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“Eu diria honestamente que o Kenhub diminuiu o meu tempo de estudo para metade.” – Leia mais. Kim Bengochea Kim Bengochea, Universidade de Regis, Denver

Diencéfalo

O cérebro humano pode ser subdividido utilizando-se vários sistemas de classificação. Uma nomenclatura particular que se refere à dualidade do cérebro é o diencéfalo. É a parte caudal do cérebro anterior (prosencéfalo), que ocupa a região central do cérebro. O diencéfalo é constituído de:

  • Epitálamo
  • Tálamo
  • Subtálamo
  • Metatálamo
  • Hipotálamo
  • Glândula hipófise

Cada um dos componentes do diencéfalo possui funções especializadas que se integram para a vida. O diencéfalo age como um centro primário para o processamento de informações sensoriais e controle autonômico. A abundância de caminhos comunicantes entre essas estruturas e outras partes do corpo torna o diencéfalo uma área funcionalmente diversa. Algumas dessas conexões incluem caminhos para o sistema límbico (sítio da memória e emoções), núcleos da base (coordenação motora), bem como áreas sensitivas primárias, como auditiva ou visual.

Fatos importantes
Origem embriológica Prosencéfalo (5.ª semana de desenvolvimento)
Localização

Em relação com o terceiro ventrículo

Vascularização Artéria cerebral posterior e artéria comunicante posterior
Estruturas Epitálamo, Tálamo, Subtálamo, Metatálamo, Hipotálamo, Glândula hipófise
Funções Dependem da estrutura. Incluem: central de relé no processamento de informação motora e sensitiva (tálamo), produção de melatonina (epitálamo), regulação autonómica e hormonal (hipotálamo e hipófise).

Este artigo irá explorar a embriologia do diencéfalo, bem como sua anatomia macroscópica e funções de seus vários componentes. Pontos clinicamente significativos relacionados a essa região do cérebro também serão discutidos.

Embriologia

Da parte mais anterior das vesículas cerebrais primárias do embrião surge a porção prosencefálica do cérebro fetal. Em torno da quinta semana de desenvolvimento, o prosencéfalo é dividido em um telencéfalo ventral (que se diferencia para formar os hemisférios cerebrais) e um diencéfalo caudal (vesículas cerebrais secundárias). O último se origina da região mediana do prosencéfalo. No útero, a região consiste de duas placas alares laterais (representando áreas sensitivas), uma placa superior (parte mais dorsal do tubo neural) e o terceiro ventrículo. A comunidade científica está incerta se as placas basais (representando as áreas motoras) existem ou não, uma vez que não são fisicamente observadas, mas os biomarcadores correspondentes foram identificados.

Das placas alares surgem as paredes laterais do terceiro ventrículo (e por convenção, as paredes mediais do tálamo). Proliferação celular rápida resulta em uma projeção medial do tálamo para dentro da cavidade diencefálica (futuro espaço do terceiro ventrículo), resultando em uma fusão na linha mediana de uma porção do tálamo conhecida como massa intermédia ou aderências intertalâmicas. Um sulco raso conhecido como sulco hipotalâmico surge e divide as paredes do diencéfalo em tálamo (dorsalmente) e hipotálamo (ventralmente). A placa superior é constituída de uma única camada de células ependimárias que é revestida de mesênquima vascular. Essa área subsequentemente se diferencia no plexo coroide do terceiro ventrículo. Caudalmente, a placa superior se diferencia na epífise (glândula pineal).

O hipotálamo se diferencia ainda em uma variedade de regiões nucleares que são responsáveis por uma eclética coleção de funções corporais. Essas incluem, mas não se limitam a, digestão, regulação da temperatura e regulação circadiana. Caudal ao hipotálamo está a glândula hipófise (glândula pituitária). Ela se origina de tecidos ectodérmico e neuroglial e, como resultado, pode ser subdividida em adeno-hipófise e neuro-hipófise.

Em nota, o prosencéfalo ainda dá origem ao disco óptico e haste óptica, que subsequentemente se desenvolve na retina do olho.

Anatomia geral

Existem várias estruturas entre o tronco cerebral e o córtex cerebral que constituem o diencéfalo. Essas incluem o epitálamo, tálamo, subtálamo, metatálamo e hipotálamo, glândula hipófise e o terceiro ventrículo, como uma cavidade. Os corpos geniculados medial e lateral, que são coletivamente chamados de metatálamo, juntamente com o pulvinar, são frequentemente tratados como uma parte integral do tálamo dorsal.

Limites

O terceiro ventrículo é uma fissura rasa vertical entre e abaixo dos dois ventrículos laterais e entre os tálamos direito e esquerdo. Os ventrículos laterais se comunicam com o terceiro ventrículo através do forame/buraco interventricular (de Monro). Ele também se comunica com o quarto ventrículo posterior e inferiormente, através do aqueduto cerebral (de Sylvius).

Terceiro ventrículo - vista lateral esquerda

Ele possui um teto, um assoalho e quatro paredes: anterior, posterior e duas laterais.

  • O teto é formado pela fina tela coróidea/coroideia, que é uma combinação de duas membranas, o epêndima e a pia máter. Dentro da tela coróidea/coroideia existem dois plexos de vasos sanguíneos (um em cada lado da linha média) que se insinua inferiormente no interior da cavidade do terceiro ventrículo. Esses são os plexos coróides do terceiro ventrículo, que funcionam como um ponto de produção de líquor.
  • O assoalho é formado do quiasma óptico, o túber cinéreo e o infundíbulo, os corpos mamilares, a substância perfurada posterior e a parte mais superior do tegmento do mesencéfalo.
  • A parede anterior é a delicada lâmina terminal, bem como a comissura anterior e a coluna anterior do fórnix.
  • A curta parede posterior é formada pela haste da glândula pineal, comissura posterior e comissuras Habenulares.
  • As paredes laterais da cavidade são formadas pelas paredes mediais de cada tálamo. O sulco hipotalâmico serve como uma demarcação entre as porções talâmica e hipotalâmica das paredes.
Videoaula recomendada: Ventrículos do cérebro
Sistema ventricular do cérebro e estruturas vizinhas.

Suprimento sanguíneo

O diencéfalo é ricamente suprido por vários vasos sanguíneos, notadamente os ramos talamogeniculados da artéria cerebral posterior e os ramos talamoperfurantes da artéria cerebral posterior e artéria comunicante posterior.

Epitálamo

O epitálamo encontra-se em relação com a parte posterior do teto do terceiro ventrículo e a pequena parte adjacente de sua parede lateral. Ele consiste das seguintes partes:

  • Estria medular
  • Comissura posterior
  • Núcleos habenulares (medial e lateral)
  • Glândula pineal
  • Núcleos paraventriculares (anterior e posterior)

A estria medular do tálamo se encontra próxima à tênia do tálamo, como um feixe de fibras ao longo da junção das superfícies medial e superior do tálamo. Ela começa próxima ao pólo anterior do tálamo e cursa posteriormente em direção ao trígono Habenular. Da estria medular do tálamo, algumas fibras cruzam a lâmina superior ou anterior da haste pineal para atingir os núcleos Habenulares do lado oposto. Essas fibras constituem a comissura Habenular, algumas das quais conectam ainda os complexos amigdaloide e hipocampal dos hemisférios cerebrais direito e esquerdo. A comissura posterior encontra-se na lâmina inferior do corpo da pineal. Um número de pequenos núcleos estão presentes em relação com tal comissura, como os núcleos intersticial e dorsal da comissura posterior, o núcleo de Darkschewitsch e o núcleo intersticial de Cajal (ambos os núcleos comunicam-se com o núcleo vestibular através do fascículo longitudinal medial).

Estria medular do tálamo - vista lateral-esquerda

A glândula pineal é uma pequena estrutura piriforme, localizada em relação com a parede posterior do terceiro ventrículo. Ela é uma glândula endócrina de considerável significado, e é formada de células chamadas pinealócitos, que secretam melatonina em resposta à escuridão. A glândula pineal secreta ainda um número de hormônios que possuem importante influência regulatória de muitos órgãos endócrinos, incluindo a glândula hipófise, tireóide, paratireóides, suprarrenais e as gônadas. Hormônios da glândula pineal atingem a glândula hipófise através da corrente sanguínea e do líquor. Conforme os humanos envelhecem, a glândula pineal se torna calcificada e forma o que é conhecido como corpora arenacea ou areia cerebral.

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Anatomia e função da glândula pineal.

Tálamo

O tálamo é a maior massa de substância cinzenta do diencéfalo e encontra-se lateralmente ao terceiro ventrículo. As metades simétricas dessa estrutura da linha estão localizadas entre o córtex cerebral e o mesencéfalo. Ele possui um pólo anterior e um pólo posterior, bem como superfícies superior, inferior, medial e lateral. Sua parte superior é coberta por uma fina camada de substância branca chamada estrato zonal e sua superfície lateral é coberta por uma camada semelhante chamada de lâmina medular externa.

Núcleos

O tálamo ainda compreende vários núcleos, como:

  • Núcleo medial dorsal
  • Núcleos mediais
  • Núcleos geniculados medial e lateral
  • Pulvinar
  • Núcleos anteriores
  • Núcleos intralaminares
  • Núcleo lateral dorsal
  • Núcleo lateral posterior
  • Núcleo ventral anterior
  • Núcleo ventral posterior
  • Núcleo ventral lateral

Superfícies

O pólo anterior do tálamo encontra-se logo atrás do forame interventricular de Monro.

Seu pólo posterior constitui o pulvinar, e encontra-se logo superior e lateral ao colículo superior. Os corpos geniculados medial e lateral estão conectados aos colículos inferior e superior pelos braços conjuntivais inferior e superior, respectivamente.

A superfície medial forma a maior parte da parede lateral do terceiro ventrículo, uma vez que é revestida de epêndima. Uma massa de substância cinzenta chamada aderência intertalâmica é encontrada ligada à superfície medial dos dois tálamos e interconecta o tálamo direito e o esquerdo. Inferiormente, a superfície medial é separada do hipotálamo pelo sulco hipotalâmico.

A cápsula interna está relacionada à superfície lateral do tálamo e separa essa superfície do núcleo lentiforme (globo pálido e putâmen) dos núcleos da base.

As veias talamoestriadas e um feixe de fibras chamadas estrias terminais são em próxima aposição à superfície dorsal ou superior do tálamo, e essas estruturas separam o tálamo do núcleo caudado dos núcleos da base.

A superfície inferior do tálamo está relacionada ao hipotálamo.

O tálamo e o núcleo caudado formam o assoalho da parte central dos ventrículos laterais. Entretanto, a parte medial da superfície superior do tálamo é separada desses ventrículos pelo fórnix, e por uma prega de pia máter chamada tela coróidea/coroideia. Na junção das superfícies medial e lateral do tálamo o epêndima do terceiro ventrículo é refletido da parede lateral para o teto. A linha de reflexão é marcada por uma linha chamada tênia do tálamo, abaixo da qual existe um estreito feixe de fibras chamadas de estria medular do tálamo.

Videoaula recomendada: Tálamo
Generalidades sobre o tálamo e estruturas circundantes.

Metatálamo

O metatálamo consiste de duas eminências ovais (os corpos geniculados) na superfície caudal do diencéfalo, logo inferior à porção mais caudal do tálamo dorsal. Os corpos geniculados medial e lateral funcionam como uma estação de transmissão talâmica primária para os sistemas auditivo e óptico, respectivamente.

Corpo geniculado medial

O corpo geniculado medial recebe informações organizadas auditivas tonotópicas (organização do som baseado na frequência, no cérebro) do colículo inferior dos corpos quadrigêmeos, através do braço do colículo inferior. Informações processadas do corpo geniculado medial são então retransmitidas através de radiações auditivas para o córtex auditivo primário no giro transverso/circunvolução transversa (de Heschel). O corpo geniculado medial consiste de três divisões maiores.

  • a divisão dorsal, consistindo da parte posterior do núcleo parvocelular
  • a divisão medial, ou núcleo magnocelular
  • a divisão ventral, consistindo da parte ventral do núcleo parvocelular.

Corpo geniculado medial - vista posterior

Corpo geniculado lateral

O corpo geniculado lateral recebe informações retinotópicas (mapeamento de dados visuais no cérebro) do campo de visão contralateral, através da fita óptica/trato óptico. A informação é retransmitida do corpo geniculado lateral de uma forma topográfica através da radiação óptica para o córtex visual primário envolvendo o sulco calcarino no lobo occipital. O corpo geniculado lateral consiste de camadas de neurônios e a informação visual recebida é dividida entre as várias camadas.

Corpo geniculado lateral - vista posterior

Subtálamo

Características & Componentes

O subtálamo se refere à parte do diencéfalo que encontra-se abaixo da parte posterior do tálamo, logo atrás e lateral ao hipotálamo. Ele inclui núcleos e substância cinzenta como a zona incerta, núcleo reticular e o núcleo perigeniculado. A zona incerta fornece estimulação por ácido gama-aminobutírico (GABAérgica) para o tálamo, enquanto o núcleo reticular fornece regulação GABAérgica para o feixe talamocortical. Coletivamente, o núcleo pré-geniculado e o núcleo geniculado lateral formam o complexo geniculado lateral.

O subtálamo é contínuo com as partes superiores do núcleo rubro e substância negra do tegmento do mesencéfalo, inferiormente. Lateralmente ele atinge a parte mais inferior da cápsula interna.

Conexões

O núcleo pré-geniculado possui conexões semelhantes ao núcleo geniculado lateral, e inclui fibras da retina, região pré-tectal e colículo superior, assim possuindo um papel na visão e nos movimentos do olho. A zona incerta possui fortes conexões com o núcleo reticular do tálamo, que ela conecta como uma fina lâmina de matéria cinzenta. Acredita-se estar envolvida na regulação de atividades viscerais como a sexualidade, hidratação e ingestão de alimentos, bem como atividade cardiovascular.

Fibras emergindo do tálamo dorsal atravessam o tálamo ventral através do núcleo reticular. Essas fibras dão ao núcleo uma aparência reticulada, daí o nome. O núcleo reticular é composto de uma fina camada de neurônios cobrindo o aspecto lateral do tálamo dorsal, e também está relacionado à cápsula interna. Inferiormente ele se torna parcialmente contínuo com a zona incerta. As fibras eferentes principais do núcleo reticular passam para o tálamo dorsal; entretanto fibras aferentes o atingem do núcleo cuneiforme (na formação reticular do mesencéfalo).

Outras conexões do subtálamo incluem fibras aferentes do córtex cerebral, putâmen, globo pálido, núcleo trigeminal, núcleo cerebelar e região pré-tectal. Essas fibras aferentes atingem o núcleo reticular e zona incerta, através das quais enviam fibras eferentes para essas estruturas e a medula espinhal. O tálamo ventral também possui conexões com o núcleo denteado, pedúnculo cerebral, fascículo lenticular, alça lenticular, campo pré-rubral e fascículo talâmico.

Hipotálamo

Relações

Como o nome sugere, o hipotálamo é a parte do diencéfalo que se encontra abaixo do tálamo. Assim como o tálamo, ele possui várias subdivisões e núcleos, incluindo a zona periventricular, a zona medial e a zona lateral. No lado medial, ele forma a parede do terceiro ventrículo abaixo do nível do sulco hipotalâmico.

Sulco hipotalâmico - vista lateral esquerda

Posteriormente, o hipotálamo se funde com o tálamo ventral, e através deste com o tegmento do mesencéfalo.

Anteriormente, ele se estende superiormente para a lâmina terminal, e se funde com certas estruturas olfativas, na região da substância perfurada anterior. Inferiormente o hipotálamo está relacionado a estruturas do assoalho do terceiro ventrículo. Essas são o túber cinéreo, o infundíbulo e os corpos mamilares, que são considerados parte do hipotálamo.

Núcleos & áreas

O hipotálamo ainda inclui:

  • Área pré-óptica – envolvida na regulação da temperatura
  • Núcleos mamilares – auxiliam na memória e cognição como parte do circuito de Papez
  • Núcleo paraventricular – um importante centro de controle autonômico
  • Núcleo supraquiasmático – controle do ritmo circadiano
  • Núcleo arqueado (ou infundibular) – fornece inibição da secreção de prolactina para a glândula hipófise e está envolvido no controle da fome
  • Núcleo posterior – envolvido na regulação da temperatura
  • Núcleo anterior – forma parte do sistema hipocampal da memória episódica
  • Núcleo dorsomedial – auxilia na regulação do ritmo circadiano
  • Núcleo ventromedial – serve como centro da saciedade para regulação do comportamento relacionado a alimentação e peso corporal
  • Hipotálamo lateral – auxilia na coordenação da deglutição. Lesões nessa área levam a afagia e adipsia
  • Núcleo supra-óptico – facilita a secreção de vasopressina para osmorregulação
  • Núcleo tuberomamilar – única fonte de neurônios histamínicos
  • Núcleo tuberal lateral – envolvido na regulação da alimentação e metabolismo
  • Núcleo intermédio – regula o sono

Funcionalmente o hipotálamo está envolvido no controle de vários comportamentos cognitivos, principalmente devido às suas conexões com áreas anatômicas responsáveis por tais atividades. Entretanto as principais funções atribuídas ao hipotálamo incluem a regulação da alimentação e ingestão líquida, regulação da atividade sexual e reprodução e o controle de atividades autonômicas. Outras atividades do hipotálamo incluem a regulação emocional, controle de diversas atividades endócrinas, resposta a estresse, regulação da temperatura, bem como o controle do ritmo circadiano.

Glândula hipófise

A pequena projeção do aspecto ventral da base do cérebro é frequentemente chamada de glândula pituitária, mas também conhecida como glândula hipófise. Essa estrutura ovóide de 12 mm por 8 mm é a continuação do infundíbulo do hipotálamo. Ela é protegida pela sela túrcica/turca do osso esfenoide na fossa craniana média, e cruzada superiormente pelo quiasma óptico.

A glândula hipófise possui origem embriológica dual e é consequentemente dividida baseada na funcionalidade de cada componente. A altamente vascular adeno-hipófise (que se origina da ectoderme) é responsável pela síntese de hormônios tróficos, como o adrenocorticotrófico, hormônio folículo-estimulante, hormônio do crescimento, hormônio luteinizante e outros. A neuro-hipófise é derivada de células neurogliais e é responsável pelo armazenamento de hormônios produzidos no hipotálamo.

Glândula hipófise - corte sagital

Nota clínica

Síndrome diencefálica (síndrome de Russell)

Deve ser notado que uma lesão (vascular ou neoplásica) de qualquer parte do diencéfalo pode resultar em um déficit na função associada com aquele componente. Por exemplo, um insulto no núcleo supraóptico do hipotálamo pode prejudicar a produção e subsequente liberação de vasopressina.

A síndrome diencefálica (síndrome de Russell) é um distúrbio raro, caracterizado por:

  • emagrecimento severo com aporte calórico normal
  • euforia
  • hiperatividade locomotora
  • palidez não-anêmica
  • hipotensão
  • hipoglicemia

Insultos neoplásicos das regiões ópticas e hipotalâmicas são a causa primária desse distúrbio. A síndrome é uma das grandes causas de déficit de crescimento entre pacientes pediátricos. Felizmente ela raramente impede o paciente de atingir os seus marcos do desenvolvimento.

Síndrome do pan-hipopituitarismo

Deficiência global dos hormônios da glândula hipófise é clinicamente classificada como síndrome do pan-hipopituitarismo. Isso pode resultar tanto de lesões locais da glândula ou desregulações do hipotálamo. Insultos iatrogênicos à glândula hipófise (radioterapia), necrose hipofisária pós-parto e lesão cerebral traumática podem também resultar em hipopituitarismo.

A apresentação clínica é dependente de qual ou quais hormônios estão predominantemente deficientes. Por exemplo, uma deficiência no hormônio do crescimento vai resultar em um déficit de crescimento em crianças; enquanto baixos níveis de hormônio estimulante da tireóide vai causar hipotireoidismo.

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Referências

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  • Fukushima, K.: "The Interstitial Nucleus Of Cajal And Its Role In The Control Of Movements Of Head And Eyes". Progress in Neurobiology 29.2 (1987): 107-192.
  • Helena Cardoso, Silvia: "Brain Ventricles: Third Ventricle". Cerebromente.org.br. N.p., 1997. Web. 14 Aug. 2016.
  • Herrero, Maria-Trinidad, Carlos Barcia, and Juana Navarro: "Functional Anatomy Of Thalamus And Basal Ganglia". Child's Nervous System 18.8 (2002): 386-404.
  • Kim, Ahlee et al.: "Diencephalic Syndrome: A Frequently Neglected Cause Of Failure To Thrive In Infants". Korean J Pediatr 58.1 (2015): 28. Web. 14 Aug. 2016.
  • Kremer, HP.: "The Hypothalamic Lateral Tuberal Nucleus: Normal Anatomy And Changes In Neurological Diseases". Prog Brain Res 93 (1992): 249-261. Print.
  • Sadler, T. W and Jan Langman: Langman's Medical Embryology. Philadelphia: Wolters Kluwer Health/Lippincott Williams & Wilkins, 2012. Print.
  • Sinnatamby, Chummy S and R. J Last: Last's Anatomy. Edinburgh: Churchill Livingstone/Elsevier, 2011. Print.
  • Standring, Susan and Henry Gray: Gray's Anatomy. [Edinburgh]: Churchill Livingstone/Elsevier, 2008. Print.

Artigo, revisão e layout:

  • Lorenzo Crumbie
  • Elizabeth Johnson
  • Adrian Rad

Ilustrações

  • 1.ª galeria: Glândula Pineal - Paul Kim
  • 1.ª galeria: Tálamo - Paul Kim
  • 1.ª galeria: Metatálamo - Paul Kim
  • 1.ª galeria: Hipotálamo - Paul Kim
  • 1.ª galeria: Hipófise (Glândula pituitária) - Paul Kim
  • Terceiro ventrículo - vista lateral-esquerda - Paul Kim
  • Estria medular do tálamo - vista lateral-esquerda - Paul Kim
  • 2.ª galeria: Tálamo - Paul Kim
  • 2.ª galeria: Núcleo medial dorsal - Paul Kim
  • 2.ª galeria: Pulvinar - Paul Kim
  • 2.ª galeria: Núcleos anteriores - Paul Kim
  • 2.ª galeria: Núcleos intralaminares - Paul Kim
  • 2.ª galeria: Núcleo lateral dorsal - Paul Kim
  • 2.ª galeria: Núcleo ventral anterior - Paul Kim
  • 2.ª galeria: Núcleo ventral posterior - Paul Kim
  • 2.ª galeria: Núcleo ventral lateral - Paul Kim
  • Corpo geniculado medial - vista posterior - Paul Kim
  • Corpo geniculado lateral - vista posterior - Paul Kim
  • Sulco hipotalâmico - vista lateral esquerda - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Hipotálamo - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Região pré-óptica - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Corpo mamilar - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Núcleo paraventricular - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Núcleo supraquiasmático - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Núcleo arqueado - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Núcleo hipotalâmico posterior - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Núcleo hipotalâmico anterior - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Núcleo hipotalâmico dorsomedial - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Núcleo ventromedial - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Área hipotalâmica lateral - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Área hipotalâmica intermédia - Paul Kim
  • 3.ª galeria: Núcleo tuberomamilar - Paul Kim
  • Glândula hipófise - corte sagital - Paul Kim

Tradução para Português e layout:

  • Rafael Lourenço do Carmo
  • Catarina Chaves
  • Rafael Vieira

© Exceto expresso o contrário, todo o conteúdo, incluindo ilustrações, são propriedade exclusiva da Kenhub GmbH, e são protegidas por leis alemãs e internacionais de direitos autorais. Todos os direitos reservados.

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