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Desenvolvimento do crânio

O crânio é a estrutura óssea mais complexa do corpo. Ele protege o sistema nervoso central, a cavidade oral e a cavidade nasal, os ouvidos e os olhos, com suas estruturas internas, externas e relacionadas. Sem esse capacete protetor os seres humanos estariam bastante expostos a traumas. 

O crânio geralmente é composto por 21 ossos, mais 6 ossículos que compõem o ouvido médio (martelo, bigorna e estribo). De acordo com o seu desevolvimento os ossos do crânio podem ser divididos em:

  • Neurocrânio: osso occipital, ossos temporais (2), ossos parietais (2), osso esfenóide, osso etmóide e osso frontal.
  • Viscerocrânio: vómer, cornetos nasais inferiores (2), ossos nasais (2), maxila, mandíbula, ossos palatinos (2), ossos zigomáticos (2) e ossos lacrimais (2).
Fatos importantes
Ossificação endocondral

Viscerocrânio: corneto nasal inferior

Neurocrânio: osso etmóide, osso esfenóide

Ossificação intramembranosa

Viscerocrânio: maxila, osso temporal, osso zigomático, osso palatino, osso lacrimal, osso nasal e vómer.

Neurocrânio: osso frontal, osso temporal (porção escamosa), osso occipital (porção intraparietal) e osso parietal

Ossificação mista

Viscerocrânio: mandíbula

Neurocrânio: osso temporal (porção petrosa -> ossificação endocondral;porção escamosa -> ossificação intramembranosa)e osso occipital (porção mastoide-> ossificação endocondral;porção intraparietal ->ossificação intramembranosa)

Esse artigo irá mencionar categoricamente os aspectos mais importantes do crânio, levando em consideração a organização desse quebra-cabeças ósseo, seus períodos de crescimento, sua localização e suas origens embriológicas.

Desenvolvimento embriológico

A placa lateral de mesoderma encontrada na região cervical, o mesoderma paraxial e as células da crista neural contribuem para o desenvolvimento e existência do crânio. 

Os ossos do crânio são formados de duas maneiras diferentes: ossificação intramembranosa e endocondral são responsáveis por criar um osso cortical compacto ou osso esponjoso. Durante o amadurecimento do crânio, ele é classificado em duas partes principais: o viscerocrânio e o neurocrânio. Esses dois termos dizem respeito aos ossos da face e à base do crânio em conjunto com a calota craniana, respectivamente. A calota craniana é ainda subdividida em neurocrânio membranoso e neurocrânio cartilaginoso.

Viscerocrânio 

A primeira parte do crânio a ser discutida é o viscerocrânio, ou os ossos da face. Abaixo eles são agrupados de acordo com a sua camada germinativa, suas origens, sua localização no adulto e seu processo de ossificação.

Deve ser mencionado que todos os ossos nessa categoria derivam de células da crista neural. Além disso, todas as seguintes estruturas emergem do primeiro e segundo arcos faríngeos.

  • O processo (apófise) maxilar do primeiro arco faríngeo contribui com a formação da maxila, do osso temporal, do zigoma (osso e arco zigomáticos), do osso palatino, do osso lacrimal, do osso nasal, do vômer e da concha (corneto) nasal inferior. Todos esses ossos sofrem ossificação intramembranosa, exceto a concha nasal inferior, que sofre ossificação endocondral.
  • O processo (apófise) mandibular, que também emerge do primeiro arco faríngeo, produz a mandíbula através de ossificação intramembranosa e endocondral, o ligamento esfenomandibular, que é uma exceção, já que ele nunca ossifica, e finalmente o martelo e a bigorna, que sofre ambos ossificação endocondral.

Enquanto isso, o segundo arco faríngeo produz o processo estiloide, o estribo ou estapédio e o osso hioide, todos sofrendo ossificação endocondral. A estrutura final não é ossificada, sendo conhecida como ligamento estilohióideo.

Videoaula recomendada: Viscerocrânio
Anatomia do viscerocrânio.

Fontanelas

O segundo e último item digno de nota em relação ao viscerocrânio são as fontanelas cranianas. Essas são áreas de crescimento do crânio, presentes desde antes do nascimento até certa idade em crianças pequenas. Segue uma lista detalhada da localização dessas áreas e o período da vida da criança em que elas se fecham:

  • A fontanela anterior, conhecida como bregma, se fecha entre quatro e vinte e seis meses.
  • A fontanela posterior, conhecida como lambda, se fecha muito antes que a anterior, com apenas um ou dois meses após o nascimento.
  • A fontanela esfenoidal se fecha entre dois e três meses, sendo chamada ptérion.
  • A fontanela final, que se fecha entre os doze e dezoito meses, recebe o seu nome em função da área em que ela está situada, sendo chamada de fontanela mastoide, também conhecida como fontanela astérion.

Ptérion (verde) - vista lateral esquerda

Neurocrânio 

Conforme mencionado previamente, o neurocrânio é subdividido em neurocrânio membranoso e neurocrânio cartilaginoso. As estruturas destes subgrupos são distribuídas de acordo com a camada germinativa da qual elas derivam, da área do neurocrânio em que elas estão situadas, da estrutura adulta que elas eventualmente se tornam e finalmente do processo de ossificação que sofrem.

  • O neurocrânio membranoso consiste de células da crista neural, e do mesoderma paraxial, que forma a principal porção do teto e das paredes laterais do neurocrânio. As células da crista neural criam o osso frontal do adulto e a porção escamosa do osso temporal. O mesoderma paraxial produz a porção intraparietal do osso occipital e o próprio osso parietal. Todas as estruturas sofrem ossificação intramembranosa.
  • O neurocrânio cartilaginoso também é constituído de mesoderma paraxial e de células da crista neural. A crista neural mantém o desenvolvimento do neurocrânio pré-cordal anterior à sela túrcica. Enquanto isso, o mesoderma paraxial é responsável pelo crescimento do neurocrânio cordal, posterior à sela túrcica. O neurocrânio pré-cordal e cordal amadurece nos ossos etmoide e esfenoide, bem como nas porções petrosa e mastoide do osso temporal e osso occipital, respectivamente. Todos eles sofrem ossificação endocondral.
Videoaula recomendada: Neurocrânio
Anatomia do neurocrânio.

Aspectos clínicos

Fraturas do crânio ocorrem em qualquer idade, e são geralmente relacionadas a trauma por acidentes automobilísticos, lesões relacionadas a esportes e violência física. 

Entretanto, a idade mais perigosa para se infligir tais danos é entre o nascimento e os vinte e seis meses. É uma descoberta surpreendente para muitos, devido ao fato de que os bebês possuem ossos extremamente flexíveis e macios comparados aos adultos, e poderia-se acreditar que impactos na cabeça não seriam capazes de fraturar componentes esqueléticos. 

A razão para esse risco aumentado são as fontanelas e o fato de elas estarem abertas nesse intervalo de idade. Se uma das fontanelas for atingida, trauma cerebral e sangramento interno são praticamente certos. As camadas das fontanelas são tão finas que um trauma impactante nessa área em particular iria facilmente causar penetração do crânio pelo objeto.

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Referências:

  • Neil S. Norton, Ph.D. and Frank H. Netter, MD, Netter’s Head and Neck Anatomy for Dentistry, 2nd Edition, Elsevier Saunders, Chapter 1 Development of the Head and Neck, Pages 10 to 12.
  • T.W. Sadler, Langman’s Medical Embryology, 12th Edition, Wolters Kluwer: Lippincott, Williams and Wilkins, Part 2, Chapter 17 Head and Neck, Pages. 

Autor:

  • Dr. Alexandra Sierosławska

Ilustrações:

  • Crânio - vista anterior - Yousun Koh
  • Crânio - vista lateral esquerda - Yousun Koh
  • Pterion - vista lateral esquerda - Yousun Koh 

Tradução para o português:

  • Rafael Lourenço do Carmo
  • Catarina Chaves
  • Beatriz la Féria
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