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Músculos abdominais anteriores

Os músculos abdominais anteriores fazem parte da musculatura da parede abdominal anterolateral, e estão localizados próximos à linha média, entre a margem costal (superiormente) e o púbis (inferiormente).

Eles são dois pares de músculos, localizados imediatamente laterais à linha alba. A maior parte da parede abdominal anterior é formada pelo músculo reto abdominal. Já o músculo piramidal está presente somente em cerca de 80% dos indivíduos, e por isso ele é menos significativo para a integridade da parede abdominal. O reto abdominal e o piramidal estão envolvidos na proteção do conteúdo da cavidade abdominal, na movimentação do tronco e em outras funções corporais.

Informações importantes sobre os músculos abdominais anteriores
Músculo reto abdominal Origem: sínfise púbica, crista púbica
Inserção:
processo xifoide, cartilagens costais da 5.ª a 7.ª costelas
Inervação:
nervos intercostais (T6-T11), nervo subcostal (T12)
Função:
flexão do tronco, compressão das vísceras abdominais e expiração
Músculo piramidal Origem: crista púbica, sínfise púbica
Inserção:
linha alba
Inervação:
nervo subcostal (T12)
Função:
tensiona a linha alba

Este artigo vai discutir a anatomia dos músculos abdominais anteriores, suas fáscias e aponeuroses, inserções, funções, inervação e vascularização.

Conteúdo
  1. Fáscia e aponeuroses
  2. Músculo reto abdominal
    1. Origem e inserção
    2. Função
    3. Inervação e vascularização
  3. Músculo piramidal
    1. Origem e inserção
    2. Função
    3. Inervação e vascularização
  4. Notas clínicas
    1. Hiperlordose
    2. Rotação pélvica anterior
    3. Cirurgia abdominal
    4. Diástase do reto do abdome
    5. Hérnias umbilicais
    6. Gestação
  5. Referências
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Fáscia e aponeuroses

Superficialmente aos músculos abdominais anteriores encontramos a tela subcutânea, a fáscia de Camper e a fáscia de Scarpa. A fáscia de Camper é a camada fascial mais superficial. Trata-se de uma camada rica em gordura, de espessura variável, sendo mais marcante em indivíduos obesos. Nos homens, a fáscia de Camper reveste também o pênis, e é contínua com a camada externa do cordão espermático, localizado no escroto.

Nesta localização ela possui pouco tecido adiposo e apresenta fibras musculares lisas (fáscia dartos do escroto). Posteriormente ao escroto, a fáscia de Camper é contínua com a fáscia perineal superficial ou fáscia de Colles. Nas mulheres, ela vai da pele suprapúbica até os lábios maiores e o períneo.

Nós mencionamos várias estruturas anatômicas, certo? Mas não se preocupe, nós temos alguns artigos para você relembrar toda essa anatomia e reforçar seus conhecimentos.

A fáscia de Scarpa é a camada fascial membranosa mais profunda. Ela está firmemente aderida à linha alba e à sínfise púbica na linha média, e fracamente aderida à aponeurose do oblíquo externo, mais lateralmente. Superiormente, ela é contínua com a fáscia superficial que recobre o restante do tronco. Inferiormente, ela se funde com a fáscia de Camper, superficialmente, e com a fáscia lata da coxa, distalmente ao ligamento inguinal.

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Nos homens, a fáscia de Scarpa se torna o ligamento superficial ou fundiforme do pênis, e se estende inferiormente da parede abdominal anterior até o pênis. Ela também se continua sobre o cordão espermático no escroto, sendo contínua com a fáscia do períneo. Nas mulheres, ela segue até os lábios maiores e o períneo.

Os músculos reto abdominal e piramidal são revestidos por uma bainha espessa, a bainha do reto. A bainha do reto é formada pela aponeurose dos músculos abdominais laterais, que reveste os músculos reto abdominal e piramidal e converge em uma estrutura tendinosa na linha média, a linha alba.

Logo profundamente aos músculos reto do abdome e piramidal, e revestida pela bainha do reto, existe uma camada de fáscia chamada de fáscia transversal, que separa a parede abdominal anterior da gordura extraperitoneal. Posteriormente, a fáscia transversal é contínua com a fáscia toracolombar, e anteriormente ela forma uma bainha contínua. Inferiormente, ela é contínua com as fáscias ilíaca e pélvica, enquanto superiormente ela se funde com a fáscia do diafragma. Ela se fixa na crista ilíaca e na face posterior do ligamento inguinal, lateralmente aos vasos femorais. Ela também forma o limite posterior do canal inguinal.

Aprenda a anatomia dos músculos da parede abdominal:

Músculo reto abdominal

Origem e inserção

O músculo reto abdominal é formado por um par de músculos orientados verticalmente. Juntamente com o músculo piramidal, ele forma a parede abdominal anterior. O nome “reto abdominal” se deve ao fato de suas fibras assumirem uma direção paralela entre os seus pontos de origem e inserção. Ele possui um formato de faixa, e é mais estreito inferiormente, se alargando superiormente.

Informações importantes sobre o músculo reto abdominal
Origem Sínfise púbica, crista púbica
Inserção Processo xifoide, cartilagens costais da 5.ª-7.ª costelas
Inervação Nervos intercostais (T6-T11) e nervo subcostal (T12)
Vascularização Vasos epigástricos superior e inferior
Função Flexão do tronco, compressão das vísceras abdominais, expiração

O reto abdominal tem dois pontos de origem. Sua cabeça lateral se origina na crista do púbis, entre a sínfise e o tubérculo púbicos. Já a cabeça medial se origina da sínfise púbica, se entrelaçando com as fibras musculares contralaterais. O reto do abdome se insere no processo xifoide do esterno e nas cartilagens costais da 5.ª a 7.ª costelas.

O músculo reto do abdome se localiza imediatamente lateral à linha alba, que se estende ao longo da linha média da parede abdominal anterior. As bordas laterais do músculo criam uma borda semicircular, a linha semilunar, que se estende da extremidade da 9.ª cartilagem costal até o tubérculo púbico. Ela é revestida pela bainha do reto e pela aponeurose dos músculos abdominais laterais quando segue para se inserir na linha alba.

Ao longo do comprimento anterior do músculo reto abdominal existem três faixas horizontais de tecido conjuntivo chamadas de intersecções tendíneas. As intersecções tendíneas se fixam à bainha do reto que reveste o músculo, separando-o em ventres individuais. Elas estão tipicamente localizadas ao nível do processo xifoide, do umbigo e no ponto médio entre eles. Elas são responsáveis pela aparência de “tanquinho” do abdome presente em alguns indivíduos com músculos muito desenvolvidos e pouca quantidade de gordura abdominal subcutânea.

Função

A contração dos músculos retos do abdome produz a flexão do tronco. Esse movimento ocorre ao nível da coluna lombar. A flexão do tronco em direção à pelve ocorre quando a pelve está fixa. Alternativamente, a flexão da pelve sobre o tronco ocorre quando o tronco está fixo (como no exercício de levantamento das pernas). Os músculos também estão envolvidos na estabilização da pelve e na manutenção da posição neutra da pelve, prevenindo anormalidades na sua posição, como a rotação pélvica anterior ou posterior. A contração do músculo reto abdominal também comprime as vísceras abdominais e contribui na expiração forçada.

Inervação e vascularização

O reto abdominal é inervado pelos ramos terminais dos ramos anteriores dos nervos espinais T6-T12, que se originam como nervos intercostais nos espaços intercostais. Os ramos anteriores dos nervos espinais T6-T11 são chamados de nervos toracoabdominais, enquanto o ramo anterior de T12 se torna o nervo subcostal. Os nervos toracoabdominais inervam os músculos retos abdominais após terem passado pelo espaço intercostal, inervando a parede torácica. O nervo subcostal não passa por um espaço intercostal, mas está localizado no sulco subcostal da décima segunda costela.

O músculo reto do abdome é irrigado principalmente pelas artérias epigástricas superiores (continuações das artérias torácicas internas) e epigástricas inferiores (ramos das artérias ilíacas externas), que seguem ao longo da superfície interna do músculo. A artéria epigástrica inferior é a principal artéria que irriga o músculo reto abdominal. Podem haver ainda contribuições das artérias intercostais, subcostais, lombar posterior e ilíaca circunflexa profunda. A drenagem venosa segue o mesmo padrão arterial.

Músculo piramidal

Origem e inserção

Os músculos piramidais são um par de músculos de formato triangular que estão localizados dentro da bainha do reto, superficialmente aos músculos reto abdominais.

Informações importantes sobre o músculo piramidal
Origem Crista púbica, sínfise púbica
Inserção Linha alba
Inervação Nervo subcostal (T12)
Vascularização Vasos epigástricos inferiores
Função Tensiona a linha alba

Cada músculo piramidal se origina da crista púbica e da sínfise púbica. Eles reduzem em tamanho à medida que cursam superiormente, terminando como um ápice pontiagudo que se insere medialmente na linha alba. Cada músculo tipicamente se insere no ponto médio entre o púbis e o umbigo. Esse músculo é muito variável, e está ausente em aproximadamente 20% dos indivíduos.

Função

O par de músculos piramidais tenciona a linha alba quando se contrai. Coletivamente, os músculos da parede abdominal anterior, juntamente com os músculos da parede abdominal lateral, formam um limite resistente - mas flexível - da cavidade abdominal, que protege os órgãos abdominais. Eles também comprimem os órgãos para manter e aumentar a pressão intra-abdominal, mecanismo importante na expiração forçada, defecação, micção, vômito e parto.

Inervação e vascularização

O piramidal é inervado pelos ramos terminais do nervo subcostal, o ramo anterior do nervo espinal T12. Ele recebe sua vascularização da artéria epigástrica inferior, e, em menor extensão, da artéria ilíaca circunflexa profunda. Sua drenagem venosa segue o suprimento arterial.

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