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Estruturas subcorticais - quer aprender mais sobre isso?

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“Eu diria honestamente que o Kenhub diminuiu o meu tempo de estudo para metade.” – Leia mais. Kim Bengochea Kim Bengochea, Universidade de Regis, Denver

Estruturas subcorticais

Estruturas subcorticais - vista superior

Se imaginarmos o nosso cérebro como um pêssego, na secção transversal desse pêssego, veríamos a pele exterior, a carne e um caroço interno. A pele é o correspondente ao córtex cerebral, a parte carnosa é a substância branca profunda e o caroço representa as estruturas subcorticais.

As estruturas subcorticais são um grupo de diversas formações neurais que se encontram no interior do cérebro, e incluem o diencéfalo, a glândula pituitária (hipófise), as estruturas límbicas e os núcleos da base. Estas estruturas estão envolvidos em atividades complexas, como a memória, a emoção, o prazer e a produção hormonal. Elas atuam como centros de informação do sistema nervoso, pois transmitem e modulam informações que passam para as diferentes áreas do cérebro.

Esta página irá apresentar-lhe o núcleo do nosso cérebro, na forma das estruturas subcorticais.

Diencéfalo

O diencéfalo é a parte posterior do prosencéfalo encontrada profundamente no cérebro. Consiste no tálamo, epitálamo, subtálamo e hipotálamo.
Cada uma destas estruturas tem muitos papéis essenciais para a sobrevivência e para o ótimo funcionamento do corpo humano, então vamos conhecer a sua anatomia.

Tálamo

O tálamo é a maior estrutura subcortical. Ele age como um centro de transmissão entre o tronco cerebral e o cérebro. O tálamo é composto de 12 núcleos - anatomicamente, nove deles são agrupados em núcleos anterior, medial e lateral, enquanto os três restantes formam lâminas que separam esses grupos. Funcionalmente, eles podem ser classificados em três grupos: os núcleos de transmissão, os núcleos intralaminares e o núcleo reticular.

Os núcleos talâmicos são responsáveis por todo um espetro de funções do corpo, como a transmissão de sinais sensitivos e motores, e a regulação da consciência, do sono e do estado de alerta. Aprenda tudo sobre a anatomia do tálamo com estas videoaulas e testes.

Os dois núcleos talâmicos laterais, chamados de núcleos geniculados lateral e medial, em conjunto, são conhecidos como metatálamo. Os núcleos geniculados são os núcleos de transmissão sensitiva. O núcleo geniculado medial é uma estação de transmissão auditiva, enquanto o corpo geniculado lateral é a estação de transmissão óptica. 

Epitálamo

O epitálamo é a parte posterior do diencéfalo. Localiza-se póstero-inferiormente ao tálamo e consiste na glândula pineal, estria medular e trígono da habênula. Historicamente, a glândula pineal era considerada o terceiro olho devido às suas conexões com o sistema visual; contudo, agora sabemos que a função da glândula pineal é controlar o ciclo de sono-vigília (ritmo circadiano), secretando a hormona do sono, a melatonina. As conexões da glândula pineal com o sistema visual fornecem informações sobre a hora do dia com base na quantidade de luz que existe. A escuridão provoca a secreção de melatonina.

A estria medular é um feixe de substância branca que liga o hipotálamo e o trígono da habênula. Esta última é uma área triangular encontrada anteriormente ao colículo superior, que fornece fibras ao feixe que conecta os núcleos da base e a porção ventral tronco cerebral. Esta via permite a iniciação e o controle de movimentos.

Descubra mais sobre a anatomia e a função do epitálamo aqui.

Subtálamo

O subtálamo encontra-se ventralmente ao tálamo. Consiste no núcleo subtalâmico, na zona incerta (de Forel) e no núcleo peripeduncular.

O núcleo subtalâmico é uma parte funcional dos núcleos da base, participando no controle da atividade motora. O papel da zona incerta permanece desconhecido. Esta zona transmite fibras entre uma ampla gama de regiões do sistema nervoso central, e acredita-se que desempenhe um papel em atividades como a integração motora e a precisão dos movimentos do corpo. O núcleo peripeduncular tem conexões ricas com o sistema límbico, e acredita-se que desempenha um papel importante no controle do comportamento sexual.

Núcleo subtalâmico - vista lateral-esquerda

Aprenda mais sobre a anatomia do subtálamo e outras estruturas diencefálicas nas nossas unidades de estudo relacionadas com o diencéfalo.

Hipotálamo

Ínfero-anteriorrmente ao tálamo, encontramos o hipotálamo. É uma parte do diencéfalo que mantém funções endócrinas e autonômicas. Por controlar muitos mecanismos importantes relacionados com a sobrevivência, como a ingestão de alimentos e líquidos, o sono, o metabolismo e a temperatura corporal, o hipotálamo permite um estado de equilíbrio fisiológico (homeostase corporal).

Diagrama do Hipotálamo

Estruturalmente, o hipotálamo é composto por 13 núcleos. Anatomicamente, os núcleos dispõem-se ântero-posteriormente em três grupos: anterior (pré-óptico e supra-óptico), médio (tuberal) e posterior (mamilar). Os núcleos hipotalâmicos também podem ser divididos em médio-lateralmente de acordo com sua proximidade com o terceiro ventrículo:

  • Periventricular - controla a libertação de hormonas do lobo anterior da hipófise
  • Intermediária (Medial) - regula o sistema nervoso autônomo, a libertação de hormonas do lobo posterior da hipófise e o ritmo circadiano
  • Lateral - controla as emoções devido às suas conexões com o sistema límbico e regula a alimentação e o ciclo sono-vigília

O hipotálamo controla os mecanismos de sobrevivência através de vias especiais chamadas de eixos hipotalâmicos. Os eixos se projetam do hipotálamo para a glândula hipófise e da glândula hipófise para os órgãos-alvo. Existem três eixos principais:

  • O eixo hipotalâmico-hipofisário-suprarrenal medeia a resposta ao estresse
  • O eixo hipotalâmico-hipofisário-tireoideo regula a intensidade do metabolismo
  • O eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal regula a reprodução
Fatos importantes sobre os eixos hipotalâmicos
Eixo hipotalâmico-hipofisário-suprarrenal Hormona hipotalâmica: hormona libertadora de corticotrofinas (CRH)
Hormona hipofisária: hormona adrenocorticotrófica (ACTH)
Alvo: glândula suprarrenal (glicocorticoides, cortisol)
Eixo hipotalâmico-hipofisário-tireoideo Hormona hipotalâmica: hormona libertadora de tireotrofinas (TRH)
Hormona hipofisária: hormona estimulante da tireoide (TSH)
Alvo: glândula tireoide (tiroxina, tri-iodotironina)
Eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal Hormona hipotalâmica: hormona libertadora de gonadotrofinas (GRH)
Hormona hipofisária: hormona luteinizante (LH), hormona foliculoestimulante (FSH)
Alvo: gônadas (estrogênio, testosterona)

É de notar que todos os eixos passam pela glândula pituitária (hipófise). Isso ocorre porque o hipotálamo e a hipófise estão intrinsecamente ligados. Os axônios hipotalâmicos ligam o hipotálamo à hipófise posterior, enquanto uma coleção de vasos sanguíneos chamada sistema porta hipofisário liga o hipotálamo à hipófise anterior.

Os axônios hipotalâmicos projetam-se do hipotálamo para o lobo posterior da glândula hipófise (neuro-hipófise). Esses axônios transportam neuro-hormonas produzidas pelo hipotálamo para a neuro-hipófise (oxitocina, hormona antidiurética/vasopressina), onde são armazenadas e libertadas no sistema circulatório quando necessário.

O sistema porta hipofisário atua para transportar hormonas "libertadoras" hipotalâmicas até ao lobo anterior da glândula hipófise (adeno-hipófise). As hormonas hipotalâmicas são sintetizadas pelo hipotálamo e atuam no controle da secreção de hormonas, tais como a hormona estimulante da tireoide e a hormona adrenocorticotrófica, produzidas pelas células endócrinas da adeno-hipófise. É por isso que o hipotálamo é coloquialmente chamado de mestre do mestre, já que produz hormonas e também controla a produção e libertação de hormonas da glândula hipófise.Para aprender tudo sobre essa minúscula, mas muito importante, parte do cérebro, mergulhe neste material de estudo.

Glândula Hipófise

Vamos apresentar-lhe uma das principais glândulas do corpo humano. A glândula pituitária, ou hipófise, é uma continuação do hipotálamo. Encontra-se na sela turca (túrcica) do osso esfenoide.

Diagrama da Hipófise

Consiste em um lobo anterior (adeno-hipófise) e um lobo posterior (neuro-hipófise). Ao ser estimulada por hormonas de libertação hipotalâmicas, o lobo anterior secreta hormonas trópicas e tróficas, como a hormona estimulante da tireoide, que regula a função de outras glândulas endócrinas. O lobo posterior armazena a ocitocina e a vasopressina formadas pelo hipotálamo e liberta-as quando necessário.Para saber como essa poderosa glândula afeta todo o perfil endócrino do corpo humano, confira o  teste.

Sistema Límbico

O sistema límbico é uma parte antiga do cérebro humano. É composto por áreas corticais, subcorticais e no tronco cerebral. Em uma secção sagital mediana do cérebro, o sistema límbico estende-se através dos aspetos mediais dos lobos temporal, frontal e parietal.

As partes do córtex cerebral envolvidas na função límbica são juntas chamadas de córtex límbico. O córtex límbico consiste no giro (circunvolução) cingulado, no giro (circunvolução) para-hipocampal, giro (circunvolução) orbitofrontal medial, nos polos temporais dos hemisférios e na parte anterior do córtex da ínsula.

As estruturas profundas que formam o sistema límbico são a formação do hipocampo, a amígdala, o córtex olfatório (olfativo), o diencéfalo, os núcleos da base, o prosencéfalo basal, os núcleos septais e o tronco cerebral.

O sistema límbico controla o olfato, a memória, as emoções e a homeostase corporal. Em relação às emoções, a principal função da amígdala é a resposta ao medo. Por causa das numerosas funções do sistema límbico, as sinapses dentro dele são muito ativas (alta plasticidade sináptica), pelo que esta é uma região frequentemente associada à epilepsia.

Hipocampo

Hipocampo é frequentemente utilizado como sinônimo daquilo que, em anatomia, é oficialmente chamado de formação do hipocampo. Ele desempenha um papel importante no armazenamento de memória a longo prazo e na navegação espacial.

Diagrama do Hipocampo

A formação do hipocampo continua-se no giro (circunvolução) para-hipocampal, à medida que penetra no lobo temporal medial. A formação do hipocampo consiste no giro (circunvolução) denteado, hipocampo e subículo. Pode parecer confuso dizer que o hipocampo faz parte da formação do hipocampo, pois sabemos que eles são frequentemente usados como sinônimos. No entanto, em seu sentido mais restrito, o termo hipocampo refere-se, na verdade, à parte da formação do hipocampo encontrada entre o giro (circunvolução) dentado e o subículo.

Assim, o giro (circunvolução) dentado, o hipocampo e o subículo formam, em conjunto, a formação do hipocampo, que tem este nome devido à sua forma que se assemelha à de um cavalo-marinho. A formação do hipocampo tem duas partes: cabeça e cauda, embora algumas fontes descrevam três partes (cabeça, corpo e cauda). A cabeça refere-se à parte anterior, mais larga, enquanto que a cauda se continua posteriormente.

A formação do hipocampo comunica com muitas partes diferentes do cérebro através da sua principal eferência, chamada fímbria, que mais tarde se torna no fórnix. O fórnix projeta-se do hipocampo para os corpos mamilares do hipotálamo, e essas conexões são importantes para a criação de memórias a longo prazo. Se uma pessoa tiver uma lesão que afete a função do hipocampo, ela será incapaz de criar novas memórias (amnésia anterógrada) após a lesão.

Saiba mais sobre a parte do cérebro responsável pelo aprendizado com as nossas videoaulas divertidas e testes interessantes.

Núcleos da base

Os núcleos da base, ou gânglios da base, são um grupo de núcleos interconectados de substância cinzenta encontrados profundamente na substância branca do telencéfalo, diencéfalo e mesencéfalo. Eles formam o sistema motor extrapiramidal e ajudam a afinar a função motora. 

Diagrama dos Núcleos da Base

Os núcleos da base são constituídos por cinco pares de núcleos: núcleo caudado, putâmen, globo pálido, substância negra e núcleo subtalâmico. A substantia negra e o núcleo subtalâmico não são constituintes anatômicos dos núcleos da base, mas pertencem a eles funcionalmente. Em vez disso, a substância negra está localizada no mesencéfalo, enquanto que o núcleo subtalâmico é uma parte do subtálamo, que se encontra no diencéfalo ventralmente ao tálamo.

O putâmen e o núcleo caudado juntos também são conhecidos como estriado e são separados por uma lâmina de matéria branca chamada cápsula interna. O putâmen e o globo pálido formam o núcleo lenticular (ou lentiforme).

Então, qual é o objetivo dos núcleos da base? Em poucas palavras, eles enviam sinais para o tálamo que determinam como o tálamo afetará o córtex motor. Eles se comunicam com o tálamo através de três vias: direta, indireta e hiperdireta. A via direta é excitatória e desempenha um papel importante no início de um movimento voluntário, enquanto que a via indireta é inibitória e impede movimentos involuntários. A via hiperdireta é a forma mais rápida de inibir todas as funções motoras e suprimir o movimento involuntário.

A importância dos núcleos da base pode ser facilmente percebida através da doença mais prevalente do sistema extrapiramidal - a doença de Parkinson. Lesões na via direta causam dificuldades em iniciar o movimento em pessoas que têm esta condição médica, enquanto que as vias indireta e hiperdireta causam notável agitação involuntária nas mãos (tremor), já que a supressão não é possível.
Para aprender tudo sobre os núcleos da base, recomendamos que você faça o nosso teste para dominar esse assunto rapidamente.

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Artigo e Revisão:

  • Jana Vasković
  • Nicola McLaren

Tradução e layout:

  • Rafael Vieira
  • Catarina Chaves

Ilustrações:

  • Estruturas subcorticais - vista superior - Paul Kim
  • Tálamo - vista lateral-esquerda - Paul Kim
  • Tálamo - vista posterior - Paul Kim
  • Glândula pineal - vista sagital - Paul Kim
  • Glândula pineal - vista superior - Paul Kim
  • Núcleo subtalâmico - vista lateral-esquerda - Paul Kim
  • Diagrama do Hipotálamo - Paul Kim
  • Plexo capilar primário do sistema porta-hipofisário - vista medial - Paul Kim
  • Plexo capilar da neuro-hipófise - vista medial - Paul Kim
  • Plexo capilar secundário do sistema porta-hipofisário - vista medial - Paul Kim
  • Diagrama da Hipófise - Paul Kim
  • Giro do cíngulo - vista sagital - Paul Kim
  • Giro Parahipocampal - vista inferior - Paul Kim
  • Hipocampo - vista superior - Paul Kim
  • Corpo amigdalóide - vista medial - Paul Kim
  • Diagrama do Hipocampo - Paul Kim
  • Diagrama dos Núcleos da Base - Paul Kim
  • Corpo estriado - vista lateral-esquerda - Paul Kim
  • Núcleo lenticular - vista lateral-esquerda - Paul Kim
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