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Tálamo

Todas as grandes cidades possuem uma grande estação central, através da qual os cidadãos podem acessar o transporte público para chegar aos seus destinos. No corpo humano, o tálamo atua como uma estação central de transmissão de impulsos nervosos aferentes e eferentes de uma grande cidade (o cérebro)

O tálamo está localizado em uma região central do cérebro chamada de diencéfalo, e essa posição permite que ele atua transmitindo e integrando variados impulsos motores e sensitivos entre o sistema nervoso central e a periferia.

Informações importantes sobre o tálamo
Partes Partes anterior, medial e lateral, separadas pela lâmina medular interna
Aderência intertalâmica, conectando os tálamos de cada lado
Corpos geniculados medial e lateral
Relações Anteriormente: forame interventricular de Monro e veia cerebral interna
Medialmente
: terceiro ventrículo
Posteriormente
: estria terminal, plexo coroide do terceiro ventrículo, corpo do fórnix, veia cerebral interna, veia talamoestriada, núcleo caudado, cápsula interna, corpos quadrigêmeos, esplênio do corpo caloso
Inferiormente
: hipotálamo, aqueduto mesencefálico, tegmento mesencefálico
Núcleos Grupo anterior: núcleos anteriores
Grupo lateral:
 
Subgrupo posterior
(pulvinar, corpo geniculado medial, corpo geniculado lateral)
Subgrupo dorsal (
núcleo lateral dorsal e núcleo lateral posterior)
Subgrupo ventral
(núcleo ventral anterior, núcleo ventral lateral, núcleo ventral posterior lateral, núcleo ventral posterior medial)
Grupo medial: 
núcleos intralaminares, núcleo dorsomedial
Núcleo reticular
 
Grupo mediano
Vascularização Artéria cerebral posterior
Ramos da artéria comunicante posterior

Esse artigo irá discutir a anatomia macroscópica, as relações anatômicas, os núcleos e a vascularização do tálamo.

Conteúdo
  1. Anatomia macroscópica
  2. Relações anatômicas
    1. Polo anterior
    2. Superfície medial
    3. Superfície dorsal
    4. Polo posterior
    5. Superfície inferior
  3. Núcleos do tálamo
    1. Disposição geral
    2. Grupo anterior
    3. Grupo lateral
    4. Grupo medial
    5. Núcleo reticular
    6. Grupo mediano
  4. Tratos
  5. Vascularização
  6. Correlações clínicas
  7. Referências
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Antes de começar a estudar em mais detalhes a anatomia do tálamo, a videoaula abaixo irá lhe ajudar muito a se familiarizar com essa estrutura, facilitando a leitura do artigo.

Anatomia macroscópica

Os tálamos são estruturas ovoides bilaterais que fazem parte do diencéfalo. Eles são formados majoritariamente de substância cinzenta, dividida por uma estrutura de substância branca com forma da letra "Y", chamada de lâmina medular interna.

Como resultado do posicionamento da lâmina medular interna, cada tálamo é dividido em três partes principais: as partes anterior, medial e lateral. A parte anterior se encontra entre os braços curtos da lâmina medular interna, enquanto as partes medial e lateral se encontram de cada lado da haste principal do "Y". Cada tálamo se comunica com o tálamo contralateral por uma banda de tecido nervoso conhecida como aderência intertalâmica.

A anatomia de superfície do tálamo é bastante simples, exceto pela presença de duas protuberâncias em sua superfície posteroventral. Essas protuberâncias são os corpos geniculados medial lateral, que são responsáveis pelo processamento de informações auditivas visuais, respectivamente.

Os tálamos são envolvidos por duas camadas de substância branca. Dorsalmente, cada tálamo é recoberto por uma camada conhecida como estrato zonal, enquanto lateralmente eles são envoltos pela lâmina medular externa, que separa o tálamo ventral do núcleo reticular do tálamo e do subtálamo.

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Relações anatômicas

O tálamo encontra-se no centro do diencéfalo. Assim, ele é cricundado por várias estruturas importantes.

Polo anterior

polo anterior do tálamo forma a parede posterior do forame interventricular de Monro, que permite a comunicação entre os ventrículos laterais e o terceiro ventrículo. Além disso, há cinco veias que convergem para formar a veia cerebral interna na extremidade anterior do tálamo. Esses vasos são as veias estriada superior, talamoestriada, terminal anterior e coroideia.

Superfície medial

superfície medial de cada tálamo forma as paredes laterais do terceiro ventrículo.

Superfície dorsal

superfície dorsal do tálamo está em íntima relação com a estria terminal, o plexo coroide do terceiro ventrículo e o corpo do fórnix. A veia cerebral interna cursa ao longo do aspecto dorsomedial do tálamo, enquanto a veia talamoestriada superior cursa ao longo da superfície dorsolateral.

O núcleo caudado encontra-se superficial ao estrato zonal do tálamo. A cabeça do núcleo caudado situa-se anterossuperiormente ao tálamo, e seu corpo cursa superior e lateralmente ao tálamo. Lateralmente à lâmina medular externa encontra-se o núcleo reticular, e em seguida o braço posterior da cápsula interna. Numerosos tratos neuronais cursam pela cápsula interna e formam sinapses no tálamo.

A cápsula interna separa ainda o tálamo do globo pálido e do putâmen, conhecidos em conjunto como núcleo lentiforme.

Polo posterior

A extremidade posterior do tálamo é conhecida como pulvinar. Cada pulvinar é lateral à glândula pineal e às comissuras habenular e posterior, posterolateral aos corpos quadrigêmeos (colículos superior e inferior), e superior aos corpos geniculados medial e lateral. Além disso, o aspecto posterior do tálamo é profundo ao esplênio do corpo caloso.

Superfície inferior

Há duas estruturas importantes no aspecto inferior do tálamo. Anteriormente encontra-se o hipotálamo, caudal ao sulco hipotalâmico. Diretamente inferior ao tálamo está o pedúnculo cerebral e o aqueduto mesencefálico (aqueduto de Sylvius). Perceba ainda que a superfície inferior do tálamo é contínua com o tegmento do mesencéfalo, que é a parte do mesencéfalo situada entre os pedúnculos cerebrais e os corpos quadrigêmeos.

Testar os conhecimentos comprovadamente melhora o desempenho dos estudantes de anatomia. Essa é a melhor maneira de consolidar os assuntos aprendidos e fortalecer os pontos fracos. Isso garante melhor desempenho nas provas e na vida profissional.

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Núcleos do tálamo

Disposição geral

Grande parte das funções do tálamo são determinadas pelos seus núcleos, que são divididos em três grupos principais pela lâmina medular interna: os grupos anterior, lateral e medial. O grupo lateral pode ser subdividido nos subgrupos posterior, dorsal e ventral. Além desses três grupos principais, destacam-se o núcleo reticular do tálamo e o grupo mediano. Juntos, esses grupos formam os dezesseis núcleos encontrados no tálamo, a maioria dos quais é encontrado na sua parte lateral.

Núcleo anterior (vista lateral)

Grupo anterior

Os núcleos anteriores, encontrados entre os braços curtos da lâmina medular interna, estão conectados ao trato mamilotalâmico (que cursa entre o núcleo mamilar dos corpos mamilares e o hipotálamo). Também se ligam ao hipotálamo e ao giro do cíngulo, integrando o circuito de Papez, que faz parte do sistema límbico. Assim, os núcleos anteriores estão relacionados à organização das emoções e à memória recente.

Grupo lateral

O grupo lateral é o mais importante e complicado. Seus núcleos podem ser subdivididos em 3 subgrupos:

  1. Subgrupo posterior: pulvinar, corpo geniculado medial e corpo geniculado lateral;
  2. Subgrupo dorsal: núcleo lateral dorsal e núcleo lateral posterior;
  3. Subgrupo ventral: núcleo ventral anterior, núcleo ventral lateral, núcleo ventral posterior lateral e núcleo ventral posterior medial.

Para compreender melhor a disposição do grupo lateral de núcleos do tálamo, é útil imaginar essa estrutura como um daqueles ônibus de dois andares. Os núcleos do subgrupo dorsal e o pulvinar (subgrupo posterior) são encontrados no andar superior do ônibus (superfície dorsal do tálamo), enquanto os núcleos do subgrupo ventral e os corpos geniculados (grupo posterior) são encontrados no andar inferior (superfície ventral do tálamo).

O pulvinar é o maior núcleo do tálamo. Apesar disso, suas funções ainda não são bem conhecidas.

Os corpos geniculados medial lateral também são considerados núcleos do tálamo, fazendo parte do subgrupo posterior do grupo lateral. As fibras vindas diretamente do lemnisco lateral, juntamente com fibras do colículo inferior ipsilateral (e algumas vezes do contralateral) terminam no corpo geniculado medial através do braço do colículo inferior. A partir do corpo geniculado medial as fibras das radiações auditivas terminam no córtex auditivo primário (áreas 41 e 42 de Brodmann). Os axônios dos corpos celulares da retina terminam nas seis camadas do corpo geniculado lateral.

É importante lembrar que essas fibras não são puramente ipsilaterais, mas um conjunto de fibras do campo temporal ipsilateral e do campo nasal contralateral do olho correspondente. A decussação das fibras dos campos nasais contralaterais ocorre no quiasma óptico. As fibras terminais terminam então no córtex visual do lobo occipital (áreas 17, 18 e 19 de Brodmann).

Corpo geniculado medial (vista lateral)

Os detalhes sobre as conexões do subgrupo dorsal dos núcleos laterais não são bem conhecidos. Entretanto, acredita-se que eles se comunicam com o giro do cíngulo e os lobos temporal, parietal e occipital, juntamente com outros núcleos do tálamo.

Dentre os subgrupos do grupo lateral, o subgrupo ventral é o mais importante. Acredita-se que os núcleos ventral anteriorventral lateral estejam envolvidos em atividades do córtex motor. Ambos possuem vias que se dirigem à substância nigra, ao córtex pré-motor, à formação reticular e ao corpo estriado. Além disso, o núcleo ventral lateral também se conecta ao cerebelo e ao núcleo rubro, no teto do mesencéfalo.

O núcleo ventral posterior medial e o núcleo ventral posterior lateral transmitem informações do córtex somatossensorial primário (áreas 3, 1 e 2 de Brodmann) através do braço posterior da cápsula interna e das fibras de projeção da coroa radiada. O núcleo ventral posterior lateral recebe impulsos aferentes da medula espinal e do leminsco medial, enquanto o núcleo ventral posterior medial recebe impulsos aferentes do lemnisco trigeminal e do trato solitário.

Grupo medial

No grupo medial do tálamo destacam-se o núcleo dorsomedial e os núcleos intralaminares. O núcleo dorsomedial situa-se superiormente ao núcleo ventral medial, e ambos encontram-se lateralmente ao núcleo mediano e medialmente à lâmina medular interna. Já os núcleos intralaminares localizam-se no braço posterior da cápsula interna. Dentre eles, destaca-se o núcleo centro-mediano.

Os núcleos do grupo medial são responsáveis por integrar informações especiais (olfatórias), somáticas, e aferentes viscerais com as emoções. O maior dos três núcleos mediais, o núcleo dorsomedial, possui conexões eferentes e aferentes com os núcleos do hipotálamo, bem como com o córtex pré-frontal.

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Núcleo reticular

As fibras cerebrais corticais sensitivas, juntamente com algumas fibras da formação reticular (neurônios responsáveis pela vigília e consciência) tendem a convergir para um pequeno grupo de neurônios entre o braço posterior da cápsula interna e a lâmina medular externa.

Esse grupo de nervos é conhecido como núcleo reticular, e acredita-se que ele auxilie na regulação da atividade talâmica. Há núcleos menores encontrados na lâmina medular interna, conhecidos como núcleos intralaminaresnúcleos da linha média. Esses núcleos recebem impulsos da formação reticular. Os núcleos da linha média, entretanto, também se comunicam com os tratos trigeminotalâmico e espinotalâmico, assim como outros núcleos do tálamo.

Núcleo reticular do tálamo (vista lateral)

Grupo mediano

Os núcleos do grupo mediano são subdesenvolvidos nos humanos. Possuem conexões com o hipotálamo e estão relacionados, possivelmente, a funções viscerais. Estão localizados próximo ao plano sagital mediano, na aderência interalâmica ou na substância cinzenta periventricular.

Tratos

Além dos tratos mencionados acima, há vários outros tratos que passam pelo tálamo. Eles incluem:

  • o trato espinotalâmico ventral, que é responsável por transmitir a sensação de tato grosseiro e pressão dos discos tácteis de Merkel para o núcleo ventral posterior lateral
  • trato espinotalâmico lateral, que transmite impulsos de dortemperatura das fibras A-delta e C para o núcleo ventral posterior lateral e os núcleos intralaminares
  • e a via da coluna posterior-leminsco medial, que transmite a propriocepção (posição articular), discriminação tátil, sensibilidade vibratóriareconhecimento de formas dos corpúsculos de Pacini, plexus de Meissner e órgãos tendíneos de Golgi para o núcleo ventral posterior lateral ou para o núcleo ventral posterior medial

Vascularização

A principal fonte de suprimento sanguíneo para o tálamo é a artéria cerebral posterior. Alguns ramos da artéria comunicante posterior também vascularizam o tálamo, depois de passar pela substância perfurada posterior.

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“Eu diria honestamente que o Kenhub diminuiu o meu tempo de estudo para metade.” – Leia mais. Kim Bengochea Kim Bengochea, Universidade de Regis, Denver

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