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Coração in situ

Este vídeo tem legendas em Português

Coração in situ observado a partir de uma vista anterior.

Fantástico!
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Destaques

Transcrição

Esse paciente está em uma condição crítica. Precisamos fazer uma toracotomia de emergência para reparar suas feridas.

Vamos começar com incisões acima da linha média da axila bilateralmente, passando pelas clavículas, sobre o manúbrio e passando pela margem costal. Agora, corte as costelas e clavículas. Agora, vamos remover a parede torácica e salvar esse paciente.

Uau, isso parece intenso! O cirurgião realizou um procedimento cirúrgico avançado denominado toracotomia. Vamos nos afastar e deixar a equipe de saúde tratar desse paciente. Teremos notícias dele mais tarde...

Enquanto isso, podemos explorar a anatomia que visualizamos nesta vista. Aqui estamos olhando para o tórax sem a parte frontal da parede torácica e, uma vez que nenhuma das estruturas foi retirada ou danificada, podemos dizer que tudo está “in situ”, o que pode ser traduzido para “no seu lugar de origem.”

Neste vídeo, vamos focar-nos particularmente no coração em sua posição anatômica normal, ou seja, in situ. Antes de nos aprofundarmos no âmago da questão, vamos apresentar rapidamente o que vamos ver hoje.

Então, primeiro, vamos ver a anatomia do coração, que pode ser vista na sua posição anatômica normal. Isso inclui estudar algumas câmaras cardíacas, apêndices atriais e características externas. Depois, vamos ver algumas estruturas vizinhas importantes, incluindo diferentes tecidos e órgaõs.

A seguir, vamos ver vasos e estruturas nervosas importantes, incluindo artérias, veias e nervos. E acabaremos dando uma olhada no cenário clínico relacionado ao coração in situ.

Mas antes, vamos começar olhando para o protagonista deste vídeo - o coração. Para ver esse órgão muscular em toda sua glória, temos primeiramente que remover essa estrutura, que é o pericárdio. Essa camada de tecido circunda e protege o coração. Apesar de muito importante, não se preocupe muito com ele agora, vamos voltar a ele depois.

Com o pericárdio fora do caminho, podemos identificar várias estruturas anatômicas do coração. Vamos passar pelas câmaras, pelos apêndices, bem como por algumas estruturas externas ao coração. E vamos começar identificando
suas câmaras. Dessa perspectiva, podemos ver claramente três das quatro câmaras - sendo elas o átrio direito, o ventrículo direito, que é menor, e o ventrículo esquerdo, que é maior. A quarta câmara - o átrio esquerdo - é melhor visualizada de uma perspectiva posterior ou dorsal.

Tivemos que tirar o coração do saco pericárdico para poder vê-lo, mas dessa forma, o coração não estaria mais in situ. Mas pra mostrar rapidinho, é assim que o átrio esquerdo se parece de uma vista posterior.

OK, vamos tomar um segundo para olhar para essas câmaras com um pouco mais de detalhes, começando com o átrio direito. Então, o sangue entra nessa câmara através de duas grandes veias chamadas de veias cava superior e inferior, apesar de só conseguirmos visualizar a superior com o coração in situ. A veia cava inferior está escondida atrás do coração. E nós vamos olhar a veia cava superior em mais detalhes daqui a pouco.

O sangue que está nessas veias acabou de viajar por todo o corpo fornecendo sangue oxigenado para vários músculos e órgãos e agora ele está retornando para o coração para recomeçar seu ciclo. O sangue entra então no ventrículo direito após atravessar a valva tricúspide, também conhecida como valva atrioventricular direita - e não podemos ver esta valva com o coração in situ, uma vez que teríamos que abrir o coração para conseguir ver dentro dele.

Do ventrículo direito, o sangue vai até os pulmões para se oxigenar passando pelo tronco pulmonar, o qual vamos ver daqui a pouco. A maior das quatro câmaras, vista aqui, é o ventrículo esquerdo e ele fica logo inferior e anterior ao átrio esquerdo, o qual, lembre-se, não podemos visualizar, pois ele fica na parte posterior do coração, e o sangue dentro dessa câmara acabou de ser oxigenado nos pulmões, passou pelo átrio esquerdo e está pronto para ser bombeado para o resto do corpo, para distribuir seu delicioso oxigênio.

A seguir, vamos dar uma olhada nas duas mini câmaras do coração, que são o apêndice atrial esquerdo e o apêndice atrial direito. E essas duas projeções em forma de enguias agem como reservatórios para quando as quatro grande câmaras ficam muito cheias, e você também pode ouvir alguém chamando essas estruturas de aurículas, o que significa pequena orelha, o que se refere-se ao seu formato.

Se nós olharmos para o apêndice atrial esquerdo um pouco mais de perto, podemos ver que ele está localizado logo acima do ventrículo esquerdo. Enquanto isso, o apêndice atrial direito fica logo acima do ventrículo direito e você provavelmente pode ver como ele é proeminente.

Com o coração in situ, ele cobre grande parte do átrio direito. OK, agora que falamos sobre as câmaras e os apêndices vistos no coração in situ, vamos aprender sobre três das estruturas externas ao coração, como podemos ver sob essa perspectiva.

Bem, nossa primeira parada é o infundíbulo cardíaco, depois temos o sulco interventricular anterior e finalmente, o ápice do coração. O infundíbulo cardíaco é uma bolsa em formato de cone que agora podemos ver destacada. Note que ele fica acima da maior parte do ventrículo direito e, na verdade, dá origem ao tronco pulmonar, que vimos anteriormente.

Pense nele como uma pequena peça de um cano que conecta o ventrículo direito e o tronco pulmonar. Logo à esquerda do infundíbulo cardíaco temos um sulco superficial chamado de sulco interventricular anterior. Mas não deixe esse nome grande assustar você! Anterior significa simplesmente que ele está na frente do coração e pensar nas câmaras que vimos um pouco antes vai te ajudar a entender a próxima palavra.

Bem, interventricular se refere ao fato deste sulco estar localizado entre os ventrículos direito e esquerdo. A última palavra, sulco, é outro termo para depressão ou entalhe. E ele é longo e estreito e é aqui que você encontrará o ramo interventricular da artéria coronária esquerda - uma das artérias que veremos mais tarde. Bem, normalmente quando você escuta a palavra ápice você talvez pense no topo de uma montanha. Entretanto, essa palavra só quer dizer “final pontudo”. No caso do coração, o ápice não aponta para cima, na verdade ele aponta para baixo e para a esquerda, e aqui podemos ver como o ápice do coração faz parte do ventrículo esquerdo, que vimos antes.

Então agora que já vimos o coração, podemos começar a investigar estruturas importantes que estão próximas a ele. Vamos começar olhando as relevantes camadas de tecido pulmonar que estão localizadas perto do coração e que podemos ver com o coração in situ, incluindo o pericárdio e a parte mediastinal da pleura parietal e aqui também estão alguns órgãos importantes que também conseguimos ver dessa perspectiva, como o timo, os pulmões e o diafragma.

E por último, vamos dar uma olhada nas estruturas neurovasculares que podemos ver com o coração in situ. Vamos começar com a estrutura que vimos no início do vídeo, o pericárdio.

Essa camada de tecido forma um saco ao redor do coração e, na verdade, possui duas camadas - o pericárdio fibroso e o pericárdio seroso - e o que vemos agora destacado é o pericárdio fibroso, que é a mais superficial das duas camadas.

A seguir, nós temos o pericárdio seroso, que também pode ser dividido em duas partes. Na superfície interna do pericárdio fibroso temos a camada parietal do pericárdio seroso e aderido diretamente ao coração está a camada visceral do pericárdio seroso, conhecido simplesmente como epicárdio.

Entre as camadas visceral e parietal do pericárdio existe um fluido que é denominado fluido pericárdico. O pericárdio ajuda a proteger o coração contra infecções, enquanto o fixa ao mediastino e também fornece alguma lubrificação para o coração, um vigoroso bombeador de sangue para o corpo.

A parte mediastinal da pleura parietal é só uma parte de uma camada contínua de tecido que circunda o interior do tórax e é coletivamente chamada de pleura parietal. A parte mediastinal desse tecido é a parte que está em contato com o mediastino e, se isso ajudar, você pode pensar no tórax como um quarto com a pleura sendo o papel de parede que está nas paredes internas do quarto. A parte mediastinal da pleura parietal é só uma parte do papel de parede que recobre o espaço encontrado entre os dois pulmões.

OK, olhando para a parte superior do mediastino, podemos ver o órgão linfóide conhecido como timo e, se dermos zoom nele, veremos como o timo está perto dos grandes vasos do coração, que veremos em mais detalhes quando formos discutir as estruturas neurovasculares.

Quando olhamos pela vista sagital, podemos ver como o timo fica logo em frente ao mediastino, diretamente atrás do esterno, e este órgão deve ter sido uma das primeiras coisas que o médico do início desse vídeo deve ter visto quando começou a fazer a toracotomia.

Entretanto, normalmente, à medida que envelhecemos, esse órgão vai lentamente sofrendo involução ou regressão em tecido gorduroso. De cado lado do coração, podemos ver os pulmões direito e esquerdo e, se dermos uma olhada mais de perto, podemos identificar alguns dos lobos e fissuras associadas a cada pulmão.

Então vamos começar com o pulmão direito, que podemos ver aqui destacado e esse pulmão tem três lobos - o superior, o médio e o inferior. E esses lobos são separados entre si por fissuras. E uma vez que temos três lobos, sabemos que deve haver duas fissuras para separá-los, então vamos dar uma olhada.

Bem, separando os lobos superior e médio existe uma fissura horizontal e separando os lobos médio e inferior, existe uma fissura oblíqua. Vamos rapidamente mudar para o pulmão esquerdo agora e, desse lado, nós só temos dois lobos, uma vez que três lobos iriam tornar tudo muito confuso e cheio com o coração no caminho. Então aqui podemos ver o lobo superior e logo inferior a ele, podemos ver o lobo inferior.

Então, assim como acabamos de ver do lado direito, esses lobos serão separados por uma fissura e desse lado, só temos uma fissura que está separando nossos dois lobos e esta fissura é chamada de fissura oblíqua, uma vez que ela possui uma orientação oblíqua ou diagonal.

Se mantermos nosso foco perto do pulmão esquerdo, podemos ver uma importante estrutura vindo em sua direção, que é o brônquio principal esquerdo. E aqui, você pode ver que ele está um pouco escondido atrás de alguns grandes vasos, então se tirarmos eles da frente, podemos ver todo o brônquio principal esquerdo e seu correspondente do outro lado, o brônquio principal direito, e você pode ver que o brônquio principal esquerdo sai da traqueia formando um ângulo um pouco maior do que o brônquio principal direito, que, por sua vez, parece continuar-se com a traqueia.

E é por isso que se você inalar acidentalmente uma bala, ela provavelmente iria acabar no brônquio principal direito. Bem, se voltarmos à nossa imagem do coração in situ, podemos ver que a última estrutura vizinha, antes de chegarmos às estruturas neurovasculares, é o diafragma torácico.

Às vezes ele também é chamado de diafragma respiratório ou ainda mais simples, só de diafragma. E essa fina folha de músculo esquelético se estende
na parte inferior da caixa torácica e serve como um limite entre a cavidade torácica acima e a cavidade abdominal abaixo. E esse músculo é muito importante, já que ele tem um papel essencial na respiração.

Quando ele se contrai e puxa para baixo o tórax, a cavidade torácica se torna maior e o ar entra nos pulmões, e quando ele relaxa, a cavidade torácica se encolhe e o ar é forçado para fora dos pulmões.

OK, agora que nós vimos o coração e alguns dos órgãos e estruturas que o circundam, estamos prontos para estudar as artérias, veias e nervos que podem ser vistos com o coração in situ.

E prepare o seu caderno de anotações, há bastante coisa para aprendermos. Então vamos começar pelas artérias e nós sabemos que normalmente as artérias são responsáveis por transportar sangue oxigenado, entretanto, nós vamos ver uma artéria única que na verdade transporta sangue desoxigenado. Depois vamos ver as veias e algumas delas estão perto das artérias e têm nomes similares a elas, o que felizmente facilita essa parte.

E finalmente, vamos terminar essa seção vendo alguns dos principais nervos e essa será uma boa maneira de encerrar, uma vez que as estruturas que vimos antes serão ou importantes pontos de referência para acharmos esses nervos ou inervadas por eles.

OK, então temos muita coisa para ver, portanto vamos começar!

A primeira artéria que vamos ver é essa grande aqui, e esse é o arco aórtico. O sangue que está sendo ejetado no arco aórtico é muito oxigenado e acabou de sair do ventrículo esquerdo - uma das quatro câmaras que vimos previamente - via aorta ascendente. E é fácil lembrar o nome dela, pois esse vaso tem realmente o formato de um arco, o que pode ser visto um pouco melhor se nós removermos algumas estruturas vizinhas.

E você também pode ver que existem três grandes ramos que saem desse arco e ascendem. São esses três ramos que nós veremos a seguir. Com o coração in situ, você consegue ver somente uma parte do primeiro ramo do arco aórtico, conhecido como tronco braquiocefálico e ele está um pouco escondido por algumas das veias que nós vamos ver daqui a pouco e usualmente se esconde atrás do timo, mas aqui ele já foi previamente removido.

Então, vamos remover algumas outras estruturas para que possamos ver com mais facilidade e... pronto, agora está bem melhor! Agora sim podemos ver que essa artéria é bem curta antes de se dividir na artéria carótida comum direita e na artéria subclávia direita e vamos ver essas duas em seguida.

Então saindo do tronco braquiocefálico e subindo para o pescoço, temos a artéria carótida comum direita, que podemos ver muito bem aqui, mas é importante ver ela com o coração in situ, já que esse é exatamente o propósito deste vídeo.

Beleza, então vamos colocar todas as nossas estruturas de volta. Elas vão esconder essa artéria um pouco, mas é importante para vermos como ela se relaciona com todo o resto. E aqui vamos nós.

Agora podemos ver que ela fica atrás da veia e do nervo que vamos discutir daqui a um minuto. O segundo ramo do tronco braquiocefálico é a artéria subclávia e esse ramo sai um pouco mais lateral, em direção ao braço direito, do qual ela fará o suprimento sanguíneo. Ela também dá alguns ramos que vão suprir o pescoço e partes do cérebro. Logo em seguida temos a artéria carótida comum esquerda, que é o segundo ramo do arco aórtico e isso é um pouco diferente do que vimos do lado direito.

Ao invés de se originarem de um tronco comum, as artérias carótida comum esquerda e subclávia esquerda se originam diretamente do arco aórtico e, assim como do lado direito, a carótida comum esquerda ascende para suprir a
cabeça e o pescoço. Logo ao lado, podemos ver o terceiro e último ramo do arco aórtico, que é a artéria subclávia esquerda e, assim como sua correspondente do lado direito, esse vaso é responsável por suprir o membro superior esquerdo, o pescoço e partes do cérebro com sangue oxigenado.

Originando-se das artérias subclávias direita e esquerda estão as artérias torácicas internas e aqui só conseguimos ver uma pequena porção desse vaso, mas ele na verdade é bem longo. Se colocarmos a caixa torácica de volta, podemos ver que a artéria torácica interna na verdade percorre toda a extensão da frente do tórax de cada lado do esterno.

Então se voltarmos para nossa imagem do coração in situ, podemos ver as próximas artérias da nossa lista e essas são as artérias periocardicofrênicas. É uma palavra bem grande, mas não deixe que ela te intimide, pois essas artérias são nomeadas simplesmente baseada naquilo que elas suprem.

A primeira parte da palavra “pericárdico” significa que elas suprem o pericárdio - a camada de tecido que vimos previamente - e a última parte da palavra “frênico” se refere ao fato de que elas suprem o diafragma, que é o músculo fino na extremidade do tórax, sobre o qual já discutimos. E essas artérias não só são difíceis de pronunciar, elas também são um pouco difíceis de identificar e dar um zoom definitivamente nos ajuda a ver elas um pouco melhor.

A próxima artéria que vamos ver é quase uma pegadinha, pois ela não é uma artéria verdadeira, mas já foi uma. Bem, no nosso embrião em desenvolvimento, existe uma pequena comunicação arterial entre o arco aórtico e o tronco pulmonar, e esse shunt (ou comunicação) é chamado de ducto arterioso e ele permite que o sangue “pule” os pulmões, já que nosso pulmões não são funcionais dentro do útero. Entretanto, depois que nascemos e nossos pulmões começam a trabalhar, esse shunt se fecha e o que permanece é essa pequena estrutura aqui, o ligamento arterioso.

OK, temos ainda três artérias para ver e as próximas estão um pouco mais perto do coração, de forma que elas devem ser mais fáceis de lembrar. Primeiro, vamos ver um vaso que supre o tecido muscular cardíaco e ele é chamado de artéria coronária direita e você pode ver que ela está localizada logo abaixo do átrio direito e logo acima do ventrículo direito e que ela passa ao redor do lado direito do coração e forma uma espécie de coroa.

A próxima artéria que vamos ver também supre o músculo cardíaco e é chamada de ramo interventricular da artéria coronária esquerda. É um ramo da artéria coronária esquerda, que não podemos ver dessa perspectiva, mas se localiza mais ou menos aqui. E nós mencionamos o ramo interventricular da artéria coronária esquerda quando nós falamos sobre o sulco interventricular anterior, que é onde você encontra esta artéria se encaixando precisamente entre os dois ventrículos. E, finalmente, aqui nós temos o tronco pulmonar.

Nós vimos brevemente essa estrutura anteriormente, quando falamos sobre o infundíbulo cardíaco, que se localiza logo inferior ao tronco pulmonar e essa artéria é única, pois ela transporta sangue que está desoxigenado. Lembre-se que o sangue que deixa o ventrículo direito vai em direção aos pulmões para se oxigenar e ele chega aos pulmões passado pelo infundíbulo cardíaco e depois pelo tronco pulmonar.

E talvez seja mais fácil de lembrar que essas artérias estão se afastando do coração e não estão necessariamente sempre transportando sangue oxigenado. OK, a próxima seção de estruturas neurovasculares que vamos ver são as veias e nós vamos começar mais distalmente e seguir o trajeto de drenagem em direção ao coração.

Então as primeiras veias que vamos ver são essas aqui, que são as veias jugulares internas direita e esquerda e elas são responsáveis pela drenagem do sangue desoxigenado da cabeça e do pescoço. E você as encontrará logo anterior às artérias carótidas comuns que vimos previamente.

Então agora sabemos que o sangue da cabeça está sendo transportado para baixo nas veias jugulares internas. O sangue dos membros superiores, enquanto isso, está voltando ao coração através das veias agora destacadas, chamadas de veias subclávias esquerda e direita. E como os nomes sugerem, você encontrará essas veias logo abaixo da clavícula. O sangue das veias jugulares internas e das veias subclávias se misturam para formar as veias braquiocefálicas esquerda e direita.

E eu sei que isso é muito para aprender agora, então pode ser que ajude se quebrarmos a palavra braquiocefálica em partes menores. Bem, “braquio” se refere a braço, que é de onde a veia subclávia recebe sangue e “cefálica” se refere a cabeça, que é de onde a veia jugular interna recebe o seu sangue.
E se colocarmos essas duas palavras juntas, formamos “braquiocefálica”, o que significa braço e cabeça, que é de onde todo o sangue presente nessa veia vem. As veias braquiocefálicas esquerda e direita drenam então nessa veia, que é a veia cava superior e, dali, o sangue finalmente chega ao coração, entrando em uma das câmaras que vimos previamente, que é o átrio direito. Só falta uma veia e essa tem um nome grande, mas, felizmente, soa bem familiar - as veias pericardicofrênias percorrem o seu caminho bem ao lado das já mencionadas artérias pericardicofrênicas.

E similar às suas artérias correspondentes, as veias pericardicofrências estão associadas com o pericárdio e com o diafragma, porém, ao contrário das artérias que suprem essas estruturas com sangue, essas veias são responsáveis por drenar o sangue desoxigenado dessas estruturas.

OK, agora que já vimos as artérias e veias do coração in situ, estamos prontos para seguir para os nervos e o primeiro nervo que vamos ver é o nervo vago. Também podemos ouvir ele ser referido como décimo par craniano. Aqui vemos o nervo vago esquerdo e ele pode ser bem difícil de encontrar durante a dissecção, então vamos dar uma olhada em alguns pontos de referência desse nervo.

No pescoço, você pode ver que ele está situado entra a artéria carótida comum e a veia jugular interna e você notará que ele desce logo na frente do arco aórtico antes dele mergulhar atrás do brônquio principal esquerdo. Finalmente, ele atravessa o diafragma para chegar até o abdome.

Que jornada!

E pode ser interessante saber que “vagus” em latim significa “viajante”, o que faz total sentido quando você considera o longo percurso que ele faz no corpo. Do lado direito do corpo, encontraremos o outro nervo vago e com o coração in situ, você não consegue ver muita coisa do nervo vago direito, mas você pode ver como ele está situado entre a artéria carótida comum e a veia jugular interna no lado direito.

Ele também mergulhará atrás do brônquio principal direito e atravessará o diafragma para entrar no abdome. Nós só não podemos ver essas relações do lado direito, porque o coração está no caminho.

A seguir, vamos falar sobre o nervo laringeo recorrente esquerdo, que na verdade é um ramo do nervo vago esquerdo. E você pode ver ele aqui, mas vamos remover algumas estruturas e dar um zoom, para tornar tudo um pouco mais claro.

Aqui está!

Felizmente isso clareia as coisas um pouco e você pode ver que esse nervo na verdade dá uma volta por baixo do arco aórtico antes de subir até o pescoço, perto da traqueia e esse nervo é muito importante e ajuda a controlar pequenos músculos na sua laringe ou caixa vocal. A verdade é que, sem ele, eu não seria capaz de narrar esse vídeo.

Os últimos nervos que vamos ver são os nervos frênicos, que são responsáveis pela inervação do grande músculo plano que vimos antes, o diafragma. Esses nervos seguem na mesma direção dos nervos vagos, e por isso às vezes pode ser confuso identificá-los corretamente no laboratório.

Existem algumas diferenças chave que vamos ver, para te ajudar a diferenciar entre os dois. Você pode ver que o nervo frênico é menor em diâmetro que o grande nervo vago e que, enquanto ele desce no tórax, ele permanece anterior ou na frente dos dois brônquios principais, enquanto os nervos vagos direito e esquerdo passam por trás dessas estruturas.

Além disso, o nervo frênico inerva o diafragma, portanto ele vai acabar nesse músculo enquanto o nervo vago o atravessa para chegar até o abdome. Mantendo essas características em mente, você felizmente vai evitar qualquer confusão.

OK, agora que vimos toda a anatomia relevante dessa imagem, vamos checar nosso paciente do início do vídeo. Bem, mais cedo vimos que o cirurgião do trauma removeu com sucesso a caixa torácica em um procedimento chamado de toracotomia e, com a caixa removida, a equipe de saúde realizou o que é denominado massagem cardíaca.

Isso não é o mesmo que fazer uma boa e velha massagem nos pés ao final de um longo dia, embora a ideia seja, de certa forma, similar. Essencialmente, é um procedimento de ressuscitação, que envolve a aplicação de pressão rítmica ao coração do paciente para restaurar e manter um fluxo sanguíneo suficiente após uma parada cardíaca ou fibrilação ventricular e isso mantém o paciente vivo enquanto o médico pode reparar as feridas internas graves que o paciente sofreu.

Mas, felizmente, o time conhecia toda a anatomia local, impedindo que eles danificassem estruturas importantes e salvou o paciente. E acabamos de ver - o coração in situ. Antes de eu deixar você ir, vamos rapidamente recapitular o que vimos hoje.

Bem, primeiro começamos com o coração e a anatomia que pode ser vista quando ele está na sua posição anatômica e isso inclui três das quatro câmaras, que são o átrio direito, o ventrículo direito e o ventrículo esquerdo. Também vimos o apêndice atrial esquerdo e o apêndice atrial direito.

Finalmente, vimos algumas características externas do coração, que incluem o infundíbulo cardíaco, o sulco interventricular anterior e o ápice do coração.
Depois vimos as estruturas vizinhas, que incluem os pulmões, seus lobos e suas fissuras, que separam os lobos. Também vimos as partes da via aérea com foco particular no brônquio principal esquerdo, já que ele pode ser visto com o coração in situ.

Demos uma olhada no pericárdio e falamos sobre suas várias camadas e depois vimos o órgão linfóide conhecido como timo e o músculo plano, o diafragma.
Depois mergulhamos nas estruturas neurovasculares e começamos vendo as principais artérias, que incluem o arco aórtico, o tronco braquiocefálico, as carótidas comuns direita e esquerda, as subclávias direita e esquerda, a torácica interna, a pericardicofrência, o ligamento arterioso, a coronária direita, o ramo intervertebral da coronária esquerda e o tronco pulmonar.

E depois mudamos para as veias, que incluem as veias jugulares internas direita e esquerda, as subclávias direita e esquerda, as braquiocefálicas direita e esquerda, a veia cava superior e as pericardicofrênicas.

Finalizamos a seção de estruturas neurovasculares identificando os principais nervos - os nervos vagos esquerdo e direito, os frênicos esquerdo e direito e o laringeo recorrente esquerdo. E então juntamos tudo para investigar algumas notas clínicas sobre a toracotomia e a massagem cardíaca.

E isso nos traz ao final do nosso tutorial sobre o coração in situ. Espero que você tenha gostado. Obrigado por assistir!

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