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Nervo facial (NC VII)

Videoaula recomendada: Nervo facial [33:05]
Percurso, ramificações e núcleos do nervo facial.

O nervo facial (NC VII) é um nervo craniano misto que se origina no tronco encefálico. Ele possui fibras motoras e sensitivas que, de acordo com a sua modalidade, podem ser gerais, viscerais, somáticas e especiais. Isso explica porque as funções do nervo facial são tão variadas, uma vez que ele inerva os músculos, a mucosa, as glândulas e transmite os impulsos nervosos associados ao paladar.

A origem real do nervo facial encontra-se nos seus quatro núcleos, localizados na ponte. Esses núcleos dão origem a duas divisões (raízes) diferentes do nervo facial: uma raiz motora primária maior e uma raiz sensitiva menor chamada de nervo intermédio. As duas raízes unem-se dentro do canal do nervo facial (canal de Falópio), formando o tronco do nervo facial propriamente dito, que alcança a face ao atravessar o forame estilomastóideo. Na face, o nervo facial inerva os músculos faciais, responsáveis pelas expressões faciais, uma parte da língua e o palato mole, sendo responsável pelo paladar, a mucosa do nariz e da orelha média, assim como as glândulas lacrimais e salivares.

Este artigo explicará tudo sobre a anatomia, a origem, as funções e o trajeto do nervo facial

Informações importantes sobre o nervo facial
Tipo Nervo misto:
Eferente visceral geral (EVG) (parassimpático)
Eferente visceral especial (EVE)
Aferente visceral geral (AVG)
Aferente visceral especial (AVE)
Aferente somático geral (ASG)
Núcleos (origem real) Núcleo salivar superior (EVG)
Núcleo motor do nervo facial (EVE)
Núcleos do trato solitário (AVG, AVE)
Núcleo espinal do nervo trigêmeo (ASG)
Local de saída do crânio Forame estilomastóideo
Ramos intracranianos Nervo petroso maior
Nervo para o músculo estapédio
Corda do tímpano              
Ramos extracranianos Nervo auricular posterior, ramo digástrico, ramo estilo-hióideo, ramo temporal, ramos zigomáticos, ramo bucal, ramos marginais da mandíbula e ramos cervicais
Funções Inervação sensitiva: ouvida média, cavidade nasal, palato mole (AVG); dois terços anteriores da língua (AVE); meato acústico externo (ASG)
Inervação motora:
glândulas lacrimal, submandibular, sublingual, nasal, glândulas palatinas (glândulas salivares menores) (EVG), músculos da expressão facial (EVE)
Conteúdo
  1. Origem
  2. Trajeto
  3. Ramos
    1. Ramos intracranianos
    2. Ramos extracranianos
  4. Nervo facial como parte do trato corticobulbar
  5. Notas Clínicas
    1. Parotidectomia (retirada cirúrgica da glândula parótida)
    2. Paralisia do nervo facial
    3. Paralisia de Bell
    4. Avaliação clínica do nervo facial
  6. Referências
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Origem

O nervo facial tem origem em quatro núcleos localizados na ponte (origem real):

  1. Núcleo salivar superior (eferente visceral geral, EVG)
  2. Núcleo motor do nervo facial (eferente visceral especial, EVE)
  3. Núcleos do trato solitário (aferente visceral geral, AVG)
  4. Núcleo espinal do nervo trigêmeo (aferente somático geral, ASG)

O núcleo motor do nervo facial dá origem a uma espessa raiz motora, enquanto os outros núcleos dão origem a um nervo intermediário mais fino. As raízes saem juntas do tronco encefálico através do seu aspecto ântero-lateral. Esse local é conhecido como origem aparente do nervo facial, e se localiza no aspecto lateral do tronco encefálico, na junção da ponte com o bulbo, entre as origens dos pares cranianos VI e VIII.

Confira a unidade de estudo abaixo para aprender um pouco mais sobre os pares cranianos:

Trajeto

Desde a sua origem até chegar à face, o trajeto do nervo facial pode ser dividido em seis segmentos:

  1. Segmento intracraniano (pontino ou cisternal)
  2. Segmento meatal (dentro do meato acústico interno)
  3. Segmento labiríntico (desde o meato acústico interno até ao gânglio geniculado)
  4. Segmento timpânico (desde o gânglio geniculado até à eminência piramidal)
  5. Segmento mastóideo (desde a eminência piramidal até ao forame estilomastóideo)
  6. Segmento extratemporal (desde o forame estilomastóideo até os ramos pós-parotídeos)

O segmento intracraniano (pontino ou cisternal) do nervo é relativamente curto. Ele começa na origem aparente do nervo facial e engloba todo o trajeto das raízes do nervo facial na fossa posterior do crânio. Depois, as raízes alcançam a porção petrosa do osso temporal e passam através do meato acústico interno, onde se localiza o segmento meatal. Em seguida, entram no canal do nervo facial, um canal em forma de Z no interior do qual as raízes se unem, formando o nervo facial propriamente dito. Os segmentos labiríntico, timpânico e mastóideo encontram-se dentro do canal do nervo facial.

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O segmento labiríntico é muito curto, se estendendo entre a entrada do canal do nervo facial e uma região conhecida como joelho do nervo facial, onde o canal e o nervo se curvam (daí o nome “joelho”). Nesse local, o nervo facial expande-se e para formar o gânglio geniculado, que contém os corpos celulares dos neurônios sensitivos. É aqui, no gânglio geniculado, que o nervo facial emite o nervo petroso maior.

A próxima região do nervo é o segmento timpânico, que percorre a porção do canal do nervo facial que atravessa a cavidade timpânica. Este segmento emite a corda do tímpano e o nervo para o músculo estapédio. Ele termina na eminência piramidal, onde encontramos a segunda curvatura do canal facial. O nervo facial continua inferiormente no segmento mastóideo, o qual termina quando o nervo chega ao forame estilomastóideo.

O forame estilomastóideo é o orifício através do qual o nervo facial deixa o crânio (osso temporal) e alcança a face. Portanto, o restante do trajeto do nervo facial é chamado de segmento extratemporal.

O que acha de aprofundar seus conhecimentos sobre o nervo facial com a unidade de estudo abaixo?

Ramos

Os ramos do nervo facial são classificados como intracranianos (dentro do crânio) e extracranianos (na face).

Ramos intracranianos

O nervo petroso maior é o primeiro de uma série de nervos que contêm fibras parassimpáticas pré-ganglionares para as glândulas lacrimais, estimulando a produção de lágrimas. Ele passa abaixo do gânglio trigeminal e chega ao forame lacerado, onde se une ao nervo petroso profundo, dando origem ao nervo do canal pterigóideo (nervo vidiano). O nervo petroso maior também contém fibras parassimpáticas destinadas ao gânglio pterigopalatino, bem como fibras para o paladar.

Fiel ao seu nome, o nervo para o músculo estapédio inerva o músculo estapédio. Esse músculo insere-se no aspecto posterior do estribo, um dos três ossículos auditivos. O músculo estapédio contrai-se em resposta a ruídos fortes, impedindo assim a oscilação excessiva do estribo, amortecendo as suas vibrações e controlando a amplitude das ondas sonoras.

A corda do tímpano deixa o nervo facial acima do forame estilomastóideo, e é responsável por transmitir a sensação do paladar dos dois terços anteriores da língua. Ela passa através da parede posterior da orelha média, passa junto ao colo do martelo e emerge na extremidade medial da fissura petrotimpânica. A corda do tímpano une-se ao aspecto posterior do nervo lingual, formando um ângulo agudo, e transporta as fibras do paladar dos dois terços anteriores da língua e as fibras parassimpáticas pré-ganglionares eferentes para o gânglio submandibular, que são responsáveis por inervar a glândula submandibular, estimulando a produção de saliva.

Ramos extracranianos

Depois de atravessar o forame estilomastóideo, o nervo facial emite:

  • O nervo auricular posterior, que inerva o ventre occipital do músculo occipitofrontal e alguns dos músculos auriculares.
  • Os ramos digástrico e estilo-hióideo, que inervam o ventre posterior do músculo digástrico e o músculo estilo-hióideo, respectivamente.

Em seguida o nervo perfura a glândula parótida, local onde emite cinco ramos terminais: os ramos temporal, zigomático, bucal, mandibular marginal e cervical, que emergem no interior da da glândula parótida e inervam estruturas de toda a face. A distribuição desses nervos pode ser memorizada facilmente se você colocar a palma da sua mão na orelha do mesmo lado e estendendo os dedos de forma a que cubram toda a face. Com esse truque, cada ramo corresponderá a um nervo, sendo o primeiro o ramo temporal (polegar) e o último o ramo cervical (dedo mínimo).

  1. O ramo temporal é exclusivamente motor, inervando os músculos auriculares superiores e anteriores, o ventre frontal do músculo occipitofrontal, os orbiculares dos olhos e o corrugador do supercílio.
  2. Os ramos zigomáticos inervam os músculos orbiculares dos olhos.
  3. O ramo bucal inerva os músculos zigomático maior, levantador do lábio superior, levantador do ângulo da boca, zigomático menor, levantador do lábio superior e da asa do nariz, e os pequenos músculos nasais.
  4. Os ramos mandibulares marginais inervam os músculos risório e os do lábio inferior.
  5. Os ramos cervicais inervam o platisma.

Nervo facial como parte do trato corticobulbar

O trato corticobulbar, ou trato corticonuclear, influencia os núcleos motores de muitos dos nervos cranianos motores. Além do nervo facial, esses nervos são:

O trato corticobulbar envia sinais motores para a inervação dos músculos da face através de uma sequência de neurônios motores. Os sinais, que têm origem nos corpos celulares dos neurônios motores superiores do córtex cerebral lateral, correspondem diferentes partes da face. Eles cursam inferiormente a partir do córtex, passam pela cápsula interna e formam sinapse com os corpos celulares dos neurônios motores inferiores, localizados nos núcleos do nervo facial na ponte.

Depois, esses sinais são transmitidos dos corpos dos neurônios motores inferiores aos seus axônios, que se projetam através da raiz motora do nervo facial em direção aos músculos da expressão facial. Os axônios que se originam dos neurônios motores superiores são considerados parte do trato corticobulbar, enquanto os axônios que se originam dos neurônios motores inferiores são considerados parte dos nervos cranianos propriamente ditos.

Avalie o seu conhecimento com o seguinte teste:

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Kim Bengochea, Universidade de Regis, Denver
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