua por todo o comprimento do corpo esponjoso até atingir a ponta da glande.

Corpo e glande

O corpo do pênis é a parte pendular livre, totalmente envolvido pela pele. Abaixo da pele existem três fáscias que envolvem o conteúdo do pênis. De superficial a profundo, são elas a fáscia superficial do pênis (fáscia dartos do pênis), a fáscia profunda do pênis (fáscia de Buck) e a túnica albugínea.

O corpo do pênis contém três tecidos eréteis que se estendem por todo seu comprimento: os dois corpos cavernosos e o corpo esponjoso. Os corpos cavernosos ficam um ao lado do outro no compartimento dorsal do pênis, enquanto o corpo esponjoso se localiza no sulco ventral entre os corpos cavernosos. Além disso, o corpo do pênis conduz a uretra, bem como os vasos sanguíneos e nervos penianos.

Corpos cavernosos

Os corpos cavernosos são os dois conjuntos de tecidos eréteis encontrados na parte dorsal do pênis. Cada um se inicia na raiz do pênis como um ramo do pênis, seguindo posteriormente pelo corpo do pênis, até terminar na glande.

Os corpos cavernosos são envolvidos pela túnica albugínea, uma camada de tecido conjuntivo fibroelástico denso formada por uma camada interna (circular) e uma externa (longitudinal). Cada corpo cavernoso é envolvido por sua própria camada circular, enquanto uma única camada longitudinal envolve ambos. As camadas circulares formam um septo fibroso incompleto entre os lados adjacentes dos corpos cavernosos. O sulco ventral entre eles é ocupado pelo corpo esponjoso, enquanto no sulco dorsal passa o feixe neurovascular do pênis, que consiste nas artérias dorsais do pênis, nas veias dorsais do pênis e nos nervos dorsais do pênis.

Microestrutura

Os corpos cavernosos contêm uma rede de espaços vasculares sinusoidais de formato irregular  interconectados, revestidos por células endoteliais. Esses espaços sinusoidais são separados por septos provenientes da túnica albugínea que são formadas por tecido conjuntivo fibroso com numerosas células musculares lisas.

Durante a ereção, os espaços vasculares sinusoidais são preenchidos por sangue arterial proveniente das artérias helicoidais, provenientes da artéria dorsal do pênis. Essa expansão dos seios cavernosos comprime e oclui as veias subtúnicas, levando ao impedimento do retorno venoso, que é uma condição essencial para uma ereção adequada. O septo fibroso entre os corpos cavernosos é incompleto proximalmente, permitindo a troca sanguínea entre os dois seios cavernosos.

Corpo esponjoso

O corpo esponjoso é uma massa esponjosa de tecido erétil encontrada no compartimento ventral do pênis. Possui uma dilatação proximal que se projeta na raiz do pênis, chamada de bulbo, além de uma expansão bulbosa distal na extremidade do corpo peniano, que forma a glande. A glande possui uma base arredondada, chamada de coroa, que a separa do corpo do pênis. Ela é coberta pelo prepúcio, uma dupla camada de pele solta retrátil que se insere na superfície ventral da glande. Esse ponto de fixação da camada profunda do prepúcio que se liga à superfície uretral localiza-se sob a coroa e é chamado de frênulo.

O corpo esponjoso é envolvido por uma fina camada da túnica albugínea e contém menos tecido erétil do que os corpos cavernosos. A uretra peniana percorre o seu comprimento e se abre na ponta da glande. A coroa da glande contém várias pequenas glândulas prepuciais que secretam um produto sebáceo chamado de esmegma.

Vascularização

Artérias

O pênis é irrigado pela artéria pudenda interna, um ramo da artéria ilíaca interna. Essa artéria entra no pênis através do canal de Alcock e logo depois se divide na artéria perineal e artéria comum do pênis. A artéria perineal irriga os músculos isquiocavernoso e bulboesponjoso, enquanto a artéria comum do pênis se divide em três ramos para suprir as estruturas profundas do pênis. Esses ramos são:

  • Artéria do bulbo do pênis. Entra no bulbo do pênis e segue até a glande. Irriga o bulbo e a uretra peniana. 
  • Artéria dorsal do pênis. Percorre o sulco dorsal entre os corpos cavernosos, seguindo profundamente à fáscia profunda do pênis (fáscia de Buck). Emite vários ramos circunferenciais ao longo de seu trajeto, que irrigam os corpos cavernosos. 
  • Artéria profunda do pênis. É um par de vasos que segue pelo centro de cada corpo esponjoso. Ao longo de seus trajetos emitem as artérias retas e helicoidais, que se abrem diretamente nos espaços sinusoidais dos corpos cavernosos.

Veias

A drenagem venosa do pênis ocorre através de dois sistemas:

  • Sistema venoso profundo: a principal estrutura responsável pela drenagem dos corpos cavernosos do pênis é um plexo venoso que drena para a veia dorsal profunda do pênis, localizada na fáscia profunda. Essa veia passa entre as lâminas do ligamento suspensor do pênis para entrar na pelve, onde drena o sangue para o plexo venoso prostático. 
  • Sistema venoso superficial: o sangue proveniente da pele e dos tecidos subcutâneos do pênis drenam para as veias dorsais superficiais, que por sua vez drenam para a veia pudenda superficial externa. Parte do sangue é drenado para a veia pudenda interna.

Inervação

A inervação sensitiva do pênis é fornecida por um ramo terminal do nervo pudendo, o nervo dorsal do pênis. Esse nervo percorre o sulco dorsal entre os corpos cavernosos, juntamente com a artéria e veia de mesmo nome. Ao longo de seu trajeto, esse nervo emite vários ramos sensitivos que inervam a pele do corpo peniano, assim como o prepúcio da glande. A glande recebe a maior parte das terminações nervosas sensitivas, razão pela qual é a região mais sensível do pênis. A raiz do pênis recebe inervação sensitiva de ramos do nervo ilioinguinal.

A inervação autonômica do pênis, tanto simpática quanto parassimpática, é realizada pelo plexo pélvico através dos nervos cavernosos.

  • A inervação parassimpática se origina dos segmentos S1-S4 da medula espinal. Essas fibras seguem nos nervos esplâncnicos pélvicos, que faz sinapse nos gânglios do plexo pélvico. As fibras parassimpáticas pós-ganglionares saem do plexo pélvico através do nervo cavernoso, que percorre os corpos cavernosos juntamente com a artéria e veia correspondentes. Antes de entrar nos corpos cavernosos, o nervo cavernoso emite um ramo que inerva também o corpo esponjoso. 
  • A inervação simpática do pênis se origina dos segmentos T11-L1 da medula espinal. Esses nervos fazem sinapse com o tronco simpático, que emite fibras simpáticas pós-ganglionares que passam pelo plexo pélvico e se juntam ao nervo cavernoso.

Ereção e ejaculação

A ereção e a ejaculação são reguladas pela inervação autonômica do pênis. A estimulação parassimpática é excitatória para o pênis, já que causa ereção. Os estímulos parassimpáticos relaxam a musculatura lisa dos corpos cavernosos, produzindo vasodilatação das artérias helicoidais. Essas artérias então preenchem os corpos cavernosos, que se expandem e comprimem, assim, o fluxo sanguíneo venoso do pênis. Esse processo é chamado de “mecanismo oclusivo venoso” e resulta na ereção peniana.

Por outro lado, quando o nível crítico de excitação sexual é alcançado, os estímulos simpáticos inibitórios causam a ejaculação. O processo de ejaculação pode ser dividido em duas fases. Na primeira fase, os estímulos simpáticos causam vasoconstrição das artérias helicoidais, contração da musculatura lisa dos septos do corpo esponjoso e contração das vesículas seminais e da próstata. Isso resulta no acúmulo de fluido seminal na parte proximal da uretra. Na segunda fase, o músculo bulboesponjoso se contrai, expelindo assim o fluido seminal através da uretra (ejaculação). Quando a ejaculação termina, o pênis retorna ao seu estado flácido. Um indivíduo normal produz 3-5 ml de sêmen por ejaculação, volume no qual podem ser encontrados cerca de 300 milhões de espermatozoides.

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